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Archive for the ‘Cantor/a’ Category

Pindorama- Palavra cantada

Posted by Manuela DLRamos em Maio 3, 2016

Foi há 516 anos, em finais de abril, que Pedro Álvares de Cabral chegou às terras que apelidou de Vera Cruz. No dia 1º de maio, Pêro Vaz de Caminha, cavaleiro real e escrivão que seguia na armada com a missão de relatar a viagem (que pretendia ir para a Índia mas aportou primeiro às terras do Brasil), terminava a sua célebre carta ao rei D. Manuel I.

Por essas razões (e porque os alunos do 5º ano andam a estudar os “Descobrimentos”), aqui fica esta canção do grupo Palavra Cantada, com as vozes de duas crianças, uma a cantar em português do Brasil e outra em português de Portugal. Espero que gostem, tanto como nós.

[Pindorama: palavra derivada do Tupi-Guarani, significa Terra das Palmeiras (seria o nome que os nativos chamavam às terras brasileiras quando do descobrimento pelas naus portuquesas comandadas por Pedro Álvares Cabral)]

PINDORAMA (Terra à vista!)

«Pindorama, Pindorama
É o Brasil antes de Cabral
Pindorama, Pindorama
É tão longe de Portugal
Fica além, muito além
Do encontro do mar com o céu
Fica além, muito além
Dos domínios de Dom Manuel

Vera Cruz, Vera Cruz
Quem achou foi Portugal
Vera Cruz, Vera Cruz
Atrás do Monte Pascoal
Bem ali Cabral viu
Dia 22 de abril
Não só viu, descobriu
Toda a terra do Brasil

Pindorama, Pindorama
Mas os índios já estavam aqui
Pindorama, Pindorama
Já falavam tupi-tupi
Só depois, vêm vocês
Que falavam tupi-português
Só depois com vocês
Nossa vida mudou de uma vez

Pero Vaz, Pero Vaz
Disse em uma carta ao rei
Que num altar, sob a cruz
Rezou missa o nosso frei
Mas depois seu Cabral
Foi saindo devagar
Do país tropical
Para as Índias encontrar

Para as índias, para as índias
Mas as índias já estavam aqui
Avisamos: “olha as índias!”
Mas Cabral não entende tupi
Se mudou para o mar
Ver as índias em outro lugar
Deu chabu, deu azar
Muitas naus não puderam voltar

Mas, enfim, desconfio
Não foi nada ocasional
Que Cabral, num desvio
Viu a terra e disse: “Uau!”
Não foi não, foi um fim
Foi um plano imperial
Pra aportar seu navio
Num país monumental

Ao Álvares Cabral
Ao El Rei Dom Manuel
Ao índio do Brasil
E ainda quem me ouviu
Vou dizer, descobri
O Brasil tá inteirinho na voz
Quem quiser vai ouvir
Pindorama tá dentro de nós

Ao Álvares Cabral
Ao El Rei Dom Manuel
Ao índio do Brasil
E ainda quem me ouviu
Vou dizer, vem ouvir
É um país muito sutil
Quem quiser descobrir
Só depois do ano 2000»

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A aventura dos Descobrimentos – coleção

Posted by Manuela DLRamos em Abril 27, 2016

Uma coleção para (re)descobrir: A aventura dos Descobrimentos em formato digital, no Centro Virtual do Instituto Camões , PARA LER , OUVIR…e cantar.

Texto de Ana Oom, ilustrações de André Letria e música de Gonçalo Pratas.

  1. À conquista de Ceuta
  2. Madeira, terra à vista
  3. Açores, as nove ilhas do Atlântico
  4. Bojador, o fim do mundo
  5. Andando pela costa de África
  6. Das Tormentas à Esperança
  7. Os donos do mundo
  8. Índia, terra das cores e dos sabores
  9. Brasil, a terra de Vera Cruz
  10. Japão, terra do Sol Nascente
  11. Rota da India
  12. Os portugueses, Macau e a China

				

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“A Nau Catrineta” cantada por Fausto

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 5, 2014

Neste videoclip o cantor interpreta a versão recolhida por Almeida Garrett  (1799- 1854) e publicada no seu Romanceiro (1843)

