BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Autor’ Category

Apresentação do livro “a várias mãos#2”

Posted by Manuela DLRamos em Junho 12, 2018

Este projeto Concelhio de Escrita Colaborativa, na sua 2.ª edição, promovido pelos professores bibliotecários do concelho em colaboração com os docentes, contou com o apoio do SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares) da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto e a intervenção de Alberto Serra, na dinamização de oficinas de escrita criativa.

A sessão de lançamento –  no próximo dia 14 pelas 21.00 no Auditório Municipal – contará com a participação do Dr. Luís Diamantino e a presença de Alberto Serra e do Dr. Paulo Faria, coordenador concelhio da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE).

A projeção de um filme resumo das sessões de escrita criativa nas diversas escolas e a entrega de livros aos alunos e pais participantes serão, sem dúvida, os momentos altos da noite.


Atualização (16 de junho):

A apresentação do livro correu muito bem. O auditório municipal estava a abarrotar de crianças, familiares, professores, e na primeira fila, os representantes dos orgãos de gestão das escola, com destaque para os diretores, e os convidados.

O entusiasmo dos alunos presentes, sobretudo os mais pequeninos, com os livros nas mãos, irradiando alegria foi contagiante e compensador.
Assim se formam leitores e … escritores.

Todos os Agrupamento/escolas secundárias do concelho participaram  com um nível de ensino num verdadeiro trabalho em rede.

O nosso Agrupamento colaborou nesta edição com a turma do 5.º C.  Um especial agradecimento do fundo do coração aos que puderam estar presentes com os respetivos encarregados de educação.

Como a política de proteção de dados e o nosso RI não permitem a publicação de fotografias dos alunos escolhemos esta da galeria de fotos da CMRP.

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Da esquerda para a direita-  Alberto Serra, Dr.Luís Diamantino (CMRP), Dr.Paulo Faria (RBE), e professores bibliotecários, Anabela Aguiar, Albina Maia, Zulmira Lima, Manuela Ramos, Delfim Fernandes, Ana Ribeiro, Ana Paula Mateus, Claudia Cruz e Marta Antunes

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Animação – A Fada Oriana

Posted by Manuela DLRamos em Abril 12, 2018

Filme de animação da autoria de Kara Miranda Lawrence, artista de origem açoriana.

Projeto de formatura do curso em cinema de animação, Universidade de Art e Design Emily Carr, em Vancouver, British Columbia, Canada
Audio e legendas em inglês.

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Teatro na Escola- “Os Piratas” de MAP pela companhia Caixa de Palco

Posted by Manuela DLRamos em Abril 10, 2018

Adaptação de Os Piratas de Manuel António Pina 

«Entre o sonho e a realidade, Manuel, um jovem rapaz, vê-se envolvido numa misteriosa aventura, quando, sem saber bem como, nem porquê, entra a bordo de um navio de piratas.

Numa adaptação divertida e empolgante, a Caixa de Palco promete fazer o público viajar num imaginário de barcos e capitães, de sonhos e fantasias, com muitas gargalhadas e boa disposição à mistura.» (fonte: Caixa de Palco)

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Dia Internacional do Livro Infantil

Posted by Manuela DLRamos em Abril 2, 2018

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Cartaz de Fátima Afonso

A data de nascimento de Hans Christian Andersen– que hoje é especialmente lembrado em todo o mundo- foi escolhida para se comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil.  Assim acontece desde 1967, celebrando e lembrando a importância da literatura para a infância.

No nosso blogue assinalamos essa data desde 2005, um ano de comemorações inesquecíveis pois foi o bicentenário do nascimento de Hans Christian Andersen (1805- 1875).

Todos os anos é escolhido um país que esteja filiado no “International Board on Books for Young People” (IBBY)- promotor da iniciativa- para compor uma mensagem (texto e ilustração).

Este ano coube a vez à Letónia e Inese Zandere, autora de mais trinta livros para crianças e jovens (fonte), consegue exprimir magistralmente no seu texto (dirigido aos adultos e que a seguir transcrevemos) a função “estruturante” dos textos literários e dos livros em que tomam forma.

«O pequeno torna-se grande num livro

As pessoas inclinam-se para o ritmo e para o equilíbrio, tal como a energia magnética organiza as aparas de metal numa experiência da física, tal como um floco de neve forma cristais a partir da água.

