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Dia Universal da Criança

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 20, 2009

Foi uma boa surpresa a banquinha com oferta de marcadores alusivos ao dia que hoje se comemora* feitos pela turma do PIEF, nas disciplinas de Formação Cívica e Artesanato Urbano.

Estavam muito apelativos e por isso “desapareceram” num instante.

Muito obrigada.

*«Em 1954, a Assembleia Geral recomendou [resolução 836 (IX)] que todos os países instituíssem o Dia Universal da Criança, para celebrar a fraternidade e compreensão entre as crianças do mundo inteiro e organizar actividades adequadas à promoção do bem-estar de todas as crianças. Propôs que celebrassem o Dia na data e da forma que cada um considerasse mais conveniente. A 20 de Novembro assinala-se o aniversário do dia em que a Assembleia aprovou a Declaração sobre os Direitos da Criança, em 1959, e a Convenção sobre os Direitos da Crianças, em 1989.» in Centro de Informação das Nações Unidas em Portugal

Portugal ratificou a Convenção dos Direitos da  Criança em 21 de Setembro de 1990. (mais informação aqui)

  • Ler nos comentários o texto de Matilde Rosa Araújo , “Os Direitos da Criança (In As Crianças, Todas as Crianças, Livros Horizonte, Lisboa, 1979)
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2 Respostas to “Dia Universal da Criança”

  1. A Criança,
    Toda a criança.
    Seja de que raça for,
    Seja negra, branca, vermelha, amarela,
    Seja rapariga ou rapaz.
    Fale que língua falar,
    Acredite no que acreditar,
    Pense o que pensar,
    Tenha nascido seja onde for,
    Ela tem direito…

    … A ser para o homem a
    Razão primeira da sua luta.
    O homem vai proteger a criança
    Com leis, ternura, cuidados
    Que a tornem livre, feliz,
    Pois só é livre, feliz
    Quem pode deixar crescer
    Um corpo são,
    Quem pode deixar descobrir
    Livremente
    O coração
    E o pensamento.
    Este nascer
    e crescer
    e viver
    assim
    Chama-se dignidade.
    E em dignidade vamos
    Querer que a criança
    Nasça,
    Cresça,
    Viva…

    …E a criança nasce
    E deve ter um nome
    Que seja o sinal dessa dignidade.
    Ao Sol chamamos Sol
    E à vida chamamos Vida.
    Uma criança terá o seu nome
    também.
    E ela nasce numa terra determinada
    Que a deve proteger.
    Chamemos-lhe Pátria a essa terra,
    Chamemos-lhe antes Mundo…

    …E nesse Mundo ela vai crescer.
    Já sua mãe teve o direito
    A toda a assistência
    que assegura um nascer perfeito.
    E, depois, a criança nascida,
    Depois da hora radial do parto,
    A criança deverá receber
    Amor,
    Alimentação,
    Casa,
    Cuidados médicos,
    O amor sereno de mãe e pai.
    Ela vai poder
    Rir
    Brincar,
    Crescer,
    Aprender a ser feliz…

    …Mas há crianças que nascem imperfeitas
    E tudo devemos fazer para que isto não aconteça.
    Vamos dar a essas crianças um amor maior ainda.

    E a criança nasceu
    E vai desabrochar como
    Uma flor,
    Uma árvore,
    Um pássaro,

    E
    Uma flor,
    Uma árvore
    Um pássaro
    Precisam de amor – a seiva da terra, a luz do Sol.
    De quanto amor a criança não precisará?
    De quanta segurança?
    Os pais e todo o Mundo que rodeia a criança
    Vão participar na aventura
    De uma vida que nasceu.
    Maravilhosa aventura!
    Mas se a criança não tem família?
    Ela tê-la-á, sempre: numa sociedade justa
    Todos serão sua família.
    Nunca mais haverá uma criança só,
    Infância nunca será solidão.

    E a criança vai aprender a crescer.
    Todos temos de a ajudar!
    Todos!
    Os pais, a escola, todos nós!
    E vamos ajudá-la a descobrir-se a si própria
    E os outros.
    Descobrir o seu mundo,
    A sua força,
    O seu amor,
    Ela vai aprender a viver
    Com ela própria
    E com os outros:
    Ela vai aprender a fraternidade,
    A fazer fraternidade.
    Isto chama-se educar:
    Saber isto é aprender a ensinar.

    Em situação de perigo
    A criança, mais do que nunca,
    Está sempre em primeiro lugar…
    Será o sol que não se apaga
    Com o nosso medo,
    Com a nossa indiferença:
    A criança apaga, por si só,
    Medo e indiferença das nossas frontes…

    A criança é um mundo
    Precioso
    Raro.
    Que ninguém a roube,
    A negoceie,
    A explore
    Sob qualquer pretexto.
    Que ninguém se aproveite
    Do trabalho da criança
    Para seu próprio proveito.
    São livres e frágeis as suas mãos,
    Hoje:
    Se as não magoarmos
    Elas poderão continuar
    Livres
    E ser a força do Mundo
    Mesmo que frágeis continuem…

    A criança deve ser respeitada
    Em suma,
    Na dignidade do seu nascer,
    Do seu crescer,
    Do seu viver.
    Quem amar verdadeiramente a criança
    Não poderá deixar de ser fraterno:
    Uma criança não conhece fronteiras,
    Nem raças,
    Nem classes sociais:
    Ela é o sinal mais vivo do amor,
    Embora, por vezes, nos possa parecer cruel.
    Frágil e forte, ao mesmo tempo,
    Ela é sempre a mão da própria vida
    Que se nos estende,
    Nos segura
    E nos diz:
    Sê digno de viver!
    Olha em frente!

    in http://www.apei.pt/upload/ficheiros/edicoes/Direitoscrianca.pdf

    Os Direitos da Criança, de Matilde Rosa Araújo
    In As Crianças, Todas as Crianças,
    Livros Horizonte, Lisboa, 1979.

    Nova edição
    Os Direitos das Crianças
    de Matilde Rosa Araújo
    Edição/reimpressão: 2008
    Editor: Arca das Letras
    ISBN: 9789728882419

  2. ana said

    Os marcadores estão muito bonitos e é sempre bom «ouvir» Matilde Rosa Araújo

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