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  • «Está comprovado que quando os bibliotecários e os professores trabalham em conjunto, os estudantes alcançam níveis mais elevados de literacia, leitura, aprendizagem, resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação.» in Manifesto das Bibliotecas Escolares da IFLA /UNESCO (1999) Disponível nos sítios da IFLA e da RBE
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Arquivo de Abril, 2007

Uma canção- Grândola vila morena

Publicado por bibliobeiriz em Abril 25, 2007

Imagem de A Revolução da Liberdade «Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade
(…)
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola vila morena
Terra da fraternidade
(…)
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade»

Imagem de A. do Carmo Reis  da BD A revolução da Liberdade … ,  > (ASA, 1989)

  • Ouvir  > “a senha da Revolução” e a canção cantada por Zeca Afonso in  > Centro de Documentação do 25 de Abril

Publicado em 25 de Abril, Canção, Comemoração | 3 Comentários »

Um livro: Zeca Afonso e a Malta das Cantigas

Publicado por bibliobeiriz em Abril 25, 2007

                                                       > José Jorge Letria, Terramar , 2002
Zeca Afonso e a Malta das Cantigas >, José Jorge Letria  (Terramar, 2002)«Disse-vos que um dia vos contaria uma história que aconteceu antes de vocês nascerem, num tempo difícil e incerto. É o que vou fazer em seguida, como quem remexe num velho álbum de fotografias sem temer o que a memória, em exercício de revisitação, pode trazer à superfície.

Vou falar-vos de um tempo em que este País até medo tinha de pronunciar a palavra “liberdade”, por ser considerada subversiva e ameaçadora para a ditadura. Não havia partidos nem liberdade de associação e de reunião porque o regime político que governava Portugal receava as ideias novas e as mudanças que elas podiam provocar.

Tudo era vigiado e controlado. O medo morava em toda a parte e as paredes tinham ouvidos atentos e olhos vigilantes. Havia uma guerra em África onde se era ferido e se morria sem se saber muito bem como nem porquê. Era muito elevada a taxa de analfabetismo, porque ler era saber mais e e ganhar o gosto de ser perguntador. A pobreza nos campos levava muitos milhares de pessoas a emigrarem. Outros partiam por não quererem fazer uma guerra com que não concordavam e levavam consigo a inteligência e a generosidade da juventude. O exílio era o seu destino  e a sua amarga sina.

E, contudo, apesar do medo que espalhava os seus múltiplos tentáculos, havia quem tivesse a coragem de erguer a voz e de cantar contra a máquina de opressão e do silêncio. Assim nasceu, na ausência da liberdade e da democracia, a canção política e com ela, o coro do descontentamento e da revolta que , em 25 de Abril de 1974, se tornaria imensa festa a encher as ruas e as praças. (…)»  in  Zeca Afonso e a Malta das Cantigas >, José Jorge Letria >  (Terramar > , 2002)

Apontadores relacionados:

  • Memória de um Tempo em que a Poesia também Cantava  > 
  • Arquivo de Som >  do Centro de Documentação do 25 de Abril >

Publicado em 25 de Abril, Bibliobeiriz, Comemoração, Livro | 1 Comentário »

25 de Abril – Exposição bibliográfica

Publicado por bibliobeiriz em Abril 25, 2007

 25 de Abril contado às crianças … e aos outros Exposição Bibliográfica O Rapaz da Bicicleta Azul
Ver álbum com fotografias dos livros, etc..