Num conto de fadas ou num poema, as crianças gostam de repetição, de refrãos e de temas universais, porque eles podem ser reconhecidos uma e outra vez – trazem ao texto regularidade. O mundo ganha uma ordem bonita. Ainda me lembro como, em criança, lutava comigo mesma para defender a justiça e a simetria, pela igualdade de direitos da esquerda e da direita: se tamborilava com os dedos em cima da mesa, contava quantas vezes tinha de bater com cada dedo, para que os outros não se sentissem ofendidos. E quando aplaudia, batia com a mão direita na esquerda, mas depois pensava que não era justo e aprendi a fazê-lo de maneira contrária – batendo com a esquerda na direita. Este desejo instintivo de equilíbrio parece engraçado, é certo, mas mostra a necessidade de evitar que o mundo se torne assimétrico. E eu tinha a sensação de ser a única responsável por todo o seu equilíbrio.

A inclinação das crianças por poemas e por histórias surge igualmente da sua necessidade de levar harmonia ao caos do mundo. Da indeterminação, tudo tende para a ordem. As canções infantis, as canções populares, os jogos, os contos de fadas, a poesia – são formas de existência ritmicamente organizadas que ajudam os mais pequenos a estruturar a sua presença no grande caos. Criam a consciência instintiva de que a ordem do mundo é possível, e que as pessoas têm nele um lugar único.

Tudo conduz para este objetivo: a organização rítmica do texto, as linhas com letras e o design da página, a impressão do livro como um todo bem estruturado. O grande revela-se no pequeno, e damos-lhe forma nos livros infantis, mesmo quando não estamos a pensar em Deus ou na dimensão fractal. Um livro infantil é uma força milagrosa que favorece o enorme desejo das crianças e a sua capacidade de ser. Promove a sua coragem de viver.

Num livro, o pequeno é sempre grande, de forma instantânea e não apenas quando se chega à idade adulta. Um livro é um mistério onde se pode encontrar algo que não se procurava ou que não estava ao nosso alcance. Aquilo que os leitores de uma certa idade não conseguem compreender, permanece na sua consciência como uma impressão, e continua a atuar mesmo quando não o compreendem totalmente. Um livro ilustrado pode funcionar como uma arca do tesouro de sabedoria e cultura mesmo para os adultos, da mesma forma que as crianças podem ler um livro para adultos e encontrar nele a sua própria história, um indício para as suas jovens vidas. O contexto cultural molda as pessoas, estabelecendo as bases para as impressões que se farão sentir no futuro, assim como para experiências mais difíceis, às quais terão de sobreviver sem por isso terem de deixar de ser íntegras.

Um livro infantil representa o respeito pela grandeza do pequeno. Representa um mundo que se cria de novo uma e outra vez, uma seriedade lúdica e preciosa, sem a qual tudo, incluindo a literatura para crianças, seria apenas um trabalho pesado e vazio.»

Tradução: Maria Carlos Loureiro, feita a partir da versão francesa e espanhola.

A ilustradora do cartaz português para assinalar o dia de hoje é Fátima Afonso vencedora do Prémio Nacional de Ilustração de 2017 (fonte DGLB )

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Livro do Dia

Posted by Manuela DLRamos em Março 19, 2018

Há muitas sugestões de livros para o dia de hoje (ver por exemplo aqui).

Um dos nossos favoritos é o album ilustrado Pê de Pai de Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho publicado pela  Planeta Tangerina.

Aqui fica a sinopse para aguçar o apetite:
«Um pai é mesmo uma pessoa muito especial.
Capaz de se dobrar, desdobrar, encolher e esticar… um pai transforma-se, num passe de mágica, nos objetos mais incríveis.
Ou será que nunca repararam nos pais transformados que andam por aí?
Pais-cabides, pais-ambulâncias, pais-aviões, pais-sofás, pais-escadotes, pais-travões…
Basta abrir os olhos e observar.
Um livro que olha de perto a relação de cumplicidade entre pai e filho.
E que convida filhos e pais a descobrirem-se juntos ao virar de cada página.» (fonte)
No site da editora podem-se folhear algumas páginas e baixar propostas bastante interessantes de exploração do livro (em tempos disponível no saudoso Cata Livros).

