BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Hans Christian Andersen’ Category

“O Rouxinol do Imperador”- H.C.Andersen – BD de Catherine Labey

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 10, 2016

Ficamos muito felizes por poder partilhar através do blogue de Catherine Labey, uma das nossas ilustradoras favoritas, a 1ª parte da sua versão em BD do conto maravilhoso de Hans Christian Andersen, “O Rouxinol do Imperador” do álbum Contos para a infância de que temos na nossa biblioteca uma outra edição. (a 2ª parte deste conto pode ser lida aqui.
Desta ilustradora- que também é tradutora- temos ainda mais três álbuns banda desenhada: Contos para a infância dos Irmãos Grimm, Contos para a infância de Guerra Junqueiro e Contos de Entre-Douro e Minho.
Ver no Goodreads da BE.

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Leituras da Mounette 1Pronto, há já algum tempo que Cath quer constituir a minha biblioteca e, como sou uma gata generosa, venho partilhar convosco as minhas leituras… Aqui têm uma banda desenhada que ela realizou há alguns anos, com adaptação literária de Jorge Magalhães, e que acabou de remodelar, digitalizando os seus originais em P&B para refazer a cor, tratando-a de outra maneira, eliminando a maior parte do traço preto (um trabalho de Romanos, diria a sua irmã!).

Comecemos com esta história de Andersen, em 2 partes (para dar-lhe tempo para preparar a história seguinte). Ela tem 4 álbuns  para recuperar. Vai demorar… Eu não me queixo, porque assim terei tempo para apreciar o seu trabalho, leio devagar…

Mounette

andersen-capa

Layout 1

Voilà, ça fait un moment que Cath veut me constituer une bibliothèque et, en chatte généreuse,  je viens partager avec vous mes lectures… Voici une bande dessinée qu’elle a fait il y a quelques…

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Os primeiros contos de H. C. Andersen publicados em livro, em Portugal

Posted by Manuela DLRamos em Abril 1, 2016

O Dia Internacional  do Livro Infantil  é também um dia de homenagem a Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês nascido a 2 de Abril de 1805.

O que muitas pessoas não sabem é que a primeira vez que alguns contos de Hans Christian Andersen foram publicados em livro, em Portugal, foi na obra pioneira de Guerra Junqueiro, Contos para a Infancia : escolhidos dos melhores auctores , em 1877.

Exatamente.  E foram sete, os contos do autor dinamarquês a integrarem essa importante antologia, tendo pelo menos três deles encontrado desde logo um lugar muito especial no nosso imaginário: “A mãe”, “O malmequer”, “A criança, o anjo e flor”, “O fato novo do sultão”, “O valente soldado de chumbo”, “O linho” e “A rapariguinha e os fósforos”. (Não é preciso dizer quais são os favoritos, pois não?)

Mas por que razão não foram então identificados? Porque, de acordo com Maria Teresa Cortez*, Guerra Junqueiro terá “escolhido” estes contos  de uma fonte que, também ela, não os identificava (para saber+).

Capa_HCAndersen_DGLB

Os contos de Hans Cristian Andersen estão sempre prontos a serem  (re)descobertos- lidos, relidos, ilustrados, adaptados…  Ainda este ano letivo nos deliciamos na BE com a história do Duende da Mercearia, lembram-se?

Na Biblioteca podem ler muitos  desses contos e nos seguintes sítios on line também:

Os Contos de Hans Christian Andersen (seleção de 10 contos – com brevíssimas sinopses de Niels Fischer numa tradução de Silva Duarte; carregar na imagem em cima para ler uma versão com 43 contos)

> Páginas da Biblioteca Nacional dedicadas ao autor (a propósito do bicentenário do seu nascimento, em 2005).

> Contos de Hans Christian Andersen (in Era uma Vez) do Centro de Competência Nónio Séc. XXI da ESE de Santarém.

