BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for Maio, 2013

Jorinda e Joringuel- Irmãos Grimm

Posted by Manuela DLRamos em Maio 30, 2013

O conto que em baixo se transcreve  é o nº 69 da lista dos Contos de fadas para o lar e as crianças (Kinder- und Hausmärchen) dos Irmãos Grimm, título do livro cujo bicentenário se celebra este ano.

Ilustração Stephanie Hannah Martin

«Era uma vez um castelo antigo, no meio de uma densa floresta, onde morava sozinha uma velha que era uma temível bruxa.  De dia, transformava-se em gata ou em coruja e, de noite, retomava regularmente forma humana. Com as suas artes mágicas, atraía animais selvagens e pássaros que depois matava e cozinhava para comer.

Ai de quem se aproximasse do castelo! Num raio de mil passos a toda a volta, a floresta estava embruxada. Quem, distraidamente, ali penetrasse ficaria mudo e quedo, sem se poder mexer, até que a bruxa o quisesse vir libertar. E, se fosse uma rapariga, pior: a bruxa transformava-a em pássaro, fechava-a numa gaiola e levava-a para uma sala do castelo, onde havia já mais de sete mil destas aves.

Ilustração de Bernadette Watts

Ora havia naquele tempo uma linda rapariga chamada Jorinda que amava ternamente um gentil rapaz chamado Joringuel. Estavam noivos e pouco faltava para o dia do casamento. Certa tarde, como estava um tempo magnífico, foram passear para a floresta. O sol brilhava entre as folhas verdes e os pássaros cantavam nos ramos.

De repente, sentiram uma grande tristeza. Olharam em volta: o sol começava a esconder-se atrás dos montes e estavam perdidos. Joringuel avançou uns passos e descobriu, aterrorizado, por entre as árvores, os muros do castelo. Ouviu Jorinda cantar:

– O passarito do anel azul,
(que triste sorte!)
à pomba canta a sua morte
Tristemente canta: tac-tac-uit-uit

Joringuel olhou em redor à procura de Jorinda. E viu-a transformada num rouxinol a cantar ” piu.., piu., piu..” Uma coruja com olhos flamejantes voou em círculo três vezes à volta dela e das três vezes piou: “uúu … uúu… uúu”.

ilustração de Adrienne Segur

Joringuel, transformado em estátua, não podia chorar, nem falar, nem mexer um dedo.
O sol pôs-se por completo. A coruja voou para uma moita e, de súbito, saiu de lá uma velha corcovada, amarela e magra, com olhos vermelhos e um nariz tão adunco que a ponta lhe tocava no queixo.
Murmurando qualquer coisa, pegou no rouxinol e levou-o bem apertado na mão. Joringuel não podia mexer-se nem dizer nada e o rouxinol já ia longe.

Finalmente, a velha voltou e disse em voz surda:
– Salve, Zequiel, a lua brilha no charco. Liberta-o, Zequiel, de imediato.

Então Joringuel ficou livre. Lançou-se aos pés da velha, suplicou-lhe que lhe restituísse a sua querida Jorinda, mas a bruxa jurou-lhe que nunca mais a veria e desapareceu.
Joringuel gritou, chorou e desesperou-se. Em vão.

Depois pôs-se a caminho. Andou, andou, andou. Chegou, por fim, a uma aldeia desconhecida onde ficou a tomar conta das ovelhas. Às vezes ia com o rebanho para perto do castelo, mas nunca se aproximava.

Certa noite sonhou que tinha encontrado uma flor vermelha, cor de sangue, em cujo centro havia uma pérola enorme, lindíssima. No sonho colhia-a e ia ao castelo. Tudo aquilo que com ela tocava ficava desencantado e assim recuperava a sua querida Jorinda.

De manhã, mal acordou, Joringuel começou a procurar por montes e vales a flor do sonho. Procurou sem descanso e, por fim, na madrugada do nono dia, encontrou uma flor vermelha, cor de sangue. Na corola havia uma gota de orvalho, enorme e brilhante como uma pérola magnífica.