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Encontro com o escritor Franclim Neto

Posted by Manuela DLRamos em Março 7, 2018

Ontem, tivemos o privilégio de participar  num encontro memorável!
Atividade integrada no programa da Semana da Leitura, a receção do escritor foi bem preparada e as crianças do 1.º ao 4.º ano da Escola Básica de Paçô receberam o convidado com todos os efes-e-erres.

Mas nem os alunos (nem os professores que não conheciam “ao vivo” Franclim Neto) estavam a contar com uma sessão tão, tão divertida.

Aqui fica o registo de alguns dos trabalhinhos que os alunos fizeram após a leitura das obras do ilustre convidado, e um dos momentos mais sossegados…

Muito, muito obrigado querido escritor Franclim Neto.
E por favor, não se esqueça da sua promessa!

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Teatro na Escola- AtrapalhArte- A Farsa de Inês Pereira

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 31, 2018

É já amanhã, dia 1 de fevereiro, no auditório da escola sede, pelas 10.10, que a Companhia de Teatro AtrapalhArte apresentará a sua versão de A Farsa de Inês Pereira de Gil Vicente.

«A peça foi escrita a partir de um desafio lançado pelos que duvidavam do talento de Gil Vicente. O autor concordou em escrever uma peça que comprovasse o provérbio “Mais quero um asno que me carregue do que cavalo que me derrube”, que retrata a ambição de uma jovem burguesa portuguesa do século XVI.» (continuar a ler em baixo)

Trata-se de uma Atividade do PAA para os Cursos Profissionais promovida pela Biblioteca em articulação com o Grupo de Português.

Como podemos ler no site da Companhia
«Gil Vicente viveu num país que colhia os frutos do desenvolvimento comercial, resultado da expansão marítima do início do Séc. XV. As transformações sociais decorrentes do sucesso lusitano nos mares foram registadas pelo autor, que não poupou críticas ao comportamento moral dos seus conterrâneos, crítica essa visível um pouco por toda a sua obra.

A Farsa de Inês Pereira, peça encenada pela primeira vez em 1523, apresenta um enredo capaz de envolver o espectador até hoje, passados quase quinhentos anos. Mostra um autor em pleno domínio dos recursos linguísticos, da cultura popular e dos mecanismos cómicos que caracterizavam a sua obra. 

O ponto de partida para a escrita da peça foi um desafio lançado a Gil Vicente, já que questionavam a autoria das suas obras, sugerindo tratar-se de plágio. Propuseram ao escritor que criasse um enredo a partir do mote “Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube”, ditado popular da época.

A Farsa de Inês Pereira é considerada a peça mais bem-acabada de Gil Vicente, testemunhando o conflito de valores que caracterizou o humanismo em Portugal, incorporando na sua estrutura a simetria existente entre os dois termos dessa comparação: Pero Marques encarna o asno que carregará Inês, enquanto o Escudeiro é o cavalo que a derruba.

Para pôr em cena esses elementos, o autor utilizou na caracterização de Pero Marques aspetos que o aproximam de um asno: é parvo, teimoso, deselegante e servil.

O Escudeiro, ao contrário, assemelha-se ao cavalo, apresentando-se como um nobre e elegante cavaleiro.

Entretanto, essa semelhança termina na aparência, pois quaisquer outras características que se poderiam atribuir aos cavalos (como lealdade, generosidade ou valentia), ele não tem: é mentiroso, cínico, preguiçoso e covarde.  

Para seguir à risca a comparação de superioridade que subjaz ao enredo (“mais quero asno que me carregue do que cavalo que me derrube”), é necessário mostrar que Pero Marques tem valores autênticos, os valores medievais, enquanto o Escudeiro Brás da Mata se move por interesses materialistas, como os que predominam na época de Gil Vicente.

Esta obra é recomendada pelo Plano Nacional de Leitura para o 10.º ano de escolaridade. » (retirado daqui)

Consulta:

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Um livro a propósito do dia que se comemora hoje

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 27, 2018

Dia Internacional de Memória das Vitimas do Holocausto

A data de 27 de janeiro foi escolhida pelo seu carácter simbólico pois foi neste dia, em 1945, que se deu libertação do Campo de Auschwitz-Birkenau pelas forças soviéticas.

