«Está comprovado que quando os bibliotecários e os professores trabalham em conjunto, os estudantes alcançam níveis mais elevados de literacia,
leitura, aprendizagem, resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação.»
in Manifesto das Bibliotecas Escolares da IFLA /UNESCO (1999)
Disponível nos sítios da IFLA e da RBE
A ler no adrian&pandora a história de William Kamkwamba, um rapaz de 14 anos, do Malawi, que construiu um moinho de vento a partir de sucata, graças à informação que leu num livro da biblioteca local.
Afixação/exposição de cartazes relativos ao Dia da Biblioteca Escolar
Montagem de uma exposição na sala dos professores com algum material da BE (dossiês de actividades, brochuras e folhetos, etc.).
Oferta de marcadores alusivos ao evento (1º, 2º e 3º Ciclos).
Lançamento dos Guias da BE com a distribuição dos folhetos:
Guia do utilizador (professor) e Guia do utilizador (aluno)
Publicação do 1º Boletim Informativo deste ano (com informações sobre o Dia da Biblioteca, o Plano Anual de Actividades e a BE em números).
Exposição “O Senhor das Palavras” e lançamento do respectivo Concurso literário.
(Re)lançamento do Poema “A Senhora Biblioteca” com a participação do GABE – Grupo dos Amigos da BE.
Lançamento do projecto “Caixas Andarilhas – Biblioteca Itinerante” para os alunos do 1º ciclo.
Leitura no Pré-Escolar de uma história pelo ‘Trombetas’ (elefante muito atarefado no reconto e conto de histórias).
Leitura de um conto na Biblioteca da EB1 de Paçô.
As actividades iniciam-se no Dia da BE, que no nosso país é a última 2ª feira de Outubro, ou seja hoje . Este ano o tema é “School Libraries: The Big Picture” traduzido pela RBEpara: Biblioteca Escolar: Panorama.
Chamo-me Biblioteca e sou…
Não interessa?! Não é importante?!
Ora vejam lá que conversa…
Eu sou a senhora Biblioteca!
Ah! Está com pressa!
Pois olhe. Eu sou uma senhora, e tenho tudo em mente.
As coisas importantes e menos importantes,
e as histórias de todas as estantes.
As que são pr’a sonhar e as de ensinar,
Tudo histórias de pasmar!
Tenho enciclopédias e dicionários,
A História Mundial e a de Portugal.
Sei de Geografia, de Matemática e de Física;
Das Ciências Naturais e das Línguas;
De Educação Visual, Musical e outras que tal!
Também sou conhecida dos cinéfilos!
Dos que ouvem música, lêem revistas e sabem conversar.
Ah…, diz-me que sou vaidosa?! Pudera!
Sabe? É que sou cortejada e por muitos desejada!
Tenho sabedoria, romance e prazer para dar…
Afinal, quer ou não conversar?
Então, pr’ós livros venha navegar!
É com um enorme entusiasmo (diria mesmo ”muito enorme”) que anuncio a apresentação do tão esperado livroLer para Entender – Língua Portuguesa e Formação de Leitores de Gisela Silva, Rita Simões, Teresa Macedo, Américo Lindeza Diogo e Fernando Azevedo*, editado pela Trampolim. Será mais logo, pelas 21.30, na Livraria Salta Folhinhas.
«Trata-se de um livro de cariz essencialmente prático que se propõe a fornecer a Educadores, Professores, Bibliotecários e alunos das Escolas Superiores de Educação, um conjunto de ferramentas que, em ambiente de sala de aula, possam contribuir para uma exploração mais ajustada de textos de literatura infantil e juvenil, na perspectiva de proporcionarem aos alunos avanços na compreensão, interpretação, escrita e oralidade. (…) (informação daqui)
*Do Centro de Investigação para a Promoção da Literacia e Bem-Estar da Criança (LIBEC), da Universidade do Minho.
«O Ler+ Ciênciaé uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura >, da Fundação Calouste Gulbenkian > e da Ciência Viva >, que procura estimular a leitura de obras científicas (e de ficção científica) entre as crianças e os jovens.
O Concurso Cada concorrente deverá submeter uma apresentação de um livro de ciência, de divulgação ou de ficção científica, procurando suscitar o interesse de outras pessoas para a obra.
As apresentações podem ser submetidas em dois formatos: - por escrito, em textos que não deverão exceder os 1500 caracteres
- em gravação vídeo que não deverá exceder 60 segundos
Os prémios Os trabalhos premiados serão publicados no Clube de Leituras do Plano Nacional, na página da Ciência Viva e ainda na Ciência Viva TV, em www.cvtv.pt.