Encontra-se patente na Biblioteca uma exposição com documentos sobre o 25 de Abril pertencentes ao acervo da BE, a saber:

Catálogo

  • A idade da maturidade. O que ganhámos e perdemos em 30 anos de democracia? Catálogo FNAC (2004)  (ver alguns dos “livros proibidos durante o regime Salazar/ Marcelo Caetano”)

Imprensa (ordenação cronológica)

  • Notícias magazine, nº 100, 24 de Abril de 1994
  • Público magazine, nº 216, 24/4/1994
  • Jornal de Letras Artes e ideias, nº 744, 7 a 20 de Abril de 1999
  • Revista EXPRESSO: Portugal sem Abril- Edição especial, 25 de Abril de 1999 (Ver edição especial on line EXPRESSO: 25 de Abril > – 20 anos-1994)
  • Notícias magazine, nº 361, 25 de Abril de 1999
  • Ousar. 25 de Abril, nº 11, Maio 1999
  • Visão. Especial 30 anos- Abril 2004

Monografias (ordenação cronológica)

  • O Canto e as Armas, Manuel Alegre > (Poesia Nosso Tempo, 1970)
  • 25 Abril > , Edição do estado-Maior das Forças Armadas, Abril de 1980
  • Mulheres de Abril, Maria Teresa Horta (Editorial Caminho)
  • “História de uma flor”, in A Velha do Bosque >, Matilde Rosa Araújo (Livros Horizonte, 1983)
  • A revolução da Liberdade … , A. do Carmo Reis > (ASA, 1989)
  • Capitães de Abril >, José Jorge Letria (Âmbar, 1999)
  • O soldado e o capitão os cravos e o povão >, Valdemar Cruz (Campo de
    Letras,1999)
  • O 25 de Abril contado às crianças … e aos outros > , José Jorge Letria e João Abel Manta (Terramar, 1999).
  • Uma Carga de Cavalaria > Manuel Alegre (Caminho de Abril > 1999)
  • Vinte e zinco, Mia Couto (Caminho de Abril >, 1999)
  • Um fotógrafo em Abril, Sebastião Salgado (Caminho de Abril>, 1999)
  • Vinte Cinco a Sete Vozes, Alice Vieira (Caminho de Abril>, 1999)
  • 25 de Abril, Ana Mª Magalhães e Isabel Alçada (Assembleia da República,
    2004)
  • Zeca Afonso e a Malta das Cantigas >, José Jorge Letria  (Terramar, 2002)
  • O Rapaz da Bicicleta Azul >, Álvaro Magalhães (Campo de Letras, 2004)

Multimédia

  • 25 de Abril 1974- Roteiro da revolução (Creatix, Duvideo)- CD
  • Viver em democracia- Votar em Liberdade (Ministério da Adm. Interna,
    1999)
  • Capitães de Abril, um filme de Maria Medeiros >  > (Vídeo)

Anos anteriores: 25 de Abril 2006 - 25 de Abril  2005

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Boa notícia:”Biblioteca abre pólo em Amorim”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 22, 2007

A ler no portal da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim > : «A abertura deste pólo de leitura de Amorim integra-se, assim, no projecto de implementação de uma rede concelhia de leitura pública, cobrindo de uma forma efectiva toda a área do concelho com equipamentos culturais dedicados ao Livro e à Leitura e onde a busca de informação se torna imprescindível à educação e formação. (…)  »

Ler notícia completa no Jornal de Notícias > : «O novo pólo da Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim > , instalado na recuperada Casa da Igreja Velha, junto à igreja mais antiga da freguesia de Amorim > , abre ao público amanhã, disponibilizando uma área de leitura informal de jornais e revistas, 1200 títulos, uma zona infanto-juvenil e dois postos de acesso gratuito à Internet. A extensão funcionará de segunda-feira a sábado, entre as 14.30 horas e as 18.30 horas, com a colaboração de dois voluntários. (…) »

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Dia Mundial do Livro – 23 de Abril

Publicado por bibliobeiriz em Abril 18, 2007

Cartaz campanha 2007        «Leia Mais, Viva Mais» é o slogan da campanha portuguesa deste ano- ver página do IPLB >  do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor que se comemora na próxima segunda-feira, dia 23 de Abril.

       A celebração desta data foi instituído pela UNESCO >  com o objectivo de «promover a leitura, a publicação, e a protecção da propriedade intelectual através dos direitos de autor» como se pode ler na página da Organização sobre o tema.

