NAVEGAR É PRECISO MAS COM SEGURANÇA!
ALGUNS CONSELHOS
Para proteger o teu computador e impedir o roubo de dados é preciso seguir algumas regras simples.
NÃO TE DEIXES LEVAR NA ONDA- PENSA ANTES DE PUBLICAR!
TENS A CERTEZA QUE SÃO "AMIGOS"?
DEBATE ESTES TEMAS COM OS TEUS COLEGAS, FAMILIARES E PROFESSORES!
Na RTP-de segunda a sexta, duas vezes por dia, no horário 12h50 e 19h50.
«(...) o programa tem como objectivo promover a leitura e divulgar todas as novidades da edição livreira nos mais diversos géneros e para todas as idades.
(...) "LER +, Ler Melhor ouve a opinião de especialistas ligados ao livro e à literatura, desde os escritores aos editores, passando naturalmente pelos críticos.»
Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 25, 2012
Sabiam que este conto surgiu a partir de uma conversa pela internet (sessão de chat) promovida pela Associação de Professores de Português (APP) entre a escritora Luísa Ducla Soares e alguns alunos? Quem diria?! Nessa sessão a escritora «propôs um início de história que incluía personagens já conhecidas dos alunos. No fim, enviou a todos, por correio electrónico, a história que tinha escrito» Ler aqui o registo.
Nas páginas da APP dedicadas a esta escritora também se pode aceder ao texto integral desta primeira aventura da Capuchinho Vermelho no nosso século. A história começa assim: «A Menina do Capuchinho Vermelho estava farta de viver num tempo antigo, num livro antigo. Apanhou um dia o João, muito entretido a ler a sua história, e disse-lhe: - Ajuda-me a saltar para o século XXI. - Boa ideia! – exclamou o rapaz. Vem daí. A garota pousou os pés no chão da sala, olhando à sua volta, espantada. - Repara, está um elefante junto da tua janela. Ele riu-se. - Impossível! Eu moro no décimo andar. Aqui só chegam os pássaros. A menina apontou para a televisão. Mexendo no comando, o amigo mudou de canal e logo apareceu, por trás do vidro, o fundo do mar. - Afinal tens uma caixa mágica – concluiu ela, preparando-se para ficar toda a tarde a ver filmes. Mas o João tinha combinado ir visitar a avozinha. - Veste o anorak azul – recomendou a mãe. — E leva uns bolinhos à avó Maria. (…) »Continuar a ler.
Em 2006, a história ganhou novo fôlego com as coloridas ilustrações de Helena Simas e, em 2007, a editora Civilização publicou o livro que hoje apresentamos e que podes ler e requisitar na nossa Biblioteca.
Mas deixa-nos levantar uma questão: não achas que desde essa viagem do Capuchinho ao nosso século, surgiram outros perigos para meninos e meninas desprevenidos? Se não sabes do que estamos a falar pergunta à tua diretora de turma ou aos teus outros professores o que é o Dia da Internet Segura, um evento realizado anualmente desde 2007.
Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 24, 2012
«Na minha rua, todos os dias se passam histórias fantásticas. Podem vocês achar que exagero, que não será bem assim, que todas as ruas são iguais e os dias iguais em todas as ruas… Pois aí é que vocês se enganam e eu vos direi porquê. Para caçar uma história na minha rua, como na rua ao lado e em outra ou outras ruas, não é preciso dar muitos passos nem ficar muito tempo à janela. É preciso isso sim, estar à coca, cheio até aos olhos de atenção… Às duas por três a história vem ter connosco. Muito sorrateiramente ela acaba sempre por vir ter connosco. Depois agarra-se na história com muito cuidado, tiram-se-lhe as medidas, porque o mais das vezes, as histórias são demasiado compridas e emaranhadas para caberem nas páginas destes livros e passa-se tudo ao papel, de preferência pautado, para se meter mais umas coisas nas entrelinhas. Acabada a redacção, lê-se em voz alta, por causa dum tal bichinho do ouvido, que aprecia muito a música das histórias. E para terminar, põe-se a história à janela, a secar ao sol, ou não fosse ela da minha rua. É sempre assim que eu faço. Não custa nada. Sucede que, no caso da história que vou contar, as coisas, não se passaram, infelizmente, com tanta perfeição. Não fui eu que a agarrei, mas ela, a história que se agarrou a mim e com que força… Até me puxou os cabelos, a velhaca! Acontecem, às vezes, percalços destes e, afinal, ao escrevê-los também se compõe uma história. Espero que gostem.» António Torrado, “Uma história à solta na minha rua”
Nós gostamos,e muito, desta história e deste belo livro “risonhamente ilustradas pelo talento de Chico” como se pode ler na curta sinopse que a seguir se transcreve da contracapa: «Dar voz aos animais é próprio das fábulas. Mas nestas divertidas histórias de António Torrado, risonhamente ilustradas pelo talento de Chico, os animais não se limitam a falar entre eles. Também conversam connosco, protestam, refilam e armam grandes confusões no mundo dos homens. Pequenos leitores e leitores crescidos vão acertar o riso à volta do mesmo livro e nunca mais o irão esquecer»
Fomos encontrar algumas destas histórias a “morar” num outro livrinho do autor, com desenhos também muito divertidos de Eduardo Perestrelo, intitulado Jardim Zoológico em Casa, publicado pela Plátano, cremos que em 1978. Estava num armário de uma escola do 1º ciclo do nosso agrupamento e depois de passar pelas mãos da enfermeira de serviço da BE (pois tinha tido muito uso e o seu estado não era dos melhores) saltou para a prateleira das “relíquias”, como lhe chama uma senhora que trabalha na escola.
Mas aqui fica o registo das histórias de cada um dos livros: O Jardim Zoológico em casa
Nove vezes nove? Oitenta e um, sete macacos e tu és um.
O jardim zoológico em casa (A rã Felisbela)
O Gato que era rei
Fu Chow , a princesa das pulgas
A cabrinha traquinas e o cavalheiro respeitável
Histórias à solta na minha rua
Uma história à solta na minha rua >
Fu Chow , a princesa das pulgas
A Rã Felisbela
O grilo Grilarim cantarola no jardim
Nove vezes nove? Oitenta e um, sete macacos e tu és um.
Os bichanos também são manhosos
«No dia 7 de fevereiro de 2012, comemora-se o Dia da Internet Segura. Para que este dia seja assinalado na comunidade escolar, convidamos todas as escolas a dinamizarem atividades sobre as temáticas relacionadas com a Segurança na Internet, na segunda semana do mês de Fevereiro de 2012.
Vamos envolver a escola! Esta é a oportunidade perfeita para introduzir, ou reforçar, o tema da Segurança na Internet entre os alunos, professores, funcionários, encarregados de educação e pais, bem como consolidar os conceitos que, eventualmente, terão sido, ou virão a ser, abordados na sala de aula. Este ano o tema do SID é “Aproximar Gerações” e o slogan “descobrir o mundo digital em conjunto… com segurança!” pelo que se apela às escolas que desenvolvam atividades que abranjam o maior número possível de participantes de diferentes gerações, em interação. (…) Continuar a ler na Página de apoio e divulgação do Dia da Internet Segura criada pela SeguraNet
Em breve divulgaremos as atividades que estão programadas
Clicar aqui para ver todos os artigos publicados no blogue sobre este tema.
Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 19, 2012
Realizou-se ontem no auditório da escola a 1ª fase das Olímpiadas da Escrita no âmbito do projeto Escola da Minha Vida, promovido pela CMPV, tendo participado 68 alunos do 2º e do 3º ciclo distribuídos por duas sessões.
A fase final, com a participação de todas as escolas do concelho, realizar-se-á no próximo dia 2 de Março no Diana-Bar.
Se quiserem ver como foi no ano passado espreitem aqui .
Capa da esquerda: 1ª edição de 1955 com ilustrações de Mário Bonito (Porto : Liv. Figueirinhas) fonte da imagem
Capa da direita: 4.ª edição de 1976 com ilustrações de Lisa Couwenbergh (Porto: Edições Asa) fonte da imagem
Um dos 24 títulos desta coleção que a nossa escola recebeu, no ano passado, no âmbito do Concurso «Quem Conta um Conto… acrescenta um ponto» (organizado pelo semanário Sol em parceria com o Plano Nacional de Leitura). Deste livro recebemos 18 exemplares.
