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Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Ilustrador/a’ Category

A Nau Catrineta – versão de Aquilino Ribeiro

Posted by Manuela DLRamos em Setembro 13, 2017

Aquilino Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885. Na Biblioteca, podes ficar a conhecer alguns dos seus livros na nossa primeira exposição bibliográfica do ano. O Livro de Marianinha– de onde foi retirado este poema, dedicou-o o autor à sua primeira neta. Foi publicado em 1967, já após o falecimento do escritor em 1963.
naucatrineta_marialkeil

«Lá vem a nau Catrineta
velas rotas a trapejar …
ouvide agora, senhores,
sua história de pasmar
como vem na Carónica de Espana,
limpa de mito e patranha.

Havia mais de ano e dia
que erravam na volta do mar,
já não tinham que beber,
já não tinham que manjar.

Deitariam solas de molho
se as pudessem tragar,
mas sola de sapato velho
nem para rato é de rilhar.

Apanharam quantas migalhinhas
havia nas frinchas do comedor,
e beberam o orvalho
que vem do céu com o alvor

Pior foi que a procela
deu sobre eles a matar,
saltou bússola, saltou bitácula,
tudo varrido pelo mar.

As vagas eram tão grossas
que ninguém se podia aguentar
na tolda, para tomar rumo
tomar rumo ou timonar.

Mastro grande estava intacto
mas quem lá podia subir?
-Toca à forma, mestre, toca!
Eia, marujinhos, reunir!. ..
Quem for capaz de a vida jogar
trepe àquele mastro real.
Se vir montes de Espanha
ou colina de Portugal
terá alvíssaras sem par! []» 

in O Livro de Marianinha (1967)

Aquilino Ribeiro (Sernancelhe, Carregal, 13 de setembro de 1885 — Lisboa, 27 de maio de 1963)

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VAMOS CRESCER COM O LIVRO! – Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil 2017

Posted by Manuela DLRamos em Março 23, 2017

 
«VAMOS CRESCER COM O LIVRO!
Na minha primeira infância, gostava de construir casas com pequenas peças e toda a espécie de brinquedos. Usava muitas vezes um livro ilustrado a fazer de telhado. Nos meus sonhos, entrava na casa, deitava-me na cama feita com uma caixa de fósforos e olhava para cima, para as nuvens ou para as estrelas do céu. A escolha dependia da ilustração que preferia na altura. Por intuição, segui as regras de vida das crianças que procuram criar um ambiente seguro e confortável à sua volta. E o livro infantil ajudou-me muito a atingir este objetivo.

Depois cresci, aprendi a ler, e o livro, na minha imaginação, começou a assemelhar-se mais a uma borboleta, ou mesmo a um pássaro, do que ao telhado de uma casa. As páginas do livro pareciam asas que batiam. Era como se o livro, deitado no peitoril, quisesse sair pela janela aberta em direção ao desconhecido. Segurava-o com as mãos e começava a lê-lo, e o livro ia ficando cada vez mais calmo. Então eu próprio voava para outras terras e novos mundos, alargando o espaço da minha imaginação.

Que alegria ter na mão um novo livro! De início, nunca sabemos sobre o que é que ele fala. Resistimos à tentação de saltar para a última página. E como o livro cheira bem! É impossível distribuirmos o seu cheiro pelos vários elementos que o compõem: tinta, cola… não, é impossível. Existe um cheiro particular no livro, um cheiro único e excitante. As folhas encontram-se coladas, como se o livro não tivesse ainda acordado. E ele só acorda quando começamos a lê-lo.

Continuamos a crescer, e o mundo à nossa volta torna-se mais complicado. Enfrentamos questões a que nem os adultos sabem responder. No entanto, é importante partilhar dúvidas e segredos com alguém. E aí o livro volta a ajudar-nos. Muitos de nós terão um dia pensado: este livro fala sobre mim! E a personagem favorita parece ser igual a nós. Tem problemas semelhantes, e resolve-os com dignidade. E há outra personagem que não é igual a ti, mas tu gostarias de seguir o seu exemplo, de ser tão corajoso e desembaraçado quanto ela.