NAU CATRINETA

«Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide agora, senhores,
Uma história de pasmar.
Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar,
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar.
Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
Que a não puderam tragar.
Deitaram sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão general.
– “Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal!”
– “Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar.”
– “Acima, acima, gageiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal!”
– “Alvíssaras, capitão,
Meu capitão general!
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal!”
Mais enxergo três meninas,
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar.”
– “Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar.”
– “A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.”
– “Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar.”
– “Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.”
– “Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual.”
– “Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar.”
– “Dar-te-ei a Catrineta,
Para nela navegar.”
– “Não quero a Nau Catrineta,
Que a não sei governar.”
– “Que queres tu, meu gageiro,
Que alvíssaras te hei-de dar?”
– “Capitão, quero a tua alma,
Para comigo a levar!”
– “Renego de ti, demónio,
Que me estavas a tentar!
A minha alma é só de Deus;
O corpo dou eu ao mar.”
Tomou-o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar;
E à noite a Nau Catrineta
Estava em terra a varar.  » (ver aqui)

  • Para conheceres outras versões da Nau Catrineta clica aqui

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“A Banda” – Chico Buarque

Posted by Manuela DLRamos em Junho 19, 2014

Parabéns Chico Buarque !
Sabes quem é? Um dos maiores músicos brasileiros contemporâneos. Chama-se Francisco Buarque da Hollanda mas é mais conhecido por Chico Buarque. Nasceu a 19 de junho. Para além de cantor também é escritor. Esta é uma das suas primeiras (e mais conhecidas) canções e data de 1966.

(ilustração de Luíza Marcon Martins)

….

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor.

————–

  • Acordes para “violão, teclado e cavaquinho aqui

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“Músicos e Dançarinos” – Palavra Cantada

Posted by Manuela DLRamos em Abril 29, 2014

Hoje é o Dia Mundial da Dança! 

Quem batuca bate, bate
Faz a batucada cada vez que bate, bate sem parar
Batuca o tambor,
Batuca

Quem se mexe dança, dança cada vez seu passo
Ganha mais espaço quando sai do chão
Dançando no ar,
Dançando

Músicos e dançarinos são grandes amigos
Que desde criança sabem se virar
Soltando o que der,
Soltando

Músicos e dançarinos
Meninas e meninos com seus instrumentos que faem dançar
Pra lá e pra cá,
Gingando

Olha uma (pipa*) pena no ar
Quem vai com ela dançar

Pula pra frente
Pula pra traz
Rebola bola
Tatu bolinha
Uma formiga
Uma aranha
Anda aranha
Bumbum no chão,
Sem as mãos, sem os pés

(*pipa – papagaio de papel no Brasil)

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“Menino do Bairro Negro” – José Afonso

Posted by Manuela DLRamos em Abril 25, 2014

meninodobairronegro

in Baladas de Coimbra, 1963 

Esta terá sido a canção preferida da mãe de Zeca Afonso, de acordo com Arménia Moutinho Rua, autora do site de onde se retirou a imagem com o poema .  E com ela terminamos a lista dos 25 poemas e canções para o 25 de Abril.  É uma escolha deliberada: as revoluções, que se prezam e importam, fazem- se para que todos os meninos dos “bairros negros” possam “tirar os olhos do chão”.
Como explica Zeca Afonso: «
A negritude de que fala o poema existe nos estômagos diagnosticados por Josué de Castro no seu livro “Geopolítica da Fome” » (fonte: Verso dos Versos)

Sobre a identidade do menino e do bairro que inspiraram o poeta leia- se também um elucidativo comentário publicado aqui : «Há pelo menos um livro onde na 1ª pessoa José Afonso esclarece onde se inspirou para esta canção – Livra-te do Medo-Estórias e Andanças de ZECA AFONSO de José A. Salvador, página 79: – MENINO DO BAIRRO NEGRO NASCEU NO PORTO— e o Porto ? : – O Porto foi para mim fundamental. Ia muitas vezes lá porque tinha amigos. Um deles ó Godinho que me deu a conhecer a cidade : a Ribeira , o Barredo. Tudo aquilo me chocou de uma maneira espantosa. A primeira vez que cheguei ao Porto depois de várias boleias era de noite…  Num dos bairros da Ribeira, vejo quatro tipos a urinar para dentro de uma lata . Era uma cena altamente surrealista, mas muito tripeira. Lembro-me de ter visto os meninos que pululavam por aquelas ilhas . Foi uma coisa que eu pensei que só existisse nos filmes . . .  O conhecimento do Porto de todas estas realidades é que me deu o tema do – Menino do Bairro Negro – Expliquei mais tarde que negritude de que falava a canção , não dizia respeito à cor da pele, mas à condição de meninos explorados diagnosticados por José Castro no seu livro Geopolítica da Fome .»

