BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Dia Internacional/Mundial’ Category

Livro do Dia- Porque existe Fome?

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 16, 2016

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Da autoria de Ruth Versfeld e publicado em Portugal pelas Edições ASA em 1990, foi um dos primeiros livros adquiridos para a nossa Biblioteca e infelizmente não perdeu a sua atualidade.

Trata de um problema para o qual o Dia Mundial da Alimentação quer chamar a atenção, de modo a «despertar o interesse das pessoas pelo problema da alimentação no mundo e reforçar a solidariedade na luta contra a fome, a malnutrição e a pobreza»  ( fonte )
16 de outubro é a data em que foi fundada a FAO  (Food and Agriculture Organization –a primeira e a maior organização das Nações Unidas), em 1945, logo após a segunda Guerra Mundial e o Dia Mundial da Alimentação comemora-se desde 1980.

Este ano o tema é  “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também”, chamando-se a atenção para as relações entre as mudanças climáticas e as formas de produzir e consumir alimentos.

  • Lembra-te que uma alimentação frugal, equilibrada e saudável, em harmonia com o meio ambiente, pode contribuir para de algum modo colmatar o grande problema da fome e da desigual distribuição de alimentos.

Para saber mais sobre a FAO informa-te em:
* Facebook – https://www.facebook.com/UNFAO
* Google+ – https://plus.google.com/+UNFAO
* Instagram – https://instagram.com/unfao/
* LinkedIn – https://www.linkedin.com/company/fao
* Twitter – http://www.twitter.com/faoknowledge

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Livro do dia

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 4, 2016

O Dia Mundial do Animal celebra-se na dia de S. Francisco de Assis.
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Na nossa Biblioteca podes ler um livro escrito por José Jorge Letria e ilustrado por Chico sobre este santo, protetor dos animais: uma bela narrativa em verso cujas primeiras estrofes transcrevemos:

«O homem sentou-se numa pedra,
exausto da longa caminhada,
e viu aves a voar, riachos a correr,
e rebanhos nas bermas da estrada.

Vinha de muito longe,
dos lugares da desavença
onde a guerra tudo queima
e onde campeia a doença,
e só trazia consigo o pão e a água
e o fogo de uma crença
que por ser grande e sentida
como o céu se torna imensa.

Ali ficou a descansar,
cabeça encostada ao bordão
enquanto uma andorinha
vinha pousar-lhe na mão
chilreando de alegria
e tremendo de emoção.

“As andorinhas, que eu saiba”,
disse o homem assombrado
“nunca nos poisam nas mãos
com o seu voo endiabrado”.

Ouvindo isto, a andorinha
levantou voo e partiu
passando bem rente às águas
claras do grande rio.
Passou-se isto em Alviano,
contou-me um franciscano,
numa tarde muito quente
com o sol lá no alto
ainda longe do poente.
Depois de matar a sede,
o homem, que era pregador,
dirigiu-se aos animais,
aos bravos e aos dos currais,
e também a um pastor
que ao escutar palavras tais
sentiu abrandar o calor,
reparando que os pardais,
vindos dos canaviais
também poisavam, aos casais,
para ouvir o orador.
(…)»
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Ver:

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Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

Posted by Manuela DLRamos em Abril 23, 2016

«O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril.

Esta data foi escolhida com base na lenda de S. Jorge e o Dragão, adaptada para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge (Sant Jordi) e recebem, em troca, um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro.

Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exatamente em abril.

dglabTambém a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas,  em 2016, presta homenagem a alguns autores portugueses, cujos centenários de nascimento ou morte se assinalam: Bocage (as comemorações dos 250 anos do nascimento decorrem de setembro 2015 a setembro de 2016); Mário de Sá Carneiro (1890-1916 – centenário da morte); Mário Dionísio (1916-1993) e Vergílio Ferreira (1916-1996), autores de que se assinala o centenário do nascimento. » [fonte: DGLAB]

Nota: Cartaz português da editora lupadesign.pt (Danuta Wojciechowska)

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“Não há nada como um livro”- Mensagem da diretora-geral da UNESCO:

«Um livro é um elo entre o passado e o futuro. É uma ponte entre gerações e entre culturas. É uma força para a criação e a partilha de sabedoria e conhecimento.
Frank Kafka disse uma vez: “um livro deve ser um machado para quebrar os mares congelados dentro de nossa alma”.
Uma janela para a nossa vida interior, os livros também são a porta de entrada para o respeito mútuo e a compreensão entre as pessoas, através de todos os limites e de todas as diferenças. Existindo em todos os meios, os livros incorporam a diversidade do engenho humano, dando forma à riqueza da experiência humana e expressando a busca de sentido e de expressão que todas as mulheres e homens compartilham, que faz todas as sociedades avançarem. Os livros ajudam a entrelaçar a humanidade como uma única família, mantendo um passado em comum, uma história e um patrimônio, para criar um destino que é compartilhado, no qual todas as vozes sejam ouvidas no grande coro da aspiração humana.

Isso é o que nós celebramos no Dia Mundial do Livro e Dia dos Direitos Autorais, em parceria com a Associação Internacional de Editores, a Federação Internacional de Livreiros e a Federação Internacional de Associações e Instituições de Bibliotecas – o poder dos livros para estimular a criatividade e fazer avançar o diálogo entre mulheres e homens de todas as culturas. Agradeço a Wroclaw, na Polônia, como a Capital Mundial do Livro de 2016, por seu compromisso com a Mundial do Livro de 2016, por seu compromisso com a difusão desta mensagem em todo o mundo.

Isso nunca foi tão importante em um momento em que a cultura está sob ataque, quando a liberdade de expressão está ameaçada, quando a diversidade é desafiada pela intolerância crescente. Em tempos turbulentos, os livros incorporam a capacidade humana de evocar mundos reais e imaginários, assim como de expressá-los em vozes da compreensão, do diálogo e da tolerância. Eles são símbolos da esperança e do diálogo que devemos valorizar e defender.

Shakespeare faleceu no dia 23 de abril de 1616, precedido apenas um dia por Cervantes. Neste dia, eu chamo todos os parceiros da UNESCO para compartilhar a mensagem de que os livros são uma força para combater o que Shakespeare chamou de “a maldição comum da humanidade – loucura e ignorância”. » [Fonte: UNESCO ]
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Ver artigos no blogue sobre a comemoração que hoje se assinala

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“Era uma vez”… Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil 2016

Posted by Manuela DLRamos em Abril 1, 2016

Todos os anos, no Dia Internacional  do Livro Infantil ,  o IBBY – International Board on Books for Young People convida um ilustrador para criar um cartaz e um autor para redigir uma mensagem dirigida a todas as crianças do mundo.
eraumavez Este ano,  coube  a vez aos brasileiros Ziraldo autor do cartaz, e  a Luciana Sandroni que escreveu a seguinte história:

«Era uma vez uma…
Princesa? Não. Era uma vez uma biblioteca. E também era uma vez a Luísa que foi à biblioteca pela primeira vez. A menina andava devagar, puxando uma mochila de rodinhas enoooorme. Ela olhava tudo muito admirada: Estantes e mais estantes recheadas de livros. Mesas, cadeiras, almofadas coloridas, desenhos e cartazes nas paredes.
Eu trouxe a foto – disse timidamente para a bibliotecária.
Ótimo, Luísa! Vou fazer sua carteira de sócia. Enquanto isso pode escolher o livro. Você pode escolher um livro para levar para casa, tá?
Só um?! – perguntou desapontada.
De repente, tocou o telefone e a bibliotecária deixou a menina com aquela difícil tarefa de escolher somente um livro diante daquela infinidade de estantes. Luísa puxou a mochila e procurou, procurou até que achou o seu favorito: Branca de Neve. Era uma edição de capa dura, com lindas ilustrações. Com o livro na mão, puxou a mochila novamente e, quando já saía, alguém bateu no seu ombro. A menina se virou e quase caiu para trás de susto: era nada mais, nada menos que o Gato de Botas com o livro dele nas mãos, quer dizer, nas patas!
Bom dia! Como vai sua tia? – brincou o gato fazendo uma reverência. – Luísa, você já não está careca de saber essas histórias de princesas? Por que não leva o meu livro, O Gato de Botas, que é bem mais divertido?
Luísa, admiradíssima, com os olhos arregalados, não sabia o que dizer.
O que houve? O gato comeu a sua língua? – brincou.
Você é o Gato de Botas de verdade?!
Eu mesmo! Em pelo e osso! Pois, então, me leve para a sua casa e você saberá tudo sobre a minha história e a do Marquês de Carabás.
A menina, de tão perplexa, só fez que sim com a cabeça. O Gato de Botas, num passe de mágica, voltou para o livro, e, quando a Luísa já saía, alguém bateu no seu ombro de novo. Era ela: “branca como a neve, corada como o sangue e de cabelos negros como ébano”. Já sabem quem é?
Branca de Neve!? – disse Luísa completamente abobada.
Luísa, me leva com você também. Essa edição – disse mostrando o próprio livro – é uma adaptação fiel do conto dos irmãos Grimm.
Quando a menina ia trocar de livro de novo, o Gato de Botas apareceu muito irritado:
Branca, a Luísa já se decidiu. Volte lá para os seus seis anões.
São sete! E ela não se decidiu coisa nenhuma! – se irritou a Branca ficando bem vermelha de raiva.
Os dois encararam a menina esperando uma resposta:
Eu não sei qual levar. Eu queria levar todos…
De repente, de repente, aconteceu a coisa mais extraordinária: os personagens todos foram saindo dos seus livros: a Cinderela, a Chapeuzinho Vermelho, a Bela Adormecida, a Rapunzel. Era um time de verdadeiras princesas:
Luísa, me leva para a sua casa! – suplicavam todas.
Eu só preciso de uma cama para dormir um pouquinho– disse a Bela bocejando.
Só cem anos, coisa pouca – ironizou o Gato.
Posso fazer a faxina na sua casa, mas à noite eu tenho uma festa no castelo do…
Príncipe! – gritaram todos.
Na minha cesta eu tenho bolo e vinho. Alguém quer? – ofereceu a Chapeuzinho.
Depois surgiram mais personagens: o Patinho Feio, a Pequena vendedora de Fósforos, o Soldadinho de Chumbo e a Bailarina:
Luísa, podemos ir com você? Somos personagens do Andersen – pediu o Patinho Feio, que nem era assim tão feio.
A sua casa é quentinha? – Perguntou a menina dos fósforos.
Ihhh, se tiver lareira é melhor a gente ficar por aqui… – comentou o Soldadinho com a Bailarina.
Só que, subitamente, surgiu um lobo bem peludo, enorme, com os dentes afiados, bem ali na frente de todos:
O Lobo Mau!!!!!
Lobo, por que essa boca tão grande? – perguntou a Chapeuzinho por força do hábito.
Eu protejo vocês! – disse o soldadinho muito corajoso.
Foi então, que o Lobo abriu a maior bocarra e… Comeu todo mundo? Não. Só bocejou de sono e depois disse muito tranquilo:
Calma, pessoal. Eu só queria dar uma ideia. A Luísa leva o livro da Branca de Neve e nós podemos ir dentro da mochila, que é bem grande.
Todos acharam a ideia muito boa:
Podemos, Luísa? – perguntou a Menina dos Fósforos que tremia de frio.
Tudo bem! – disse abrindo a mochila. Os personagens fizeram uma fila e foram entrando.
Primeiro as princesas! – reivindicou a Cinderela.
Na última hora, os personagens brasileiros também apareceram: o Saci, o Caipora, uma boneca de pano muito tagarela, um menino muito maluquinho, uma menina com uma bolsa amarela, outra com a foto da bisavó colada no corpo, um reizinho mandão. Todos entraram.
A mochila estava mais pesada que nunca. Como os personagens pesam! Luisa pegou o livro da Branca e a bibliotecária anotou tudo no fichário. Mais tarde, a menina entrou em casa na maior alegria, e a mãe gritou lá de dentro:
Chegou, filha?
Chegámos!»
Luciana Sandroni (Rio de Janeiro, 1962) Fonte

—-

«Explicações dos autores:
Luciana Sandroni explica que “a ideia do meu conto surgiu dessa ligação, dessa adoração das crianças pequenas pelos contos de fadas. Queria brincar com essa ideia – já feita pelo Monteiro Lobato e pelo Ricardo Azevedo – dos personagens saírem dos livros e conversarem com o leitor. Espero que as crianças gostem e façam muitos desenhos da Luísa chegando em casa com os personagens dentro da mochila”.

