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Arquivos para a Categoria ‘Autor’

Carta de Pêro Vaz de Caminha

Publicado por Manuela DL Ramos em Maio 13, 2012

Carta a El-Rei Dom Manuel sobre o achamento do Brasil, de Pêro Vaz de Caminha, adaptada para os mais novos  por João de Melo; ilustrações de Carla Nazareth;
Coleção: Clássicos da literatura portuguesa contados às crianças. Tempo dos mais novos – Série da Helena; Quasi Editora, 2008

Nota biográfica transcrita da penúltima página: «Pêro Vaz de Caminha (Porto, 1437- Calecut, Índia, 1500) foi Cavaleiro da Casa Real e cidadão do Porto onde exerceu o cargo de mestre da balança da moeda, posição de muita responsabilidade na sua época. Em 1500, embarcou em Lisboa como escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral – que tinha como destino a Índia- com a função de fazer o relato da viagem. Foi no percurso dessa viagem que que se deu a descoberta das terras brasileiras, e coube a Pêro Vaz de Caminha escrever uma carta a dar a notícia ao rei D. Manuel I. Esta carta, de elevado valor literário e historiográfico, lançou o seu nome para a posteridade. Seguiu depois para a Índia como feitor e morreu em Calecut num assalto dos mouros à feitoria portuguesa ali instalada»

Para ficares a saber mais sobre esta carta e sobre a viagem de Pedro Álvares Cabral:

E ainda (para os mais curiosos):

Publicado em Ana Oom, Andamos a ler, André Letria, Carla Nazareth, Clássicos da Literatura, Descobrimentos, História, João de Melo, Livro Digital | Deixar um Comentário »

A Menina Gotinha de Água – Papiniano Carlos

Publicado por Manuela DL Ramos em Maio 10, 2012

Um clássico da literatura infantil  (texto integral aqui)
 

Portugália Editora,  1963 ; Asa, 1987; Campo das Letras, 1999 (ver esta última edição do livro aqui e aqui)
«Nos anos 60, Papiniano Carlos publicou A Menina Gotinha de Água, uma obra de literatura infantil que constitui um dos seus maiores êxitos editoriais e é considerada um título responsável pela renovação deste género literário, nomeadamente no que respeita à sua função na educação das crianças. Livro repetidamente reeditado ao longo dos anos, contou com ilustrações de João Câmara Leme > , João Nunes > e Joana Quental >.» in Página da UP dedicada a Papiniano Carlos

e ainda

«Eu sou a menina
Gotinha de Água,
gotinha azul do Mar
que foi nuvem no ar,
chuva abençoada,
fonte a cantar,
ribeiro a saltar,
rio a correr,
e que volta
à sua casa no Mar
onde vai descansar,
dormir e sonhar
antes que de novo
torne a ser nuvem no ar,
chuva abençoada,
fonte a brotar,
ribeiro a saltar,
rio a correr
e Mar uma vez mais. »

Publicado em 1º ciclo, Água, Joana Quental, Livro, Papiniano Carlos, Plano Nacional de Leitura, Poesia, Prova de aferição | Deixar um Comentário »

200 anos dos Contos dos Irmãos Grimm

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 6, 2012

Quem não conhece O Capuchinho Vermelho, O Ganso de Ouro, O Príncipe Sapo, Os Músicos de Bremen, Jorinda e Joringueltantos outros contos?

Muitas destas histórias a que hoje temos acesso nas mais variadas versões e formas de arte foram compiladas nos conhecidos Contos de Grimm - ou melhor dizendo dos Irmãos Grimm (Jacob:1785–1863 e Wilhelm: 1786–1859).

No corrente ano celebra-se o bicentenário da publicação do 1.º volume desta famosa colecção de contos intitulada no original Kinder-und Hausmärchen (traduzido por: Contos de fadas para o lar e as criançasContos para as Crianças e para a Família,  Contos da Infância e do Lar, etc..) 

