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Archive for the ‘Sidónio Muralha’ Category

“Bichinho de conta…” Sidónio Muralha

Posted by Manuela DLRamos em Setembro 25, 2012

Clicar na imagem para aceder a uma “preview” do livro (em pdf)

Bichinho de conta
conta…
E o bichinho de conta
contou
que um dia
se enrolou
e parecia
um berlinde pequenino
de tal maneira
que um menino
de brincadeira
com ele jogou…

Bichinho de conta
conta…
E o bichinho de conta
contou.

In Bichos, Bichinhos e Bicharocos* de Sidónio Muralha. Ilustrações de Júlio Pomar.

Livro completo no Cata Livros.

*Nota: Livro que integra a Lista de obras e textos para iniciação à educação literária   (2º ano) de acordo com as novas metas curriculares.

  • A primeira edição desta obra, ilustrada por Júlio Pomar, data de 1949, sendo reeditado em 1977 pela editora Livros Horizonte (guardamos na nossa biblioteca alguns exemplares desta edição. Ver capa e recensão Casa da Leitura).
  • Em 2010, a editora Althum  publica uma edição facsimilada da edição original e, em 2012,  uma nova edição acompanhada de um CD «com as três canções escritas pela musicóloga Francine Benoit sobre os poemas de Sidónio Muralha, mais de sessenta anos depois de impressas em papel.» (Aceder aqui a uma das faixas)
  • Em 2013, a Porto Editora, na sua coleção Educação Literária, lança uma nova edição dos poemas de Sidónio Muralha com ilustrações de Elsa Fernandes.

………………………

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Poema de Abril

Posted by bibliobeiriz em Abril 15, 2010

25 poemas e canções para o 25 de Abril

A farda dos homens
voltou a ser pele
(porque a vocação
de tudo o que é vivo
é voltar às fontes).
Foi este o prodígio
do povo ultrajado,
do povo banido
que trouxe das trevas
pedaços de sol.

Foi este o prodígio
de um dia de Abril,
que fez das mordaças
bandeiras ao alto,
arrancou as grades,
libertou os pulsos,
e mostrou aos presos
que graças a eles
a farda dos homens
voltou a ser pele.

Ficou a herança
de erros e buracos
nas árduas ladeiras
a serem subidas
com os pés descalços,
mas no sofrimento
a farda dos homens
voltou a ser pele
e das baionetas
irromperam flores.

Minha pátria linda
de cabelos soltos
correndo no vento,
sinto um arrepio
de areia e de mar
ao ver-te feliz.
Com as mãos vazias
vamos trabalhar,
a farda dos homens
voltou a ser pele.

Sidónio Muralha – Poemas de Abril. Lisboa : Prelo, 1974

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