A Fundação Calouste Gulbenkian oferecerá ainda os seguintes prémios: - Os autores de 5 apresentações seleccionadas pela comissão de análise receberão como prémio um cheque livro no valor de €25.
- As escolas que enviarem apresentações de 10 ou mais alunos, cujos textos forem seleccionadas pela comissão de análise, receberão um cheque livro no valor de € 250.
(…)
O Concurso ” Ler+ Ciência” teve início a 20 de Março de 2009, e está aberto em permanência.»
Meninos e meninas, a equipa da BE está “em pulgas” para vos ajudar a participar! Vamos lá concorrer!
A um ano da comemoração do centenário da implantação da República, e como os preparativos já começaram, divulga-se aqui o seguinte apelo ao “envolvimento nas comemorações”:
«O Ministério da Educação – Plano Nacional Leitura (PNL), Rede de Bibliotecas Escolares(RBE), Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular(DGIDC), Secretaria-Geral –, em articulação com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), propõe a todos os agrupamentos e escolas que, durante o ano lectivo 2009-2010, se envolvam nas comemorações. Convidam-se desde já os docentes a visitar o sítio da CNCCR, onde está disponível o programa nacional de comemorações, que inclui a área República nas Escolas. A partir de Junho de 2009, este sítio disponibilizará vários conteúdos destinados a apoiar as actividades comemorativas das Escolas. (…)
Estamos certos de que irão dar a vossa melhor atenção às propostas da CNCCR, proporcionando aos alunos oportunidades para se envolverem nas comemorações nacionais do Centenário da República. » Ler mais aqui
«A International Association of School Librarianship(IASL)– principal associação internacional no âmbito das bibliotecas escolares – distingue, este ano, uma portuguesa, Maria José Vitorino, com o prémio IASL SCHOOL LIBRARIANSHIP 2009. » (ler toda a notícia aqui )
Uma distinção que premeia o trabalho desta professora e bibliotecária ligada ao Programa RBE desde o seu lançamento, em 1996.
A seguir aqui : «Seminário promovido pelo Gabinete Rede de Bibliotecas Escolares, dirigido pelo Professor Ross Todd, especialista de grande reputação nas temáticas das Bibliotecas Escolares e dos desafios que se colocam hoje à escola no desenvolvimento do currículo e do papel das tecnologias de informação, designadamente as ferramentas da Web 2.0.»
Sugestões:
Visita aoMuseu da Música (via Comemorando) A Flauta Mágica de Mozart -de que a Orquestra de Sopros da Escola de Música da Póvoa de Varzim tocou pequenos trechos na sua habitual visita à nossa escola (via Vox Nostra).
in Orientações para Actividades de Leitura: Programa – Está na Hora da Leitura 1.º Ciclo(brochura em pdf no sítio do PNL)
«O Plano Nacional de Leitura toma como referência alguns princípios essenciais que têm orientado a acção realizada nos países que apresentam resultados mais positivos no domínio da promoção da literacia:
O caminho para a aquisição de uma competência sólida no domínio da leitura é longo e difícil.
Para se induzirem hábitos de leitura autónoma, são necessárias muitas actividades de leitura orientada.
A aquisição plena da competência da leitura não exige apenas a aprendizagem da descodificação do texto.
Para se atingirem patamares superiores de compreensão, é indispensável uma prática constante na sala de aula e na biblioteca, em casa, durante vários anos.
O treino da leitura não deve ser remetido apenas para o tempo livre ou para casa, pois, se o for, em muitos casos não se realiza.
A promoção da leitura implica um desenvolvimento gradual, e só se atingem os patamares mais elevados quando se respeitam as etapas inerentes a esse processo.
Para despertar o gosto pela leitura e estimular a autonomia, é necessário ter em mente a diversidade humana, considerar as idades, os estádios do desenvolvimento, as características próprias de cada grupo, o gosto e o ritmo próprios de cada pessoa.
Os projectos de leitura devem rejeitar tentações de modelo único. Exigem uma atitude aberta, flexível onde caibam múltiplos percursos, os percursos que a diversidade humana aconselha a respeitar.
Negar, ignorar ou atropelar estes princípios compromete e, por vezes, anula os esforços mais bem-intencionados de todos os que se empenham em generalizar o acesso à leitura e a vêem como um bem essencial.»
Divulgação: O site MiLPdefine-se como «um espaço de conteúdos para estimular os professores de Língua Portuguesa a utilizarem as ferramentas e recursos da Web 2.0.»