      E 23 de Abril é uma data verdadeiramente simbólica para a literatura mundial na medida em que nasceram e morreram nesse dia vários escritores, nomeadamente Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso que faleceram todos os três em 23 de Abril de 1616 .

Mais informação (antecedentes históricos, cartazes de anos anteriores, etc.)  aqui .

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A moda do “copy/paste” ou a “questão do plágio e do copianço”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 9, 2007

Vale a pena ler para reflectir -aliás vem mesmo a propósito pois no próximo dia 23 comemora-se para além do Dia Mundial do Livro, o Dia do Direito de Autor.

 Como a Wikipedia entrou na sala de aula por Jacqueline Hicks Graz
(no Publico- Digital > sem acesso livre; no Washington Post > free of charge)

«Mais uma manhã de segunda-feira, e leio o meu e-mail para ver os trabalhos que os meus alunos de liceu acabaram durante o fim-de-semana. (…)
O meu aluno  (…) estava a dizer-me que tinha usado a Wikipedia para o ajudar a responder a uma das perguntas do trabalho. O que não era claro era como a tinha usado.
Que parte da resposta dependia da Wikipedia? Tinha ele copiado algo ipsis verbis? Teria ele sido apanhado no que o comediante Stephen Colbert descreve como a “Wikialidade” – um mundo online feito de uma colecção de meias-verdades aceites por toda a gente?
No mundo online em que professores e alunos navegam, este tipo de ambiguidades é quotidiano. Para jovens que cresceram com um acesso instantâneo à informação, isto não tem nada de especial. Mas, para educadores treinados a identificar com precisão as fontes, decidir quais os limites do uso da Internet é com frequência problemático.(…)
Uns cliques no computador e o estudante contemporâneo encontra dados que poderiam ter levado à minha geração (dos anos 80) dias ou mesmo semanas a encontrar numa biblioteca. Isso pode não ser necessariamente bom, porque podemos estar a desenvolver o mesmo tipo de dependência que leva algumas pessoas a culpar as máquinas de calcular pelo declínio nas competências matemáticas.
Estaremos a criar uma geração de garotos que não conseguem formular um plano de pesquisa nem analisar dados? Um estudante disse-me: “É muito difícil para mim ler um livro ou um artigo de jornal comprido.”
Também há a questão do plágio e do copianço. O Centro de Integridade Académica da Universidade Duke fez um estudo com 12 mil estudantes universitários e 18 mil alunos de liceu; quase 40 por cento dos universitários e metade dos alunos de liceu disseram ter copiado a partir de fontes online. Isso incluía práticas como não citar fontes, comprar exames ou trabalhos online, e fazer corta e cola de informação da Internet.(…)
Tomar partido da habilidade natural dos míúdos com a aprendizagem online exige novas capacidades aos professores. A maioria das escolas não avalia professores sobre o seu uso inovador de tecnologia online. Muitos podem não ver com bons olhos o papel de “vigilantes” da ética da Internet. Será preciso mudar a forma como formamos professores.
Serão os professores capazes de acompanhar a geração iPod? A única resposta honesta é que ainda não sabemos. Só podemos ter certeza de que os alunos estão a usar recursos online. Já não podemos ignorar a sala de aulas que faz download. »

Anterior sobre este tema: «O que é plagiar?» (Notícia no JN ).

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Dia Internacional do Livro Infantil

Publicado por bibliobeiriz em Abril 2, 2007

O Dia Internacional do Livro Infantil  -que se comemora a 2 de Abril, data do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen > – é uma iniciativa do iBbY > (International Board on Books for Young People) realizada anualmente desde 1967. O patrocinador de 2007 é a Secção Nacional do IBBY da Nova Zelândia > .