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Como se referiu no início, com esta canção perfaz-se o número de vinte e cinco: “25 poemas e canções para o 25 de Abrill” (série iniciada em abril de 2010, no ano em que se comemoram os “Oitenta anos de Zeca Afonso”, e que na altura ficou incompleta).

Foi uma escolha limitada, tendo ficado de fora algumas canções e poemas importantes sobre o tema. Para colmatar essa falta aconselha-se, por exemplo, o interessante programa  Os Dias Cantados,  em curso na Antena 2, assim como a completíssima página intitulada Poesia útil e literatura de Resistência de José Carreiro (entre outros).

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“Queixa das Almas Jovens Censuradas”

Posted by Manuela DLRamos em Abril 24, 2014

José Mario Branco canta poema de Natália Correia

do Álbum Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades > gravado em Paris, em 1971.

queixaNataliaCorreia

Ouvir Natália Correia a dizer o poema

 

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Pedra Filosofal- António Gedeão / Manuel Freire

Posted by Manuela DLRamos em Abril 14, 2014


A canção de hoje do programa da Antena 1 Dias Cantados

Manuel Freire «Em 1969 aparece no programa Zip-Zip onde lança Pedra Filosofal, com poema de António Gedeão, que popularizou e cuja interpretação lhe valeu o Prémio da Imprensa desse ano, em conjunto com Fernando Tordo.» Fonte
———
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso,
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos,
que em oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho alacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que foça através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara graga, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, paço de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão de átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

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Lenda de S. Martinho- canta o Galo Gordo

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 9, 2012

Canção Lenda de S. Martinho  do álbum Canta o Galo Gordo de Inês Pupo e Gonçalo Prata.  Temos este livro (com CD) na BE!

Ia o s. Martinho no seu cavalinho,
Viu um rapazinho a tremer de frio;
Assim que o viu saltou para o chão,
Apertou-lhe a mão, deu-lhe a sua capa.

Tapa as costas tapa, não fiques molhado!
– Disse o S. Martinho desagasalhado

A chuva no céu ao ver esta cena
Sentiu muita pena decidiu parar.
O sol estava perto, veio devagarinho
Parecia verão, Verão de S. Martinho.

Neste vídeo com a canção que acima transcrevemos aparecem muitas ilustrações das outras canções deste álbum.  Aqui podes ouvir/ouvir  um excerto de todas as canções.

——————

Clica aqui para ficares a saber mais sobre o S. Martinho, e as tradições e lendas associadas à comemoração deste santo!

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Canção dedicada a um Amigo

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 21, 2012

Quand il est mort, le poète, 

Quand il est mort, le poète,
Tous ses amis,
Tous ses amis,
Tous ses amis pleuraient.

Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Le monde entier,
Le monde entier,
Le monde entier pleurait.

On enterra son étoile,
On enterra son étoile,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ de blé.

Et c’est pour ça que l’on trouve,
Et c’est pour ça que l’on trouve,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ, des bleuets.

La, la, la…

Esta canção de Gilbert Bécaud (1927-2001) foi criada em homenagem a Jean Cocteau (1889-1963), artista fancês que sobre os gatos escreveu: «Se prefiro os gatos aos cães é porque não há gatos polícia.»  e «Pouco a pouco, os gatos tornam-se a alma da casa.»
Manuel António Pina (1943-2012) decerto concorda (ria)

——-
Imagem: reprodução de detalhe de uma  parede da Capela de Saint-Blaise des Simples, decorada por Jean Cocteau em 1958.
Fonte 

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A Aventura dos Descobrimentos

Posted by Manuela DLRamos em Maio 22, 2012

Já requisitaste alguns livros sobre os Descobrimentos? Banda desenhada, pequenas histórias, livros de aventuras… Não falta por onde escolher na Exposição Temporária na Biblioteca.

A propósito deste assunto deixamos aqui esta ligação para uma das duas coleções originais do jornal Expresso disponibilizadas em formato digital no Centro Virtual do Instituto Camões , PARA LER , OUVIR…e cantar. 

