BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Fernando Pessoa’ Category

Dia Mundial da Poesia

Posted by Manuela DLRamos em Março 21, 2016

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos

(via BEValterHugoMãe)

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As Naus de Verde Pinho de Manuel Alegre

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 2, 2014

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Viagem de Bartolomeu Dias contada à minha filha Joana

Sinopse: «Nunca a história da viagem de Bartolomeu Dias foi tão fácil de aprender. Num estilo muito próprio, Manuel Alegre conta aos mais novos, em verso, esta magnífica aventura empreendida por um extraordinário Capitão que levou no coração o país a navegar. Muitos perigos enfrentou e muitas batalhas travou e venceu para que o nome de Portugal nunca mais fosse esquecido.» (in Leyaonline)

«Nesta obra, a novidade está, assim e essencialmente, nos seus destinatários, em subtítulo particularizados na “minha filha Joana”, com ela abrangendo todas as crianças e jovens. Como síntese introdutória, pode dizer-se que Manuel Alegre oferece à família e ao mundo, um breve poema narrativo acerca da gesta dos Descobrimentos portugueses. Nele, assume como referências intertextuais quer a literatura de tradição oral, nomeadamente o romance popular Nau Catrineta, quer a literatura de tradição culta concretizada por Os Lusíadas e Mensagem.»  (profª Olinda Gil in “AS NAUS DE VERDE PINHO” de Manuel Alegre- Guião de leitura para professores )

Este livro de Manuel Alegre fez-nos viajar imenso! As referências históricas e literárias que se cruzam nos seus versos levaram- nos a descobertas fabulosas.  Aqui ficam alguns roteiros de que nos servimos na viagem, para entendermos melhor este poema narrativo de Manuel Alegre:

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Fernando Pessoa – exposição bibliográfica

Posted by Manuela DLRamos em Junho 13, 2014

 

et_fernando_pessoa Hoje, dia 13 de junho, faria anos Fernando Pessoa. Na Biblioteca, dedicamos-lhe a última exposição bibliográfica deste ano letivo.

Para ficares a conhecer melhor a vida e a obra deste grande poeta português consulta:

E também:

 

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Mensagem- Fernando Pessoa

Posted by Manuela DLRamos em Junho 13, 2013

À esquerda: capa da 1ª edição (fonte da imagem) aceder à versão digital na Casa Fernando Pesssoa Ao centro: capa da edição ilustrada por Pedro Sousa Pereira  publicada pela Oficina do Livro  em 2006 (há na BE); À direita:  capa da edição comemorativa do 75º aniversário da morte de Fernando Pessoa  em 2010- Centro Atlântico– excertos da obra disponíveis aqui (pdf)

  • «Mensagem é a única obra completa de Fernando Pessoa publicada em vida. A sua publicação dá-se no dia 1 de Dezembro de 1934, aquando das comemorações da Restauração. Os 44 poemas que a constituem estão agrupados em três partes, correspondentes às etapas da evolução do Império Português – nascimento, realização e morte. Em “No Brasão”, estão os construtores do Império; em “Mar Português”, surge o sonho marítimo e a obra das descobertas; em “o Encoberto” aparece a imagem do Império moribundo. (…) Hoje é reconhecida como uma obra fundamental da poesia portuguesa.» in Oficina do Livro
  • Ver o índice  da obra na edição do Centro Atlântico
  • Mensagem : adaptado para os mais novos  por Mafalda Ivo Cruz ; il. Sandra Serra. – Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2008.   ISBN 978-989-552-349-8 (ver)

Para saber mais:

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Citação

Posted by Manuela DLRamos em Setembro 20, 2012

fernandopessoacitler

 

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Poema e quadras ao gosto popular – Fernando Pessoa

Posted by bibliobeiriz em Fevereiro 14, 2012

Não são lenços de namorados, mas foi neles que se inspiraram os alunos do 5º E para escreverem (sem erros ;-) poemas de amor de poetas consagrados. E que bem que ficaram. Estes são de Fernando Pessoa.
..

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p´ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P´ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

——–

Eu tenho um colar de pérolas
Enfiado para te dar:
As pérolas são os meus beijos,
O fio é o meu penar.

Dias são dias, e noites
São noites e não dormi…
Os dias a não te ver
As noites pensando em ti.

Fonte- Arquivo Pessoa: Obra Édita

(atividade orientada pela profª Maria João Pereira)

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Contos tradicionais- exposição temporária

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 3, 2006

Para ficar a conhecer os livros de contos tradicionais existentes na BE. Nesta exposição  podem encontrar-se tanto antologias dos mais conhecidos contos tradicionais portugueses  como de histórias de outros países distantes.
(Recordação:  vejam  aqui  e aqui algumas das personagens dos contos de Hans Christian Andersen representadas por alunos da nossa escola no ano do bicentenário desse genial contador de histórias. Na altura, divertimo-nos a valer! :-)  )

Sobre o maravilhoso mundo dos contos que acompanh(ar)am a nossa infância e a saudade que fica desse tempo, um poema de Fernando Pessoa escrito em 1916 :

Não sei, ama, onde era…

Não sei, ama, onde era,
Nunca o saberei…
Sei que era Primavera
E o jardim do rei…
(Filha, quem o soubera!…).

Que azul tão azul tinha
Ali o azul do céu!
Se eu não era a rainha,
Porque era tudo meu?
(Filha, quem o adivinha?).

E o jardim tinha flores
De que não me sei lembrar…
Flores de tantas cores…
Penso e fico a chorar…
(Filha, os sonhos são dores…).

Qualquer dia viria
Qualquer coisa a fazer
Toda aquela alegria
Mais alegria nascer
(Filha, o resto é morrer…).

Conta-me contos, ama…
Todos os contos são
Esse dia, e jardim e a dama
Que eu fui nessa solidão…

in Poesias. Fernando Pessoa. .  fonte

Num registo completamente diferente, roçando a paródia e sem maldade, estes impagáveis Contos tradicionais cantados por músicos portugueses (in  Contos Populares Portugueses  em audio –Podcast). 

 >> Mais apontadores nas páginas “Histórias, fábulas, contos, lengalengas”  da escolovar, pelo prof. Vaz Nunes.

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