Quando há rapazes e raparigas que dizem “Não gosto de ler!”, isso faz-me rir. Não acredito neles. Comem gelados, jogam jogos e veem filmes interessantes. Dito de outro modo, gostam de se divertir! É que a leitura não serve apenas para desenvolver sentimentos e personalidades, ela é, acima de tudo, um prazer.
É sobretudo com essa missão que os autores de livros para a infância escrevem os seus livros.»
Sergey Makhotin  (tradução de Mª Carlos Loureiro a partir da versão inglesa de Yana Shvedova)

DILI_Pestana_2017«No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.

Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2017, a DGLAB convidou o ilustrador João Fazenda, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser o autor da imagem do cartaz.
A mensagem do IBBY internacional, este ano da responsabilidade da Rússia, consta de um texto do escritor Sergey Makhotin e um cartaz do ilustrador Mikhail Fedorov.

Fonte
PORTUGAL. Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas – Site DGLAB: DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL 2017 [Em linha]. Lisboa: DGLAB, actual. 03-03-2017. [Consult. 19-03-2017].

Disponível em WWW:< http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/DIA-INTERNACIONAL-DO-LIVRO-INFANTIL-2017.aspx >
————-
MAIS RECURSOS
Vê a nossa prateleira de livros de Hans Christian Andersen

Hans Christian Andersen: no scoop.it da BE e
no blogue

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“pê de pai” um livro de Isabel Martins e Bernardo Carvalho para ler no Cata Livros

Posted by Manuela DLRamos em Março 19, 2017

pédepaicatalivros

Pê de Pai  para ler no Cata Livros
Isabel Martins (texto), Bernardo Carvalho (ilustração), Planeta Tangerina (editora)

«Um pai é quase como um super-herói com o poder fantástico de se transformar no que quiser: ele faz de casaco para nos proteger quando chove, de grua para nos ajudar a levantar do chão, de boia quando não temos pé na água e fica pequenino quando se agacha para poder brincar connosco. Descobre com estas personagens simpáticas e cabeçudas que outros talentos especiais, e dos quais se calhar nem te apercebes, tem o teu pai…»

Mais livros da Planeta Tangerina para leres no Cata Livros

 

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Olimpíadas da Escrita com Afonso Cruz

Posted by Manuela DLRamos em Fevereiro 16, 2017

Amanhã, dia 17 de fevereiro, vai decorrer no Diana Bar, na Póvoa de Varzim, a fase final das Olimpíadas da Escrita, em que participarão alunos dos 2º, 3º ciclos e Secundário de todas os estabelecimentos de ensino do Concelho da Póvoa de Varzim.  Este evento integra-se no projeto Escola da Minha Vida, no qual  temos vindo a participar desde o seu lançamento.

A presença de um autor convidado que fala com os alunos, dá o mote da escrita e acompanha o decorrer da prova é sem dúvida um dos atrativos desta grande festa da escrita. Lembramo-nos de Ivo Machado, Valter Hugo Mãe, Manuel Jorge Marmelo, António Mota, João Rios, Raquel Patriarca.

Este ano, vamos ter a presença de Afonso Cruz, autor multifacetado, escritor, ilustrador e músico. E não fiquem tristes, aqueles que o não puderem encontrar no Diana Bar, pois Afonso Cruz deslocar-se-á à nossa escola, juntamente com Marta Bernardes, no dia 24 de fevereiro, sexta-feira à tarde, no âmbito das Correntes d’Escritas.

Podem ler alguns livros deste escritor na nossa biblioteca, nomeadamente todos os da coleção Gramofone (nossos favoritos de longa data). E outros, como A Contradição Humana (que também se pode ler on line no Cata Livros) e Os Livros que devoraram o meu paicolecao_gramofone

Temos vindo a reunir alguns recursos sobre Afonso Cruz no scoop.it da Be. E aqui no Blogue também já escrevemos sobre este autor. Explora-os que vale a pena!

Entretanto, e para aguçar o apetite, fica aqui este vídeo de uma entrevista a AC publicado pela Revista Estante.