> Contos de Andersen (Guida querido)

> Mais sugestões no Scoop.it da BE

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Como já dissemos, na nossa biblioteca temos alguns livros que recontam estas  histórias maravilhosas, e por vezes, assustadoras,  de H.C. Andersen (clica na imagem). Quais são  as vossas preferidas?

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*CORTEZ, Maria Teresa (2002)- “A antologia Contos para a infância (1877, 1881) de Guerra Junqueiro – Um caso de apropriação nacional de textos de várias origens” in: Alexandra Lopes / Maria do Carmo Correia de Oliveira (Org.), Deste lado do espelho. Estudos de tradução em Portugal. Novos contributos para a história da literatura portuguesa. Colóquio realizado na Universidade Católica Portuguesa em 21 e 22 de Fevereiro de 2002, Lisboa, Universidade Católica Editora, p. 119-133. ver mais

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O duende da mercearia numa “experiência emulsionante”*

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 30, 2015

Conhecem o duende que vivia na merceraria porque na véspera de Natal recebia um prato de papas com um belo pedaço de manteiga?  Aquele que descobriu, graças ao estudante, o poder e a magia dos livros, da poesia e do conhecimento? Sim, esse mesmo.
duendedamercearia_experiencia_1

O seu espírito** instalou-se na biblioteca no mês de novembro e, não temos dúvidas disso, inspirou os alunos das turmas do 7º ano (A, C e D) participantes nas três sessões realizadas (dias 17, 23 e 24).

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No fim de ouvirmos as histórias (a do duende da mercearia, a da nata que se transforma em manteiga, a do sal-gema “um dos recursos minerais de mais longo e variado uso pela humanidade”>), e depois de fazermos manteiga, provamo-la barrada numas tostinhas.
E que bem que tudo nos soube!  Verdadeiras Leituras com sabor
A  parte experimental foi dinamizada pela professora de FQ, Manuela Viana, que integra a equipa da BE, e contou com a colaboração dos professores de CN, Filipe Carreira e Helena Fonseca.


Aqui ficam alguns apontadores para explorarem:

Notas:
* A expressão “experiência emulsionante” foi “pedida emprestada” ao projeto Projeto “Newton Gostava de Ler!”  (3ª série, módulo I), projeto desenvolvido pela UA em parceria com a RBE (ver por ex.  aqui e aqui).
** Sim,  porque  o espírito de H. C. Andersen, esse habita connosco desde sempre, e muito particularmente desde o ano do seu bicentenário em 2005.

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Comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil

Posted by Manuela DLRamos em Abril 2, 2014

cartaz_Ana_BiscaiaHoje tivemos uns convidados muito especiais para comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil: os pequenitos do Jardim de Infância de Beiriz  numa sessão da parte da manhã, e o 1º ano da EB1 de Beiriz da parte de tarde.

As sessões foram variadas e incluiram conversinhas sobre as histórias de Hans Christian Andersen (cuja aniversário se celebra hoje e que se encontra em destaque na BE), visionamento da história do seu Patinho Feio (na versão da Disney), filmes sobre andorinhas (do fabuloso Arkive) para celebrar a sua chegada e ficar a conhecer melhor estas avezinhas, e para os mais crescidos do 1º ano, leitura da Balada das vinte meninas da Matilde Rosa Araújo.

De manhã, tivemos ainda direito a umas pipocas fresquinhas acabadas de fazer que comemos ao som da canção de “Pipoca” – 2ª faixa do CD “Conversa de Bicho” de Kitty Driemeyer.

———

Imagem:  Cartaz português do DILI, da autoria de Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado,  a convite da DGLAB (Direção-Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas)

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Hoje é o Dia Mundial da Música

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 1, 2013

musica-citacao-andersenFeito no Quozio  – fonte da citação

Se fazem parte dos felizardos que vão assistir aos concertos no auditório, parabéns!