O tema deste ano é “Stories Ring the World“.  O poster que o ilustra é da autoria de Zak Waipara > e acompanha-o uma mensagem da autoria de Margaret Mahy > *

MENSAGEM DO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL - 2007 
ver algumas mensagens dos anos anteriores aqui 

poster«”Nunca me hei-de esquecer de como aprendi a ler. Quando era menina, as palavras escapuliam-se diante dos meus olhos como pequenos escaravelhos negros cheios de pressa. Mas eu era mais inteligente do que elas. Aprendi a reconhecê-las apesar de tentarem escapar-me velozmente. Até que, por fim, consegui abrir os livros e entender o que lá estava escrito. Sozinha, tornei-me capaz de ler contos, histórias engraçadas e poemas.
No entanto tive surpresas. A leitura deu-me poder sobre os contos e de alguma forma também deu aos contos um certo poder sobre mim. Nunca lhes pude escapar. Isso faz parte do mistério da leitura.
Uma pessoa abre um livro, acolhe e compreende as palavras e, se a história for boa, ela explode dentro de nós. Aqueles escaravelhos que correm em linha recta de um lado para o outro da página em branco convertem-se primeiro em palavras e, logo a seguir, em imagens e acontecimentos mágicos. Ainda que certas histórias pareçam nada ter que ver com a vida real, ainda que nos conduzam a surpresas de toda a espécie e se distendam em múltiplas possibilidades, para um lado e para o outro, como pastilhas elásticas, no final as histórias que são boas devolvem-nos a nós mesmos. São feitas de palavras, e todos os seres humanos sonham ter aventuras com as palavras.
Quase todos começamos como ouvintes. Ainda bebés, as nossas mães e os nossos pais brincam connosco, dizem-nos rimas, tocam-nos as mãos (“Pico pico maçarico quem te deu tamanho bico…”) ou põem-nos a bater palmas (“Palminhas, palminhas…”). Os jogos com palavras são ditos em voz alta e, quando somos crianças, escutamo-los e rimos com eles. Logo a seguir aprendemos a ler os caracteres impressos na página branca e, mesmo quando lemos em silêncio, há uma certa voz que está presente. A quem pertence esta voz? Pode ser a tua própria voz, a voz do leitor. Mas é mais do que isso. É a voz da história que vem do interior do próprio leitor.
É claro que há hoje muitas maneiras de contar uma história. Os filmes e a televisão têm histórias para contar, embora não usem a linguagem da maneira como o fazem os livros. Os escritores que trabalham em guiões de televisão ou de cinema são obrigados a utilizar poucas palavras. “Deixem as imagens contar a história”, dizem os especialistas. Muitas vezes vemos televisão na companhia de outras pessoas, mas quando lemos quase sempre estamos sós.
Vivemos numa época em que o mundo está cheio de livros. Mergulhar nos livros à procura de alguma coisa, lendo-os e relendo-os, faz parte da viagem de cada leitor. A aventura do leitor consiste em descobrir, nessa selva de caracteres impressos, uma história tão vibrante que o transforme como que por magia. Uma história tão apaixonante e misteriosa que mude a sua vida. Creio que cada leitor vive para esse momento em que de súbito o mundo de todos os dias se altera um pouco, abre espaço a uma nova piada, a uma ideia nova, àquela nova possibilidade que é dada a uma determinada verdade de se exprimir pelo poder das palavras. “Sim, isto é mesmo verdade!”, exclama aquela voz dentro de nós. “Estou a reconhecer-te!”

“A leitura é verdadeiramente apaixonante, não acham?”»

(Versão portuguesa de José António Gomes)

«* MARGARET MAHY nasceu em Whakatane, Nova Zelândia, em 1936. Bibliotecária, decidiu dedicar-se a tempo inteiro à escrita em 1980. Escreveu obras dirigidas a diferentes idades, cultivando géneros que vão do álbum para crianças pequenas ao romance juvenil, passando pela poesia e pelo texto dramático. (…).»

  • Fontes da mensagem: em html (CM de Arouca);  em pdf  (no IPLB)
  • Notícia nos media >
  • Entrada no site da Ed. Caminho >
  • Página da Secção espanhola do IbBY >
  • Ver as nossas comemorações em 2005- ano do centenário de  Hans C. Andersen.

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