Segundo Ziraldo, “a inspiração – se houve… (eu confesso que não sei o que é inspiração) é tão óbvia que não dá para explicar. Tentemos. O quadro A Criação do Homem de Michelangelo mostra, no detalhe escolhido para o cartaz, Deus criando o homem com a ponta do seu dedo. O que eu quero dizer tá na cara: é que o livro tem – guardadas as devidas proporções – este mesmo poder. Ou seja: é o ‘acabamento’ da obra de Deus. É isto aí. Olha aí Ele passando o livro para o menino. Que vai virar homem”.» fonte

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Os primeiros contos de H. C. Andersen publicados em livro, em Portugal

Posted by Manuela DLRamos em Abril 1, 2016

O Dia Internacional  do Livro Infantil  é também um dia de homenagem a Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês nascido a 2 de Abril de 1805.

O que muitas pessoas não sabem é que a primeira vez que alguns contos de Hans Christian Andersen foram publicados em livro, em Portugal, foi na obra pioneira de Guerra Junqueiro, Contos para a Infancia : escolhidos dos melhores auctores , em 1877.

Exatamente.  E foram sete, os contos do autor dinamarquês a integrarem essa importante antologia, tendo pelo menos três deles encontrado desde logo um lugar muito especial no nosso imaginário: “A mãe”, “O malmequer”, “A criança, o anjo e flor”, “O fato novo do sultão”, “O valente soldado de chumbo”, “O linho” e “A rapariguinha e os fósforos”. (Não é preciso dizer quais são os favoritos, pois não?)

Mas por que razão não foram então identificados? Porque, de acordo com Maria Teresa Cortez*, Guerra Junqueiro terá “escolhido” estes contos  de uma fonte que, também ela, não os identificava (para saber+).

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Os contos de Hans Cristian Andersen estão sempre prontos a serem  (re)descobertos- lidos, relidos, ilustrados, adaptados…  Ainda este ano letivo nos deliciamos na BE com a história do Duende da Mercearia, lembram-se?

Na Biblioteca podem ler muitos  desses contos e nos seguintes sítios on line também:

Os Contos de Hans Christian Andersen (seleção de 10 contos – com brevíssimas sinopses de Niels Fischer numa tradução de Silva Duarte; carregar na imagem em cima para ler uma versão com 43 contos)

> Páginas da Biblioteca Nacional dedicadas ao autor (a propósito do bicentenário do seu nascimento, em 2005).

> Contos de Hans Christian Andersen (in Era uma Vez) do Centro de Competência Nónio Séc. XXI da ESE de Santarém.

> Contos de Andersen (Guida querido)

> Mais sugestões no Scoop.it da BE

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Como já dissemos, na nossa biblioteca temos alguns livros que recontam estas  histórias maravilhosas, e por vezes, assustadoras,  de H.C. Andersen (clica na imagem). Quais são  as vossas preferidas?

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*CORTEZ, Maria Teresa (2002)- “A antologia Contos para a infância (1877, 1881) de Guerra Junqueiro – Um caso de apropriação nacional de textos de várias origens” in: Alexandra Lopes / Maria do Carmo Correia de Oliveira (Org.), Deste lado do espelho. Estudos de tradução em Portugal. Novos contributos para a história da literatura portuguesa. Colóquio realizado na Universidade Católica Portuguesa em 21 e 22 de Fevereiro de 2002, Lisboa, Universidade Católica Editora, p. 119-133. ver mais

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Livros de poesia

Posted by Manuela DLRamos em Março 21, 2016

Conheces os livros de poesia existentes na BE?
Eis aqui uma pequena amostra, numa mistura para todas as idades e gostos. Clica na imagem para acederes à prateleira virtual de poesia do “Goodreads” da BE.
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—-
Alguns dos nossos livros favoritos de poesia podem ser lidos no Cata Livros, por exemplo:

Experimenta!

