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Arquivos para a Categoria ‘Poesia’

A Menina Gotinha de Água – Papiniano Carlos

Publicado por Manuela DL Ramos em Maio 10, 2012

Um clássico da literatura infantil  (texto integral aqui)
 

Portugália Editora,  1963 ; Asa, 1987; Campo das Letras, 1999 (ver esta última edição do livro aqui e aqui)
«Nos anos 60, Papiniano Carlos publicou A Menina Gotinha de Água, uma obra de literatura infantil que constitui um dos seus maiores êxitos editoriais e é considerada um título responsável pela renovação deste género literário, nomeadamente no que respeita à sua função na educação das crianças. Livro repetidamente reeditado ao longo dos anos, contou com ilustrações de João Câmara Leme > , João Nunes > e Joana Quental >.» in Página da UP dedicada a Papiniano Carlos

e ainda

«Eu sou a menina
Gotinha de Água,
gotinha azul do Mar
que foi nuvem no ar,
chuva abençoada,
fonte a cantar,
ribeiro a saltar,
rio a correr,
e que volta
à sua casa no Mar
onde vai descansar,
dormir e sonhar
antes que de novo
torne a ser nuvem no ar,
chuva abençoada,
fonte a brotar,
ribeiro a saltar,
rio a correr
e Mar uma vez mais. »

Publicado em 1º ciclo, Água, Joana Quental, Livro, Papiniano Carlos, Plano Nacional de Leitura, Poesia, Prova de aferição | Deixar um Comentário »

Poemas para o Dia da Mãe

Publicado por Manuela DL Ramos em Maio 7, 2012

A adesão à proposta da BE- UM BEIJO PARA A MINHA MÃE (escrever um poema para o Dia da Mãe)- excedeu todas as expectativas. Não tivemos mãos a medir e a caixa de correio da biblioteca (bibliobeiriz@gmail.com) ficou quase cheia com os amorosos e comoventes textos que nos enviaram. Esta semana, vamos poder continuar a lê-los, nos expositores exteriores da BE.

Para além dos poemas (dos alunos, professores e funcionários) também está patente a reprodução de algumas imagens do belo livro Um Mundo de Mamãs  de Marta Goméz Mata com ilustrações de Carla Nazareth, cuja sinopse a seguir se transcreve:

«Num mundo de Mamãs em que os braços da Mamã Bicicleta se transformam num guiador fofinho onde podemos apoiar a cabeça e dormir um soninho, a Mamã Morango cora de felicidade sempre que quer, a Mamã Acordeão soa sempre melodiosa, elegante e alegre, mesmo quando chora e o dissimula. Num mundo de Mamãs em que a Mamã Dragão tem um lombo comprido, por onde escorregam os seus filhos como num fantástico trenó, a Mamã Bela Adormecida enche a cama de brinquedos, livros e bandejas de pequeno-almoço com chocolate quente, a Mamã Pirata leva os seus grumetes de manhã a saquear o frigorífico. Num mundo de Mamãs em que os olhos da Mamã Sereia são tão lindos como os poemas que os poetas escreveram sobre o mar, a Mamã Chocolate é tão calorosa, tão doce e tão reconfortante como uma chávena de cacau fumegante, a Mamã Picasso sabe como observar o mundo e como desenhá-lo depois, a Mamã Comboio é um prodígio de logística perfeita, mecânica precisa e potência de motor. E, num mundo cheio de Mamãs, todas elas são Mamãs Princesas, que acreditam em histórias de encantar e têm a certeza de que existem finais felizes.»

  • Clica
    • aqui para acederes a algumas páginas do livro. Também podes responder a um questionário para ficares a saber que tipo de mamã é a tua ou que tipo de mamã poderás vir a ser (de acordo com a autora claro…)
    • aqui  para ficares a conhecer mais livros ilustrados por Carla Nazareth.

Publicado em Carla Nazareth, Dia da mâe, Poesia | Deixar um Comentário »

Dia da Liberdade

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 25, 2012

 A nossa canção da LIBERDADE.


Ai que alegria ouvir-te tocar
Igual ao som de uma harpa
No meio desta correria
Surgiste tu, uma flor a crescer…

Canção criada pela turma do 6º C no ano letivo de 2009/2010 no âmbito do projecto “Beiriz adopta um escritor” com letra original e música adaptada do conhecido  “Pipes of Peace” do Paul McCartney.