PARA SABER MAIS
«Foi inspirado pelas suas próprias desventuras amorosas e pela peça de Shakespeare, Romeu e Julieta, que Camilo Castelo Branco escreveu Amor de Perdição, o seu romance mais famoso. Obra emblemática do Romantismo português, Amor de Perdição conta-nos a história de Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens que pertencem a famílias distintas de Viseu. Entre ambos nasce um amor que são obrigados a calar pois as suas famílias são rivais e tudo farão para os separar. Mas os amantes acabarão por mostrar através do mais dramático dos actos, que nada, nunca, destruirá o sentimento que os une.» in Camilo Castelo Branco- Amor de Perdição- blogue da editora Leya sobre a obra.
«Amor de Perdição - Novela composta em 1861, por Camilo Castelo Branco, durante o tempo em que o autor esteve preso por adultério na cadeia da Relação do Porto. Foi baseada num episódio real da vida de um tio seu, Simão Botelho, que lhe teria sido contado por uma tia, e cujo registo o autor teria encontrado nos livros de assentamentos da cadeia (…). Continuar a ler In Infopédia[Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-14]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$amor-de-perdicao>.
Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 14, 2012
Lista dos escritores e dos títulos dos 24 clássicos adaptados e ilustrados por vários autores contemporâneos que a nossa escola recebeu no ano passado, no âmbito do Concurso «Quem Conta um Conto… acrescenta um ponto» (organizado pelo semanário Sol em parceria com o Plano Nacional de Leitura) e ao qual os alunos do 2º ciclo de algumas turmas concorreram.
Coleção de clássicos da literatura portuguesa contados às crianças: Biblioteca tempo dos mais novos editada pela Quasi Editora, em colaboração com o jornal SOL e com o MILLENNIUM BCP. Esta colecção está dividida em duas séries a do André e a da Helena
CAMINHA, Pêro Vaz de
Carta a El-Rei Dom Manuel sobre o Achamento do Brasil, adap. por João de Melo, il. de Carla Nazareth (12)
CASTELO BRANCO, Camilo
Amor de Perdição, adap. por Pedro Teixeira Neves, il. de Helena Simas (18)
A Brasileira de Prazins, adap por Francisco José Viegas, il. de Sandra Serra (1)
A Queda de um Anjo, adaptado por Albano Martins, il. de Gabriela Sotto Mayor (1)
DINIS, Júlio
A Morgadinha dos Canaviais, adap. por Possidónio Cachapa, il. de André Letria(1)
As Pupilas do Senhor Reitor, adap. por Albano Martins, il. de Helena Simas (13)
Os Fidalgos da Casa Mourisca, adap por Possidónio Cachapa, il. de Helena Simas (1)
Uma Família Inglesa, adap por Manuel Jorge Marmelo, il. de Sandra Serra (7)
GARRETT, Almeida
Frei Luís de Sousa, adap. por José Jorge Letria, il. de André Letria (1)
Viagens na Minha Terra, adap. por Rui Zink, il. de Gabriela Sotto Mayor (1)
HERCULANO, Alexandre
O Bobo, adap. por José Jorge Letria, il. de Carla Nazareth (17)
PESSOA, Fernando
Mensagem, adap. por Mafalda ivo Cruz, il de Sandra Serra (19)
O Banqueiro Anarquista, adap. por Clara Pinto Correia, il. de Helena Simas (1)
QUEIRÓS, Eça de
As Cidades e as Serras, adap. por António Torrado, il. de Helena Simas (1)
A Ilustre Casa de Ramires, adap. por António Torrado, il. de Marta Martins (1)
A Relíquia, adap. por Ana Luísa Amaral, il. de Gabriela Sotto Mayor (1)
O Crime do Padre Amaro, adap. por Eduardo Pitta, il. de Carla Nazareth (1)
O Mandarim, adap. por Gonçalo M. Tavares, il. de Helena Simas (13)
O Primo Basílio, adaptado por Fernando Pinto do Amaral, il. de Marta Martins (7)
Os Maias, adap. por José Luís Peixoto, il. de André Letria (13)
VICENTE, Gil
Auto da Barca do Inferno, adap. por Rosa Lobato de Faria, il. de Gabriela Sotto Mayor (19)
Auto da Índia, adap. por Rosa Lobato Faria, il. de Marta Martins (13)
Auto de Mofina Mendes, adap. por Ana Luísa Amaral, il. de Helena Simas (1)
VIEIRA, Padre António
Sermão de Santo António aos Peixes, adap. por Rui Lage, il. de André Letria (1)
(Entre parênteses indica-se o número de exemplares por título que recebemos)
A Nau Catrineta que tem Muito que Contar de António Torrado, ilustrada por Paula Soares, numa edição escolar da Civilização Editora, foi o livrinho que oferecemos aos “top-leitores” do 1º período. (ver nota para professores)
«Quem lembra a Nau Catrineta quem a chora e a lastima, ondas do mar abaixo ondas do mar acima?
