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Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Chico’ Category

Livro do dia

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 4, 2016

O Dia Mundial do Animal celebra-se na dia de S. Francisco de Assis.
sfranciscoadasandorinhas

Na nossa Biblioteca podes ler um livro escrito por José Jorge Letria e ilustrado por Chico sobre este santo, protetor dos animais: uma bela narrativa em verso cujas primeiras estrofes transcrevemos:

«O homem sentou-se numa pedra,
exausto da longa caminhada,
e viu aves a voar, riachos a correr,
e rebanhos nas bermas da estrada.

Vinha de muito longe,
dos lugares da desavença
onde a guerra tudo queima
e onde campeia a doença,
e só trazia consigo o pão e a água
e o fogo de uma crença
que por ser grande e sentida
como o céu se torna imensa.

Ali ficou a descansar,
cabeça encostada ao bordão
enquanto uma andorinha
vinha pousar-lhe na mão
chilreando de alegria
e tremendo de emoção.

“As andorinhas, que eu saiba”,
disse o homem assombrado
“nunca nos poisam nas mãos
com o seu voo endiabrado”.

Ouvindo isto, a andorinha
levantou voo e partiu
passando bem rente às águas
claras do grande rio.
Passou-se isto em Alviano,
contou-me um franciscano,
numa tarde muito quente
com o sol lá no alto
ainda longe do poente.
Depois de matar a sede,
o homem, que era pregador,
dirigiu-se aos animais,
aos bravos e aos dos currais,
e também a um pastor
que ao escutar palavras tais
sentiu abrandar o calor,
reparando que os pardais,
vindos dos canaviais
também poisavam, aos casais,
para ouvir o orador.
(…)»
——————–
Ver:

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Histórias à solta na minha rua- AntónioTorrado

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 24, 2012

«Na minha rua, todos os dias se passam histórias fantásticas. Podem vocês achar que exagero, que não será bem assim, que todas as ruas são iguais e os dias iguais em todas as ruas… Pois aí é que vocês se enganam e eu vos direi porquê.
Para caçar uma história na minha rua, como na rua ao lado e em outra ou outras ruas, não é preciso dar muitos passos nem ficar muito tempo à janela. É preciso isso sim, estar à coca, cheio até aos olhos de atenção…
Às duas por três a história vem ter connosco. Muito sorrateiramente ela acaba sempre por vir ter connosco.
Depois agarra-se na história com muito cuidado, tiram-se-lhe as medidas, porque o mais das vezes, as histórias são demasiado compridas e emaranhadas para caberem nas páginas destes livros e passa-se tudo ao papel, de preferência pautado, para se meter mais umas coisas nas entrelinhas. Acabada a redacção, lê-se em voz alta, por causa dum tal bichinho do ouvido, que aprecia muito a música das histórias. E para terminar, põe-se a história à janela, a secar ao sol, ou não fosse ela da minha rua. É sempre assim que eu faço. Não custa nada. Sucede que, no caso da história que vou contar, as coisas, não se passaram, infelizmente, com tanta perfeição. Não fui eu que a agarrei, mas ela, a história que se agarrou a mim e com que força… Até me puxou os cabelos, a velhaca! Acontecem, às vezes, percalços destes e, afinal, ao escrevê-los também se compõe uma história. Espero que gostem.» António Torrado, “Uma história à solta na minha rua”

Nós gostamos,e muito, desta história e deste belo livro “risonhamente ilustradas pelo talento de Chico” como se pode ler na curta sinopse que a seguir se transcreve da contracapa: «Dar voz aos animais é próprio das fábulas. Mas nestas divertidas histórias de António Torrado, risonhamente ilustradas pelo talento de Chico, os animais não se limitam a falar entre eles. Também conversam connosco, protestam, refilam e armam grandes confusões no mundo dos homens. Pequenos leitores e leitores crescidos vão acertar o riso à volta do mesmo livro e nunca mais o irão esquecer»

  • E para nossa alegria, fomos descobrir  algumas destas histórias a “morar”  num outro livrinho do autor, com desenhos também muito  divertidos  de Eduardo Perestrelo, intitulado Jardim Zoológico em Casa, publicado pela Plátano, cremos que em 1978. Estava num armário de uma escola do 1º ciclo do nosso agrupamento e depois de passar pelas mãos da enfermeira de serviço da BE (pois tinha tido muito uso e o seu estado não era dos melhores) saltou para a prateleira das “relíquias”, como lhe chama uma senhora que trabalha na escola.

Mas aqui fica o registo das histórias de cada um dos livros:
O Jardim Zoológico em casa
Nove vezes nove? Oitenta e um, sete macacos e tu és um.
O jardim zoológico em casa (A rã Felisbela)
O Gato que era rei
Fu Chow , a princesa das pulgas
A cabrinha traquinas e o cavalheiro respeitável

Histórias à solta na minha rua
Uma história à solta na minha rua
Fu Chow , a princesa das pulgas
A Rã Felisbela
O grilo Grilarim cantarola no jardim
Nove vezes nove? Oitenta e um, sete macacos e tu és um.
Os bichanos também são manhosos

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Histórias com Regaço – livro

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 27, 2009

É com enorme regozijo que anunciamos a publicação deste livrinho delicioso, uma iniciativa benemérita da Casa do Regaço com o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa e de outras instituições.

Trata-se de uma colectânea de contos infantis da autoria de seis conhecidos  escritores e outros tantos ilustradores (entre os quais se contam nossas colegas).

Álvaro Magalhães escreve as “Histórias do lápis verde”,  João Manuel Ribeiro “O rapaz da bicicleta do vento”,  João Pedro Messeder, “A Lenda do Lugar do Vale  Flores”José Jorge Letria “A Bola Adormecida”,  Rosário Alçada Araújo, “António e o Historiador” e Vergílio Alberto Vieira  ” A língua e o dente” e  “O Paxá e o Gorila Reguila” .
Estas histórias originais são respectivamente ilustradas por Teresa Lares, Isabel Mata Graça, Pedro Emanuel Santos, Alexandre Reis, João Borges e Sandra Longras.   A ilustração da capa é da autoria de Chico> .

Ler notícia do lançamento no portal da CM da Póvoa de Varzim.

Muitos parabéns! E vivam os meninos e meninas do Regaço!

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