Publicado em 25 de Abril, 25 poemas e canções para o 25 de Abril, Canção, Comemoração, Guilherme Madureira, Marcelina Silva, Poesia, Vídeo, YouTube | 1 Comentário »

árvore dos abraços poéticos

Publicado por Manuela DL Ramos em Março 28, 2012

A ÁRVORE DOS ABRAÇOS POÉTICOS, que ajudámos a construir durante o mês de Março, constitui o nosso contributo para a iniciativa ÁRVORES DE TODOS PARA TODOS, proposta da equipa da BE do agrupamento de escolas de A-Ver-O-Mar a todos os agrupamentos do Concelho da Póvoa de Varzim, com o objetivo de comemorar o DIA MUNDIAL DA POESIA.

O nome da nossa árvore remete para os  conhecidos versos de Luísa Ducla Soares «Livro /um abraço /para além do tempo/ e do espaço» (in Poemas da Mentira e da Verdade  >) e para o título mais recente de José Jorge Letria A Árvore dos Abraços.

Num  ritual que todos os anos se repete e se renova, revisitámos em conjunto os poetas e os seus poemas e deixamo-nos enlevar e inspirar. Sob o lema da solidariedade e cooperação – aproveitando a sugestão do Plano Nacional de Leitura para a Semanada Leitura, os alunos criaram os seus poemas tendo como mote um ou mais versos de poetas da lusofonia. O resultado foi por vezes surpreendente e sempre compensador, como o pode ser um abraço cheio de significado e memória.

Cumpriu-se plenamente o objectivo desta  actividade: «LEMBRAR À COMUNIDADE QUE TODOS OS POETAS ESTÃO VIVOS, QUE TODOS OS  ALUNOS SÃO POETAS» citando o texto enviado à  comunicação social pela equipa promotora.

A amostra do trabalho realizado nas escolas esteve presente de 21 a 26 de Março no Diana-Bar, no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Poesia promovida pela Câmara Municipal

Os poemas criados pelos alunos podem ser lidos no blogue ÁRVORE DOS ABRAÇOS POÉTICOS .
Nota: Como sabemos que alguns se atrasaram no envio dos poemas, aproveitamos para informar que continuamos à espera ;-) pois ainda virão a tempo.

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“Avionar” – Teresa Guedes

Publicado por Manuela DL Ramos em Março 11, 2012

“Não esteja na Lua
desça à Terra.”
E o menino a replicar:
“Não me chega esta terra.”
“Seja realista, terra a terra.”
“Mas eu sou do tipo ar, ar.”
E os olhos do menino
já eram balões quando a professora
lhe ordenou que saísse.
Despediu-se da colega e disse:
“Conto estrelas em ti”. (*)
Ao sair, deixou na mesa da professora
o mais bonito avião de papel
que se possa imaginar.
Era uma prenda desesperada
de um menino triste
por não a poder contagiar.
Na sala, um silêncio ficou suspenso
por palavras que também quiseram
voar.

Teresa Guedes, in Real…mente, Caminho

  • Numa altura , em que todos (enfim, quase ;-) andamos a ler poemas, a desvendar as suas artes&manhas, a escrevinhar versos para a nossa árvore da poesia, aqui fica este “Avionar” colhido  no Entrelinhas da Escrita, um blogue cheio de ideias para despertar a criatividada na escrita, campo que Teresa Guedes (1057-2007) cultivou amorosa e sabiamente.

Para saber mais:

Publicado em Blogues, Escrita, Poesia, Teresa Guedes | 1 Comentário »

“Alma a Sangrar”- Florbela Espanca

Publicado por Manuela DL Ramos em Março 8, 2012

Quem fez ao sapo o leito carmesim
De rosas desfolhadas à noitinha?
E quem vestiu de monja a andorinha,
E perfumou as sombras do jardim?

Quem cinzelou estrelas no jasmim?
Quem deu esses cabelos de rainha
Ao girassol? Quem fez o mar? E a minha
Alma a sangrar? Quem me criou a mim?

Quem fez os homens e deu vida aos lobos?
Santa Teresa em místicos arroubos?
Os monstros? E os profetas? E o luar?

Quem nos deu asas para andar de rastros?
Quem nos deu olhos para ver os astros
- Sem nos dar braços para os alcançar?!… (fonte)
Florbela Espanca, in Charneca em Flor
Ver obra digitalizada  (Biblioteca Digital do Alentejo)

