BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Sophia de Mello Breyner Andresen’ Category

Dia da Árvore e da Poesia

Posted by Manuela DLRamos em Março 20, 2017

«essa árvore é perfeita

pena que as folhas são verdes
e caem, sujando minha ignorância
pena que as raízes são subterrâneas
e profundas – e eu tão superficial
pena que o tronco tem casca externa
pena que as flores não combinam
com a cor do novo carro que comprei
pena que, um dia, insatisfeito,
terei que cortá-la e não plantar outra no lugar
pena que os frutos são comestíveis demais
e atraem pássaros barulhentos e indesejáveis
pena que não dê sombra à noite
pena que não abane o rabinho
quando chego em casa
pena que cresça para cima
pena que produza oxigênio
pena que não seja de ferro, plástico e papel celofane
pena que o perfume das flores seja apenas aroma

pena que seja apenas uma árvore»

Poema  de NICOLAS BEHR(in INICIAÇÃO à DENDROLATRIA)

Árvores no Cancioneiro Popular

  • As histórias que as árvores nos contam através do seu nome, de adivinhas, de provérbios, etc.:

  • Uma história de amor a uma árvore:

  • “Quem não sabe é como quem não vê” ou a importância do conhecimento científico:



O Nosso Hino à Árvore e à Primavera:

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Sophia de Mello Breyner Andresen- O Nome das Coisas

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 6, 2016

Para assinalar a data do nascimento de uma das mais importantes escritora portuguesas (6 de novembro de 1919) divulgamos novamente este interessante documentário biográfico.
https://vimeo.com/50364687

Documentário “Sophia de Mello Breyner Andresen – O Nome das Coisas” from Panavideo on Vimeo.


Ver também:

capas_sophia

 

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“A árvore” de Sophia de Mello Breyner Andresen (reconto)

Posted by Manuela DLRamos em Março 15, 2015

Agora que o Dia da Árvore se aproxima, chega também a altura de revisitarmos e relermos as nossas histórias favoritas sobre este tema.

Inauguramos assim a “estação” com a lindíssima história que dá nome ao livro de Sophia de Mello Breyner Andresen A Árvore, um livro que reúne dois contos de origem japonesa, “A Árvore” e “O Espelho ou o Retrato Vivo”. Deixamos uma sugestão: peguem no livro e acompanhem a leitura com as imagens do “slideshow”.

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Fica aqui também o video (Concurso BiblioFimes Festival 2011-nota:limite de tempo de 3.14)

Nota: Este reconto eminentemente visual apoia-se em estampas japonesas na sua maioria do séc. XIX. Uma compilação articulada que resultou da vontade de identificar cabalmente as quatro estampas japonesas que ilustram o texto de Sophia de Mello Breyner Andresen, no livro editado originalmente pela editora Figueirinhas em 1985, num arranjo gráfico de Armando Alves.

Em 2013, a Porto Editora reeditou esta obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, com ilustrações de Teresa Lima.

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Alguns apontadores:

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«E ao lado da casa, o grande abeto escuro, a maior árvore da floresta, estava coberta de luzes.»

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 19, 2014

«[…] ─Que maravilhosa fogueira – pensou o Cavaleiro ─. Nunca vi fogueira tão bela.
Mas quando chegou em frente da claridade viu que não era uma fogueira. Pois era ali a clareira de bétulas onde ficava a sua casa. E ao lado da casa, o grande abeto escuro, a maior árvore da floresta, estava coberta de luzes. Porque os anjos do Natal a tinham enfeitado com dezenas de pequeninas estrelas para guiar o Cavaleiro.

Esta história, levada de boca em boca, correu os países do Norte. E é por isso que na noite de Natal se iluminam os pinheiros. »
Sophia de Mello Breyner Andresen in O Cavaleiro da Dinamarca  (fonte do texto)

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Decoração de Natal realizada no âmbito do projeto de articulação interdisciplinar do 7º ano.
Profs responsáveis: Alda Magalhães, Augusta Vieira, Gisela Sila, Isabel Neto.

Música: Secret Conversations pelos The 126ers (Youtube licença livre)

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A Noite de Natal de Sophia de Mello Breyner Andresen

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 9, 2014

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Deve ser o Livro da Semana na grande maioria das escolas de Portugal.  Um amigo que reencontramos todos os anos. Podemos lê-lo na Biblioteca, na edição da Figueirinhas com belíssimas ilustrações de Júlio Resende e na última edição, da Porto Editora.

Se quiseres acompanhar a leitura com fotografias de um dos jardins onde Sophia de Mello Breyner Andresen brincou quando tinha a idade de Joana, clica na apresentação em baixo.