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“O Rouxinol do Imperador”- H.C.Andersen – BD de Catherine Labey

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 10, 2016

Ficamos muito felizes por poder partilhar através do blogue de Catherine Labey, uma das nossas ilustradoras favoritas, a 1ª parte da sua versão em BD do conto maravilhoso de Hans Christian Andersen, “O Rouxinol do Imperador” do álbum Contos para a infância de que temos na nossa biblioteca uma outra edição. (a 2ª parte deste conto pode ser lida aqui.
Desta ilustradora- que também é tradutora- temos ainda mais três álbuns banda desenhada: Contos para a infância dos Irmãos Grimm, Contos para a infância de Guerra Junqueiro e Contos de Entre-Douro e Minho.
Ver no Goodreads da BE.

Le chat dans tous ses états - Gatos... gatinhos e gatarrões! de Catherine Labey

Leituras da Mounette 1Pronto, há já algum tempo que Cath quer constituir a minha biblioteca e, como sou uma gata generosa, venho partilhar convosco as minhas leituras… Aqui têm uma banda desenhada que ela realizou há alguns anos, com adaptação literária de Jorge Magalhães, e que acabou de remodelar, digitalizando os seus originais em P&B para refazer a cor, tratando-a de outra maneira, eliminando a maior parte do traço preto (um trabalho de Romanos, diria a sua irmã!).

Comecemos com esta história de Andersen, em 2 partes (para dar-lhe tempo para preparar a história seguinte). Ela tem 4 álbuns  para recuperar. Vai demorar… Eu não me queixo, porque assim terei tempo para apreciar o seu trabalho, leio devagar…

Mounette

andersen-capa

Layout 1

Voilà, ça fait un moment que Cath veut me constituer une bibliothèque et, en chatte généreuse,  je viens partager avec vous mes lectures… Voici une bande dessinée qu’elle a fait il y a quelques…

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Livro do dia

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 4, 2016

O Dia Mundial do Animal celebra-se na dia de S. Francisco de Assis.
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Na nossa Biblioteca podes ler um livro escrito por José Jorge Letria e ilustrado por Chico sobre este santo, protetor dos animais: uma bela narrativa em verso cujas primeiras estrofes transcrevemos:

«O homem sentou-se numa pedra,
exausto da longa caminhada,
e viu aves a voar, riachos a correr,
e rebanhos nas bermas da estrada.

Vinha de muito longe,
dos lugares da desavença
onde a guerra tudo queima
e onde campeia a doença,
e só trazia consigo o pão e a água
e o fogo de uma crença
que por ser grande e sentida
como o céu se torna imensa.

Ali ficou a descansar,
cabeça encostada ao bordão
enquanto uma andorinha
vinha pousar-lhe na mão
chilreando de alegria
e tremendo de emoção.

“As andorinhas, que eu saiba”,
disse o homem assombrado
“nunca nos poisam nas mãos
com o seu voo endiabrado”.

Ouvindo isto, a andorinha
levantou voo e partiu
passando bem rente às águas
claras do grande rio.
Passou-se isto em Alviano,
contou-me um franciscano,
numa tarde muito quente
com o sol lá no alto
ainda longe do poente.
Depois de matar a sede,
o homem, que era pregador,
dirigiu-se aos animais,
aos bravos e aos dos currais,
e também a um pastor
que ao escutar palavras tais
sentiu abrandar o calor,
reparando que os pardais,
vindos dos canaviais
também poisavam, aos casais,
para ouvir o orador.
(…)»
——————–
Ver:

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A aventura dos Descobrimentos – coleção

Posted by Manuela DLRamos em Abril 27, 2016

Uma coleção para (re)descobrir: A aventura dos Descobrimentos em formato digital, no Centro Virtual do Instituto Camões , PARA LER , OUVIR…e cantar.

Texto de Ana Oom, ilustrações de André Letria e música de Gonçalo Pratas.