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Dia Mundial da Poesia

Posted by Manuela DLRamos em Março 21, 2016

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos

(via BEValterHugoMãe)

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“Árvores, as histórias que elas nos contam…”

Posted by Manuela DLRamos em Março 20, 2016

Quem não sabe é como quem não vê…
Provérbios, quadras, adivinhas, poemas e, claro, o(s) seu(s) nome(s): tudo nos pode ajudar a conhecer melhor e a apreciar mais as árvores.

Gostamos muito de partilhar este  nosso apreço pelas árvores e todos os anos não deixamos passar a oportunidade. Foi o que fizemos com as turmas dos 4º A e B da E.B.1 de Beiriz_ que vieram na 5ª feira passada à Biblioteca renovar as suas requisições de livros.



Ver “prateleira” de livros sobre árvores existentes na BE (goodreads)

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“A vendedeira das quatro estações” – ilustração

Posted by bibliobeiriz em Outubro 18, 2015

Na passada semana, em todas as escolas do Agrupamento realizaram-se atividades diversificadas relacionadas com a alimentação (a sua história, o propósito desta efeméride, a importância de uma alimentação saudável, etc.), de acordo com os diferentes ciclos.

A atividade que aqui divulgamos-  reinterpretação plástica do poema “A vendedeira das quatro estações” (ler poema) de Manuel Couto Viana*  do livro Versos de Caracacá –  foi realizada pelos alunos da turma do 4º A da Escola EB1 de Amorim, da profª Ana Carvalho (a quem muito agradecemos esta primeira contribuição para o projeto “Leituras com Sabor”).

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Nota: o livro Versos de Caracacá integra a lista das obras para Educação Literária do 4º ano

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Dia Mundial da Alimentação- 70 anos da FAO

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 14, 2015

Celebra-se no próximo dia 16 de outubro o Dia Mundial da Alimentação, cujo tema este ano é “Proteção Social e Agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural”

Este dia, que se assinala desde 1980, comemora a data da fundação da FAO  (Food and Agriculture Organization –primeira e maior organização das Nações Unidas), em 1945, ou seja há 70 anos, logo a seguir à segunda Guerra Mundial (ver 2º vídeo).

Constata-se, infelizmente, que muitas vezes  o objetivo primordial desta comemoração  «despertar o interesse das pessoas pelo problema da alimentação no mundo e reforçar a solidariedade na luta contra a fome, a malnutrição e a pobreza  ( fonte ) é esquecido ou passado para segundo plano e se fale em  alimentação e não em alimentos/ comida  questionando a sua desigual distribuição.

Na nossa Biblioteca,  podem consultar uma exposição com recursos documentais sobre a temática da alimentação, e não perdendo de vista o objetivo principal da comemoração deste data, e amanhã,  5ª feira, a professora de História Isabel Lapo faz uma pequena palestra sobre o assunto no auditório, às 12.35.

Consulta também a FAO em Portugal

Aqui no blogue deixamos estes “spots” do canal de video da FAO relacionados com o tema de 2015 e com os 70 anos da organização. Os vídeos existem noutros idiomas.


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Dia Mundial do Animal – Exposição Temporária

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 5, 2015

Animais_ETOs nossos animais (desta vez de peluche) empoleirados na árvore e livros e revistas que podes consultar e requisitar sobre este assunto que nos é tão caro.
Animais. Ontem foi o seu dia especial. Para saber mais consulta:

(em construção)

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O lobo de São Francisco – Afonso Lopes Vieira

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 4, 2015

Hoje, Dia Mundial do Animal- que se comemora na data de nascimento de S. Franscisco-  recordamos este poema de Afonso Lopes Vieira  e o seu livro Animais Nossos Amigos.

olobodesaofranciscodeassis

Ilustração de Raul Lino

«Andava o povo, assustado,
a fazer a montaria
ao grande lobo esfaimado
que tanto mal lhe fazia.