Mais artigos sobre Sophia de Mello Breyner Andresen aqui no blogue >

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Exposição Bibliográfica- Sophia de Mello Breyner Andresen

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 6, 2014

EBsophia

 

Durante as duas últimas semanas foi a vez de saírem da sua prateleira habitual os livros para a infância de Sophia de Mello Breyner Andresen [6/11/1917 – 2/7/2004] .

Sabe-nos bem este reencontro sazonal. Esperamos por estes livros como quem conta com os amigos: os alunos do 5º ano andam a ler A Fada Oriana, os do 7º começaram a ler O Cavaleiro da Dinamarca, em breve será a vez de A Noite de Natal

É também no mês de novembro, no dia 6, que se assinala o nascimento da escritora.

Apontadores:

  • Para reler as entradas sobre Sophia de M.B. Andresen publicadas no blogue clicar aqui, e no scoop.it da Biblioteca,  aqui

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A Menina do Mar- Sophia de M.B. Andresen

Posted by Manuela DLRamos em Julho 2, 2014

«A Menina do Mar
Conto de Sophia de Mello Breyner Andresen
Música de Fernando Lopes Graça
Com as vozes de Eunice MuñozFrancisca Maria, António David e Luís Horta
Direcção de Artur Ramos
Publicação: 2005
Editora: EMI – Valentim de Carvalho, Lda
Source: cvc.instituto-camoes.pt

Nota de rodapé: Nunca nos cansaremos de A Menina do Mar, um dos livros que lemos e relemos (apesar de imperdoavelmente não constarem da lista das “metas”…).

A propósito vale a pena explorar A Menina do Mar- Ecossistemas marinhos do centro de Ciência Viva.
«Materiais e atividades para estimular o gosto pela Ciência, em especial a observação e a experimentação,
a pretexto do estudo de ecossistemas marinhos.
Ponto de partida: A Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Iniciativa que deorreu entre 2009 e 2012.»

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“Sophia de Mello Breyner Andresen- O Nome das Coisas”

Posted by Manuela DLRamos em Julho 2, 2014

Excelente documentário sobre a vida e a obra da autora, da autoria de Pedro Clérigo e Carmen Inácio, produzido pela Panavideo para a RTP em 2007.

Inclui, para além de depoimentos de familiares e amigos de Sophia de Mello Breyner Andresen, encenações belíssimas, com cariz aubiográfico, de algumas passagens dos seus contos para crianças.

Disponível também na canal ensina.rtp e no canal vimeo da produtora

 

 

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Noite dos Reis

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 6, 2013

reis_magos_sophia_keil-sm«[…] Parou a escutar. O barulho dos passos aproximava-se. Até que viu surgir entre os pinheiros um vulto muito alto que vinha caminhando ao seu encontro.  «Será um ladrão?», pensou.
— Boa noite — disse Joana.
— Boa noite — disse o rei — Como te chamas?
— Eu, Joana — disse ela.
— Eu chamo-me Melchior — disse o rei. E perguntou:
— Onde vais sozinha a esta hora da noite?
— Vou com a estrela — disse ela.
— Também eu — disse o rei, também eu vou com a estrela.
E juntos seguiram através do pinhal.
E de novo Joana ouviu passos. E um vulto surgiu entre as sombras da noite. Tinha na cabeça uma coroa de brilhantes e dos seus ombros caía um grande manto vermelho coberto de muitas esmeraldas e safiras.
— Boa noite — disse ela. — Chamo-me Joana e vou com a estrela.
— Também eu — disse o rei —, também eu vou com a estrela e o meu nome é Gaspar.
E seguiram juntos através dos pinhais.
E mais uma vez Joana ouviu um barulho de passos e um terceiro vulto surgiu entre as sombras azuis e os pinheiros escuros.
Tinha na cabeça um turbante branco e dos seus ombros caía um longo manto verde bordado de pérolas. A sua cara era preta.
— Boa noite — disse ela. — 0 meu nome é Joana. E vamos com a estrela.
— Também eu — disse o rei — caminho com a estrela e o meu nome é Baltasar.
E juntos seguiram os quatro através da noite.
Já quase no fundo dos pinhais viram ao longe uma claridade E sobre essa claridade a estrela parou. E continuaram a caminhar. (…)» (texto com ilustrações da última edição aqui)

Ilustrações de Maria Keil  para a 1ª edição de A Noite de Natal de Sophia de Mello Breyner Andresen (Edições Ática, 1959)

(fotos e a composição são de minha autoria e só o refiro para não se pensar que as tirei de algum lado)

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“Cantiga de Reis” in Primeiro Livro de Poesia

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 6, 2012

Santos Reis, santos coroados,
Vinde ver quem vos coroou.
Foi a Virgem, mãe sagrada,
Quando por aqui passou.

O caminho era torto,
Uma estrela vos guiou.
Em cima de uma cabana
Essa estrela se pousou.

