BiblioBeiriz

Biblioteca da Escola E.B. 2,3 de Beiriz na WWW

Arquivo de Fevereiro, 2010

“Spring Alive: Vamos dar as boas vindas à Primavera!”

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 28, 2010

Uma andorinha só não faz primavera? Talvez não faça, mas anuncia-a. Andorinhas, andorinhões, cucos e cegonhas… são estas as aves que o projecto Spring Alive considera como mensageiras  da Primavera. Ora leiam e vejam se ficam tão entusiasmados como nós:

«Spring Alive: Vamos dar as boas vindas à Primavera! Participa no Spring Alive. É muito simples!

Como sabes, muitas aves passam o Inverno fora de Portugal e regressam ao nosso país por altura da Primavera.  A chegada de Andorinhas, Andorinhões, Cucos e Cegonhas* é um dos primeiros sinais que o Inverno acabou e tudo se prepara para renascer na Primavera.  Vamos então estar atentos a estas aves e registar as primeiras observações das mesmas no nosso país.

Quando vires a tua primeira Cegonha- branca, ou Andorinha-das-chaminés ou Cuco-canoro ou Andorinhão-preto tens apenas que nos enviar essa informação.

Sabes que, para além de ti, todas as crianças da Europa estarão também de olhos postos nestas aves? É verdade, este projecto está a decorrer em muitos países e, por isso, vamos conseguir saber as datas de chegada destas aves a esses países e conhecer melhor as suas rotas de migração. É interessante, não é?

Agora, tens apenas que conhecer estas 4 espécies de aves, que são os nossos mensageiros da Primavera, e estar atento! Quando as vires pela primeira vez este ano, já sabes – participa no Spring Alive »  ( in SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves )

———————

* Será que essas aves podem ser observadas na nossa região (concelho da Póvoa)? Vais decerto poder observar as andorinhas, os andorinhões e pelo menos ouvir  os cucos cantar.

No que diz respeito à cegonha branca, é por assim dizer quase impossível que a consigas observar , já que ela nidifica principalmente a sul do Tejo. Mas se espreitares no Webcegonhas, vais poder ver a actividade de um ninho de cegonhas, instalado num do poste de alta tensão no Ribatejo, perto de Vila Franca de Xira.

Para ficares a saber mais, poderes identificar as nossas mensageiras da Primavera e participares neste projecto aqui ficam estes links:

Andorinha-das-chaminés

Andorinhão-preto

Cegonha-branca

Cuco-canoro

Para ouvir os cantos e outros sons destas aves pesquisar  no  Canto de Pássaros de Portugal  e  no Youtube (com o nome científico dos animais).

Nota:  Esta entrada é para todos os amadores de aves, e especialmente para a turminha dos “Tarrotes” da Eb1 de Paçô.

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Correntes d’Escritas- Escritores na Escola

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 26, 2010


«A nossa escola recebeu com muito agrado os escritores Gilda Nunes Barata e valter hugo mãe, e o encontro foi, como alguém, referiu “de palavras sentidas”.

A voz das palavras (tema em destaque desta edição) foi, então, sentida com dois textos: A História do Homem Calado, de valter hugo mãe (2009) e “A Ondinha que deixou o mar”, do livro Zangaram-se as Cores do Arco-Íris, de Gilda Barata (2008) que foram lidos e “trabalhados” em directo, no auditório.

Ousaríamos dizer que o lema deste encontro foi “Com uma pequena ajuda dos meus amigos” (With a little help from my friends)” no que se reporta ao desvendar de vozes e palavras! (…)»

  • Continuar a ler aqui o relato que a professora Gisela Silva fez desta sessão das correntes d’escritas na escola.

Com este post iniciamos também uma nova categoria: Retratos ;-)

Publicado em Correntes d'Escritas, Gilda Nunes Barata, Retratos, valter hugo mãe | 2 Comentários »

A Defesa do Poeta

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 26, 2010

Senhores jurados sou um poeta
um multipétalo uivo um defeito
e ando com uma camisa de vento
ao contrário do esqueleto.

Sou um vestíbulo do impossível um lápis
de armazenado espanto e por fim
com a paciência dos versos
espero viver dentro de mim.

Sou em código o azul de todos
( curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes.

Senhores banqueiros sois a cidade
o vosso enfarte serei
não há cidade sem o parque
do sono que vos roubei.

Senhores professores que pusestes
a prémio minha rara edição
de raptar-me em crianças que salvo
do incêndio da vossa lição.

Senhores tiranos que do baralho
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis.

Senhores heróis até aos dentes
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além.

Senhores três quatro cinco e sete
que medo vos pôs por ordem?
Que favor fechou o leque
da vossa diferença enquanto homem?

Senhores juízes que não molhais
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa.

Sou um instantâneo das coisas
apanhadas em delito de perdão
a raiz quadrada da flor
que espalmais em apertos de mão.

Sou uma impudência a mesa posta
de um verso onde o possa escrever.
Ó subalimentados do sonho!
A poesia é para comer.

Natália Correia-  ”A defesa do poeta”, Poesia Completa, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2000, pág. 330 e seg. (nota em rodapé: «Compus este poema para me defender no Tribunal Plenário de tenebrosa memória. O que não fiz a pedido do meu advogado que sensatamente me advertiu de que essa insólita leitura no decorrer do julgamento comprometeria a defesa, agravando a a sentença.» (Ler aqui  mais detalhes sobre as circunstâncias que deram origem a este poema.)

