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A ler na imprensa: plágio e internet na escola

Posted by bibliobeiriz em Janeiro 27, 2008

No jornal Público de hoje em destaque:
Plágio com recurso à Internet é problema nas escolas portuguesas> (por Bárbara Wong ):«Está ao alcance dos dedos. Basta aceder a um site, copiar e colar. O método começa a ser usado aos 10 anos e pode continuar por toda a vida académica. » (ler transcrição da notícia completa aqui)

O fenómeno preocupa docentes de todo o mundo

Na Wikipédia está tudo tão bem escrito que não vale a pena mudarmos nada >  (por Andreia Sanches) :«Os sites de tradução automática servem para fazer os trabalhos de Inglês. Há sites para todos os temas escolares imagináveis. E há quem se limite a fazer “corta e cola” da Wikipedia.» (ler transcrição da notícia completa aqui)

A Internet torna mais fácil copiar, mas a tecnologia também tornou muito mais fácil detectar as cópias.”(ler transcrição de parte da  notícia aqui)

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4 Respostas to “A ler na imprensa: plágio e internet na escola”

  1. Transcrição da notícia da edição on line: «Plágio com recurso à Internet é problema nas escolas portuguesas27.01.2008, Bárbara Wong

    Está ao alcance dos dedos. Basta aceder a um site, copiar e colar. O método começa a ser usado aos 10 anos e pode continuar por toda a vida académica

    Ao ler um trabalho de um aluno, um professor tem a sensação de já ter lido nalgum sítio aquelas frases. Como não há nada melhor que tirar todas as dúvidas, o docente dirige-se ao computador, escreve uma frase do trabalho e descobre em poucos segundos a fonte que o aluno não referiu na bibliografia.

    Plagiar, diz o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, é “apresentar como seu aquilo que copiou ou imitou de obras alheias”.

    Plagiar é um verbo que muitos alunos portugueses conjugam à frente do computador, recorrendo a motores de busca da Internet e usando apenas três teclas: “Ctrl” e “C” para copiar e “Ctrl” e “V” para colar no trabalho que se vai apresentar ao professor.

    “Copiar e colar”.
    Seja em que ano lectivo for e tenha o estudante a idade que tiver, o método adoptado é o mesmo, dizem os professores. Mas as suas opiniões dividem-se: há quem acredite que há cada vez mais alunos a recorrer a este esquema e há quem diga que parece haver mais casos só porque os professores têm mais facilidade em identificá-los. Certo é que o plágio não é novo, só é feito com maior rapidez do que quando se copiava, manualmente, as enciclopédias ou outros compêndios.

    É no 2.º ciclo, quando os alunos têm 10 e 11 anos, que os professores de História e Geografia de Portugal, Ciências da Natureza, Matemática ou de Área Projecto começam a pedir pequenos trabalhos escritos.

    Seja qual for o tema, a pesquisa faz-se na Internet e os alunos “tiram exactamente o que lá está”, revela Graça Grou, vice-presidente do conselho executivo da EB 2, 3 de Telheiras n.º 2, em Lisboa. Vitória de Sousa, professora de Língua Portuguesa do Agrupamento de Escolas Carlos Paredes, na Póvoa de Santo Adrião, confirma.

    Mas as crianças não fazem por mal, salvaguardam as docentes. “Eles nem sabem o significado de plágio”, diz Vitória de Sousa. “Não há noção dos direitos de autor ou que se estão a apropriar dos trabalhos de outros”, acrescenta Pedro Rosário, do Departamento de Psicologia da Universidade do Minho.

    Os mais velhos, do 3.º ciclo, também desconhecem não só o significado da palavra como acreditam que tudo o que lêem na Internet é verdade, revela Ana de Sousa, professora de Português na EB 2, 3 António Gedeão, em Odivelas. “É complicado fazê-los mudar de ideias”, explica.

    O plágio persiste no ensino secundário, confirmam docentes deste ciclo. Mariana Lagarto, professora de História na secundária da Amora, desconfia dos textos demasiado bem escritos. Cândida Ferreira, professora de Filosofia da secundária Dr. Joaquim de Carvalho, Figueira da Foz, e Jorge Baptista, professor de Biologia da secundária Afonso Lopes Vieira, de Leiria, desconfiam dos textos escritos em português do Brasil. Edviges Antunes Ferreira, professora de Português na secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa, desconfia quando mais do que um aluno lhe entrega trabalhos com frases muito semelhantes.

    Ter sentido crítico
    “O problema não está no meio, mas nas capacidades intelectuais que a escola desenvolve. Estamos a falhar porque a cultura light chegou a todo o lado e há uma profunda irresponsabilidade de quem tem de formar”, critica Ivo Domingues, investigador da Universidade do Minho, que publicou um livro sobre o copianço nas universidades.