Ele levava nos dentes
agudos e carniceiros,
os meninos inocentes
que são os alvos cordeiros.

E as pessoas assaltando,
vinha de noite, em segredo,
com seus olhos chamejando,
encher a gente de medo!

Ora, São Francisco era
incapaz de querer mal
mesmo que fosse a uma fera,
até ao tigre real.

Tinha tão bom coração
que homens e bichos o amavam
e as andorinhas poisavam
na palma da sua mão…

E como ele desejava
que tudo vivesse em paz,
enquanto o povo caçava,
o Santo, o Poeta, que faz?

Procura o lobo cruel,
e tendo-o encontrado enfm,
chamou-o, foi para ele,
sorriu-lhe e falou assim:

“Ó lobo, muito mal fazes
em levar vida tão má!
Mas eu proponho-te as pazes,
e tudo esqueço… Ouve lá:

Eu sei porque fazes mal,
eu sei o que te consome:
tu és tão mau, afinal,
tu és mau – porque tens fome…

Pois bons amigos seremos,
para nosso e teu descanso;
e de comer te daremos
para poderes ser manso.

Promete que hás de mudar
de vida, neste momento:
e em sinal de juramento,
alevanta a pata ao ar
e põe-na na minha mão!”

Jurou o lobo. E cumpriu…
Depois, toda a gente o viu
tão mansinho como um cão.»

Afonso Lopes Vieira in Animais nossos Amigos.

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Jogos sobre a biodiversidade dos charcos

Posted by Manuela DLRamos em Junho 5, 2015

A brincar também se aprende
Clica na imagem para fazeres alguns jogos divertidos e ficares a saber mais sobre os animais e as plantas que vivem nos charcos.
charcoscomvida

Consulta o site Charcos com Vida.

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Dia da Criança – versos de Matilde Rosa Araújo

Posted by Manuela DLRamos em Junho 1, 2015

(…)
E a criança nasceu
E vai desabrochar como
Uma flor,
Uma árvore,
Um pássaro,

E
Uma flor,
Uma árvore
Um pássaro
Precisam de amor – a seiva da terra, a luz do Sol.
De quanto amor a criança não precisará?
De quanta segurança?
Os pais e todo o Mundo que rodeia a criança
Vão participar na aventura
De uma vida que nasceu.
Maravilhosa aventura!
Mas se a criança não tem família?
Ela tê-la-á, sempre: numa sociedade justa
Todos serão sua família.
Nunca mais haverá uma criança só,
Infância nunca será solidão.

E a criança vai aprender a crescer.
Todos temos de a ajudar!
Todos!
Os pais, a escola, todos nós!
E vamos ajudá-la a descobrir-se a si própria
E os outros.
Descobrir o seu mundo,
A sua força,
O seu amor,
Ela vai aprender a viver
Com ela própria
E com os outros:
Ela vai aprender a fraternidade,
A fazer fraternidade.
Isto chama-se educar:
Saber isto é aprender a ensinar.

(…)
Matilde Rosa Araújo “Os Direitos da Criança (In As Crianças, Todas as Crianças, Livros Horizonte, Lisboa, 1979 (reeditado pela Arca das Letras com ilustrações de Raquel Leitão)

Ver aqui  e aqui (pdf)

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Livro do Dia: Beatriz e o Plátano de Ilse Losa

Posted by Manuela DLRamos em Março 21, 2015

HOJE é o DIA MUNDIAL da ÁRVORE e da FLORESTA e Beatriz e o Plátano  de Ilse Losa é o nosso LIVRO do DIA.
Publicado originalmente em 1976, este livro, que conta a história de uma menina e do que ela é capaz de fazer para salvar o seu amigo plátano, é pioneiro na divulgação dos direitos e deveres da cidadania e no respeito pelo património natural. (Lamentavelmente NÃO faz parte do rol de livros recomendadados no domínio da Educação Literária.)

IlseLosa_Beatrizeoplatano_LisaCouwenbergh
Colagem com ilustrações do livro (e fotografias de plátanos). Para conhecer melhor o livro e a sua autora clicar na imagem.

 

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