Quem vira costas aos cais que da espera se arruína, ondas do mar abaixo ondas do mar acima?
Quem, de janelas fechadas, enlutadas, desanima, ondas do mar abaixo ondas do mar acima?
Neste silêncio de mais pelo cais, onde a neblina apaga esquinas, umbrais, um velho arrais se aproxima..
A névoa que traz nos olhos a névoa que o encortina arranca flocos de névoa, trovas de pranto em surdina: “Eu sei da Nau Catrineta que tem muito que contar, Foi EI- Rei quem ordenou que a fossem aparelhar. O capitão a aparelha nem mais tinha que esperar, ao sair da barra fora tudo era arrebicar. (…)”»
continuar a ler no blogue do Contador de Histórias
Para saber mais:
«A Nau Catrineta é um poema romanceado por um anónimo, relativo às viagens para o Brasil ou para o Oriente. Segundo Almeida Garrett, o romance popular A Nau Catrineta terá sido baseado no episódio sobre o Naufrágio que passou Jorge de Albuquerque Coelho, vindo do Brasil, no ano de 1565, que integra a História Trágico-Marítima. Este poema, que Garrett incluiu no seu Romanceiro (1843-1851), foi bastante difundido pelos países setentrionais.
Diz a lenda que decorria o ano de 1565 quando saiu de Pernambuco a nau “Santo António” com destino a Lisboa, levando a bordo Jorge de Albuquerque Coelho, filho do fundador daquela cidade. Pouco depois de deixarem terra, avistaram uma embarcação que vinha na sua direção e que identificaram como um navio corsário francês, que pilhava os barcos naquelas paragens. Dado o alerta, pouco adiantou desfraldarem todas as velas, pois o “Santo António” tinha os porões demasiado carregados. A abordagem dos corsários foi rápida e eficaz: a nau foi saqueada com todos os seus haveres e deixada à deriva no mar sob o sol escaldante. Os tripulantes mais fracos ou feridos em combate foram morrendo de sede e de escorbuto e os que iam sobrevivendo não esperavam melhor sorte. O desespero apoderou-se dos marinheiros e um deles cheio de fome tentou arrancar pedaços de carne de um companheiro moribundo. Alertados pelos gemidos do homem, acercaram-se dele todos os sobreviventes, uns, para evitarem a ação desesperada, e outros, para nela participarem. Os ânimos estavam já muito exaltados, quando a voz de Jorge de Albuquerque Coelho se levantou, aconselhando-lhes calma e apelando para a sua dignidade de homens. Os marinheiros serenaram, enquanto a nau continuava à deriva. Por fim, foi avistada terra portuguesa, onde todos foram acolhidos e tratados. Conta-se que, muitos anos depois, Jorge de Albuquerque Coelho, já de idade avançada, se sentava em frente ao mar rodeado de amigos para contar a sua história que começava assim: “Lá vem a nau Catrineta, que tem muito que contar. Ouvi, agora, senhores, uma história de pasmar…”.»