Ilustração de Kay Konrad

Ao vê-lo, ficou enraivecida. Gritou, lançou-lhe fel e veneno, mas não pôde aproximar-se dele mais do que dois passos. Joringuel não lhe ligou. Toda a sua atenção estava concentrada nas gaiolas: entre tantos milhares de pássaros, como podia reconhecer a sua Jorinda?
Enquanto os observava, apercebeu-se de que a velha pegara numa gaiola e tentava fugir. Correu atrás dela e tocou-lhe com a flor. A bruxa perdeu as suas artes mágicas e Jorinda lançou-se-lhe nos braços, mais bela do que nunca. Quebrado o encanto, todos os outros pássaros se transformaram em lindas raparigas.

Depois voltou para casa com a sua Jorinda e viveram juntos e felizes por muitos e muitos anos.» (adaptado e corrigido)

in Os mais belos contos de Grimm, Civilização;  fonte:  Jorinda e Joringuel – Porto Editora (atenção à falta do 6º parágrafo em alguns manuais, reproduzindo o erro da edição da Civilização.)

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Em baixo podes deliciar-te com uma versão moderna desta história, ao som da música de Vivaldi. És capaz de descobrir as diferenças entre as duas versões?

  • E ainda:
    • Aprecia aqui  mais duas versões animadas de “Jorinda e Joringuel” e através de uma delas fica a conhecer  a linda canção da Jorinda.

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Novidades no “Scoop.it” da Biblioteca

Posted by Manuela DLRamos em Maio 28, 2013

Estes são os últimos sítios que selecionamos e que podem explorar no Scoop.it – Bibliobeiriz.  Conhecem outros que gostassem de partilhar e divulgar? Deixem as sugestões nos comentários. Obrigada  Não se esqueçam que em cada tópico (Livros e Leituras, A brincar também se Aprende, etc..) acede-se aos índices de assuntos clicando no “filter”

  •  Livros e Leituras :
    • Romance da Raposa de Aquilino Ribeiro– (audio)-Estúdio Raposa
    • Romance da Raposa de Aquilino Ribeiro (vídeo da adaptação em desenhos animados)
    • Sobre Pedro e o Lobo in Criaturas Perenes da Literatura Universal (um fantástico sítio sobre personagens das  histórias)
  • A Brincar também se Aprende
    • Jogo da Glória – “Diversidade dos Animais” (um jogo premidado pela Casa das Ciências)
    • ” The 3 R’s: Reduce, Reuse, Recycle” – Jack Johnson (vídeo da conhecida canção)
    • “Cidades do Mundo”- Jogo de Geografia (muito interesante)
  • Apoio ao Estudo
    • O que aprendemos graças às aulas de Educação Musical (apresentação no slideshare)
    • Calcular Area – Calculadora visual  (recorda ou aprende a fórmula matemática)
    • “O Principezinho”, de A. de Saint Exupéry | materiais de apoio no blogue Português, 9ºAno
    • Maciço Calcário (vídeo do Museu da Batalha-MCCB -)
  • Artes e Artistas
    • Mitchel Musso – The Three R’s (video clip- versão moderna da canção de Jack Johnson)
    • Pedro e o Lobo de Prokofief– (vídeo- história narrada com instrumentos)
    • Pedro e o Lobo (vídeo da Disney narrado em português)
    • “Mis Museos” (índice de recursos artísticos na internet)
  • De Tudo um pouco
    • TaraRecuperavel.org: para reduzir a poluição causada pelas garrafas e latas (sítio do movimento)
    • Boas Notícias – Astrónomo desvenda origem do nome da Serra da Estrela
    • Direitos de Autor- uma abordagem em contexto escolar (uma elucidativa apresentação com importantes informações de ordem legislativa)

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Para além do Azul com Fátima Veloso

Posted by Manuela DLRamos em Maio 23, 2013

Sessão sobre poesia com apresentação do livro de Fátima Veloso- Hoje no auditório às 14.15

Poster Fátima Velosoparaalemdoazul

Sobre a autora e o seu livro:

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“Boas Notícias – Astrónomo desvenda origem do nome da Serra da Estrela”

Posted by Manuela DLRamos em Maio 23, 2013

Publicado no Scoop.itDE TUDO UM POUCO

“O astrónomo português Fábio Silva quis compreender o porquê do nome Serra da Estrela e revela agora que as origens desta designação remontam à pré-história. ” ( carrega na imagem ou nas ligaçoes para leres a notícia completa)

Fonte boasnoticias.sapo.pt

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O Principezinho – um fenómeno de popularidade

Posted by Manuela DLRamos em Maio 22, 2013

70 anos- 70 capas a ver no sítio oficial do aniversário: www.lepetitprince.com

70 capas de edições do livro de Antoine de St. Éxupéry em diversas línguas.