    Os professores não se revêem nesta crítica. Na escola de Telheiras, em Lisboa, os docentes acompanham todas as fases do trabalho, de maneira a que os alunos façam um resumo utilizando palavras suas e apelam a que consultem outras fontes. O tema é trabalhado nas disciplinas de Área Projecto e de Estudo Acompanhado e, se os jovens continuarem a fazê-lo, pode ser debatido na aula de Educação Cívica, informa Graça Grou.

    “Ter sentido crítico é um objectivo da formação dos alunos que pode ser desenvolvido através do debate, de leitura de um jornal ou de um texto. Mas leva muito tempo e não há muito espaço para fazer esse trabalho”, lamenta Vitória de Sousa.

    Mesmo os alunos do secundário não têm noção de que plagiam, aponta Jorge Baptista, de Biologia. “Como a Internet é de utilização aberta, não vêem mal no que fazem. Este é um meio de cultura novo e neste período de transição isto vai continuar a acontecer”, considera.

    Como se evita o plágio? Obrigando os alunos a fazer os trabalhos na sala de aula, responde Mariana Lagarto. Evitar pedir trabalhos expositivos, mas propor recensões ou resumos, sugere Cândida Ferreira. Acompanhar a pesquisa que os estudantes têm de fazer, aponta Graça Grou. Obrigá-los a usar outras fontes, como os livros, aconselha Edviges Antunes Ferreira.

    “Os alunos têm de pensar e não podem recorrer ao plágio. Procuro treiná-los em termos de comportamentos e de atitudes, para que reconheçam que as ideias e os textos não são deles”, revela Mariana Lagarto.

    O plágio combate-se também com castigos – para já, o único adoptado pela maioria dos professores é devolver o trabalho. Depois, alguns esperam que o aluno entregue um texto original, outros limitam-se a não classificar. Um castigo pouco significativo porque os trabalhos também contam pouco na avaliação, dizem.

    O PÚBLICO questionou o Ministério da Educação sobre se o problema do plágio é motivo de preocupação ou se já gerou algum tipo de orientação às escolas, mas não obteve resposta.

    Se no ensino básico e secundário o plágio se faz por desconhecimento de como se devem usar as fontes, no ensino superior ele já é intencional, consideram os professores deste nível. Por isso, aqui as penas podem ser mais pesadas e chegar à reprovação na cadeira em que se plagiou. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não tem orientações sobre esta matéria e deixa a questão ao critério das escolas.

    “À medida que os professores confrontam os alunos com o erro, estes vão tomando consciência do que é o plágio. Por isso, quando chegam ao ensino superior, já há intencionalidade” no acto de copiar textos de outros para trabalhos, sem citar fontes, analisa Pedro Rosário, do Departamento de Psicologia da Universidade do Minho.

    No ensino superior, o plágio é um “problema de carácter individual”, acusa Manuel Ferreira Rodrigues, professor de História na Universidade de Aveiro, a quem custa bastante que os alunos “usem descuidadamente as fontes, sem consciência de que estão a cometer um erro”.

    Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é nos primeiros anos da licenciatura que os professores ensinam a fazer selecção de informação, a fazer citações e a identificar fontes, explica Clara Correia, presidente do conselho pedagógico. O vício da Internet está tão entranhado nas práticas dos alunos que é preciso reensiná-los a usar as “fontes tradicionais”, diz.

    Depois, é esperar que os jovens façam bom uso do que aprenderam e não caiam em tentações. Mas, “assim como é fácil plagiar, também e fácil ao professor ir à Internet e descobrir”, afirma Augusto Barroso, professor catedrático de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que já reprovou um aluno por plágio.
    Os docentes apanham os alunos recorrendo a programas de computador ou pedindo-lhes para defender oralmente o trabalho, diz Pedro Lourtie, presidente adjunto dos assuntos pedagógicos do Instituto Superior Técnico, de Lisboa. “É preciso um código de conduta”, avança.

    Esse código de conduta é algo em que as universidades vão começar a trabalhar, revela Ramôa Ribeiro, reitor da Universidade Técnica de Lisboa, para quem “é preciso mudar a cultura em Portugal”.

    “A penalidade por plagiar deve ser desproporcionada, de maneira a que os alunos pensem que não vale a pena arriscar”, defende João Gabriel Silva, presidente dos conselhos directivo e científico da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra. Nesta escola, o plágio leva à reprovação imediata na disciplina em causa, diz o regulamento. É para evitar esta pena que a Universidade de Coimbra procura fazer um “controlo e acompanhamento muito próximo do percurso escolar dos alunos”, explica Cristina Robalo Cordeiro, vice-reitora.