A propósito desta data, que todos os anos se comemora na nossa escola relembra ou descobre:

  • Algumas comemorações do “Dia Mundial da Música”  dos anos anteriores >  aqui
  • Entradas no Blogue na categoria >”Música na Escola” (e mais na etiqueta  > “música” )
  • Seleções musicais que temos vindo a fazer para ti ao longo do último ano >  aqui e aqui (scoop.it)

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A Sereiazinha

Posted by Manuela DLRamos em Maio 7, 2013

(Texto literário da 1ª parte do exame do 4º ano- aceder ao exame completo aqui)

sereiazinha«Longe, lá longe no mar alto, a água é tão azul como as pétalas da mais bela centáurea e tão límpida como o vidro mais transparente; mas é profunda, muito profunda, tão profunda que nenhuma âncora jamais lá chegou. Nessas profundezas vivia o povo das águas.
Não se deve pensar, nem por um único momento, que lá em baixo não há nada senão areia branca. Não, a verdade é que crescem aí as mais maravilhosas árvores e plantas, com caules e folhas tão frágeis e sensíveis que ondulam com o mais leve movimento das águas, como criaturas animadas de vida. Toda a espécie de peixes, grandes e pequenos, desliza por entre os ramos, como aves voando pelo ar. No sítio mais profundo, fica o palácio do rei. As paredes são de coral e as compridas janelas pontiagudas são do âmbar mais transparente, enquanto o telhado é feito de conchas de ostras que abrem e fecham com as ondas.

O rei era viúvo há muitos anos, e a rainha mãe é que lhe governava a casa. Era uma senhora idosa e muito sensata, embora demasiado orgulhosa da sua posição real, pelo que usava sempre doze ostras na cauda, ao passo que às outras pessoas da realeza só era permitido usar seis. Mas ela merecia um tratamento especial, porque cuidava das princesinhas suas netas.
Eram seis, todas belas, mas a mais nova era a mais bela de todas. A sua pele era como uma pétala de rosa, lisa e sedosa, e os seus olhos eram tão azuis como o lago mais profundo. Mas, tal como as outras, não tinha pés: o seu corpo terminava numa cauda de peixe. Durante todo o dia, ela e as suas irmãs brincavam no palácio, saindo e entrando das enormes salas, onde cresciam flores marinhas nas paredes.

Fora do palácio havia um grande jardim com árvores vermelhas como o fogo e azuis como o mar. Cada uma das princesinhas tinha uma pequena parcela de jardim que ela própria cultivava como queria. Uma deu ao seu canteiro a forma de uma baleia; outra, a de uma sereia. Mas a mais nova desenhou o seu canteiro em círculo, como o Sol, e as únicas flores que lá plantou eram como pequenos sóis, com o mesmo brilho e a mesma cor.

Era uma criança estranha, calada e pensativa. Enquanto as outras irmãs decoravam os seus canteiros com várias coisas provenientes de navios afundados, o único ornamento que ela escolheu foi uma bela escultura de mármore representando um lindo rapazinho, feita de pedra branca e proveniente também de um naufrágio. Ao lado do rapazinho de mármore plantou uma roseira que parecia um salgueiro-chorão, a qual cresceu rapidamente, até que os seus ramos se curvaram sobre a figura de pedra, tocando na areia azul do fundo.

Nada dava maior prazer à princesinha do que ouvir falar do longínquo mundo dos seres humanos. Pedia à velha avó que lhe contasse tudo o que sabia sobre navios e cidades, pessoas e animais. Achava estranho e maravilhoso que as flores da terra tivessem cheiro, porque as do mar não cheiravam a nada.
– Assim que fizerem quinze anos – disse a avó às suas netas – podem ir até à superfície, sentar-se nas rochas ao luar e ver os grandes navios que passam lá em cima. Se tiverem coragem suficiente, até poderão ver bosques e cidades! (…)»

Hans Christian Andersen, A Sereiazinha (trad. Ribeiro da Fonseca), 2.ª edição, Porto, Edições Afrontamento, 2009
(texto com supressões)

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Hans Christian Andersen

Posted by Manuela DLRamos em Abril 2, 2012

O Dia Mundial do Livro Infantil – que hoje se comemora – é também um dia de homenagem a Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês nascido a 2 de Abril de 1805.