Das iniciativas organizadas para comemorar esta data destacamos:

  • A exposição itinerante  «Os Irmãos Grimm -Vida e Obra», atualmente patente em Aveiro  até  30.04 (em Coimbra estará de 15.05 a 15.07 e em Lisboa na BN, entre 01.08 e 31.10)- que  «(…) procura retratar o percurso de vida pessoal de Jacob e Wilhelm Grimm, ilustrar a sua intervenção política, a actividade bibliotecária e académica, bem como o trabalho científico que desenvolveram, dando ainda testemunho da irradiação internacional da sua obra, muito especialmente da recepção que teve em Portugal.»
  • DOIS LIVROS:

 Contos da Infância e do Lar, dos Irmãos Grimm,  pela Temas e Debates / Círculo de Leitores,   a primeira edição integral em língua portuguesa do livro cuja edição bicentenária se celebra neste ano de 2012.

(Os três volumes incluirão para além doduzentos contos, dez lendas religiosas infantis (da obra original) «um apêndice com outros vinte e oito contos não incluídos na última edição em vida dos autores (1856-57), um conjunto de seis fragmentos de contos e um longo capítulo que inclui bibliografia relevante citada pelos autores nas suas notas e considerações gerais sobre diversas tradições nacionais, assim como uma reflexão final sobre a relação dos contos populares com a mitologia.» -fonte)

 The Fairy Tales of the Brothers Grimm, publicada pela Taschen (a primeira incursão desta prestigiada editora na literatura infantil). Trata-se de uma tradução original acompanhada de uma seleção das melhores ilustrações dos Contos de Grimm feitas entre 1820 e 1950, recolhidas de compilações de todo o mundo. > Ver aqui  imagens do interior do livro.

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Hans Christian Andersen

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2012

O Dia Mundial do Livro Infantil - que hoje se comemora - é também um dia de homenagem a Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês nascido a 2 de Abril de 1805.

Sem posses e tendo como única herança do avô e do pai o bichinho de ouvir e contar histórias, HCA mostra toda a sua enorme determinação ao viajar sozinho para tentar a sua sorte no Teatro Real de Copenhague com 14 anos apenas. O relato da sua vida extrordinária já foi tema de biografias e obras cinematográficas >, e o próprio escritor intitulou uma das suas autobiografias, Mit Livs Eventyr (1855), traduzida por The Fairy Tale of My Life, O Conto de Fadas da Minha Vida.

Hans Christian Andersen inicia a publicação dos seus célebres contos de fadas em 1835, tendo escrito ao todo 156, até 1872.  (1 e 2)

Em Portugal, que visitou em 1866, os seus “contos de encantar” também são publicados e traduzidos por nomes conhecidos da Literatura Portuguesa como Guerra Junqueiro (logo em 1877), Maria Amélia Vaz de Carvalho e Gonçalves Crespo e mais tarde, Ana Castro Osório, Cabral do Nascimento, Herberto Helder, Ilse Losa, Ricardo Alberty entre outros. (3 e 4)

Os contos mais conhecidos de HCA podem ser lidos nas várias antologias que temos na Biblioteca e também  nos seguintes sítios:

> Contos de Hans Christian Andersen  (in Era uma Vez) do  Centro de Competência Nónio Séc. XXI da ESE de Santarém. Para ler e ouvir!

> Contos de Andersen

> Lista de contos acessíveis no sítio brasileiro “Virtual Books On line -Biblioteca de Livros electrónicos

> Páginas da Biblioteca Nacional dedicadas ao autor (a propósito do bicentenário do seu nascimento).