    José Manuel Silva, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, lembra que os casos de plágio, mais ou menos descarados, não se ficam pelos primeiros anos da licenciatura, mas chegam às teses de mestrado e de doutoramento. Aí, são feitos de maneiras mais subtis. “O respeito pelo que o outro faz, pela autoria, é uma questão de cidadania”, conclui Pedro Rosário.
    Bárbara Wong

  2. Transcrição da notícia completa:
    “Na Wikipédia está tudo tão bem escrito que não vale a pena mudarmos nada” 27.01.2008, por Andreia Sanches

    Os sites de tradução automática servem para fazer os trabalhos de Inglês. Há sites para todos os temas escolares imagináveis. E há quem se limite a fazer “corta e cola” da Wikipedia

    Nasceu em Portugal há 15 anos e anda numa escola em Lisboa. Por isso, quando entregou à professora de Geografia um trabalho “com muitas palavras em brasileiro”, a professora desconfiou. O trabalho tinha sido copiado de um site brasileiro da Internet.

    Outra aluna, de 14 anos, também foi apanhada. “Esqueci-me de tirar as hiperligações.” O trabalho que era suposto ser seu estava cheio de endereços da Net – “que apareciam com outra cor e tudo”, conta, a rir – através dos quais era fácil ir directamente aos textos on-line que ela tinha copiado palavra por palavra. O professor deu-lhe zero.

    As histórias sucedem-se à medida que vão chegando mais alunos ao centro de recursos educativos da Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa. Há quem se gabe de ter conseguido uma “nota máxima” com um trabalho que era apenas o resultado apressado de uma operação de “corta e cola” da Internet – “mas pus lá a fonte!”

    Uma adolescente com um sorriso traquina explica que vai continuar a arriscar: “Aquilo na Wikipédia [a enciclopédia on-line escrita por cibernautas de todo o mundo] está tudo tão bem escrito que não vale a pena nós mudarmos nada”, diz outra rapariga de 14 anos.” Outra ainda lamenta: “Os meus professores são muito espertos, não posso copiar.”

    Sentimentos de culpa por apresentar um trabalho que, na verdade, não se escreveu? Argumentam com a “pressão”, a “falta de tempo” e a “exigência dos professores.” – “O que conta são as notas!”

    A maior parte dos adolescentes com quem o PÚBLICO falou domina as ferramentas da Net que lhes permitem comunicar com os amigos – o Hi5 e o Messenger. Mas quando mostram como costumam fazer pesquisas no Google (motor de busca) para os trabalhos da escola, denunciam muitas fragilidades.

    Citar as fontes
    Perante os milhares de sites que lhes aparecem quando procuram informação, escolhem “o primeiro que aparece”, nas palavras de um aluno, ou ficam-se pela Wikipédia. “Vou aos links que a Wikipédia aconselha para cada tema, copio um bocado de cada site e eles [os professores] pensam que vem tudo da minha cabeça”, conta outra.

    Duas alunas de 17 e 18 anos reparam pela primeira vez, no momento em que mostram ao PÚBLICO como pesquisam, que alguns artigos da Wikipédia vêm acompanhados do seguinte aviso: “Cuidado: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências, em desacordo com a política de verificabilidade.” É o tipo de alerta que surge frequentemente, mas que sempre ignoraram.

    Os olhos de um rapaz de 11 anos abrem-se muito, quase assustados, quando é confrontado com a pergunta: “Não tens medo que a informação que estás a tirar da Net não esteja correcta?” Nunca tinha pensado nisso.

    Uma adolescente explica que usa os sites de tradução automática para fazer os trabalhos de Inglês. Escreve os seus textos em português, submete-os à tradução automática para inglês e apresenta o resultado à professora. Utiliza o mesmo processo para decifrar as perguntas das fichas de trabalho que vêm escritas em inglês. Nunca se apercebeu que a generalidade dos sites que usa transformam textos que são compreensíveis na sua língua original em prosas quase imperceptíveis depois de traduzidas. Reconhece que o método não lhe tem garantido grandes notas.

    Livros em segundo plano
    Qual é o papel dos livros? Os manuais escolares continuam a ser centrais, dizem os alunos. Já uma enciclopédia – em papel – é algo que vários dizem não ter folheado nunca. A funcionária no centro de recursos garante, contudo, que os alunos da escola continuam a recorrer à biblioteca. E mostra um dossiê a transbordar de folhas brancas. São as requisições “só deste ano” de estudantes que quiseram levar obras para casa – desde que ali trabalha, há sete anos, os pedidos não diminuíram, garante. Apesar dos computadores serem cada vez mais populares.

