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Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Matilde Rosa Araújo’ Category

“Loas à Chuva e ao Vento”- Matilde Rosa Araújo

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 10, 2016

loas_a_chuva_ao_vento

Ilustração de Maria Keil

Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…

Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…

Ó vento que vais,
Vai devagarinho.
Ó chuva que cais,

Mas cai de mansinho.
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…

Muito de mansinho
Em meu coração.
Já não tenho lenha,
Nem tenho carvão…
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…

Que canto tão frio
Que canto tão terno,
O canto da água,
O canto do Inverno…
Pingue…

Que triste lamento,
Embora tão terno,
O canto do vento,
O canto do Inverno…
Vu…

E os pássaros cantam
E as nuvens levantam!

Matilde Rosa Araújo, in O Livro da Tila

Imagem: páginas 46 e 47  do livro As cancõezinhas da Tila ilustrações de  Maria Keil (Porto: Civilização, 1998) . Este livro contem um CD dos poemas musicados por Fernão Lopes Graça e cantadas pela grupo infantil “Os Gambozinos”, sob a direção de Susana Ralha (Porto: Civilização, 1998) >
Ouvir a interpretação deste poema musicado AQUI.

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Dia da Criança – versos de Matilde Rosa Araújo

Posted by Manuela DLRamos em Junho 1, 2015

(…)
E a criança nasceu
E vai desabrochar como
Uma flor,
Uma árvore,
Um pássaro,

E
Uma flor,
Uma árvore
Um pássaro
Precisam de amor – a seiva da terra, a luz do Sol.
De quanto amor a criança não precisará?
De quanta segurança?
Os pais e todo o Mundo que rodeia a criança
Vão participar na aventura
De uma vida que nasceu.
Maravilhosa aventura!
Mas se a criança não tem família?
Ela tê-la-á, sempre: numa sociedade justa
Todos serão sua família.
Nunca mais haverá uma criança só,
Infância nunca será solidão.

E a criança vai aprender a crescer.
Todos temos de a ajudar!
Todos!
Os pais, a escola, todos nós!
E vamos ajudá-la a descobrir-se a si própria
E os outros.
Descobrir o seu mundo,
A sua força,
O seu amor,
Ela vai aprender a viver
Com ela própria
E com os outros:
Ela vai aprender a fraternidade,
A fazer fraternidade.
Isto chama-se educar:
Saber isto é aprender a ensinar.

(…)
Matilde Rosa Araújo “Os Direitos da Criança (In As Crianças, Todas as Crianças, Livros Horizonte, Lisboa, 1979 (reeditado pela Arca das Letras com ilustrações de Raquel Leitão)

Ver aqui  e aqui (pdf)

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História do Sr. Mar – Matilde Rosa Araújo

Posted by Manuela DLRamos em Junho 20, 2014

srMarDeixa contar…
Era uma vez
O Senhor Mar
Com muita onda…
Com muita onda…
E depois?
E depois…
Ondinha vai…
Ondinha vem…
Ondinha vai…
Ondinha vem…
E depois…
A menina adormeceu nos braços de sua mãe!

(O Livro da Tila)

Hoje faz anos Matilde Rosa Araújo, ou melhor “pior” dizendo, faz anos que nasceu, em 1921.

Aproveitamos esta data para a recordarmos e para divulgarmos algumas das bonitas ilustrações dos seus poemas que os meninos e meninas do 1º ciclo fizeram. ..

Se bem se lembram, este ano, durante a Semana da Leitura homenageamos dois escritores: Sebastião da Gama e Matilde Rosa Araújo, e nessa altura expuseram-se, nos espaços ao pé da biblioteca, ilustrações dos poemas destes dois autores, que tão amigos eram.

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Vídeo de homenagem a Matilde Rosa Araújo, com esta poesia, por altura do seu falecimento (autoria de José António Moreira)

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“História de uma Flor” de Matilde Rosa Araújo no Cata Livros

Posted by Manuela DLRamos em Abril 24, 2014

historiadeumaflor Altura oportuna para relembrar a versão interativa do Cata Livros, da reedição deste pequeno conto de Matilde Rosa Araújo, publicado pela primeira vez em 1983 conjuntamente com A Velha do Bosque.

Como refere Ana Margarida Ramos na sua recensão na Casa da Leitura: «(…)editado autonomamente pela Caminho, com soberbas ilustrações de João Fazenda. A obra merecia este tratamento pela qualidade do texto e pela temática seleccionada. A autora cruza a dimensão simbólica com a histórica, criando uma metáfora particularmente expressiva da libertação ocorrida em Portugal a seguir ao 25 de Abril.»

Ver mais sobre o 25 de Abril no Scoop.it da Biblioteca

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Estendal Poético e Leitura de Poesia- Diana Bar

Posted by Manuela DLRamos em Março 17, 2014

No próximo dia 21 o nosso agrupamento participa, juntamente com todas os Agrupamentos do concelho na comemoração do Dia Mundial da Poesia, no Diana- Bar, uma atividade promovida pela Biblioteca Municipal Rocha Peixoto.

