BiblioBeiriz

Biblioteca da Escola E.B. 2,3 de Beiriz na WWW

Arquivos para a Categoria ‘25 de Abril’

O “25 de abril” e o “1º de maio”- questionário

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 27, 2012

Começamos o terceiro período com dois feriados históricos: o 25 de abril e o 1 º de maio.

O que é que se comemora? O que sabes tu sobre estes dias?

O Grupo de História lança-te este novo desafio, desta vez com 14 perguntas sobre estas datas importantes.

Este é o penúltimo questionário de História (vê os questionários anteriores aqui). Está quase a terminar a competição. Não te esqueças de responder até ao dia 11 de maio

Atenção: quando acabares de responder às perguntas tens de “submeter” (submit) o questionário.

….

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Dia da Liberdade

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 25, 2012

 A nossa canção da LIBERDADE.


Ai que alegria ouvir-te tocar
Igual ao som de uma harpa
No meio desta correria
Surgiste tu, uma flor a crescer…

Canção criada pela turma do 6º C no ano letivo de 2009/2010 no âmbito do projecto “Beiriz adopta um escritor” com letra original e música adaptada do conhecido  “Pipes of Peace” do Paul McCartney.

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25 de Abril

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 25, 2011

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Liberdade -canção- Semana da Leitura

Publicado por bibliobeiriz em Abril 28, 2010

25 poemas e canções para o 25 de Abril

No âmbito do projecto “Beiriz adopta um escritor” , este ano todas as turmas do 6º ano leram O Rapaz da Bicicleta Azul  de Álvaro Magalhães, dando em seguida asas à imaginação com a criação orientada de textos, ilustrações, maquetes (etc),  que apresentaram e/ou expuseram durante a Semana da Leitura .

Apresentamos aqui a canção criada pela turma do 6º C, com letra original e música  adaptada do conhecido  “Pipes of Peace” do Paul McCartney.


Ai que alegria ouvir-te tocar
Igual ao som de uma harpa
No meio desta correria
Surgiste tu, uma flor a crescer…

Em todo mundo
Liberdade gostava que existisse
Igual à paz, à amizade, ao amor
E juntos cantaremos.

Ei, aqui estou
A procurar a liberdade que eu senti
Deixem-nos todos voar,
A pedalar
voar até aqui…

Instrumental…

Ei, donde vens?
Faz-me sentir o que de bom eu senti
Deixem-nos todos voar,
A pedalar
Voar até aqui…

Ooh, ooh…

Porque cantei?
Alcancei aquilo que persegui
Percebeste o que eu queria dizer, então?
Vale a pena sonhar…

(…)

Ai que alegria…

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“O Dia da Liberdade”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 25, 2010

25 poemas e canções para o 25 de Abril

O Dia da Liberdade
25 de Abril

Este dia é um canteiro
com flores todo o ano
e veleiros lá ao largo
navegando a todo o pano.
E assim se lembra outro dia febril
que em tempos mudou a história
numa madrugada de Abril,
quando os meninos de hoje
ainda não tinham nascido
e a nossa liberdade
era um fruto prometido,
tantas vezes proibido,
que tinha o sabor secreto
da esperança e do afecto
e dos amigos todos juntos
debaixo do mesmo tecto.

José Jorge Letria in O livro dos dias (AMBAR)

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Grândola, vila morena

Publicado por bibliobeiriz em Abril 25, 2010

Zeca Afonso                                                               25 poemas e canções para o 25 de Abril

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade.
Fonte  ; Ouvir
Para saber mais:

  • Canção publicada  no álbum Cantigas do Maio, 1971 > «O mais histórico e o mais referencial de todos os discos da música popular portuguesa. Gravado no Strawberry Studio, de Michel Magne, em Herouville (França), entre 11 de Outubro e 4 de Novembro de 1971, com arranjos e direcção musical a cargo de José Mário Branco, este disco assinala a primeira viragem de fundo na revolução musical iniciada por Zeca uma dúzia de anos antes. (…) Um tema, no entanto, bastaria para fazer de Cantigas do Maio um marco da história portuguesa: Grândola vila morena*, escolhida em 1974 como senha* para o arranque do Movimento dos Capitães, que em 25 de Abril derrubou a ditadura fascista.» Viriato Teles  in Discografia  na AJA)
  • Grândola vila morena” como senha de Abril- nas palavras de Zeca Afonso – no canal do YouTube da Associação José Afonso
  • Senhas Musicais do 25 de Abril*;
  • Artigo sobre esta canção na wikipedia
  • «Foi o capitão de fragata Almada Contreiras, (…), quem teve a ideia de se usar a canção Grândola, Vila Morena, da autoria de José Afonso (1929-1987) como senha radiofónica para o início das operações no dia 25 de Abril. Tinha-se primeiro pensado numa outra composição de José Afonso, eventualmente mais revolucionária, Venham Mais Cinco, mas Carlos Albino, jornalista do República e responsável pelo programa de rádio Limite, da Rádio Renascença, informou de que tal não seria possível, porque a canção estava proibida pela censura interna dessa estação de rádio. Almeida Contreiras sugeriu então que se passasse Grândola, Vila Morena, cujo texto salientava os valores da igualdade e da fraternidade. A proposta foi aceite e às 0h20 do dia 25 de Abril Grândola, Vila Morena ouviu-se no programa Limite, uma produção independente diariamente apresentada na emissora católica Rádio Renascença.» in Centro de Língua Portuguesa em Hamburgo: núcleos temáticos: 25 de Abril (Instituto Camões)