Bem organizado, com sugestões preciosas (e úteis tanto para LP como para outras disciplinas/áreas curriculares) vale mesmo a pena ir espreitar as diversas actividades desenvolvidas pelos autores que acreditam que «a partilha e os bons conteúdos favorecem a utilização das tecnologias no ensino.»
pena que as folhas são verdes
e caem, sujando minha ignorância
pena que as raízes são subterrâneas
e profundas – e eu tão superficial
pena que o tronco tem casca externa
pena que as flores não combinam
com a cor do novo carro que comprei
pena que, um dia, insatisfeito,
terei que cortá-la e não plantar outra no lugar
pena que os frutos são comestíveis demais
e atraem pássaros barulhentos e indesejáveis
pena que não dê sombra à noite
pena que não abane o rabinho
quando chego em casa
pena que cresça para cima
pena que produza oxigênio
pena que não seja de ferro, plástico e papel celofane
pena que o perfume das flores seja apenas aroma
pena que seja apenas uma árvore»
Poema de NICOLAS BEHR(in INICIAÇÃO à DENDROLATRIA) +
Esta entrada no blogue é dedicada aos visitantes brasileiros que, por esta altura do ano, chegam às centenas diárias(ver gráfico estatístico da semana anterior) através do postAs árvores em poesia. Com efeito, no Brasil o Dia da Árvore é comemorado a 21 de Setembro, ou seja hoje (ver aqui)
Por Gisela Silva, nossa querida colega e em boa hora, a nova professora bibliotecária do Agrupamento
«Na sua obra Seis Passeios nos Bosques da Ficção, Umberto Eco questiona-se sobre a ligação afectiva que une o leitor ao texto e vice-versa. Na sua óptica, o texto literário é uma “máquina preguiçosa que apela ao leitor para que faça uma parte do seu trabalho” (Eco, 1997: 55).
Se me permitem a partilha, e porque sei que muitos dos alunos das Turmas Fénix e Ninho recusam a leitura num primeiro mal-estar de ‘urticária crónica’, sugiro que não ‘atem as mãos à cabeça’ (só faz mal!).
As bibliotecas das escolas estão já apetrechadas de livros apetecíveis que podem e devem entrar dentro da sala de aula, sobretudo nestes primeiros tempos, sem que todos fiquem atordoados com o espectro da planificação a cumprir.
Lembrem-se, colegas, que ‘contra a corrente’ é penoso avançar e que, se calhar, mais vale por agora preparar o terreno, para que o espaço do ensino/aprendizagem se torne aprazível e que todos possam ‘coabitar’ num ambiente de aprendizagem colectiva.
Esqueçam, por agora, o habitual inquilino que tem por nome ‘manual adoptado’ e introduzam sem ser à socapa (como eu já fiz noutros momentos que não os do Fénix) obras e textos de leitura integral (contos) que provoquem o riso. Sim, o riso. Em vocês e nos alunos. Já viram alguém ser feliz sem rir? A trabalhar sem ser feliz? Pois. A receita não é minha, deram-ma há muito tempo e garanto-vos que quem o fez sabia que só teremos alunos (na verdadeira acepção da palavra) quando se abrirem, de par em par, as portas das nossas salas de aula, fazendo delas verdadeiros espaços de fruição, de discussão, logo, de aprendizagem. (…)» Ler mais aqui
Versão legendada em português do incontornável documentário “A Vision Of Students Today”, produzido por Michael Wesch, professor de antropologia cultural na Universidade do Estado do Kansas.
Como explica o autor no blogue Digital Ethnography trata-se de um vídeo já com 2 anos, criado por ele e os estudantes que se increveram no seu curso de Antropologia cultural. Começou como um exercício de “brainstroming” acerca de como os alunos aprendem, o que precisam de aprender para o seu futuro e o modo como o actual sistema educativo (deles e o nosso também) é adequado, se “encaixa” (fits in).
A música, “Waltz Into the Moonlight”, é uma faixa do álbum listen da autoria dat r y ^ d, uma das primeiras bandas virtuais do mundo (fonte)
No que respeita a leitura(s) e escrita(s) destacamos o seguinte:
Livros lidos – média de 8.03 (por ano/semestre)
Páginas da WWW- 2300 web pages (uma média de 21.51 por dia)
Páginas escritas – 42 páginas para as aulas (por semestre)
Páginas de mail- mais de 500 (ca 4,96 por dia)
Decidamente, dá para pensar! E com os nossos alunos, o que se passa?