A cabana era pequena,
Não cabiam todos três;
Adoraram Deus-Menino
Cada um por sua vez.

in Primeiro Livro de Poesia – Poemas em língua portuguesa para a infância e a adolescência– selecção de Sophia de Mello Breyner Andresen. Ilustração de Júlio Resende. (Lisboa: Editorial Caminho)

Na Biblioteca temos 13 exemplares deste livro recomendado pelo PNL para leitura orientada na sala de aula e que integra a lista de obras de “leitura obrigatória” nas novas metas curriculares do Português (Educação Literária).

«Este livro não é uma antologia e muito menos uma antologia panorâmica. Constituído por obras de poetas de todos os países de língua oficial portuguesa, é um livro de iniciação, destinado à infância e à adolescência e onde procurei reunir poemas que, sendo verdadeira poesia, sejam também acessíveis. […] Não quis fazer um livro de ensino mas apenas mostrar o poema em si próprio. Pois creio que só a arte é didática.» Sophia de Mello Breyner Andresen (do Posfácio da primeira edição)

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BiblioFilmes 2011- a nossa participação

Posted by Manuela DLRamos em Abril 17, 2011

No capítulo BiblioFilmes: Livros, Bibliotecas, Acção! Ver no blogue desta edição do BiblioFilmes e no sitio do concurso.  Adenda: Podem votar nos vossos preferidos aqui

  • Categoria aula/actividade escolar para promover a leitura:  O 1º Volume das Histórias Pequenas para Gente Pequena, com três histórinhas de alunos do 2º A da Escola EB1 de Beiriz, fruto das aventuras de leitura e escrita das (Re)Leituras. (mais informação sobre a actividade aqui  )
  • Categoria Vídeo a Recitar/Declamar Poesia: O escritor Vergílio Alberto Vieira  diz o poema “As violetas”  do seu livro A Cor das Vogais  . Filmagem durante a vinda à escola do escritor no âmbito das Correntes d’Escritas-2011

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  • Ainda na categoria Vídeo a Recitar/Declamar Poesia: 3 Poemas originais de alunos do 6º D dedicados às árvores e à floresta apresentados durante a Semana da Leitura.

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  • Categoria Video musical: Canção criada na sequência da leitura do livro de Álvaro Magalhães e apresentada na Semana da Leitura 2010.

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  • Nas categorias Homenagem a um(a) escritor(a) e Vídeo de uma Crítica/Recomendação a um livro: O reconto, ilustrado com estampas japonesas, da história que dá nome ao livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, A Árvore.

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As Camélias na “Saga” de Sophia

Posted by Manuela DLRamos em Março 24, 2011


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Carregar em menu para ver maior (full screen)
Contribuição da turma do 8º E através das alunas Marta Flores e Sandra Claro, sob a orientação da professora de Língua Portuguesa Manuela Silva, para a Semana da Leitura.
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Prova de aferição do 2º ciclo – os textos

Posted by bibliobeiriz em Maio 5, 2010

Da prova de Língua Portuguesa do 6º ano, disponível no GAVE

TEXTO A

«Promontório de Sagres. […]
Ao fundo, sozinho, voltado para o mar, vestido de escuro […], o Infante [D. Henrique]. Está sentado numa pedra, ligeiramente curvado para a frente, com o queixo apoiado na mão direita e o cotovelo direito apoiado no joelho direito […].
No primeiro plano […] falam e movem-se as outras personagens. […] Entra uma mulher com uma criança (que é um rapazinho de sete anos).

CRIANÇA (apontando com o dedo o Infante) – Mãe, o Infante, o que é que ele está ali a fazer, sozinho, a olhar para o mar?
MULHER – Está a ver.
CRIANÇA – Mas não se vê nada. É só mar.
MULHER – Ele vê melhor do que nós.
CRIANÇA – Ah? Eu pensava que ele não via. No outro dia encontrei-o no caminho e disse: “Bom dia, meu Senhor”. Mas ele não me viu.
MULHER – Ele vê bem o que está longe.

(Enquanto acabam de falar entra um velho com barbas compridas e brancas.)

VELHO – Era melhor que visse o que está perto. […] Do mar não vem nem glória nem proveito.

(Entra um rapaz de vinte anos que ouve a última frase.)