  1. À conquista de Ceuta
  2. Madeira, terra à vista
  3. Açores, as nove ilhas do Atlântico
  4. Bojador, o fim do mundo
  5. Andando pela costa de África
  6. Das Tormentas à Esperança
  7. Os donos do mundo
  8. Índia, terra das cores e dos sabores
  9. Brasil, a terra de Vera Cruz
  10. Japão, terra do Sol Nascente
  11. Rota da India
  12. Os portugueses, Macau e a China

				

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Contos e Lendas de Portugal e do Mundo no Cata Livros

Posted by Manuela DLRamos em Abril 27, 2016

Para ler na BE e no Cata Livros: Contos e Lendas de Portugal e do Mundo de João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete (adapt. e reconto), Fátima Afonso (ilustração), Porto Editora.  (clica na imagem)

contoselendasdeportugal_cata_livros

Clica na imagem


 

 

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Kiko, o dentinho de leite com Mafalda Sá

Posted by Manuela DLRamos em Abril 9, 2016

Na passada sexta-feira, o nosso amigo Kiko*  foi contar as suas aventuras (e as do Tomás) aos meninos e meninas do JI de Sejães. E ficou mais uma vez bem contente, pois todos tinham lavado os dentinhos depois do almoço.

Gostamos muito de ir a este jardim tão espaçoso e alegre. Ficamos à espera dos marcadores de livros, que,  inspirados por terem conhecido uma ilustradora “a sério”- Isabel Mafalda Sá-, nos prometeram fazer para a semana da leitura.
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O livro (+CD) Kiko, o dentinho de leite de Manuela Mota Ribeiro, música de Sofia Ribeiro e ilustrações de Mafalda Sá, publicado pela  editora Jardim das Histórias, integra o Kit do projeto SOBE (Saúde Oral Biblioteca Escolar) e promove  de uma forma lúdica a prevenção de uma das doenças que mais afetam as crianças: a cárie dentária.

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“Era uma vez”… Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil 2016

Posted by Manuela DLRamos em Abril 1, 2016

Todos os anos, no Dia Internacional  do Livro Infantil ,  o IBBY – International Board on Books for Young People convida um ilustrador para criar um cartaz e um autor para redigir uma mensagem dirigida a todas as crianças do mundo.
eraumavez Este ano,  coube  a vez aos brasileiros Ziraldo autor do cartaz, e  a Luciana Sandroni que escreveu a seguinte história:

«Era uma vez uma…
Princesa? Não. Era uma vez uma biblioteca. E também era uma vez a Luísa que foi à biblioteca pela primeira vez. A menina andava devagar, puxando uma mochila de rodinhas enoooorme. Ela olhava tudo muito admirada: Estantes e mais estantes recheadas de livros. Mesas, cadeiras, almofadas coloridas, desenhos e cartazes nas paredes.
Eu trouxe a foto – disse timidamente para a bibliotecária.
Ótimo, Luísa! Vou fazer sua carteira de sócia. Enquanto isso pode escolher o livro. Você pode escolher um livro para levar para casa, tá?
Só um?! – perguntou desapontada.
De repente, tocou o telefone e a bibliotecária deixou a menina com aquela difícil tarefa de escolher somente um livro diante daquela infinidade de estantes. Luísa puxou a mochila e procurou, procurou até que achou o seu favorito: Branca de Neve. Era uma edição de capa dura, com lindas ilustrações. Com o livro na mão, puxou a mochila novamente e, quando já saía, alguém bateu no seu ombro. A menina se virou e quase caiu para trás de susto: era nada mais, nada menos que o Gato de Botas com o livro dele nas mãos, quer dizer, nas patas!
Bom dia! Como vai sua tia? – brincou o gato fazendo uma reverência. – Luísa, você já não está careca de saber essas histórias de princesas? Por que não leva o meu livro, O Gato de Botas, que é bem mais divertido?
Luísa, admiradíssima, com os olhos arregalados, não sabia o que dizer.
O que houve? O gato comeu a sua língua? – brincou.
Você é o Gato de Botas de verdade?!
Eu mesmo! Em pelo e osso! Pois, então, me leve para a sua casa e você saberá tudo sobre a minha história e a do Marquês de Carabás.
A menina, de tão perplexa, só fez que sim com a cabeça. O Gato de Botas, num passe de mágica, voltou para o livro, e, quando a Luísa já saía, alguém bateu no seu ombro de novo. Era ela: “branca como a neve, corada como o sangue e de cabelos negros como ébano”. Já sabem quem é?
Branca de Neve!? – disse Luísa completamente abobada.
Luísa, me leva com você também. Essa edição – disse mostrando o próprio livro – é uma adaptação fiel do conto dos irmãos Grimm.
Quando a menina ia trocar de livro de novo, o Gato de Botas apareceu muito irritado:
Branca, a Luísa já se decidiu. Volte lá para os seus seis anões.
São sete! E ela não se decidiu coisa nenhuma! – se irritou a Branca ficando bem vermelha de raiva.
Os dois encararam a menina esperando uma resposta:
Eu não sei qual levar. Eu queria levar todos…
De repente, de repente, aconteceu a coisa mais extraordinária: os personagens todos foram saindo dos seus livros: a Cinderela, a Chapeuzinho Vermelho, a Bela Adormecida, a Rapunzel. Era um time de verdadeiras princesas:
Luísa, me leva para a sua casa! – suplicavam todas.
Eu só preciso de uma cama para dormir um pouquinho– disse a Bela bocejando.
Só cem anos, coisa pouca – ironizou o Gato.
Posso fazer a faxina na sua casa, mas à noite eu tenho uma festa no castelo do…
Príncipe! – gritaram todos.
Na minha cesta eu tenho bolo e vinho. Alguém quer? – ofereceu a Chapeuzinho.
Depois surgiram mais personagens: o Patinho Feio, a Pequena vendedora de Fósforos, o Soldadinho de Chumbo e a Bailarina:
Luísa, podemos ir com você? Somos personagens do Andersen – pediu o Patinho Feio, que nem era assim tão feio.
A sua casa é quentinha? – Perguntou a menina dos fósforos.
Ihhh, se tiver lareira é melhor a gente ficar por aqui… – comentou o Soldadinho com a Bailarina.
Só que, subitamente, surgiu um lobo bem peludo, enorme, com os dentes afiados, bem ali na frente de todos:
O Lobo Mau!!!!!
Lobo, por que essa boca tão grande? – perguntou a Chapeuzinho por força do hábito.
Eu protejo vocês! – disse o soldadinho muito corajoso.
Foi então, que o Lobo abriu a maior bocarra e… Comeu todo mundo? Não. Só bocejou de sono e depois disse muito tranquilo:
Calma, pessoal. Eu só queria dar uma ideia. A Luísa leva o livro da Branca de Neve e nós podemos ir dentro da mochila, que é bem grande.
Todos acharam a ideia muito boa:
Podemos, Luísa? – perguntou a Menina dos Fósforos que tremia de frio.
Tudo bem! – disse abrindo a mochila. Os personagens fizeram uma fila e foram entrando.
Primeiro as princesas! – reivindicou a Cinderela.
Na última hora, os personagens brasileiros também apareceram: o Saci, o Caipora, uma boneca de pano muito tagarela, um menino muito maluquinho, uma menina com uma bolsa amarela, outra com a foto da bisavó colada no corpo, um reizinho mandão. Todos entraram.
A mochila estava mais pesada que nunca. Como os personagens pesam! Luisa pegou o livro da Branca e a bibliotecária anotou tudo no fichário. Mais tarde, a menina entrou em casa na maior alegria, e a mãe gritou lá de dentro:
Chegou, filha?
Chegámos!»
Luciana Sandroni (Rio de Janeiro, 1962) Fonte

—-

«Explicações dos autores:
Luciana Sandroni explica que “a ideia do meu conto surgiu dessa ligação, dessa adoração das crianças pequenas pelos contos de fadas. Queria brincar com essa ideia – já feita pelo Monteiro Lobato e pelo Ricardo Azevedo – dos personagens saírem dos livros e conversarem com o leitor. Espero que as crianças gostem e façam muitos desenhos da Luísa chegando em casa com os personagens dentro da mochila”.