……


……

    • e ainda:  Exposição Hans Christian Andersen comissariada por Niels Fischer na Amadora, patente até 30 Junho 2012. (programa/pdf)

Referências bibliográficas:

  1. Centro Hans Christian Andersen
  2. Hans Christian Andersen- Wikipedia
  3. Literatura Infantil Portuguesa (googlebook)  mostra da obra de HCA a propósito da comemoração pela BN do Dia Int. do Livro Infantil em 1980, e dos 175 anos do nascimento de HCA
  4. Andersen em Portugal: das Traduções às Recriações (pdf) por Leonor Riscado

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“Avionar” – Teresa Guedes

Publicado por Manuela DL Ramos em Março 11, 2012

“Não esteja na Lua
desça à Terra.”
E o menino a replicar:
“Não me chega esta terra.”
“Seja realista, terra a terra.”
“Mas eu sou do tipo ar, ar.”
E os olhos do menino
já eram balões quando a professora
lhe ordenou que saísse.
Despediu-se da colega e disse:
“Conto estrelas em ti”. (*)
Ao sair, deixou na mesa da professora
o mais bonito avião de papel
que se possa imaginar.
Era uma prenda desesperada
de um menino triste
por não a poder contagiar.
Na sala, um silêncio ficou suspenso
por palavras que também quiseram
voar.

Teresa Guedes, in Real…mente, Caminho

  • Numa altura , em que todos (enfim, quase ;-) andamos a ler poemas, a desvendar as suas artes&manhas, a escrevinhar versos para a nossa árvore da poesia, aqui fica este “Avionar” colhido  no Entrelinhas da Escrita, um blogue cheio de ideias para despertar a criatividada na escrita, campo que Teresa Guedes (1057-2007) cultivou amorosa e sabiamente.

Para saber mais:

Publicado em Blogues, Escrita, Poesia, Teresa Guedes | 1 Comentário »

“…uma só andorinha não faz a Primavera…”

Publicado por Manuela DL Ramos em Março 1, 2012

Mas elas estão a chegar!
Para saber mais consulta o sítio do SPRING ALIVE-  vamos dar as boas-vindas à PRIMAVERA

Para além de poderes ficar a conhecer no mapa a chegada das aves migratórias, também podes fazer jogos e claro, PARTICIPAR!

——————————–
E já agora, por curiosidade, aqui fica um excerto do texto, da autoria de Aristóteles,  onde surgiu a tão citada  frase  “…uma só andorinha não faz a Primavera…”

«(…) Mas o bem, a perfeição para cada coisa, varia segundo a virtude especial dessa coisa. Por conseguinte, o bem próprio do homem é a actividade da alma dirigida pela virtude; e, como há muitas virtudes, será a actividade dirigida pela mais alta e a mais perfeita de todas. Acrescente-se também que estas condições devem ser realizadas durante uma vida inteira e completa, porque uma só andorinha não faz a Primavera, nem um só dia formoso; e não pode tão-pouco dizer-se que um só dia de felicidade, nem mesmo uma temporada, bastam para fazer um homem ditoso e afortunado.»  Aristóteles, “Felicidade e Virtude” in Ética a Nicómaco (fonte: o citador )

Publicado em andorinha, Aristóteles, citação, Spring alive | Deixar um Comentário »

Ontem (ou)vimos estrelas

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 24, 2012

Literalmente…
Porque o sol entrava indiscreto pelo auditório encenando em contra-luz os escritores; porque estes falaram de modo brilhante das palavras e do seu poder transformador; porque demonstraram de forma clara que os textos não precisam necessariamente de ser complicados para nos tocarem, nos surpreenderem, nos ajudarem a “ler” o mundo, os outros, nós mesmos.

