BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

“Adivinha quanto gosto de ti”

Posted by bibliobeiriz em Fevereiro 21, 2010

«Esquecido numa qualquer prateleira encontrámos este belíssimo conto, de Sam McBratney e ilustrado por Anita Jeram (2004). Indicamo-lo como uma leitura a fazer num acto de partilha para que o efeito seja ainda maior.

Havia algures num lugar encantado um sentimento que era do tamanho do infinito, ia, sempre somando pontos, da Terra à Lua e depois, esticando-se, voltava a descer até estar “de volta até cá abaixo”.
A história é de um leveza poética tão singela que o sorriso desenha-se no rosto do leitor que se deixa levar. Assim é: “A Pequena Lebre Castanha, que se ia deitar, agarrou-se bem agarrada às orelhas muito compridas da Grande Lebre Castanha. Quis ter a certeza de que a Grande Lebre Castanha estava a ouvir. – Adivinha quanto gosto de ti – disse ela”.

A história prossegue e um abrir, bem aberto, de braços, exemplifica o quanto é esse muito. Mas, a Grande Lebre Castanha que tinha uns braços bem maiores responde: “– Mas eu gosto de TI assim”.

9789722116244_adivinha_quanto_eu_gosto_tiComeça a multiplicar-se o afecto, ditado de ternuras várias que fazem a Pequena e a Grande Lebre representarem o que sentem uma pela outra. Então entra em cena a altura, afinal, o gostar “assim” numa lógica geométrica ditada para o alto deve ser maior, não? Mas, mais uma vez a Grande Lebre Castanha parece gostar mais do que a Pequena Lebre Castanha. Esta, contudo, não se resigna: há que provar o que é isto dos afectos, não é fácil isso não! “Então a Pequena Lebre Castanha teve uma boa ideia. Fez o pino, encostada ao tronco muito esticadinha. – Gosto de ti até à ponta dos pés! – disse ela”. Os desafios continuam numa leitura que se faz do querer dar. Entretanto, o sono chega e a Pequena Lebre Castanha, esfregando uns olhitos cansados, diz: “– Gosto de ti até à Lua”, fechando os olhos num aconchego doce, feito da certeza do que está no seu pequeno coração. “– Ora, se isso é longe – disse a Grande Lebre Castanha. – É mesmo, mesmo longe”. O beijo de boa-noite faz-se sentir na bochecha felpuda da Pequena Lebre Castanha enquanto se ouve baixinho, não vá a pequenita acordar: “– E eu gosto de ti até à Lua… E DE VOLTA ATÉ CÁ ABAIXO”.

Caros leitores, pedimos só que tentem este desafio do quem gosta mais, se possível, com a obra por perto. Garantimos que o beijo e o abraço serão sentidos. Falar de afectos nunca é de mais!

Esta leitura é dedicada à Mafalda que já se iniciou nos passeios da leitura!

Gisela Silva e Teresa Lares»  Transcrito daqui

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s