BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for 2 de Janeiro, 2012

Os números de 2011

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 2, 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um excerto:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 73.000 vezes em 2011. Se fosse o Louvre, eram precisos 3 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Em 2011 foram publicados 82 novos artigos, aumentando o arquivo total para 553 artigos. Foram carregadas 142 imagens, ocupando um total de 29mb. É cerca de 3 imagens por semana.

O dia com mais tráfego foi 21 de Setembro, com 1.500 visitas. O artigo mais popular nesse dia foi  As árvores em poesia.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Livros fechados – livros abertos

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 2, 2012

Escolhemos este texto de António Torrado para primeira entrada de 2012 por duas razões:

  1. Não podia expressar melhor os nossos votos: ver na biblioteca cada vez mais meninos e meninas (e  professores ;-) a abrir os livros, descobrindo neles a matéria de que somos feitos, aprendendo a sonhar.
  2. É da autoria de António Torrado, um dos mais conceituados escritores portugueses, responsável pela versão de A Nau Catrineta, publicada no livrinho com que vamos premiar os nossos “top-leitores” do 1º período.

«Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o  .livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
— Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
— Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
— É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
— Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
— Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
— Eu também — falou, perto deles, um livrinho estreito. — Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
— Isso não é trabalho para livro — estranhou o calhamaço.
— À falta de outro… — conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele… Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar, ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre uns joelhos.
— Tem bonecos esse livro? — perguntou a voz de uma menina, debruçada para o livro, ainda por abrir.
— Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te — disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
— Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
— Lê — pediu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta.
Às vezes vale a pena esperar. »

(Livro Fechado, António Torrado – Mensagem Nacional para o Dia Internacional do Livro Infantil – 2 de Abril de 1997). Fonte

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