A Árvore
Histórias pequenas de gente pequena
As violetas
Do outro lado da porta
Uma escritora na escola
Os livros têm boca
Conversinhas no jardim
Ler+Ler Melhor
Na RTP-de segunda a sexta, duas vezes por dia, no horário 12h50 e 19h50.
«(...) o programa tem como objectivo promover a leitura e divulgar todas as novidades da edição livreira nos mais diversos géneros e para todas as idades.
(...) "LER +, Ler Melhor ouve a opinião de especialistas ligados ao livro e à literatura, desde os escritores aos editores, passando naturalmente pelos críticos.»
Nota biográfica transcrita da penúltima página: «Pêro Vaz de Caminha (Porto, 1437- Calecut, Índia, 1500) foi Cavaleiro da Casa Real e cidadão do Porto onde exerceu o cargo de mestre da balança da moeda, posição de muita responsabilidade na sua época. Em 1500, embarcou em Lisboa como escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral – que tinha como destino a Índia- com a função de fazer o relato da viagem. Foi no percurso dessa viagem que que se deu a descoberta das terras brasileiras, e coube a Pêro Vaz de Caminha escrever uma carta a dar a notícia ao rei D. Manuel I. Esta carta, de elevado valor literário e historiográfico, lançou o seu nome para a posteridade. Seguiu depois para a Índia como feitor e morreu em Calecut num assalto dos mouros à feitoria portuguesa ali instalada»
Para ficares a saber mais sobre esta carta e sobre a viagem de Pedro Álvares Cabral:
Um clássico da literatura infantil (texto integral aqui)
Portugália Editora, 1963 ; Asa, 1987; Campo das Letras, 1999 (ver esta última edição do livro aqui e aqui)
«Nos anos 60, Papiniano Carlos publicou A Menina Gotinha de Água, uma obra de literatura infantil que constitui um dos seus maiores êxitos editoriais e é considerada um título responsável pela renovação deste género literário, nomeadamente no que respeita à sua função na educação das crianças. Livro repetidamente reeditado ao longo dos anos, contou com ilustrações de João Câmara Leme> , João Nunes> e Joana Quental>.» in Página da UP dedicada a Papiniano Carlos
«Eu sou a menina
Gotinha de Água,
gotinha azul do Mar
que foi nuvem no ar,
chuva abençoada,
fonte a cantar,
ribeiro a saltar,
rio a correr,
e que volta
à sua casa no Mar
onde vai descansar,
dormir e sonhar
antes que de novo
torne a ser nuvem no ar,
chuva abençoada,
fonte a brotar,
ribeiro a saltar,
rio a correr
e Mar uma vez mais. »
Muitas destas histórias a que hoje temos acesso nas mais variadas versões e formas de arte foram compiladas nos conhecidos Contos de Grimm - ou melhor dizendo dos Irmãos Grimm (Jacob:1785–1863 e Wilhelm: 1786–1859).
Das iniciativas organizadas para comemorar esta data destacamos:
“Palavras para que vos quero”- 3º Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da SPA-no próximo dia 14 de Abril de 2012, na Biblioteca Municipal Almeida Garret – Porto (carregar na imagem para aceder ao programa)
A exposição itinerante «Os Irmãos Grimm -Vida e Obra», atualmente patente em Aveiro até 30.04 (em Coimbra estará de 15.05 a 15.07 e em Lisboa na BN, entre 01.08 e 31.10)- que «(…) procura retratar o percurso de vida pessoal de Jacob e Wilhelm Grimm, ilustrar a sua intervenção política, a actividade bibliotecária e académica, bem como o trabalho científico que desenvolveram, dando ainda testemunho da irradiação internacional da sua obra, muito especialmente da recepção que teve em Portugal.».
(Os três volumes incluirão para além dos duzentos contos, dez lendas religiosas infantis(da obra original) «um apêndice com outros vinte e oito contos não incluídos na última edição em vida dos autores (1856-57), um conjunto de seis fragmentos de contos e um longo capítulo que inclui bibliografia relevante citada pelos autores nas suas notas e considerações gerais sobre diversas tradições nacionais, assim como uma reflexão final sobre a relação dos contos populares com a mitologia.» -fonte)
The Fairy Tales of the Brothers Grimm, publicada pela Taschen(a primeira incursão desta prestigiada editora na literatura infantil). Trata-se de uma tradução original acompanhada de uma seleção das melhores ilustrações dos Contos de Grimm feitas entre 1820 e 1950, recolhidas de compilações de todo o mundo.> Ver aqui imagens do interior do livro.