Segundo Ziraldo, “a inspiração – se houve… (eu confesso que não sei o que é inspiração) é tão óbvia que não dá para explicar. Tentemos. O quadro A Criação do Homem de Michelangelo mostra, no detalhe escolhido para o cartaz, Deus criando o homem com a ponta do seu dedo. O que eu quero dizer tá na cara: é que o livro tem – guardadas as devidas proporções – este mesmo poder. Ou seja: é o ‘acabamento’ da obra de Deus. É isto aí. Olha aí Ele passando o livro para o menino. Que vai virar homem”.» fonte

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Os Ovos Misteriosos de Luísa Ducla Soares e Manuela Bacelar

Posted by Manuela DLRamos em Março 15, 2016

Amanhã vai haver leitura a rimar com pintura!
O livro que vamos ler com a turma do 1A de Beiriz é este que se pode “folhear” no Cata Livros, um favorito da casa: Os Ovos Misteriosos de Luísa Ducla Soares ilustrado por Manuela Bacelar. (A heroína da história é uma verdadeira “mãe galinha”!). Quanto à pintura, com tintas especiais “comestíveis”, essa vai ser orientada pelas colegas dos Cursos Profissionais e os artistas do 11º ano. Depois contamos.

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  • Clica na imagem para leres o livro.
  • Clica aqui para veres os livros de Luísa Ducla Soares que temos na nossa BE.

O prometido é devido… por isso aqui estamos nós para contar “tudo, tudo, tudo”.
A turminha chegou muito alegre (a caminhada sabe sempre bem com o solinho da primavera), contamos e cantamos a história (sim, porque no fim há uma canção, lembram-se?) e depois…
Depois o programa não pôde ser cumprido à risca mas foi muito interessante na mesma: visita guiada pela Horta e ida à cozinha pedagógica ver a confeção dos folares da Páscoa, que, como toda a gente sabe, levam uns ovinhos cozidos a enfeitar. A professora Arminda explicou tudo muito bem e no fim todos levaram uma cestinha de papel com um ovinho cozido para colorir na escola. Gostamos muito!
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Kiko, o dentinho de leite com Mafalda Sá

Posted by Manuela DLRamos em Março 11, 2016

Hoje vamos cantar esta canção -entre outras coisa mais que depois contaremos – com as crianças do JI de Beiriz, que aproveitando o solinho, virão até à biblioteca. Viva!

O livro (+CD), Kiko, o dentinho de leite de Manuela Mota Ribeiro, música de Sofia Ribeiro e ilustração de Mafalda Sá integra o projeto SOBE (Saúde Oral Biblioteca Escolar) alerta de uma forma lúdica para uma das doenças que mais afectam as crianças, a cárie dentária.
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Atualização
Correu muito bem a sessão de leitura e ilustração na nossa Biblioteca com os pequenitos do JI da Igreja de Beiriz. A ilustradora do livro “Kiko, o dentinho de leite”, Mafalda Sá (que é a nossa colega Isabel ;-) para além de contar a história, também  desenhou o “Kiko canino” e outras imagens que as crianças pediram e que a seguir coloriram. Gostamos muito de ouvir a canção e depois vimos o vídeo clip. Dançamos, cantamos e recordamos o BABA da higiene oral.
Na BE ficamos espantados com a miudagem: para além de todos terem lavado os dentes depois do almoço (a maioria no Jardim) tratavam as bactérias e as cáries “tu cá tu lá” com o à-vontade de verdadeiros campeões da saude oral! Boa!

Kikocolagem

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Ciência Divertida na BE advogando a Saúde Oral

Posted by Manuela DLRamos em Fevereiro 1, 2016

Na passada sexta-feira, a turma do 4º B da E.B.1 de Beiriz deslocou-se à escola sede para participar numa sessão de leitura e ciência experimental.
A atividade foi desenvolvida na Biblioteca, em articulação com “Ciência Divertida” – projeto de divulgação das ciências direcionada ao 1º ciclo e pré -escolar, dinamizado pelas professoras Sandra Pinheiro (CN) e Manuela Viana (FQ).