Aqui fica aqui o registo de um desses momentos:
Sandro William Junqueira diz “A propósito de Estrelas” poema de Adília Lopes (in Um Jogo Bastante Perigoso, 1985)


A propósito de estrelas

Não sei se me interessei pelo rapaz
por ele se interessar por estrelas
se me interessei por estrelas por me interessar
pelo rapaz hoje quando penso no rapaz
penso em estrelas e quando penso em estrelas
penso no rapaz como me parece
que me vou ocupar com as estrelas
até ao fim dos meus dias parece-me que
não vou deixar de me interessar pelo rapaz
até ao fim dos meus dias
nunca saberei se me interesso por estrelas
se me interesso por um rapaz que se interessa
por estrelas já não me lembro
se vi primeiro as estrelas
se vi primeiro o rapaz
se quando vi o rapaz vi as estrelas

Adília Lopes
Um Jogo Bastante Perigoso, 1985 (fonte)

(Ler apontamento da profª Gisela Silva e ver mais imagens do evento aqui)

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Correntes d’Escritas 2012- Escritores na Escola

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 22, 2012

Amanhã pelas 10.30, no auditório da Escola, os alunos do 9º ano têm encontro marcado com os  escritores Paulo Ferreira e Sandro William Junqueira, no âmbito da 13ª edição das Correntes d’Escritas. (ver, 24/02)

Publicamos a seguir as biobibliografias que nos foram enviadas pela organização do evento, às quais juntamos algumas hiperligações:

«Paulo Ferreira nasceu em Lisboa, em 1980. Licenciado em Relações Internacionais, e com uma Pós-Graduação em Edição, trabalha no meio dos livros. Antes foi publicitário. Publicou um livro, contos, artigos vários.  É colunista da revista Ler e da Os Meus Livros.
Participa regularmente em colóquios e seminários dedicados à edição de livros. É docente na área do marketing do livro e especialista convidado da Universidade de Aveiro, no mestrado em Edição.

É director da revista B:Mag, e dinamiza o Blogtailors, inteiramente dedicado à edição de livros. Lançou no Correntes d’Escritas 2011 o livro Onde a Vida se Perde   (Quetzal)»
…………

…………

«Sandro William Junqueira nasceu em 1974  na Rodésia. Em 1976 volta para Portugal e em 1998 começa a trabalhar como designer. Em 1999, juntamente com o Paulo Quaresma, funda o grupo de teatro A GAVETA.  Desde aí, trabalha como responsável artístico, encenador e actor.
A partir de 2002, publica com regularidade poesia e contos em revistas e fanzines. É regularmente convidado para dizer poesia em recitais. Em 2007 inicia um trabalho regular em escolas e bibliotecas com a criação e interpretação de diversos ateliers e espectáculos vocacionados para a promoção do livro e da leitura.»

Clicar nas imagens das capas para ficar a saber mais sobre os livros.

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“Roda-viva em quatro dias” de Maria Isabel de Mendonça Soares

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 19, 2012

No reino das serpentinas
havia sete meninas
muito lindas, muito finas,
levezinhas como fadas,
que reinavam quatro dias
por ano, muito animadas.

No país dos papelinhos
eram sete rapazinhos
alegres e redondinhos
que entravam na reinação
e nos mesmos quatro dias
andavam em roda-viva
pelo ar e pelo chão.

Na cidade das caraças,……
caras de todas as raças,
carantonhas e caretas
ou risonhas ou medonhas
ou rubicundas ou pretas
faziam grandes folias
nesses mesmos quatro dias.

No estado dos estalinhos,
na terra das cegarregas,
na capital das bisnagas,
no domínio das gaitinhas,
esses dias inteirinhos
que não tinham horas vagas
eram gastos igualmente
em brincadeira contente.


imagens daqui

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Poema e quadras ao gosto popular – Fernando Pessoa

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 14, 2012

Não são lenços de namorados, mas foi neles que se inspiraram os alunos do 5º E para escreverem (sem erros ;-) poemas de amor de poetas consagrados. E que bem que ficaram. Estes são de Fernando Pessoa.
..

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p´ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P´ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

——–

Eu tenho um colar de pérolas
Enfiado para te dar:
As pérolas são os meus beijos,
O fio é o meu penar.

Dias são dias, e noites
São noites e não dormi…
Os dias a não te ver
As noites pensando em ti.

Fonte- Arquivo Pessoa: Obra Édita

Publicado em Fernando Pessoa, Poesia | 1 Comentário »

 
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