Anne Frank e a sua família eram de origem alemã e tinham ido viver para a Holanda. Devido à perseguição dos judeus também nesse país, eles encontravam-se escondidos desde o verão de 1942, tendo sido descobertos, presos e levados para Auschwitz, no outono de 1944 e, mais tarde, para o campo de concentração de Bergen-Belsen.

Como centenas de milhar de judeus perseguidos pelos nazis, ela e a irmã não sobreviveram e não tiveram a felicidade de assistir ao dia da libertação desse campo, em abril de 1945, pelas tropas britânicas e ao fim da IIª Guerra Mundial.

Este livro em banda desenhada é baseado no seu célebre diário (podes ler ambos na biblioteca) publicado pela primeira vez na Holanda em 1947 e, em Portugal, em 1955, numa tradução de Ilse Losa .

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Para saber mais:

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AtrapalhArte- Teatro na Escola

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 8, 2017

A Companhia ATRAPALHARTE está de volta ao Agrupamento com o novíssimo espetáculo 3 ABÓBORAS E 400 CAMELOS para o pré-escolar e 1.ºciclo.
Sessões: dia 9, na EB1 de Paçô- Terroso e dia 10, na EB Campo Aberto- Beiriz

«Este trabalho junta “As Três Abóboras” (Teatro às 3 Pancadas) de António Torrado a “Sábios como Camelos” (Estranhões e Bizarrocos) de José Eduardo Agualusa.

Escritor reconhecido no panorama da Literatura Portuguesa, António Torrado possui uma obra extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, e também de teatro, poesia e, sobretudo, contos, sendo considerado um dos autores mais importantes da literatura infantil portuguesa.

A peça “As Três Abóboras” conta a história de um pobre camponês que enriqueceu graças à sua bondade e honestidade: dialogando com as suas abóboras, que eram para ele o seu bem mais precioso, é interrompido por um mendigo esfomeado que lhe pede uma sopa de abóbora, ensinando aos mais novos a importância da generosidade e ajuda ao próximo.

Por seu turno, “Sábios como Camelos” é um conto que convida a imaginar e a partilhar a aventura da «inventividade», permitindo fantasiar livremente a realidade. O autor coloca neste conto alguns dos padrões literários e culturais típicos das narrativas árabes, pautando a sua reinvenção, por exemplo, pelo exotismo e pelo recurso a figuras comuns nesse universo (o grão-vizir, os camelos….). O protagonismo é concedido a uns camelos tornados sábios e falantes, porque engoliram muitos livros, animais aqui conotados com a memória e, de certo modo, com a generosidade. Neste, como em muitos outros contos, as personagens-animais servem como figuras de reposição do equilíbrio, levando as personagens humanas a refletir, a reconsiderar e a optar pelo Bem e pela Justiça. Deste modo, o final inusitado e feliz é determinado pela intervenção de um camelo.

Inserido no Plano Nacional de Leitura e nas metas curriculares dos 2º e 4º anos, este é a nova aposta da AtrapalhArte para o ano letivo 2017/18.» Fonte – http://atrapalharte.pt/dossier_aboboras.html

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“Payassu – O Verbo do Pai Grande”, a partir do”Sermão aos Peixes” de Padre António Vieira- Igreja Paroquial de Beiriz

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 2, 2017

NB:  se ainda não adquiriram bilhetes podem fazê-lo no dia e local do espetáculo através da prof.ª Isabel Neto.

ATENÇÃO: É já amanhã, dia 3 de novembro, pelas 16 horas, na Igreja Paroquial de Beiriz,  a apresentação de “Payassu – O Verbo do Pai Grande“, a partir do“Sermão aos Peixes” de Padre António Vieira, pelo Teatro de Formas Animadas na pessoa de Marcelo LaFontana.

Atividade Integradora do Curso Profissional de Técnico de Restauração

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Momentos da sessão realizada no auditório da EB23 de Beiriz em janeiro de 2013

A peça “Payassu – O Verbo do Pai Grande” foi preparada em 2008, ano em que se comemorou o 4º centenário do nascimento do Padre António Vieira (1608-1697), a quem os índios brasileiros,  tapuia, chamavam “payassu“, pai grande.