Post dedicado

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Rocha Peixoto, poveiro ilustre

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 25, 2010

 

Imagens das sessões nas escolas do 1º ciclo de Paranho e de Paçô, para os alunos dos 4ºs anos, com a professora Sofia A. Teixeira, realizadora do  interessante documentário biográfico sobre António da Rocha Peixoto. À projecção do  filme seguiu-se  uma proveitosa conversa sobre tão ilustre e fascinante personalidade.  

Sentimos que se abriram alguns horizontes, iluminados pelo exemplo que o filme tão bem documenta.

Aqui ficam uns apontadores para uns passatempos temáticos, no site oficial da C.M. da Póvoa de Varzim  dedicado às comemorações do Iº Centenário da Morte de Rocha Peixoto .

Publicado em 1º ciclo, EB1 de Paçô, EB1 de Paranho, Rocha Peixoto, Sofia Teixeira | Deixar um Comentário »

“Promessas são para se cumprir”

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 23, 2010

a ler aqui

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poema

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 23, 2010

procuro  palavras
que me entendam

valter hugo mãe
in três minutos antes de a maré encher (2000)

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Gilda Nunes Barata – bibliografia

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 21, 2010

Gilda Nunes Barata deslocar-se-á à nossa escola na próxima 5ª feira, juntamente com valter hugo mãe, no âmbito das Correntes d’Escritas. Nascida em Lisboa um ano antes do 25 de Abril, a escritora é licenciada em Direito,  mestre em Literatura  e doutorada em Filosofia. Do seu site pessoal transcrevemos alguns títulos da sua bibliografia (nota: ir a publicações e clicar nas capas dos livros para ler algumas recensões).

Poesia: Quando o rio e a maré confluem (1999), Vertigem velada (2000), Coisas de amarração (2002), A última ceia invadida pelas ondas (2006), A luz negra no seu roxo amanhecer (2009)

Ensaio: A presença na ausência em Teixeira de Pascoaes e Mário Beirão  (2004 -tese de mestrado)

Infanto-juvenil: O que é a saudade, querido José Maria (2001), Na terra das mil coisas  (2002), Porque é que as alforrecas são infelizes (2007), Zangaram-se as cores do arco-íris! (2008)

“O amor da florzinha da Índia pela papoila do Japão” e o “O dicionário mágico” (2002)  contos publicados  na revista infanto-juvenil Aprender a olhar; “Duas irmãs em Odrinhas”  (2005- conto sobre o Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas integrado no projecto A ler, aprender – museus para contar e encantar com os escritores Alice Vieira, Luísa Ducla Soares, António Torrado, Isabel Alçada/Ana Maria Magalhães, José Jorge Letria).

e ainda: La nuit brouillant mes rêves (2002- teatro) e  Onde é que você estava no 25 de Abril?  (2006- com depoimentos de 30 personalidades do panorama político e cultural português, à data das comemorações dos 30 anos da Revolução).

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“Adivinha quanto gosto de ti”

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 21, 2010

a ler aqui

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colecção abrir os olhos – histórias de valter hugo mãe

Publicado por bibliobeiriz em Fevereiro 20, 2010

 «(…) são livros com letras maiúsculas, para não desensinar às crianças nada do que é o mundo mais louco dos adultos. estas são as capas que abrem para as histórias e que me parecem – eu sei que sou suspeito – muito muito bonitas. se tiverem paciência, procurem-nos por aí.(…) » escreveu o autor aqui. Nós procurámos, encontrámo-los e temo-nos deliciado.
Passem pela biblioteca para os lerem.

 «Numa pequena rua todos achavam que o vizinho que não tinha braços e que só tinha um olho era um hommem calado e antipático. Foi uma surpresa, quando , um dia, alguém chocou com ele sem querer e descobriu um sorriso de orelha a orelha. Afinal ele só se calava porque os vizinhos não lhe dirigiam a palavra e sentia mesmo  um desejo grande de ter amigos.» da contracapa 
.

 

……

 ..

«Num tempo perdido na memória, quando o céu era ainda um lugar quieto e desabitado, o vento sentia-se muito sozinho enquanto corria pelos ares. Precisava mesmo de amigos que lhe fizessem companhia. Então teve uma ideia: e se ensinasse a voar algumas das criaturas que viviam no chão e as trouxesse para perto de si? » da contracapa.


valter hugo mãe virá à nossa escola no próximo dia 25 , quinta-feira, no âmbito das Correntesd’Escritas.

…………………

A ler: «A verdadeira história dos pássaros»: natureza mito e literatura por Carlos Nogueira > no site do IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional )

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Carnaval & Entrudo- Provérbios

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 16, 2010


Carnaval na eira, Páscoa à lareira.
Esta vida são dois dias e o Carnaval são três.
Namoro de Carnaval, não chega ao Natal.
No Carnaval nada parece mal.

Alegria, Entrudo, que amanhã será cinza.
Dos Santos ao Natal, cada dia mais mal; do Natal ao Entrudo, come-se capital e tudo.
Em dia de Entrudo não há querela. (Açores)
Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.
Entrudo borralheiro, Natal em casa, Páscoa na praça.
Farta-te gato, que é dia de Entrudo.
Pelo Entrudo, cartaxo* penudo.
Pelo Natal semeia o teu alhal, e se o quiseres cabeçudo, semeia-o pelo entrudo.
Não há Entrudo sem Lua Nova, nem Páscoa sem Lua Cheia.
Quem quiser o alho cabeçudo, sache-o pelo entrudo.
Quer no começo, quer no fundo, em Fevereiro vem o Entrudo.
…………………………..
Notas:
1- “cartaxo” é a designação vulgar de uma ave insectívora, muito bonita, cujo nome científico é Saxicola torquatus (ver)
2- Ver o sigificado de “entrudo” no
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

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