Tema de 2012: Habia una vez un cuento que contaba el mundo intero. Once upon a time, there was a story that the whole world told.(ver os temas dos anos anteriores)
O Dia Internacional do Livro Infantil, intencionalmente comemorado desde 1967 na data do nascimento de Hans Christian Andersen (1805-1875) a 2 de Abril, tem como objectivo fundamental “inspirar o amor à leitura e chamar a atenção para os livros infantis.” (in IBBY).
Todos os anos cabe a um país- com representação no International Board on Books for Young People (IBBY) – a criação uma mensagem ilustrada alusiva ao poder e importância das histórias e dos livros infantis. Este ano coube a vez ao México através da A Leer, secção mexicana do IBBY, com ilustração de Juan Gedovius e texto de Francisco Hinojosa, ambos da Cidade do México.
«Habia una vez un cuento que contaba el mundo intero. - Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate.
Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.
Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 25, 2012
«A Menina do Capuchinho Vermelho estava farta de viver num tempo antigo, num livro antigo. Apanhou um dia o João, muito entretido a ler a sua história, e disse-lhe: - Ajuda-me a saltar para o século XXI. - Boa ideia! – exclamou o rapaz. Vem daí. A garota pousou os pés no chão da sala, olhando à sua volta, espantada. - Repara, está um elefante junto da tua janela. Ele riu-se. - Impossível! Eu moro no décimo andar. Aqui só chegam os pássaros. A menina apontou para a televisão. Mexendo no comando, o amigo mudou de canal e logo apareceu, por trás do vidro, o fundo do mar. - Afinal tens uma caixa mágica – concluiu ela, preparando-se para ficar toda a tarde a ver filmes. Mas o João tinha combinado ir visitar a avozinha. - Veste o anorak azul – recomendou a mãe. — E leva uns bolinhos à avó Maria. (…) »Continuar a ler.
Sabiam que este conto surgiu a partir de uma conversa pela internet (sessão de chat) promovida pela Associação de Professores de Português (APP) entre a escritora Luísa Ducla Soares e alguns alunos? Quem diria ?! Nessa sessão a escritora «propôs um início de história que incluía personagens já conhecidas dos alunos. No fim, enviou a todos, por correio electrónico, a história que tinha escrito» Fonte APP # na tua escola (2004).
Em 2006, a história ganhou novo fôlego com as coloridas ilustrações de Helena Simas e, em 2007, a editora Civilização publicou o livro que hoje apresentamos e que podes ler e requisitar na nossa Biblioteca.
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Saltando agora para o mundo real e para ficar a saber mais sobre os lobos de agora, visita
Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 24, 2012
«Na minha rua, todos os dias se passam histórias fantásticas. Podem vocês achar que exagero, que não será bem assim, que todas as ruas são iguais e os dias iguais em todas as ruas… Pois aí é que vocês se enganam e eu vos direi porquê. Para caçar uma história na minha rua, como na rua ao lado e em outra ou outras ruas, não é preciso dar muitos passos nem ficar muito tempo à janela. É preciso isso sim, estar à coca, cheio até aos olhos de atenção… Às duas por três a história vem ter connosco. Muito sorrateiramente ela acaba sempre por vir ter connosco. Depois agarra-se na história com muito cuidado, tiram-se-lhe as medidas, porque o mais das vezes, as histórias são demasiado compridas e emaranhadas para caberem nas páginas destes livros e passa-se tudo ao papel, de preferência pautado, para se meter mais umas coisas nas entrelinhas. Acabada a redacção, lê-se em voz alta, por causa dum tal bichinho do ouvido, que aprecia muito a música das histórias. E para terminar, põe-se a história à janela, a secar ao sol, ou não fosse ela da minha rua. É sempre assim que eu faço. Não custa nada. Sucede que, no caso da história que vou contar, as coisas, não se passaram, infelizmente, com tanta perfeição. Não fui eu que a agarrei, mas ela, a história que se agarrou a mim e com que força… Até me puxou os cabelos, a velhaca! Acontecem, às vezes, percalços destes e, afinal, ao escrevê-los também se compõe uma história. Espero que gostem.» António Torrado, “Uma história à solta na minha rua”