O “verbo” é  a “palavra” do Padre, neste caso o Sermão  aos Peixes,  originalmente pronunciado na cidade de S. Luis do Maranhão, em 1654.

«Hoje ainda, o texto fascina pela beleza da escrita e pela actualidade do tema – a crítica dos poderosos em geral e, em particular, a denúncia dos vícios dos colonos portugueses no Brasil. O sermão é todo ele um rosário corajoso de sátiras pintadas em quadros finíssimos, recorrendo à simbologia da fauna marinha, peixes e não só, para chegar ao homem que é o verdadeiro destinatário do recado. Mensagem expressa de modo subtil, ora louvando as virtudes, ora fustigando os vícios dos prevaricadores, tudo isto, diz Vieira, quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa…»  nas palavras de José Coutinhas,  diretor do Teatro de Formas Animadas, a quem se deve a adaptação do texto. in Caderno de Criação de Espectáculo (fonte )

 

 

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Histórias pela Paz

Posted by Manuela DLRamos em Setembro 20, 2017

Entre os vários livros expostos na BE– a propósito da comemoração do Dia Internacional da Paz através das histórias –  em que os temas da Paz e Tolerância são abordados, os seguintes têm tido a preferência dos professores que aderiram à iniciativa (carregar nas imagens para saber mais):

Ver também na prateleira virtual do goodreads da BE

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A Nau Catrineta – versão de Aquilino Ribeiro

Posted by Manuela DLRamos em Setembro 13, 2017

Aquilino Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885.

Na Biblioteca, podes ficar a conhecer alguns dos seus livros na nossa primeira exposição bibliográfica do ano. O Livro de Marianinha– de onde foi retirado este poema, dedicou-o o autor à sua primeira neta. Foi publicado em 1967, já após o falecimento do escritor em 1963.

Para saber mais sobre este último livro de Aquilino Ribeiro ver aqui (webfolio)
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«Lá vem a nau Catrineta
velas rotas a trapejar …
ouvide agora, senhores,
sua história de pasmar
como vem na Carónica de Espana,
limpa de mito e patranha.

Havia mais de ano e dia
que erravam na volta do mar,
já não tinham que beber,
já não tinham que manjar.

Deitariam solas de molho
se as pudessem tragar,
mas sola de sapato velho
nem para rato é de rilhar.

Apanharam quantas migalhinhas
havia nas frinchas do comedor,
e beberam o orvalho
que vem do céu com o alvor

Pior foi que a procela
deu sobre eles a matar,
saltou bússola, saltou bitácula,
tudo varrido pelo mar.

As vagas eram tão grossas
que ninguém se podia aguentar
na tolda, para tomar rumo
tomar rumo ou timonar.

Mastro grande estava intacto
mas quem lá podia subir?
-Toca à forma, mestre, toca!
Eia, marujinhos, reunir!. ..
Quem for capaz de a vida jogar
trepe àquele mastro real.
Se vir montes de Espanha
ou colina de Portugal
terá alvíssaras sem par! []» 

in O Livro de Marianinha (1967)

Aquilino Ribeiro (Sernancelhe, Carregal, 13 de setembro de 1885 — Lisboa, 27 de maio de 1963)

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Dois livros, dois autores, duas mensagens- CNL

Posted by Manuela DLRamos em Maio 18, 2017

Já estão disponíveis para requisição os dois livros que, este ano, foram de leitura obrigatória para os concorrentes à fase distrital do Concurso Nacional de Leitura realizada na passada semana na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

São eles O pintor debaixo do Guarda-Loiças de Afonso Cruz, e Bicicleta à chuva de Margarida Fonseca Santos.
A propósito desta escolha os respetivos autores enviaram umas mensagens para serem então divulgadas.

clica nas imagens das capas dos livros  acederes para às respetivas sinopses e à opinião de alguns leitores

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Reproduzimos a seguir as mensagens e deixamos apontadores para a estante virtual do nosso “GoodRead” com os livros destes autores que podes encontrar na BE.