  • No Dia Internacional da Mulher, que hoje se comemora, e em jeito de homenagem a Florbela Espanca (1894–1930), uma das mais singulares figuras femininas da Literatura Portuguesa.
  • Bem escolhida foi a data para a estreia do filme  sobre a sua vida, de cujo site se transcrevem as seguintes linhas:
    •  «Florbela Espanca é uma figura incontornável da literatura portuguesa do séc. XX. Alentejana de berço, em conflito com o seu tempo, a jovem poetisa escandalizou a sociedade da época, com sucessivos casamentos e divórcios, uma maneira audaz de vestir, e uma personalidade emancipada. Mulher forte e determinada, escreveu o que sentiu, o que amou, o que sofreu. Talvez tenha sido pela própria forma como veio ao mundo, nessa madrugada de 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, quando foi registada como filha ilegítima e de pai incógnito. O destino corrigiu a mão, e o pai acabou por educá-la, dando-lhe uma educação literária pouco comum às mulheres da sua condição social. João Espanca era fotógrafo e projeccionista amador, levando-a a crescer num meio artístico e contribuindo financeiramente para a primeira edição do seu livro de sonetos ‘O Livro das Mágoas’ em 1919.» (fonte site dedicado ao filme)
    • Notícia sobre o filme.
Para saber mais:

Publicado em Dia Internacional da Mulher, Filmes, Poesia | Deixar um Comentário »

“Cantiga ao desafio”

Publicado por Manuela DL Ramos em Março 5, 2012

- Menina, que sabe ler,
também sabe soletrar!
Diga lá, minha menina:
quantos peixes há no mar?

- Quantos peixes há no mar?
eu já te vou responder
São metade e outros tantos
fora os que ainda estão por nascer.

Diz-me lá, ó cantador,
quantas penas tem um pato?
quantos picos um ouriço,
quantos cabelos um gato?

-Menina, perguntas bem,
agora respondo eu:
penas, picos e cabelos
só têm os que Deus lhe deu.

-Tenho duzentos lencinhos,
um coroa em cada ponta:
ó menina que é tão fina,
faça-me lá essa conta!

-São quatrocentos mil réis
nem é preciso escrever,
que és um belo cantador
já ficámos a saber.

- Menina que tanto sabe,
responda a esta pergunta:
que ciência tem o mar,
que tanta água em si junta?

- A ciência que o mar tem,
não é coisa de pasmar:
não há rio nem regato
que ao mar não vá parar. 

Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, Caminho
(carregar no título ou na capa do livro para aceder a parte do seu conteúdo digitalizado)

Para saber mais:

  • Estas cantigas, também chamadas cantigas à desgarrada, são cantigas em que os cantadores e as cantadeiras improvisam e entram em despique. Algumas destas cantigas fazem parte do nosso património e  estão registadas nos cancioneiros  É o caso destas quadras que Alice Vieira compilou na sua antologia de literatura tradicional. (ver variantes e outras versões desta cantiga aqui).
  • PP&EE: recensão na casa da leitura

Nota: este artigo também foi publicado aqui

Publicado em Cancioneiro popular, Livro Digital, Poesia | 1 Comentário »

“Roda-viva em quatro dias” de Maria Isabel de Mendonça Soares

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 19, 2012

No reino das serpentinas
havia sete meninas
muito lindas, muito finas,
levezinhas como fadas,
que reinavam quatro dias
por ano, muito animadas.

No país dos papelinhos
eram sete rapazinhos
alegres e redondinhos
que entravam na reinação
e nos mesmos quatro dias
andavam em roda-viva
pelo ar e pelo chão.

Na cidade das caraças,……
caras de todas as raças,
carantonhas e caretas
ou risonhas ou medonhas
ou rubicundas ou pretas
faziam grandes folias
nesses mesmos quatro dias.

No estado dos estalinhos,
na terra das cegarregas,
na capital das bisnagas,
no domínio das gaitinhas,
esses dias inteirinhos
que não tinham horas vagas
eram gastos igualmente
em brincadeira contente.


imagens daqui

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Poema e quadras ao gosto popular – Fernando Pessoa

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 14, 2012

Não são lenços de namorados, mas foi neles que se inspiraram os alunos do 5º E para escreverem (sem erros ;-) poemas de amor de poetas consagrados. E que bem que ficaram. Estes são de Fernando Pessoa.
..

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p´ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P´ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

——–

Eu tenho um colar de pérolas
Enfiado para te dar:
As pérolas são os meus beijos,
O fio é o meu penar.

Dias são dias, e noites
São noites e não dormi…
Os dias a não te ver
As noites pensando em ti.

Fonte- Arquivo Pessoa: Obra Édita

Publicado em Fernando Pessoa, Poesia | 1 Comentário »

Quadras populares para o dia de S. Valentim

Publicado por Manuela DL Ramos em Fevereiro 12, 2012

Oliveira bate à porta
Alecrim vai ver quem é.
São os olhos da Maria
Que vêm namorar José.

Trago dentro do peito
Cidra, laranja, limão;
Para trazer toda a fruta
Falta-me o teu coração.

Mais quadras do cancioneiro popular aqui 

Publicado em Cancioneiro popular, Poesia | Deixar um Comentário »

 
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