  1. À conquista de Ceuta
  2. Madeira, terra à vista
  3. Açores, as nove ilhas do Atlântico
  4. Bojador, o fim do mundo
  5. Andando pela costa de África
  6. Das Tormentas à Esperança
  7. Os donos do mundo
  8. Índia, terra das cores e dos sabores
  9. Brasil, a terra de Vera Cruz
  10. Japão, terra do Sol Nascente
  11. Rota da India
  12. Os portugueses, Macau e a China
Coleção do Expresso, numa conceção da Zero a Oito e webdesig da Terra das Ideias.Com ilustrações de André Letria, música de Gonçalo Pratas. http://terradasideias.com/v5/.

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“Era uma vez um rei…”

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 28, 2012

Era uma vez um rei–  Coleção de livros digitais com textos  de Ana Oom, ilustrações de André Letria  e  música de Gonçalo Prata,  para folhear,  ler, ouvir…e cantar.
...........

  1. D. Afonso Henriques – O Conquistador;
  2. D. Dinis – O Rei Poeta;
  3. D. Pedro I – O Justiceiro;
  4. D. João I – O de Boa Memória;
  5. D. João II – O príncipe Perfeito;
  6. D. Manuel I – O Venturoso;
  7. D. Sebastião – O Desejado;
  8. D. João IV – O Restaurador;
  9. D. José – O Reformador;
  10. D. Pedro IV – O Rei Soldado;
  11. D. Maria II – A Educadora;
  12. D. Carlos I – O Diplomata.

Uma das duas coleções originais do jornal Expresso, ed. Zero a Oito (2006), disponibilizadas em formato digital no Centro Virtual do Instituto Camões  desde 2008 (webdesign  Terra das Ideias) .

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A Nau Catrineta que tem muito que contar

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 5, 2012

A Nau Catrineta que tem Muito que Contar de António Torrado, ilustrada por Paula Soares, numa edição escolar da Civilização Editora, foi o livrinho que oferecemos aos “top-leitores” do 1º período. (ver nota para professores)

«Quem lembra a Nau Catrineta
quem a chora e a lastima,
ondas do mar abaixo
ondas do mar acima?

Quem vira costas aos cais
que da espera se arruína,
ondas do mar abaixo
ondas do mar acima?

Quem, de janelas fechadas,
enlutadas, desanima,
ondas do mar abaixo
ondas do mar acima?

Neste silêncio de mais
pelo cais, onde a neblina
apaga esquinas, umbrais,
um velho arrais se aproxima..

A névoa que traz nos olhos
a névoa que o encortina
arranca flocos de névoa,
trovas de pranto em surdina:
“Eu sei da Nau Catrineta
que tem muito que contar,
Foi EI- Rei quem ordenou
que a fossem aparelhar.
O capitão a aparelha
nem mais tinha que esperar,
ao sair da barra fora
tudo era arrebicar. (…)”»
continuar a ler no blogue do Contador de Histórias

Para saber mais:

«A Nau Catrineta é um poema romanceado por um anónimo, relativo às viagens para o Brasil ou para o Oriente. Segundo Almeida Garrett, o romance popular A Nau Catrineta terá sido baseado no episódio sobre o Naufrágio que passou Jorge de Albuquerque Coelho, vindo do Brasil, no ano de 1565, que integra a História Trágico-Marítima. Este poema, que Garrett incluiu no seu Romanceiro  (1843-1851), foi bastante difundido pelos países setentrionais.
Diz a lenda que decorria o ano de 1565 quando saiu de Pernambuco a nau “Santo António” com destino a Lisboa, levando a bordo Jorge de Albuquerque Coelho, filho do fundador daquela cidade. Pouco depois de deixarem terra, avistaram uma embarcação que vinha na sua direção e que identificaram como um navio corsário francês, que pilhava os barcos naquelas paragens. Dado o alerta, pouco adiantou desfraldarem todas as velas, pois o “Santo António” tinha os porões demasiado carregados. A abordagem dos corsários foi rápida e eficaz: a nau foi saqueada com todos os seus haveres e deixada à deriva no mar sob o sol escaldante. Os tripulantes mais fracos ou feridos em combate foram morrendo de sede e de escorbuto e os que iam sobrevivendo não esperavam melhor sorte. O desespero apoderou-se dos marinheiros e um deles cheio de fome tentou arrancar pedaços de carne de um companheiro moribundo. Alertados pelos gemidos do homem, acercaram-se dele todos os sobreviventes, uns, para evitarem a ação desesperada, e outros, para nela participarem. Os ânimos estavam já muito exaltados, quando a voz de Jorge de Albuquerque Coelho se levantou, aconselhando-lhes calma e apelando para a sua dignidade de homens. Os marinheiros serenaram, enquanto a nau continuava à deriva. Por fim, foi avistada terra portuguesa, onde todos foram acolhidos e tratados. Conta-se que, muitos anos depois, Jorge de Albuquerque Coelho, já de idade avançada, se sentava em frente ao mar rodeado de amigos para contar a sua história que começava assim: “Lá vem a nau Catrineta, que tem muito que contar. Ouvi, agora, senhores, uma história de pasmar…”.»