clica nas imagens para aumentar

«Dar e receber parecem ações opostas. No entanto, a dádiva, é, à partida, uma forma de receber. No ato de dar está incluída uma recompensa que não necessita de nenhum gesto do outro. As nossas vidas dependem daquilo que partilhamos. Um livro é um cadáver até ser lido. Mas os seres humanos não são muito diferentes. Precisamos dos outros para estarmos verdadeiramente vivos.
Quando os meus avós esconderam um pintor debaixo do laiva -loiças, estavam a fazer literalmente, algo muito simples: a salvar a vida de alguém. E, ao mesmo tempo, algo muito profundo: salvar as próprias vidas. É através do gesto que não procura uma recompensa (porque a tem em si mesmo) que vivemos verdadeiramente.
Fazêmo-lo através da amizade, do amor, da solidariedade. Não é preciso ser um grande herói épico, bastam pequenos gestos, uns detalhes aparentemente insignificantes, sem alarde, por vezes invisíveis. Não é preciso um grande campo de batalha, basta o espaço de um lava-loiças. É assim que nos vamos tornando humanos.
Muito obrigado por permitirem que o livro O Pintor Debaixo do Guarda Loiças possa ao ser lido, viver. »
Afonso Cruz

Livros de Afonso Cruz

« Queridos leitores de “Bicicleta à Chuva”
Queridos amigos da Biblioteca Almeida Garrett/ Porto
«(…) “Bicicleta à Chuva” é para mim duplamente importante. Primeiro que tudo, porque dá início a uma coleção onde concretizo um sonho: poder escrever sobre problemas concretos e difíceis, deixando pistas para esboços de soluções, mas também para reencontrar a esperança e consolidar a amizade. Acredito que, sem esperança e sem amigos, a vida é quase impossível. Contudo, e por isso aqui fica um agradecimento à casa destes livros, a Booksmile, não foi fácil encontrar um editor que acreditasse neles quanto eu.
O segundo motivo, prende-se com uma história real, que me foi contada no fim de uma sessão de autor numa escola. A história de uma menina, observadora impotente numa família destroçada por um pai violento. Esta rapariga nunca foi agredida, mas viu serem agredidos a mãe e o irmão de três anos. E a sua grande preocupação era o irmão: mordia os colegas no infantário, o que seria dele no futuro? Penso que todos sabem que a preocupação desta irmã é tão válida quanto urgente.
As pessoas violentas por perturbações mentais são poucas: Nesse dia, soube que teria de escrever a duas vozes, com dois narradores, vítima e agressor, para que os entendêssemos a partir do que pensam, sentem e temem, pois nada nestes conflitos é simples, para que entendêssemos a partir do que pensam, sentem e teme, pois nada destes conflitos é simples, para entendêssemos os dois lados da questão.
Por isso aqui vos deixo um apelo: não deixem de olhar para os assuntos sob várias perspetivas. Não se deixem enganar com uma solução óbvia e única. Vistam a pele dos vários intervenientes quando surge um problema. Quando o assunto é muito sério, os envolvidos podem não conseguir pedir ajuda, e é aí que entra a amizade, o respeito, a aceitação e, quem sabe, a solução.
Um grande abraço a todos, e um profundo agradecimento pela vossa leitura.   Margarida Fonseca Santos»

Livros de Margarida Fonseca Santos

 

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“O nome da Europa, uma lenda grega”

Posted by bibliobeiriz em Maio 9, 2017

A propósito do Dia da Europa – que se comemora hoje-  sugerimos a leitura desta lenda reproduzida do livro digital A Europa dá as mãos da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (já aqui divulgado anteriormente).  Carrega na imagem para acederes ao livro e continuares a ler a lenda.

   Outro livro digital sobre o mesmo assunto : Países sem fronteiras_ A União Europeia


       >>>>>>>>>>> Jogos sobre a União Europeia<<<<<<<<<<

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A Odisseia de Ulisses

Posted by Manuela DLRamos em Maio 4, 2017

Agora que vamos iniciar a leitura de Ulisses (no 6º ano) vale a pena apreciar este “video mash up”  sobre a Odisseia (com música dos Beatles e clips da fantástica série da TV de 1997).

 

Apoio à leitura de Ulisses

>>> Clica na imagem para aceder à estante de livros do Goodreads da BE sobre a Grécia Antiga

Ver também

Série Grandes Livros: HOMERO

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