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Alunos da opção de Música dos 9ºs A, C e E cantam “Grândola, vila morena”- actividade musical integrada na comemoração  ” Oitenta Anos de Zeca Afonso ou a Liberdade não tem idade”- dia 23 de Abril 2010

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“Canto Moço”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 25, 2010

25 poemas e canções para o 25 de Abril

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noita inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

in Traz outro amigo também (1970)

Ouvir

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“Traz outro amigo também”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 23, 2010

25 poemas e canções para o 25 de Abril

Zeca Afonso , 1970

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

in Álbum homónimo de 1970 : «Traz outro amigo também assume-se como um disco de grande maturidade, através do qual, se dúvidas ainda restassem, se tornava claro que já tudo era diferente na música portuguesa. » fonte

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“Venham mais cinco”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 22, 2010

 

25 poemas e canções para o 25 de Abril

Zeca Afonso em 29 de Janeiro de 1983, no Coliseu canta esta canção de 1973

Venham mais cinco,
duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto,
se o velho estica eu fico por cá

Se tem má pinta,
dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta,
já crê que é rei d’aquém e além-mar

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d’ embalar a trouxa
E zarpar
A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei

A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe

Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d’ embalar a trouxa
E zarpar

Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei

A bucha é dura (…)

Fonte

Do álbum homónimo:« Gravado em finais de 1973, em Paris, novamente com colaboração de José Mário Branco, inclui diversos temas escritos por Zeca durante o seu último período de ‘férias’ na prisão de Caxias, em Maio desse ano. É o disco em que o cantor conta com a participação de maior número de músicos (18, no total) e onde a poesia de Zeca atinge a sua expressão mais ampla, livre de significados imediatistas e de interpretações lineares. São, por junto, dez cantigas onde o tradicional lirismo de José Afonso se funde com uma grande ‘modernidade’ semântica (…) sem nunca perder o sentido daquilo que, para Zeca, foi sempre o fundamental: a agitação sociopolítica que as suas intervenções musicais pos­sibilitavam. Exemplos soberbos são Adeus ó Serra da Lapa, A Formiga no Carreiro ou Venham mais cinco, o último dos grandes hinos de Zeca deste período.Viriato Teles » in Verso do Verso

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“Vampiros”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 22, 2010

25 poemas e canções para o 25 de Abril

Zeca Afonso, 1963

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do reiEles comem tudo
(…)
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegadaEles comem tudo
(…)

Canção publicada pela primeira vez em 1963 no disco Baladas de Coimbra; foi pouco tempo depois probida; (republicada em 1982, 87 e 2006) ver aqui

Zeca Afonso a cantar esta canção no seu último concerto, em 29 de Janeiro de 1983, no Coliseu .

«VAMPIROS
Numa viagem que fiz a Coimbra apercebi-me da inutilidade de se cantar o cor-de-rosa e o bonitinho, muito em voga nas nossas composições radiofónicas e no nosso music­haIl de exportação. Se lhe déssemos uma certa dignidade e lhe atribuíssemos, pela urgência dos temas tratados, um mínimo de valor educativo, conseguiríamos talvez fabricar um novo tipo de canção cuja actualidade poderia repercutir-se no espírito narcotizado do público, molestando-lhe a consciência adormecida em vez de o distrair. Foi essa a intenção que orientou a génese de “Vampiros”, entidades destinadas ao desempenho duma função essencialmente laxante ao contrário do que poderá supor o ouvinte menos atento. A fauna hiper­nutrida de alguns parasitas do sangue alheio serviu de bode espiatório. Descarreguei a bilis e fiz uma canção para servir de pasto às aranhas e às moscas. Casualmente acabou-se-me o dinheiro e fiquei em Pombal com um amigo chamado Pité. A noite apanhou-nos desprevenidos e enregelados num pinhal que me lembrou o do rei e outros ambientes brr herdados do Velho Testamento. José Afonso» in Verso dos Versos, AJA

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