Publicado pela primeira vez em 1943, nos Estados Unidos, país onde o autor se encontrava exilado, é a obra literária mais traduzida em todo mundo, um verdadeiro fenómeno de popularidade.

Ver também no Scoop.it – LIVROS e LEITURAS

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“Direitos de Autor- uma abordagem em contexto escolar”

Posted by Manuela DLRamos em Maio 21, 2013

Sessão sobre o Código do Direito de Autor e Direitos Conexos – legislação, análise de casos práticos, boa conduta no uso da informação

Biblioteca Escolar ES Miguel Torga, Bragança  (PPT  também disponível no  blogue   e  no Facebook da Biblioteca )

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Visita um Museu!

Posted by Manuela DLRamos em Maio 18, 2013

visitavirtualHoje, é o Dia internacional dos Museus. Se puderes,  participa em algumas das  450 iniciativas  apresentadas durante este fim de semana por 100 museus em todo o país,  segundo informações disponibilizadas no site do Instituto dos Museus e da Conservação.

Entretanto aproveita algumas sugestões que te deixamos aqui e faz uma visita virtual.
Clica na Imagem  e fica a conhecer o moderníssimo e premiado Museu da Batalha (MCCB), vai até ao Louvre, em Paris, passa pelo Museu de História Natural de Londres, dá um saltinho até ao Museu de Hans Christian Andersen em Odense… a escolha é tua.

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Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação e a Segurança Rodoviária

Posted by Manuela DLRamos em Maio 17, 2013

internetdayinfographiccortadoAI e DI!?  Antes  da Internet e Depois da Internet!?  Para alguns é difícil de imaginar mas sim, houve um tempo Antes da Internet.

Hoje, 17 de maio celebra-se  justamente o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação, também conhecido como Dia da Internet, subordinado este ano ao tema:
 “ICTs and improving road safety” [TICs e melhoria da segurança rodoviária],  

Porquê esta data? Para quê este dia? A que propósito este tema?

  • Esta comemoração é assim denominada desde 2005, ano em que foi instituída, justamente no dia 17 de Maio por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas. Nesta data celebrava-se anteriormente o Dia Mundial das Telecomunicações que comemorava a fundação da União Internacional de Telecomunicações, ocorrida em 17 de Maio de 1865. (para saber mais)

«O principal objetivo do dia é chamar a atenção de todo o mundo para as mudanças da sociedade proporcionadas pela Internet e pelas novas tecnologias. A data também tem como objetivo ajudar a reduzir a exclusão digital.» (fonte)

  • Ao lado direito, no “infográfico” intitulado A DAY IN THE LIFE OF INTERNET– UM DIA NA VIDA DA INTERNET  apresenta  números verdadeiramente impressionantes.  Está em inglês, a língua mais usada na Internet. O que talvez não saibas é quais são as outras 5 mais usadas: o chinês, o espanhol, o japonês e o português!  Para veres o infográfico completo carrega na imagem ou no  sítio de onde foi tirado.
  • Com a escolha de um tema relacionado com a segurança rodoviária pretende-se:

«(…) alertar para os riscos na segurança rodoviária associados ao uso irracional das TIC na condução (telemóveis, sistemas de navegação, etc.), que contribuem para a distração do condutor.

De acordo com o relatório das Nações Unidas para a Segurança Rodoviária (UNRSC), 1,3 milhões de pessoas morrem a cada ano em acidentes de trânsito e outros 20 a 50 milhões de pessoas ficam feridas em todo o mundo, principalmente nos países em desenvolvimento.» (fonte )

Deixamos-te aqui uma das engraçadas Tiras da Segura Net. O pior é quando acontecem estes acidentes: não têm piadinha nenhuma. Por isso CUIDADO!

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As Bibliotecas- Valter Hugo Mãe

Posted by Manuela DLRamos em Maio 16, 2013

Valter  Hugo Mãe in Jornal de Letras, 15 a 28 de Maio)

as_bibliotecas_valter_hugo_mae_JLmaio2013«As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.

Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.

Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das bibliotecas.

Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.

As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra. Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.

As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho.

Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.

Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor.»