Nós gostamos,e muito, desta história e deste belo livro “risonhamente ilustradas pelo talento de Chico” como se pode ler na curta sinopse que a seguir se transcreve da contracapa: «Dar voz aos animais é próprio das fábulas. Mas nestas divertidas histórias de António Torrado, risonhamente ilustradas pelo talento de Chico, os animais não se limitam a falar entre eles. Também conversam connosco, protestam, refilam e armam grandes confusões no mundo dos homens. Pequenos leitores e leitores crescidos vão acertar o riso à volta do mesmo livro e nunca mais o irão esquecer»
Fomos encontrar algumas destas histórias a “morar” num outro livrinho do autor, com desenhos também muito divertidos de Eduardo Perestrelo, intitulado Jardim Zoológico em Casa, publicado pela Plátano, cremos que em 1978. Estava num armário de uma escola do 1º ciclo do nosso agrupamento e depois de passar pelas mãos da enfermeira de serviço da BE (pois tinha tido muito uso e o seu estado não era dos melhores) saltou para a prateleira das “relíquias”, como lhe chama uma senhora que trabalha na escola.
Mas aqui fica o registo das histórias de cada um dos livros: O Jardim Zoológico em casa
Nove vezes nove? Oitenta e um, sete macacos e tu és um.
O jardim zoológico em casa (A rã Felisbela)
O Gato que era rei
Fu Chow , a princesa das pulgas
A cabrinha traquinas e o cavalheiro respeitável
Histórias à solta na minha rua
Uma história à solta na minha rua >
Fu Chow , a princesa das pulgas
A Rã Felisbela
O grilo Grilarim cantarola no jardim
Nove vezes nove? Oitenta e um, sete macacos e tu és um.
Os bichanos também são manhosos
Um dos 24 títulos desta coleção que a nossa escola recebeu, no ano passado, no âmbito do Concurso «Quem Conta um Conto… acrescenta um ponto» (organizado pelo semanário Sol em parceria com o Plano Nacional de Leitura). Deste livro recebemos 18 exemplares.
PARA SABER MAIS
«Foi inspirado pelas suas próprias desventuras amorosas e pela peça de Shakespeare, Romeu e Julieta, que Camilo Castelo Branco escreveu Amor de Perdição, o seu romance mais famoso. Obra emblemática do Romantismo português, Amor de Perdição conta-nos a história de Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens que pertencem a famílias distintas de Viseu. Entre ambos nasce um amor que são obrigados a calar pois as suas famílias são rivais e tudo farão para os separar. Mas os amantes acabarão por mostrar através do mais dramático dos actos, que nada, nunca, destruirá o sentimento que os une.» in Camilo Castelo Branco- Amor de Perdição- blogue da editora Leya sobre a obra.
«Amor de Perdição - Novela composta em 1861, por Camilo Castelo Branco, durante o tempo em que o autor esteve preso por adultério na cadeia da Relação do Porto. Foi baseada num episódio real da vida de um tio seu, Simão Botelho, que lhe teria sido contado por uma tia, e cujo registo o autor teria encontrado nos livros de assentamentos da cadeia (…). Continuar a ler In Infopédia[Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-14]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$amor-de-perdicao>.
Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 14, 2012
Lista dos escritores e dos títulos dos 24 clássicos adaptados e ilustrados por vários autores contemporâneos que a nossa escola recebeu no ano passado, no âmbito do Concurso «Quem Conta um Conto… acrescenta um ponto» (organizado pelo semanário Sol em parceria com o Plano Nacional de Leitura) e ao qual os alunos do 2º ciclo de algumas turmas concorreram.
Coleção de clássicos da literatura portuguesa contados às crianças: Biblioteca tempo dos mais novos editada pela Quasi Editora, em colaboração com o jornal SOL e com o MILLENNIUM BCP. Esta colecção está dividida em duas séries a do André e a da Helena
A Nau Catrineta que tem Muito que Contar de António Torrado, ilustrada por Paula Soares, numa edição escolar da Civilização Editora, foi o livrinho que oferecemos aos “top-leitores” do 1º período. (ver nota para professores)
«Quem lembra a Nau Catrineta quem a chora e a lastima, ondas do mar abaixo ondas do mar acima?