Sem posses e tendo como única herança do avô e do pai o bichinho de ouvir e contar histórias, HCA mostra toda a sua enorme determinação ao viajar sozinho para tentar a sua sorte no Teatro Real de Copenhague com 14 anos apenas. O relato da sua vida extrordinária já foi tema de biografias e obras cinematográficas >, e o próprio escritor intitulou uma das suas autobiografias, Mit Livs Eventyr (1855), traduzida por The Fairy Tale of My Life, O Conto de Fadas da Minha Vida.

Hans Christian Andersen inicia a publicação dos seus célebres contos de fadas em 1835, tendo escrito ao todo 156, até 1872.  (1 e 2)

Em Portugal, que visitou em 1866, os seus “contos de encantar” também são publicados e traduzidos por nomes conhecidos da Literatura Portuguesa como Guerra Junqueiro (logo em 1877), Maria Amélia Vaz de Carvalho e Gonçalves Crespo e mais tarde, Ana Castro Osório, Cabral do Nascimento, Herberto Helder, Ilse Losa, Ricardo Alberty entre outros. (3 e 4)

Os contos mais conhecidos de HCA podem ser lidos nas várias antologias que temos na Biblioteca e também  nos seguintes sítios:

> Contos de Hans Christian Andersen  (in Era uma Vez) do  Centro de Competência Nónio Séc. XXI da ESE de Santarém. Para ler e ouvir!

> Contos de Andersen

> Lista de contos acessíveis no sítio brasileiro “Virtual Books On line -Biblioteca de Livros electrónicos

> Páginas da Biblioteca Nacional dedicadas ao autor (a propósito do bicentenário do seu nascimento).

  • e ainda:  Exposição Hans Christian Andersen comissariada por Niels Fischer na Amadora, patente até 30 Junho 2012. (programa/pdf)

Referências bibliográficas:

  1. Centro Hans Christian Andersen
  2. Hans Christian Andersen– Wikipedia
  3. Literatura Infantil Portuguesa (googlebook)  mostra da obra de HCA a propósito da comemoração pela BN do Dia Int. do Livro Infantil em 1980, e dos 175 anos do nascimento de HCA
  4. Andersen em Portugal: das Traduções às Recriações (pdf) por Leonor Riscado

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Dia Internacional do Livro Infantil 2009

Posted by Manuela DLRamos em Abril 2, 2009

dili-cartaz1Já publicámos aqui o cartaz internacional do Dia Internacional do livro infantil -2009 e a respectiva mensagem.

Hoje é a vez de se divulgar o cartaz da DGLB ,  da autoria de Cristina Valadas vencedora do Prémio Nacional de Ilustração 2007.

Interessante notar que a ilustração faz lembrar, muito apropriadamente, os célebres recortes de papel  elaborados por Hans C. Andersen, o patrono desta comemoração que nasceu a 2 de Abril de 1805.

A propósito deste dia, gostamos sempre de recordar a nossa participação nas comemorações do bicentenário do nascimento de Andersen , em que, vestidos a preceito entrámos num desfile das personagens dos seus contos (ver algumas fotos aqui e aqui).

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Dia Internacional do Livro Infantil

Posted by Manuela DLRamos em Abril 2, 2007

O Dia Internacional do Livro Infantil  -que se comemora a 2 de Abril, data do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen > – é uma iniciativa do iBbY > (International Board on Books for Young People) realizada anualmente desde 1967. O patrocinador de 2007 é a Secção Nacional do IBBY da Nova Zelândia > .