(Via por Amares, os livros)

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Encontro com Rosário Alçada Araújo

Posted by Manuela DLRamos em Maio 14, 2013

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Os painéis perto da Biblioteca estão particularmente bonitos com a reprodução de ilustrações dos livros da escritora.

Na passada sexta-feira, ao fim da tarde, foi com imensa alegria que vimos chegar à Escola os avós, pais, irmãos e professores acompanhando os alunos das escolas do 1º ciclo do nosso Agrupamento. Muitos vindos diretamente do trabalho, ou interrompendo até sos seus turnos para poderem proporcionar aos mais pequeninos o gosto de conhecerem a autora de A Rosinha, o Mar e os Sonhos, O Menino Escritor, A Pequena Estrela e de tantos outros livros.

Abrindo a sessão no auditório que encheu por completo, a Diretora realçou o valor que é dado no nosso Agrupamento à promoção da leitura e a importância das iniciativas levadas a cabo neste âmbito. Agradeceu a presença de todos e sublinhou o facto de tantos familiares dos alunos terem conseguido estar presentes, o que mostra amplamente quanto os encarregados de educação têm consciência da importância da leitura e dos livros na educação dos seus filhos e no seu sucesso académico.

Em seguida, a professora Gisela Silva, mentora do projeto (Re)Leituras, apresentou a autora (colega e amiga) que muito simpaticamente conversou com os presentes sobre o início da sua carreira como escritora, a importância que dá aos seus leitores, os seus livros preferidos,  aquilo que a inspira, e sobre um dom que todos temos e nem sempre conhecemos pois só se manifesta se o usarmos: a nossa imaginação.

encontro com rosario alçada araujo

A seguir à sessão no auditório, realizou-se uma pequena Feira do Livro na Biblioteca, que foi um verdadeiro sucesso. Quem não teve oportunidade de estar presente pode ainda adquirir alguns dos títulos de Rosário Alçada Araújo na Biblioteca.

Muito obrigad@ a tod@s.
E um agradecimento especial às professoras colaboradoras da BE e à nossa querida artista  de serviço ;-)

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Poderás gostar de (re)ler:

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LER SIGNIFICA SUCESSO

Posted by Manuela DLRamos em Maio 13, 2013

«Envolver os alunos na prática da leitura, usando estratégias diversificadas, é um dos meios mais eficazes para promover a mudança social».

«Para uma criança se tornar leitora precisa de apoio motivacional e cognitivo».

«A motivação pela leitura é fomentada com livros interessantes, com respeito pela autonomia de cada um e com actividades que envolvem interacção e colaboração com os seus iguais».
in: Reading for Change, relatório PISA da OCDE (2002)

«…as crianças que lêem por prazer obtêm melhores resultados…».

«…verifica-se uma correlação positiva entre a frequência de oportunidades da leitura autónoma e a competência de leitura».
in: The Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS 2001)

«Muitas crianças lêem em casa. Lêem no computador, em revistas ou livros informativos. Raramente porém, têm oportunidade de prosseguir na escola os seus interesses pessoais. Temos que nos interrogar se as escolas estão verdadeiramente no bom caminho para conseguirem captar o entusiasmo das crianças, incentivando-as a explorarem os seus próprios caminhos de leitura».
David Bell, in: Apresentação do Relatório Ofsted – Reading for Purpose and Pleasure (2004)

in THE NATIONAL LITERACY TRUST.UK © 2007. ALeR +: Orientações. Disponível em: <http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/projectos.php?idTipoProjecto=19#>. Acesso em: 13 maio 13.

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Visita de Estudo do 6º ano

Posted by Manuela DLRamos em Maio 9, 2013

Visita dinamizada pelos docentes de Ciências da Natureza, Educação Visual/ Educação Tecnológica e Educação Moral e Religiosa Católica