A Nau Catrineta. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-01-01]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$a-nau-catrineta,2&gt;.

Imagem: tapeçaria de Portalegre reproduzindo “A Nau Catrineta” de Almada Negreiros,  executada a partir dos painéis da Gare Marítima de Alcântara. (Para ver fotos dos painéis pesquisar na Biblioteca de Arte / Fundação Calouste Gulbenkian)

                      .

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Notas para professores:

  • O texto de António Torrado não é de leitura fácil, com um vocabulário e construção frásica incomuns. Não se trata de uma adaptação para crianças, simplificada, mas sim de uma versão literária da lenda que narra as desventuras da nau quinhentista e dos seus tripulantes. Não creio que seja de todo apropriado para o 3º ano do 1º ciclo (como talvez por lapso vem aconselhado nas lista do PNL); para este nível etário seria mais apropriada a divertida Nau Mentireta de Luísa Ducla Soares com ilustrações de Manuela Bacelar (livro infelizmente esgotado, do qual possuímos apenas um exemplar e uma versão digitalizada), efetivamente aconselhada para o 2º ano- ver capa e texto aqui)
  • A ler: Nau Catarineta: Da Jornada Marítima à Literatura Infanto-Juvenil (pdf) por Rhea Sílvia Willmer (dissertação de mestrado) Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2009

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“Library Girl (original song)”

Posted by Manuela DLRamos em Maio 3, 2011

de REINA DELCID, cantora americana, sucesso no YouTube (via Bibliotecar)

To all kindred nerds.

Shelving books on the night shift
It takes some time, but I guess I like it
Dewey’s decimals keep me company

Out the window, you are dancing
With those girls who can’t stop laughing
Lip-gloss, too hot, fake-baked drama queens

You were drinking a margarita
I was reading My Antonia
I got to thinking that

I don’t fit inside that world
And I’m not like those other girls
Oh no, I’m not, I think a lot
But please don’t be afraid

Just ’cause I navigate the media
And use encyclopedias
It doesn’t mean that I don’t need
A boy just like you to talk to

Set my cup back on its saucer
At the coffee shop, reading Chaucer
With my iPod on my favorite track

The girls you’re with get turtle lattes
Decaf, skim-based, extra frothy
But you and I both drink our coffee black

You were talking about ACDC
And I was playing my Puccini
I got to thinking that

Repeat Chorus

You can buy me a margarita
And I will lend you My Antonia
You can take me to ACDC
And I’ll play you my Puccini
It doesn’t matter that

I don’t fit inside that world
I’m not like those other girls
Oh no, I’m not, I think a lot
But you are not afraid.

That I navigate the media
And use encyclopedias
It doesn’t mean that I don’t need
A boy just like you to talk to

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“Balada do Sino”

Posted by bibliobeiriz em Maio 1, 2010

 Zeca Afonso interpretado pelos alunos dos 9º A , C e E (opção de música)


Uma barquinha
Lá vem lá vem
Dim Dem
Na barquinha de Belém

Senhor Barqueiro
Quem leva aí
Dão Dim
Na barquinha d’Aladim

Levo a cativa
Duma só vez
Dois, três
Na barquinha do Marquês

Ao romper d’alva
Casada vem
Dim Dem
Na barquinha é que vai bem

Se a tem guardada
Deixe-a fugir
Dão Dim
Na barquinha do Vizir

Lá vai roubada
Lá vai na mão
Dim Dão
Na barquinha do ladrão

Cantares de Andarilho-1968

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