RAPAZ – Tens a certeza, Velho?
VELHO – Todos os anos ele manda para o Sul as suas barcas. E diz aos capitães: “Ide mais longe.” Mas já ninguém pode ir mais longe.
RAPAZ – Tens a certeza, Velho?
VELHO – […] Nunca ninguém passou além do cabo Bojador.
CRIANÇA – Onde é o Bojador?
VELHO (sentando-se numa pedra e apontando vagamente para o mar) – Além, ao Sul, na costa de África, no mar.
CRIANÇA – E não se pode ir além do Bojador?
VELHO – Não.
CRIANÇA – Porquê?
VELHO – Porque é ali que acaba o Mundo. Do outro lado do Cabo, o calor é tanto que as águas fervem e se transformam em lama. É ali que começa o mar Tenebroso. O ar está cheio de nevoeiros negros. Não se vê a luz do Sol. E ondas de lodo estão cheias de grandes monstros marinhos.
RAPAZ – Isso são lendas inventadas pelo medo dos Mouros.
VELHO – Mas também nos livros antigos de Ptolomeu e nos livros dos Romanos está escrito que ninguém pode passar além do Bojador.
RAPAZ – Isso dizem os Antigos. Temos que ir nós próprios saber o que é verdade.
VELHO – Mas, que diz a experiência dos mareantes das Espanhas? Que dizem todos os navegadores? […] Dizem […] que barco que ali chegue logo será devorado pelos abismos do mar.
RAPAZ – Velho, e eu digo-te isto: Gil Eanes, com a sua barca, passará além do Bojador.
MULHER – Então por que recuaram eles, no ano passado?
VELHO – Porque havia a bordo homens de experiência e juízo que não quiseram avançar para a morte certa.
RAPAZ – Porque pararam primeiro nas Canárias e gente dessa ilha lhes contou velhas histórias fantásticas e mentirosas.
MULHER – Dizem que o Infante repreendeu muito Gil Eanes?
RAPAZ – O Infante repreendeu-o por ele ter recuado em frente de umas lendas boas para assustar crianças.
CRIANÇA – E que fez Gil Eanes?
RAPAZ – Este ano partiu outra vez.
MULHER – E dizem que à partida jurou que só voltaria a Portugal quando tivesse dobrado o Cabo.
VELHO – E por causa dessa promessa ele nunca voltará a Portugal. Há já muito tempo que partiram. Com certeza Gil Eanes já cumpriu a sua palavra. A esta hora já ele dobrou o Cabo. E já as ondas de lodo engoliram a sua barca e já as serpentes verdes do Tenebroso o comeram, a ele e aos seus homens. Fez-se a vontade do Infante. Mas Gil Eanes nunca voltará a Portugal.   (O velho levanta-se e dá um passo em frente.)
Nunca ninguém voltou do Bojador.

CRIANÇA (puxando a saia da mãe e apontando o mar, com o braço estendido) – Mãe, mãe, olha, além no mar, toda branca, uma barca. Vem uma barca no mar.
RAPAZ (dá uns passos em frente e olha o mar) – É Gil Eanes. Voltou.
(Cai o pano.)

Sophia de Mello Breyner Andresen, O Bojador, Lisboa:  Editorial Caminho, 2000
(texto com supressões)

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TEXTO B

«COM CORES LUSAS DARÁ A VOLTA AO MUNDO
Apoiada pela Marinha, a regata Portugal Ocean Race levará sete meses a cruzar oceanos. A sua «madrinha» é a fadista Mafalda Arnauth.

O objectivo é ambicioso, mas, ao mesmo tempo, concretizável. Trata-se de criar, em 2011, a regata mais popular de todas, a nível mundial, dispondo para tal de um orçamento reduzido. Promovido pelo velejador Ricardo Diniz – associado a Brian Hancock, que já participou em três regatas à volta do mundo –, este projecto é apoiado pela Marinha Portuguesa e recorrerá a veleiros de 12 metros (os Class 40), fabricados com tecnologias acessíveis (utilizando fibra de vidro). «Serão, por isso, fáceis de construir nos estaleiros2 portugueses», admite Ricardo Diniz.
A regata – cujo percurso será Portugal , África do Sul, Nova Zelândia, Brasil,
Portugal – contará com um mínimo de 20 veleiros. Esta prova será disputada em três categorias: velejador solitário, dois velejadores e tripulação de equipa.
A logística3, a segurança, as reparações e as comunicações serão apoiadas pela organização. O evento terá cobertura4 dos media. »

Expresso, 3 de Outubro de 2009 (texto adaptado)

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Dois poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen

Posted by bibliobeiriz em Abril 20, 2010

25 poemas e canções para o 25 de Abril

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
0 dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Revolução

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

como puro inícío
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação

Sophia de Mello Breyner Andresen in O nome das coisas (I – II) 1977 (ler sinopse da última edição  deste livro no site da Editorial Caminho)
Fonte: Centro de Documentação do 25 de Abril

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Noite de Natal

Posted by bibliobeiriz em Dezembro 24, 2008

 

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Imagem: reprodução do de uma ilustração de Maria Keil> para a 1ª edição >  de A Noite de Natal , de Sophia de Mello Breyner Andresen, em 1959.

in Calendário Ilustrado 2008 >, da Associação para a Promoção Cultural da Criança ( APCC )

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