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Arquivos para a Categoria ‘Dia Internacional/Mundial’

A Liberdade da Imprensa no Mundo em 2012

Publicado por Manuela DL Ramos em Maio 4, 2012

Ontem foi o Dia Mundial da Liberdade da Imprensa

Poster dos Repórteres sem Fronteiras (RSF)- organização não-governamental internacional criada para defender a liberdade de imprensa no mundo. (Clica na imagem para a aumentar)

No sítio dos RSF há uma secção dedicada a Portugal!

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Dia Mundial do Livro

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 23, 2012

Para saber mais:

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Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2012

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 18, 2012

A propósito do dia que se comemora hoje, algumas sugestões:

1- Poema: “Dia dos Monumentos e sítios”  de  José Jorge Letria in  O livro dos dias (AMBAR)

2- Visitas virtuais:

  • Volta virtual a Portugal através de fotografias panorâmicas de 360º, no Portal  360-Portugal 
—————-
  • Visitas virtuais a monumentos, palácios e outro património de Portugal
    • Através do portal do IGESPAR , onde se encontra também mais informação útil,  filmes, etc..

————–

    •   Através do Portal Cultura Online. Nota: Colocamos algumas hiperligações diretas em baixo mas vale a pena entrar pelo Portal e explorar as opções distrito a distrito.

Alguns links directos (do Portal Cultura Online):

3- Visitas locais: Que monumentos visitar na Póvoa- no Portal da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

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Dia Internacional do Livro Infantil

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2012

Tema  de 2012: Habia una vez un cuento que contaba el mundo interoOnce upon a time, there was a story that the whole world told.(ver os temas dos anos anteriores)

      •  O Dia Internacional do Livro Infantil, intencionalmente comemorado desde 1967 na data do nascimento de Hans Christian Andersen (1805-1875) a 2 de Abril, tem como objectivo fundamental “inspirar o amor à leitura e chamar a atenção para os livros infantis.” (in IBBY).

Todos os anos cabe a um país- com representação no International Board on Books for Young People (IBBY) – a criação uma mensagem ilustrada alusiva ao poder e importância das histórias e dos livros infantis. Este ano coube a vez ao México através da A Leer, secção mexicana do IBBY, com  ilustração de Juan Gedovius e texto de Francisco Hinojosa,  ambos da Cidade do México.

«Habia una vez un cuento que contaba el mundo intero. - Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro.  Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate.

Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.

Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.

E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.

Francisco Hinojosa (trad. Maria Carlos Loureiro)

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Hans Christian Andersen

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2012

O Dia Mundial do Livro Infantil - que hoje se comemora - é também um dia de homenagem a Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês nascido a 2 de Abril de 1805.

Sem posses e tendo como única herança do avô e do pai o bichinho de ouvir e contar histórias, HCA mostra toda a sua enorme determinação ao viajar sozinho para tentar a sua sorte no Teatro Real de Copenhague com 14 anos apenas. O relato da sua vida extrordinária já foi tema de biografias e obras cinematográficas >, e o próprio escritor intitulou uma das suas autobiografias, Mit Livs Eventyr (1855), traduzida por The Fairy Tale of My Life, O Conto de Fadas da Minha Vida.

Hans Christian Andersen inicia a publicação dos seus célebres contos de fadas em 1835, tendo escrito ao todo 156, até 1872.  (1 e 2)

Em Portugal, que visitou em 1866, os seus “contos de encantar” também são publicados e traduzidos por nomes conhecidos da Literatura Portuguesa como Guerra Junqueiro (logo em 1877), Maria Amélia Vaz de Carvalho e Gonçalves Crespo e mais tarde, Ana Castro Osório, Cabral do Nascimento, Herberto Helder, Ilse Losa, Ricardo Alberty entre outros. (3 e 4)

Os contos mais conhecidos de HCA podem ser lidos nas várias antologias que temos na Biblioteca e também  nos seguintes sítios:

> Contos de Hans Christian Andersen  (in Era uma Vez) do  Centro de Competência Nónio Séc. XXI da ESE de Santarém. Para ler e ouvir!

> Contos de Andersen

> Lista de contos acessíveis no sítio brasileiro “Virtual Books On line -Biblioteca de Livros electrónicos

> Páginas da Biblioteca Nacional dedicadas ao autor (a propósito do bicentenário do seu nascimento).

……


……

    • e ainda:  Exposição Hans Christian Andersen comissariada por Niels Fischer na Amadora, patente até 30 Junho 2012. (programa/pdf)

Referências bibliográficas:

  1. Centro Hans Christian Andersen
  2. Hans Christian Andersen- Wikipedia
  3. Literatura Infantil Portuguesa (googlebook)  mostra da obra de HCA a propósito da comemoração pela BN do Dia Int. do Livro Infantil em 1980, e dos 175 anos do nascimento de HCA
  4. Andersen em Portugal: das Traduções às Recriações (pdf) por Leonor Riscado

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Livros fechados – livros abertos

Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 2, 2012

Escolhemos este texto de António Torrado para primeira entrada de 2012 por duas razões:

  1. Não podia expressar melhor os nossos votos: ver na biblioteca cada vez mais meninos e meninas (e  professores ;-) a abrir os livros, descobrindo neles a matéria de que somos feitos, aprendendo a sonhar.
  2. É da autoria de António Torrado, um dos mais conceituados escritores portugueses, responsável pela versão de A Nau Catrineta, publicada no livrinho com que vamos premiar os nossos “top-leitores” do 1º período.

«Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o  .livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
— Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
— Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
— É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
— Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
— Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
— Eu também — falou, perto deles, um livrinho estreito. — Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
— Isso não é trabalho para livro — estranhou o calhamaço.
— À falta de outro… — conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele… Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar, ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre uns joelhos.
— Tem bonecos esse livro? — perguntou a voz de uma menina, debruçada para o livro, ainda por abrir.
— Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te — disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
— Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
— Lê — pediu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta.
Às vezes vale a pena esperar. »

(Livro Fechado, António Torrado – Mensagem Nacional para o Dia Internacional do Livro Infantil - 2 de Abril de 1997). Fonte

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“O Livro Recorda” – mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2011

O LIVRO RECORDA por Aino Pervik

“Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.”

No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953)> > .
Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
O livro recorda o tempo em que foi escrito.
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.
Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.

O livro recorda

*Tradução: José António Gomes (João Pedro Messeder)

*A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People) , difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY. Todos os anos cabe a um país membro a criação da mensagem e do poster e nesta edição de 2011 foi a vez da Estónia. A mensagem é da escritora  Aino Pervik e  o poster  é da autoria de Mildebergius famoso pintor e ilustrador estoniano >.  (ver mensagem em inglês e original e biografias dos autores )

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Dia Internacional da Mulher- 2011

Publicado por Manuela DL Ramos em Março 8, 2011


Tema de 2011:

  • Equal access to education, training and science and technology: Pathway to decent work for women.
  • L’égalité d’accès à l’éducation, de formation et de la science et la technologie : vers un travail décent pour les femmes.
  • La igualdad de acceso a la educación, la capacitación y la ciencia y la tecnología: el camino hacia el trabajo decente para la mujer.
  • Igualdade no acesso à educação, treinamento, ciência e tecnologia: o caminho do trabalho decente para a mulher.
  • Igualdade de acesso à educação, formação, ciência e tecnologia: caminho para trabalho decente para as mulheres.
  • ………Mais informação sobre o Dia da MulherMais informação> >Dia Internacional da Mulher-Comemorando

    SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS  (livros da Biblioteca da EB2,3):

     .

     

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    Direitos Humanos + recursos

    Publicado por bibliobeiriz em Dezembro 10, 2010

    Video de Human Rights Action Center , criado por Seth Brau – Música de Rumspringa

     Entradas dos  anos anteriores sobre o tema:

    • “O Dia dos Direitos do Homem”- poema de José Jorge Letria
    • Dia Internacional dos Direitos Humanos
    • Direitos Humanos- Exposição Temporária
    • “A única prisão real é o medo. E a única liberdade real é a liberdade de não ter medo.”  - homenagem a Aung San Suu Kyi

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    Oração dos Animais

    Publicado por Manuela DL Ramos em Outubro 4, 2010

    E porque o Dia Mundial do Animal se comemora hoje- data da morte de S. Francisco de Assis -
    aqui fica esta sentida ORAÇÃO DOS ANIMAIS da autoria de Ivana Maria França de Negri

    «Meu São Francisco de Assis
    Protector dos animais
    Olhai por nós que rogamos
    Vossa bênção e muita paz.

    Olhai os abandonados
    Sofrendo agruras nas ruas
    E os que puxam carroças
    Açoitados nas ancas nuas.

    Pelos pobres passarinhos
    Que não podem mais voar
    Presos em rudes gaiolas
    Só porque sabem cantar.

    E as cobaias de laboratório
    Que sofrem dores atrozes
    Em experiências terríveis
    Que lhes impõem seus algozes.

    Pelos que são abatidos
    Em matadouros insanos
    Para servir de alimento
    Aos que se dizem humanos

    Olhai os que são perseguidos
    Sem piedade nas florestas
    Só por causa da ambição
    Dessas caçadas funestas.
    Pelos animais de circo
    Que não têm mais liberdade
    Presos em jaulas minúsculas
    À mercê de crueldade.

    Olhai os bois de rodeio
    E os sangrados nas touradas
    Barbárie e crimes impostos
    Por pessoas desalmadas.

    Pelos que têm de lutar
    Até a morte nas rinhas
    Quando o homem faz apostas
    Em transações tão mesquinhas.

    Olhai para os que são mortos
    Nos macabros rituais
    Em altares religiosos
    Que usam sangue de animais.

    Meu bondoso protetor
    Oro a vós por meus irmãos
    Para que sua dor e tristeza
    Não sejam sofrimentos vãos »

    Ver entradas anteriores sobre este tema

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