FÁBRICA DE CORTIÇA  Álvaro Coelho & Irmãos &   PARQUE BIOLÓGICO DE GAIA  (carrega na imagem para acederes ao mapaGoogle)

fábricadecortiça

parque biologicao

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A Sereiazinha

Posted by Manuela DLRamos em Maio 7, 2013

(Texto literário da 1ª parte do exame do 4º ano- aceder ao exame completo aqui)

sereiazinha«Longe, lá longe no mar alto, a água é tão azul como as pétalas da mais bela centáurea e tão límpida como o vidro mais transparente; mas é profunda, muito profunda, tão profunda que nenhuma âncora jamais lá chegou. Nessas profundezas vivia o povo das águas.
Não se deve pensar, nem por um único momento, que lá em baixo não há nada senão areia branca. Não, a verdade é que crescem aí as mais maravilhosas árvores e plantas, com caules e folhas tão frágeis e sensíveis que ondulam com o mais leve movimento das águas, como criaturas animadas de vida. Toda a espécie de peixes, grandes e pequenos, desliza por entre os ramos, como aves voando pelo ar. No sítio mais profundo, fica o palácio do rei. As paredes são de coral e as compridas janelas pontiagudas são do âmbar mais transparente, enquanto o telhado é feito de conchas de ostras que abrem e fecham com as ondas.

O rei era viúvo há muitos anos, e a rainha mãe é que lhe governava a casa. Era uma senhora idosa e muito sensata, embora demasiado orgulhosa da sua posição real, pelo que usava sempre doze ostras na cauda, ao passo que às outras pessoas da realeza só era permitido usar seis. Mas ela merecia um tratamento especial, porque cuidava das princesinhas suas netas.
Eram seis, todas belas, mas a mais nova era a mais bela de todas. A sua pele era como uma pétala de rosa, lisa e sedosa, e os seus olhos eram tão azuis como o lago mais profundo. Mas, tal como as outras, não tinha pés: o seu corpo terminava numa cauda de peixe. Durante todo o dia, ela e as suas irmãs brincavam no palácio, saindo e entrando das enormes salas, onde cresciam flores marinhas nas paredes.

Fora do palácio havia um grande jardim com árvores vermelhas como o fogo e azuis como o mar. Cada uma das princesinhas tinha uma pequena parcela de jardim que ela própria cultivava como queria. Uma deu ao seu canteiro a forma de uma baleia; outra, a de uma sereia. Mas a mais nova desenhou o seu canteiro em círculo, como o Sol, e as únicas flores que lá plantou eram como pequenos sóis, com o mesmo brilho e a mesma cor.

Era uma criança estranha, calada e pensativa. Enquanto as outras irmãs decoravam os seus canteiros com várias coisas provenientes de navios afundados, o único ornamento que ela escolheu foi uma bela escultura de mármore representando um lindo rapazinho, feita de pedra branca e proveniente também de um naufrágio. Ao lado do rapazinho de mármore plantou uma roseira que parecia um salgueiro-chorão, a qual cresceu rapidamente, até que os seus ramos se curvaram sobre a figura de pedra, tocando na areia azul do fundo.

Nada dava maior prazer à princesinha do que ouvir falar do longínquo mundo dos seres humanos. Pedia à velha avó que lhe contasse tudo o que sabia sobre navios e cidades, pessoas e animais. Achava estranho e maravilhoso que as flores da terra tivessem cheiro, porque as do mar não cheiravam a nada.
– Assim que fizerem quinze anos – disse a avó às suas netas – podem ir até à superfície, sentar-se nas rochas ao luar e ver os grandes navios que passam lá em cima. Se tiverem coragem suficiente, até poderão ver bosques e cidades! (…)»

Hans Christian Andersen, A Sereiazinha (trad. Ribeiro da Fonseca), 2.ª edição, Porto, Edições Afrontamento, 2009
(texto com supressões)

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Em destaque esta semana

Posted by Manuela DLRamos em Maio 6, 2013

  • Provas Finais de ciclo para todos os alunos do 4º ano : dia 7 (terça-feira)- Português  e dia 10 (sexta-feira)- Matemática
    • Ver informações oficiais aqui
  • Vinda da escritora Rosário Alçada Araújo à Escola E.B. 2/3 de Beiriz para um encontro com os alunos do 1º ciclo: dia 10 de maio (sexta-feira), pelas 18.00.

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“Amor”

Posted by Manuela DLRamos em Maio 5, 2013

Mãe, as flores adormecem
Quando se põe o Sol!

Filha, para as adormecer
Canta o rouxinol…

Mãe, as flores acordam
Quando nasce o dia!

Filha, para as acordar
Canta a cotovia…

Mãe, gostava tanto de ser flor!
Filha, eu então seria uma ave…

Matilde Rosa Araújo, in O livro da Tila, cantigas pequeninas (1957)
Ler mais poemas aqui

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