O tema deste ano é “Stories Ring the World“.  O poster que o ilustra é da autoria de Zak Waipara > e acompanha-o uma mensagem da autoria de Margaret Mahy > *

MENSAGEM DO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL – 2007
ver algumas mensagens dos anos anteriores aqui 

poster«”Nunca me hei-de esquecer de como aprendi a ler. Quando era menina, as palavras escapuliam-se diante dos meus olhos como pequenos escaravelhos negros cheios de pressa. Mas eu era mais inteligente do que elas. Aprendi a reconhecê-las apesar de tentarem escapar-me velozmente. Até que, por fim, consegui abrir os livros e entender o que lá estava escrito. Sozinha, tornei-me capaz de ler contos, histórias engraçadas e poemas.
No entanto tive surpresas. A leitura deu-me poder sobre os contos e de alguma forma também deu aos contos um certo poder sobre mim. Nunca lhes pude escapar. Isso faz parte do mistério da leitura.
Uma pessoa abre um livro, acolhe e compreende as palavras e, se a história for boa, ela explode dentro de nós. Aqueles escaravelhos que correm em linha recta de um lado para o outro da página em branco convertem-se primeiro em palavras e, logo a seguir, em imagens e acontecimentos mágicos. Ainda que certas histórias pareçam nada ter que ver com a vida real, ainda que nos conduzam a surpresas de toda a espécie e se distendam em múltiplas possibilidades, para um lado e para o outro, como pastilhas elásticas, no final as histórias que são boas devolvem-nos a nós mesmos. São feitas de palavras, e todos os seres humanos sonham ter aventuras com as palavras.
Quase todos começamos como ouvintes. Ainda bebés, as nossas mães e os nossos pais brincam connosco, dizem-nos rimas, tocam-nos as mãos (“Pico pico maçarico quem te deu tamanho bico…”) ou põem-nos a bater palmas (“Palminhas, palminhas…”). Os jogos com palavras são ditos em voz alta e, quando somos crianças, escutamo-los e rimos com eles. Logo a seguir aprendemos a ler os caracteres impressos na página branca e, mesmo quando lemos em silêncio, há uma certa voz que está presente. A quem pertence esta voz? Pode ser a tua própria voz, a voz do leitor. Mas é mais do que isso. É a voz da história que vem do interior do próprio leitor.
É claro que há hoje muitas maneiras de contar uma história. Os filmes e a televisão têm histórias para contar, embora não usem a linguagem da maneira como o fazem os livros. Os escritores que trabalham em guiões de televisão ou de cinema são obrigados a utilizar poucas palavras. “Deixem as imagens contar a história”, dizem os especialistas. Muitas vezes vemos televisão na companhia de outras pessoas, mas quando lemos quase sempre estamos sós.
Vivemos numa época em que o mundo está cheio de livros. Mergulhar nos livros à procura de alguma coisa, lendo-os e relendo-os, faz parte da viagem de cada leitor. A aventura do leitor consiste em descobrir, nessa selva de caracteres impressos, uma história tão vibrante que o transforme como que por magia. Uma história tão apaixonante e misteriosa que mude a sua vida. Creio que cada leitor vive para esse momento em que de súbito o mundo de todos os dias se altera um pouco, abre espaço a uma nova piada, a uma ideia nova, àquela nova possibilidade que é dada a uma determinada verdade de se exprimir pelo poder das palavras. “Sim, isto é mesmo verdade!”, exclama aquela voz dentro de nós. “Estou a reconhecer-te!”

“A leitura é verdadeiramente apaixonante, não acham?”»

(Versão portuguesa de José António Gomes)

«* MARGARET MAHY nasceu em Whakatane, Nova Zelândia, em 1936. Bibliotecária, decidiu dedicar-se a tempo inteiro à escrita em 1980. Escreveu obras dirigidas a diferentes idades, cultivando géneros que vão do álbum para crianças pequenas ao romance juvenil, passando pela poesia e pelo texto dramático. (…).»

  • Fontes da mensagem: em html (CM de Arouca);  em pdf  (no IPLB)
  • Notícia nos media >
  • Entrada no site da Ed. Caminho >
  • Página da Secção espanhola do IbBY >
  • Ver as nossas comemorações em 2005– ano do centenário de  Hans C. Andersen.

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