Quem vira costas aos cais que da espera se arruína, ondas do mar abaixo ondas do mar acima?
Quem, de janelas fechadas, enlutadas, desanima, ondas do mar abaixo ondas do mar acima?
Neste silêncio de mais pelo cais, onde a neblina apaga esquinas, umbrais, um velho arrais se aproxima..
A névoa que traz nos olhos a névoa que o encortina arranca flocos de névoa, trovas de pranto em surdina: “Eu sei da Nau Catrineta que tem muito que contar, Foi EI- Rei quem ordenou que a fossem aparelhar. O capitão a aparelha nem mais tinha que esperar, ao sair da barra fora tudo era arrebicar. (…)”»
continuar a ler no blogue do Contador de Histórias
Para saber mais:
«A Nau Catrineta é um poema romanceado por um anónimo, relativo às viagens para o Brasil ou para o Oriente. Segundo Almeida Garrett, o romance popular A Nau Catrineta terá sido baseado no episódio sobre o Naufrágio que passou Jorge de Albuquerque Coelho, vindo do Brasil, no ano de 1565, que integra a História Trágico-Marítima. Este poema, que Garrett incluiu no seu Romanceiro (1843-1851), foi bastante difundido pelos países setentrionais.
Diz a lenda que decorria o ano de 1565 quando saiu de Pernambuco a nau “Santo António” com destino a Lisboa, levando a bordo Jorge de Albuquerque Coelho, filho do fundador daquela cidade. Pouco depois de deixarem terra, avistaram uma embarcação que vinha na sua direção e que identificaram como um navio corsário francês, que pilhava os barcos naquelas paragens. Dado o alerta, pouco adiantou desfraldarem todas as velas, pois o “Santo António” tinha os porões demasiado carregados. A abordagem dos corsários foi rápida e eficaz: a nau foi saqueada com todos os seus haveres e deixada à deriva no mar sob o sol escaldante. Os tripulantes mais fracos ou feridos em combate foram morrendo de sede e de escorbuto e os que iam sobrevivendo não esperavam melhor sorte. O desespero apoderou-se dos marinheiros e um deles cheio de fome tentou arrancar pedaços de carne de um companheiro moribundo. Alertados pelos gemidos do homem, acercaram-se dele todos os sobreviventes, uns, para evitarem a ação desesperada, e outros, para nela participarem. Os ânimos estavam já muito exaltados, quando a voz de Jorge de Albuquerque Coelho se levantou, aconselhando-lhes calma e apelando para a sua dignidade de homens. Os marinheiros serenaram, enquanto a nau continuava à deriva. Por fim, foi avistada terra portuguesa, onde todos foram acolhidos e tratados. Conta-se que, muitos anos depois, Jorge de Albuquerque Coelho, já de idade avançada, se sentava em frente ao mar rodeado de amigos para contar a sua história que começava assim: “Lá vem a nau Catrineta, que tem muito que contar. Ouvi, agora, senhores, uma história de pasmar…”.»
A Nau Catrineta. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-01]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$a-nau-catrineta,2>.
Imagem: tapeçaria de Portalegre reproduzindo “A Nau Catrineta” de Almada Negreiros, executada a partir dos painéis da Gare Marítima de Alcântara. (ver fotos dos painéisaqui)
Ler a versão popularizada por Almeida Garrett aqui e cantada por Fausto
.
(Nota para professores: o texto de António Torrado não é de leitura fácil pois caracteriza-se por um vocabulário e construção frásica incomuns. Não se trata de uma adaptação para crianças, simplificada, mas sim de uma versão literária da lenda que narra as desventuras da nau quinhentista e dos seus tripulantes. Não creio que seja de todo apropriado para o 3º ano do 1º ciclo (como talvez por lapso vem aconselhado nas lista do PNL); para este nível etário é mais apropriada a divertida Nau Mentireta de Luísa Ducla Soares, (infelizmente esgotada), efetivamente aconselhada para o 2º ano)