Os poetas escolhidos pelo nosso Agrupamento foram Sebastião da Gama (a quem devemos o nosso nome) e Matilde Rosa Araújo

diamundialdapoesia

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“Amor”

Posted by Manuela DLRamos em Maio 5, 2013

Mãe, as flores adormecem
Quando se põe o Sol!

Filha, para as adormecer
Canta o rouxinol…

Mãe, as flores acordam
Quando nasce o dia!

Filha, para as acordar
Canta a cotovia…

Mãe, gostava tanto de ser flor!
Filha, eu então seria uma ave…

Matilde Rosa Araújo, in O livro da Tila, cantigas pequeninas (1957)
Ler mais poemas aqui

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Maria Keil- In memoriam

Posted by Manuela DLRamos em Junho 10, 2012

MK faleceu hoje

«(…) Maria fica sempre fora de todos os discursos.
Há algo de imponderável, de não tocável ou que possa ser descrito na pessoa física, na personalidade tão rara de Maria Keil.
E, contudo, como os seus pés frágeis estão bem assentes na terra, como o seu espírito crítico tão agudo, enriquecido pela lâmina fina do humor, olha o Mundo – Mundo mais belo e justo se fosse cumprido o seu sonho.
Maria (que tesouro tê-la como amiga há tantos anos!) nunca envelheceu. É aquela Menina sempre criança, que tem a sabedoria de muitos anos e a humildade digna de um ser humano que recusa ser importante, consciente do Bem e do Belo que lhe são intrínsecos.
Por vezes, penso na Maria e tenho, junto de mim, uma ave, leve, de asas luminosas que, naquele instante, está emigrada para muito longe. Só.
E na solidão procurada, chora.
Depois, volta e sorri. Ri. Dá aquelas gargalhadas fininhas, como só Maria sabe dar. (…)
Maria, obrigada de todo o coração.
Encontrar seu voo em livros meus foi, para mim, um raro presente da vida que a sua generosidade nunca me recusou. (…)»  Matilde Rosa Araújo, aqui

Fonte da imagem -ilustração de Maria Keil para O Cantar da Tila de Matilde Rosa Araújo (1967)

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Na nossa BE temos os seguintes livros com a marca de Maria Keil
(ordenação cronológica por data de edição, via BN):

  • Os presentes / Maria Keil. Lisboa : Livros Horizonte, 1979.  Ler livro no Cata Livros
  • Lote 12, 2o frente / Alice Vieira ; il. Maria Keil. 2a ed. Lisboa : Caminho, 1983.
  • O gato dourado / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. Lisboa : Horizonte, 1985.
  • O palhaço verde : novela infantil / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. 5a ed. Lisboa : Livros Horizonte, 1995.
  • O livro de Marianinha : lengalengas e toadilhas em prosa rimada / Aquilino Ribeiro ; il. Maria Keil. 2a ed. Venda Nova : Bertrand, 1993.
  • A abelha Zulmira / Teresa Balté ; il. Maria Keil. 3a ed. Porto : Asa, 1998
  • As cançõezinhas da Tila / textos Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil ; partituras Fernando Lopes Graça. 1a ed. Porto : Civilização, 1998.
  • Segredos e brinquedos / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. Lisboa : Caminho, 2000.

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Maria Keil diz que… from Cata Livros on Vimeo.

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Florinda & o Pai Natal

Posted by bibliobeiriz em Dezembro 10, 2010

de Matilde Rosa Araújo e Maria Keil publicado pela Calendário de Letras : um livrinho a incluir na lista de prendas.
Excerto transcrito do artigo de Rita Pimenta, “Os livros de Matilde” (in Público- 26.07.2010) :
«Dezembro. Mês de frio, muito frio. Dias de chuva e de gelo. Florinda vinha da escola, atravessava o Jardim da Estrela. Jardim tão bonito, mesmo no Inverno!
O cachecol enrolado em volta do pescoço, tapando-lhe um poucochinho o nariz vermelho de frio. As botas de cabedal (castanho como o tronco das árvores) protegian os seus pés de menina. Menina de oito anos, que já sabia ler. E bem. Que alegria, quando começou a juntar as letras! Ler. Escutar as letras no papel do caderno, do livro, na lousa do quadro.
Conversar com elas.
Ler alto ou em silêncio.
Afagou a malinha da escola, que trazia presa ao ombro.
Ah! Mas que frio!
Mas não era para estranhar. Em Dezembro é sempre assim. E o Sol, nos dias em que brilha, é como se uma mão amiga nos afagasse.
Florinda gostava de atravessar o jardim. Às vezes vinha acompanhada por colegas da escola, outras vezes eles tomavam outro caminho.
– Psht… menina!
Olhou para o banco de jardim, de onde vinha o chamamento. Nele estava sentado um Pai Natal, vestido com um balandrau vermelho, a mão direita a segurar uma dezena de balões. Um verdadeiro arco-íris. Balões de todas as cores, agitados com o ventinho da tarde.
Ah! O Pai Natal! O Natal está à porta, embora ainda tenha escola…
Florinda, timidamente, aproximou-se do banco. Lembrou-se dos conselhos da avó, sempre preocupada:
– Florinda, nunca fales com desconhecidos. Ouviste?
Em silêncio, continuava a ouvir a avó. Não fales com desconhecidos…
– Queres comprar-me um balão, menina?
Florinda aproximou-se mais. Ficou parada, hesitante, sem saber o que dizer.
– Sabe, menina? – confidenciou o Pai Natal. – Estou cansado. Muito cansado. Sentei-me aqui porque já me doíam muito os pés. Não se quer sentar um bocadinho?
Florinda hesitou. Embora Pai Natal, sempre era um desconhecido. (…) » (aqui)