O solinho ajudou, e o percurso entre os campos com o milho já a despontar, desde logo deve ter sabido muito bem, pois chegaram todos com umas belas cores, sorridentes e cheios de energia.

Na biblioteca, começamos pela leitura do livro Sorriso de Estrela,  de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, ilustrado por Carla Nazareth, publicado no âmbito do projeto SOBE (Saúde Oral Biblioteca Escolar). É um livro despretensioso, acessível e divertido que passa muito bem a mensagem: às vezes, os mais belos sorrisos escondem hálitos bem desagradáveis!

Estava lançado o mote: O que provoca esse mau hálito? O que se pode fazer para o evitar?

Realizaram-se, em seguida, duas atividades experimentais. A primeira consistiu na observação ao microscópico de células epiteliais da língua – tantas  vezes esquecida na higiene oral.

Atentos às explicações das professoras, os alunos gostaram de seguir o protocolo, manipulando com interesse e cuidado todos os materiais e instrumentos.
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A segunda atividade consistiu na utilização do fio dental, ato de higiene também ainda pouco vulgarizado, como se veio a verificar pelas respostas a algumas questões do folheto que acompanhou a atividade. Os alunos foram assim mais uma vez sensibilizados para a importância da higiene oral e incumbidos de transmitirem em casa algumas regras que recordaram. Isto é se quiserem ter verdadeiros sorrisos de estrela … perfumados, e evitar dores de dentes e não só, porque, como muito bem aprenderam em estudo do meio, a digestão começa na boca…

E assim se passou uma manhã diferente e divertida, a aprender na Biblioteca Escolar.
Até à próxima!
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Deixamo-vos aqui o livro Sorriso de Estrela. Leiam!

Ver aqui alguns recursos sobre Saúde Oral

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“O sol mascarado de chuva”

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 28, 2016

Hoje achamos que está um dia de “Sol mascarado de chuva”… Não achas?
Uma expressão otimista mesmo apropriada para o dia de hoje, e que é o título de uma das histórias do Livro com Cheiro a Baunilha de Alice Vieira (texto) e Afonso Cruz (ilustração).
Para além dessa, há mais histórias: Nós e nozes | A surdez da bisavó | Fim do dia | O mar de Clara | A mais bela do mundo | O meu irmão é um grande artista | Sopa de letras | Cantinela muito aguda | Prenda de natal | Saudades da Branca de Neve | O sonho do Rodrigo | O Primeiro | Sol mascarado de chuva | Baunilha e mimos | Fim de verão.
Para as leres agora, agorinha mesmo (e fazeres muitas mais coisas), clica na imagem:
livrocomcheiroabaunilha

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“Loas à Chuva e ao Vento”- Matilde Rosa Araújo

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 10, 2016

loas_a_chuva_ao_vento

Ilustração de Maria Keil

Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…

Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue…Pingue…Pingue…
Vu…Vu…Vu…

Ó vento que vais,
Vai devagarinho.
Ó chuva que cais,

Mas cai de mansinho.
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…

Muito de mansinho
Em meu coração.
Já não tenho lenha,
Nem tenho carvão…
Pingue…Pingue…
Vu…Vu…

Que canto tão frio
Que canto tão terno,
O canto da água,
O canto do Inverno…
Pingue…

Que triste lamento,
Embora tão terno,
O canto do vento,
O canto do Inverno…
Vu…

E os pássaros cantam
E as nuvens levantam!

Matilde Rosa Araújo, in O Livro da Tila

Imagem: páginas 46 e 47  do livro As cancõezinhas da Tila ilustrações de  Maria Keil (Porto: Civilização, 1998) . Este livro contem um CD dos poemas musicados por Fernão Lopes Graça e cantadas pela grupo infantil “Os Gambozinos”, sob a direção de Susana Ralha (Porto: Civilização, 1998) >
Ouvir a interpretação deste poema musicado AQUI.

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