A Nau Catrineta. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-01]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$a-nau-catrineta,2>.
Imagem: tapeçaria de Portalegre reproduzindo “A Nau Catrineta” de Almada Negreiros, executada a partir dos painéis da Gare Marítima de Alcântara. (ver fotos dos painéisaqui)
Ler a versão popularizada por Almeida Garrett aqui e cantada por Fausto
.
(Nota para professores: o texto de António Torrado não é de leitura fácil pois caracteriza-se por um vocabulário e construção frásica incomuns. Não se trata de uma adaptação para crianças, simplificada, mas sim de uma versão literária da lenda que narra as desventuras da nau quinhentista e dos seus tripulantes. Não creio que seja de todo apropriado para o 3º ano do 1º ciclo (como talvez por lapso vem aconselhado nas lista do PNL); para este nível etário é mais apropriada a divertida Nau Mentireta de Luísa Ducla Soares, (infelizmente esgotada), efetivamente aconselhada para o 2º ano)
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um excerto:
O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 73.000 vezes em 2011. Se fosse o Louvre, eram precisos 3 dias para todas essas pessoas o visitarem.
Em 2011 foram publicados 82 novos artigos, aumentando o arquivo total para 553 artigos. Foram carregadas 142 imagens, ocupando um total de 29mb. É cerca de 3 imagens por semana.
O dia com mais tráfego foi 21 de Setembro, com 1.500 visitas. O artigo mais popular nesse dia foi As árvores em poesia.
Escolhemos este texto de António Torrado para primeira entrada de 2012 por duas razões:
Não podia expressar melhor os nossos votos: ver na biblioteca cada vez mais meninos e meninas (e professores ;-) a abrir os livros, descobrindo neles a matéria de que somos feitos, aprendendo a sonhar.
É da autoria de António Torrado, um dos mais conceituados escritores portugueses, responsável pela versão de A Nau Catrineta, publicada no livrinho com que vamos premiar os nossos “top-leitores” do 1º período.
«Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado. Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer. Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o .livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros. Ali estava. Ali ficou. Um dia, mais não podendo, queixou-se: — Ninguém me leu. Ninguém me liga. Ao lado, um colega disse: — Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu. — É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto. — Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo. — Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa. — Eu também — falou, perto deles, um livrinho estreito. — Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto. — Isso não é trabalho para livro — estranhou o calhamaço. — À falta de outro… — conformou-se o livro estreitinho. Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele… Suspirou. Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar, ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre uns joelhos. — Tem bonecos esse livro? — perguntou a voz de uma menina, debruçada para o livro, ainda por abrir. — Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te — disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante. Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo: — Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial. — Lê — pediu a voz da menina. E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta. Às vezes vale a pena esperar. »
Alves Redol: Centenário do Nascimento (1911-2011) – Excelente “exposição com base no acervo do Museu do Neo-Realismo e da família do escritor” (documento publicado no Issuu mas sem referências explícitas de autoria)
Na nossa Biblioteca temos dois livros de Alves Redol:
A Vida Mágica da Sementinha (capa da edição de 2008) e Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos (capas da 1ª edição de 1962 e da 20ª edição) A
Publicado por Manuela DL Ramos em Dezembro 24, 2011
Coro dos Alunos da Escola E.B. 2,3 de Beiriz durante a Festa de Natal
«Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, do amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem
Então é Natal, pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre, num só coração
Então bom Natal, pro branco e pro negro
Amarelo e vermelho, pra paz afinal
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem. (…)»
A Rede Bibliotecas Escolares deseja aos professores bibliotecários, equipas e a todos aqueles que colaboram e utilizam as bibliotecas escolares votos de Boas Festas e Bom Ano.
Publicado por Manuela DL Ramos em Dezembro 23, 2011
Ontem, dia 22 de Dezembro, o Parlamento Português aprovou, por unanimidade, o Projeto de Resolução que institui o sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal.
“A partir de agora, sempre que se abaterem sobreiros, não se abate apenas uma espécie protegida, abate-se um símbolo da nação.” (deputado Miguel Freitas)