    Uma coisa é certa, remata uma aluna: “Dos livros em papel não se consegue fazer copy-paste.” Tem que se ler “e escrever tudo”. O que, na sua opinião, é uma grande desvantagem.

  3. “A Internet torna mais fácil copiar, mas a tecnologia também tornou muito mais fácil detectar as cópias.”(…)A preocupação coloca-se sobretudo ao nível do ensino superior e foi nestas instituições que começaram a desenvolver-se e aplicar-se os primeiros programas informáticos que ajudam a descobrir o “cibercopianço”.
    Na Universidade do Minho (UM), há já dois anos que todos os professores têm acesso a um sistema de detecção de plágio. “Era impossível bloquear o acesso às fontes utilizadas pelos alunos e decidimos então encontrar mecanismos que permitissem encontrar os “pecadores””, conta Luís Amaral, pró-reitor e coordenador na UM do projecto campus virtual.

    O Turnitin foi o primeiro motor de pesquisa utilizado na Universidade do Minho. Desenvolvido nos Estados Unidos da América, o software pode ser adquirido por qualquer pessoa, através da compra de uma licença. E a ele recorrem “milhares de instituições de mais de 90 países”, anuncia-se no seu site. “Outros sistemas são livres e funcionam através de algoritmos. Este ano mudámos de plataforma e começámos a usar o programa Safe Assign”, explica Luís Amaral.

    Seja qual for o sistema utilizado – e há muitos disponíveis na Internet, alguns de download gratuito -, o resultado é o mesmo. Submete-se o trabalho e é só esperar que o programa compare o documento com milhões de páginas disponíveis na Internet, outros trabalhos de alunos previamente analisados e bases de dados de artigos de jornais e revistas. O número pode chegar aos quatro mil milhões, diz Luís Amaral.
    O texto é depois devolvido, marcado com cores se forem encontradas semelhanças com outros documentos. São ainda indicadas as fontes originais e calculada uma espécie de índice de “nível de cópia”.

    “Há alguns professores que recorrem ao programa para todos os trabalhos que recebem. Outros só o fazem se tiverem uma suspeita. Consoante o resultado, cabe ao docente fazer o seu juízo”, continua Luís Amaral, revelando que até agora só se registaram na UM “dois ou três casos mais graves de plágio”.

    “Hoje é mais fácil copiar. Mas é muito mais fácil identificar a cópia”, defende o professor, que acredita inclusivamente que há menos “batota” do que antigamente. “Como os trabalhos dos alunos ficam em arquivo, torna-se impossível copiar de estudantes de anos anteriores”, exemplifica. E o facto de os mais de 10 mil alunos da UM saberem que a universidade utiliza um sistema de detecção de plágio também inibe a cópia, admite. Por isso acredita que esta é uma ferramenta essencial. “Dada a importância do assunto, quero acreditar que a maioria das instituições de ensino está preocupada e que pelo menos as maiores já tenham soluções
    deste tipo.”

  4. Transcrito do Público- 20080130
    Dizer não à Wikipédia

    Nos Estados Unidos as bibliotecas de algumas universidades têm alertas à porta a dizer “say no to Wikipedia”.

    Em Brighton, uma professora criou com evidente inspiração e infelicidade própria a expressão “universidade Google”.

    Parece que da mais tenra idade ao peixe mais graúdo se copia com evidente satisfação e sem escrúpulos textos para apresentar nas escolas em que se finge que se ensina e se aprende.

    Por toda a Europa, fecham-se os olhos a esta evidente descaracterização cultural mascarada de progresso tecnológico. Os meninos e as meninas aprendem o “desenrascanço”, o facilitismo, a preguiça e, pior, o engano sem escrúpulos, a mentira, a fraude.

    Alguns professores, coitados, nem reparam, outros acham que se devia tirar partido da potencialidade da coisa, para evidente gáudio dos rapazes e raparigas. Alguns mais exigentes dão notas zero aos prevaricadores. Mas todos estão de acordo numa coisa: ninguém faz nada.

    Eu próprio fui testemunha de uma cena destas há poucos dias. Um sobrinho de oito anos, a quem fora pedido um trabalho, sublinho trabalho, sobre a escravidão, retirou por completo um texto da rede em português do Brasil, com expressões como “sistema de produção” e foi premiado com uma nota alta.

    É claro que sempre se copiou, desta maneira ou não. No entanto, a questão é a de saber como é que esta cultura de permissividade e irresponsabilidade alastrou a todos os responsáveis: pais, professores, governação, sindicatos. (…)
    Luís Fernandes
    Figueira da Foz
    Transcrito do Público- 20080130

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