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Canção de embalar

Posted by bibliobeiriz em Julho 6, 2010

para MATILDE ROSA ARAÚJO  (1921- 2010)

Dorme em meus braços sonhando
O filho que nunca tive
Ele acorda perguntando
– Minha mãe onde é que vive?

Dorme em meus braços sonhando
Menino do meu bem-querer:
Não te sei dizer quando
Um dia eu vou responder.

 in Segredos e Brinquedos

Entradas anteriores sobre esta autora

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Dando as boas-vindas

Posted by Manuela DLRamos em Março 15, 2010

«Vinte meninas, não mais,
Eu via ali no beiral:
Tinham cabecinha preta
E branquinho o avental.

Vinte meninas, não mais,
Eu via naquele muro:
Tinham cabecinha preta,
Vestidinho azul-escuro.

Vinte meninas, não mais,
No alto da ramaria:
Tinham cabecinha preta,
Peúga de fantasia.

baladadasvintemeninasVinte meninas, não mais,
Na torre acima de tudo:
Tinham cabecinha preta
E capinha de veludo.

As minhas vinte meninas,
Capinhas dizendo adeus,
Chegaram na Primavera
E acenaram lá dos céus. (…)»

Ler poema completo aqui e aqui 

Balada das vinte meninas / Matilde Rosa Araújo. il. Cristina Malaquias – Lisboa : Platano, 1977. – (Caracol ; 9)

Matilde Rosa Araújo, “Balada das vinte meninas friorentas”  in O livro da Tila  ( Lisboa : Editorial Os Nossos Filhos, 1957.)
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Vitorino – “Balada das vinte meninas” do disco “Cantigas de ida e volta” (LP 1975)

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Foram apenas 10, as andorinhas que vi, faz hoje justamente uma semana, numa tarde particularmente fria. Pousadinhas nos fios eléctricos (foto), e em voo rasante sobre o lameiro alagado, pareciam acabadinhas de chegar. Imaginei-as friorentas, como no poema e desejei-lhes as boas-vindas, do fundo do coração. Não anunciam elas a Primavera?

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atualização. agosto 2013

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Dia Universal da Criança

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 20, 2009

Foi uma boa surpresa a banquinha com oferta de marcadores alusivos ao dia que hoje se comemora* feitos pela turma do PIEF, nas disciplinas de Formação Cívica e Artesanato Urbano.

Estavam muito apelativos e por isso “desapareceram” num instante.

Muito obrigada.

*«Em 1954, a Assembleia Geral recomendou [resolução 836 (IX)] que todos os países instituíssem o Dia Universal da Criança, para celebrar a fraternidade e compreensão entre as crianças do mundo inteiro e organizar actividades adequadas à promoção do bem-estar de todas as crianças. Propôs que celebrassem o Dia na data e da forma que cada um considerasse mais conveniente. A 20 de Novembro assinala-se o aniversário do dia em que a Assembleia aprovou a Declaração sobre os Direitos da Criança, em 1959, e a Convenção sobre os Direitos da Crianças, em 1989.» in Centro de Informação das Nações Unidas em Portugal

Portugal ratificou a Convenção dos Direitos da  Criança em 21 de Setembro de 1990. (mais informação aqui)

  • Ler nos comentários o texto de Matilde Rosa Araújo , “Os Direitos da Criança (In As Crianças, Todas as Crianças, Livros Horizonte, Lisboa, 1979)

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Dia Mundial do Animal

Posted by bibliobeiriz em Outubro 4, 2009

Neste dia um poema de Matilde Rosa Araújo

Pastor
Meu cão:
seus olhos castanhos,
tamanhos
de compreensão.

Meu cão:
seus olhos castanhos,
tamanhos
de mansidão.

Seu nome é Pastor:
seus olhos castanhos,
tamanhos
de amor.
Meu cão..

in O livro da Tila : cantigas pequeninas

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