BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for the ‘Português’ Category

“A nossa biblioteca imaginária”

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 28, 2016

Já há alguns anos, que na última semana de outubro – mesmo a tempo do Dia da Biblioteca Escolar- se realiza a exposição “A nossa biblioteca imaginária” com capas de livros imaginários ilustradas pelos alunos do 5º ano.
Depois de uma primeira sessão de formação de utilizadores na BE, em que se aproveita para pôr em dia uma série de conceitos com os quais os alunos já se familiarizaram no 1º ciclo (tipo de livros; capa, contracapa, lombada; título, autores do texto e da ilustração; editora, coleção, sinopse, etc.), o miniprojeto é apresentado, mostrando-se algumas capas elaboradas nos anos anteriores e propondo-se a ilustração da capa de um livro que gostassem de escrever. O trabalho é depois realizado na disciplina de português e em educação visual concluindo-se com uma apresentação oral. Da criatividade dos alunos fica aqui esta  pequena amostra:
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“História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas” de Manuel António Pina

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 12, 2014

Início da peça*

«Os atores entram em cena e cantam:

Nós somos os trampolineiros ,
os faz-tudo, os pantomineiros ,
saltimbancos , aventureiros,
falsos fingidores verdadeiros,
atores, imitadores, tocadores,
historiasdcomreisrainhasbobosbombeirosegalinhasdançadores, cantadores, contadores
de histórias de reis e de rainhas,
de bobos, de bombeiros, de galinhas,
histórias de trampolineiros,
de faz-tudo, de pantomineiros,
saltimbancos, aventureiros,
falsos fingidores verdadeiros,
atores, imitadores, tocadores,
dançadores, cantadores, contadores
de histórias de reis e de rainhas,
de bobos, de bombeiros, de galinhas, etc…

REI
Foi numa noite de Natal.
Estávamos em maio mas não fazia mal,
tinha havido uma avaria no calendário
e naquele ano saiu tudo ao contrário:
o Natal em maio, a primavera em novembro,
o 1.º de abril a 22 de setembro.
Eu que tenho mais de mil anos anos não me lembro
de ter feito tanto calor como em dezembro.
Houve semanas com 5 dias, outras inteiras,
(uma em julho teve 16 segundas-feiras!)
Até houve a semana dos 9 dias,
muitas promessas foram naquele ano cumpridas!
Foi um ano tão maluco, tão completamente bissexto,
que para muitos serviu de pretexto
para trocar as voltas ao Calendário
e festejar todos os dias o aniversário.
Naquele ano espantoso cada um podia
ter à vontade as suas manias
porque todos os dias eram todos os dias…
Eu que não sou menos que os demais,
naquele ano tive 20 natais!
Esta História de Natal
passou-se num desses natais.[…]»

* A primeira peça do livro História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas e A Guerra do Tabuleiro de Xadrez de Manuel António Pina

Capa edição Porto Editora , 2014

Recensão Casa da Leitura  por Sara Reis da Silva: «Neste volume, ressurgem duas peças breves, editadas, pela primeira vez, pela Pé de Vento, Companhia responsável pela sua encenação, nos anos 80. O primeiro título, arquitectado, a partir de segmentos de outros textos já levados à cena pela Companhia referida, é dominado pelo nonsense e pelo burlesco, um espaço povoado de bobos, tropelias, trampolineiros, pantomineiros, “dançadores, cantadores” e tantos outros. (…)»  (ver capa)

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Para Saber + (profs): «Se calhar nem mesmo teatro»: o texto dramático para a infância de Manuel António Pina por Sara Reis da Silva (pdf)

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A Noite de Natal de Sophia de Mello Breyner Andresen

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 9, 2014

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Deve ser o Livro da Semana na grande maioria das escolas de Portugal.  Um amigo que reencontramos todos os anos. Podemos lê-lo na Biblioteca, na edição da Figueirinhas com belíssimas ilustrações de Júlio Resende e na última edição, da Porto Editora.

Se quiseres acompanhar a leitura com fotografias de um dos jardins onde Sophia de Mello Breyner Andresen brincou quando tinha a idade de Joana, clica na apresentação em baixo.

Mais artigos sobre Sophia de Mello Breyner Andresen aqui no blogue >

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“A Nau Catrineta” cantada por Fausto

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 5, 2014

Neste videoclip o cantor interpreta a versão recolhida por Almeida Garrett  (1799- 1854) e publicada no seu Romanceiro (1843)

NAU CATRINETA

«Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide agora, senhores,
Uma história de pasmar.
Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar,
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar.
Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
Que a não puderam tragar.
Deitaram sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão general.
– “Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal!”
– “Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar.”
– “Acima, acima, gageiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal!”
– “Alvíssaras, capitão,
Meu capitão general!
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal!”
Mais enxergo três meninas,
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar.”
– “Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar.”
– “A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.”
– “Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar.”
– “Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.”
– “Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual.”
– “Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar.”
– “Dar-te-ei a Catrineta,
Para nela navegar.”
– “Não quero a Nau Catrineta,
Que a não sei governar.”
– “Que queres tu, meu gageiro,
Que alvíssaras te hei-de dar?”
– “Capitão, quero a tua alma,
Para comigo a levar!”
– “Renego de ti, demónio,
Que me estavas a tentar!
A minha alma é só de Deus;
O corpo dou eu ao mar.”
Tomou-o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar;
E à noite a Nau Catrineta
Estava em terra a varar.  » (ver aqui)

  • Para conheceres outras versões da Nau Catrineta clica aqui

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As Naus de Verde Pinho de Manuel Alegre

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 2, 2014

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Viagem de Bartolomeu Dias contada à minha filha Joana

Sinopse: «Nunca a história da viagem de Bartolomeu Dias foi tão fácil de aprender. Num estilo muito próprio, Manuel Alegre conta aos mais novos, em verso, esta magnífica aventura empreendida por um extraordinário Capitão que levou no coração o país a navegar. Muitos perigos enfrentou e muitas batalhas travou e venceu para que o nome de Portugal nunca mais fosse esquecido.» (in Leyaonline)

«Nesta obra, a novidade está, assim e essencialmente, nos seus destinatários, em subtítulo particularizados na “minha filha Joana”, com ela abrangendo todas as crianças e jovens. Como síntese introdutória, pode dizer-se que Manuel Alegre oferece à família e ao mundo, um breve poema narrativo acerca da gesta dos Descobrimentos portugueses. Nele, assume como referências intertextuais quer a literatura de tradição oral, nomeadamente o romance popular Nau Catrineta, quer a literatura de tradição culta concretizada por Os Lusíadas e Mensagem.»  (profª Olinda Gil in “AS NAUS DE VERDE PINHO” de Manuel Alegre- Guião de leitura para professores )

Este livro de Manuel Alegre fez-nos viajar imenso! As referências históricas e literárias que se cruzam nos seus versos levaram- nos a descobertas fabulosas.  Aqui ficam alguns roteiros de que nos servimos na viagem, para entendermos melhor este poema narrativo de Manuel Alegre:

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Ulisses de Maria Alberta Menéres

Posted by Manuela DLRamos em Maio 26, 2014

—Um best seller da literatura portuguesa para jovens.

A primeira edição de Ulisses, com ilustrações de Diogo Vieira e Nuno Amorim,  é publicada em 1972 pelas edições Afrodite, sendo o nº10 da Colecção Cabra-Cega. A partir de 1998 a obra é reeditada pela ASA, com ilustrações de Isabel Lobinho, chegando em 2010 – ano em que Maria Alberta Menéres celebrou o seu octagésimo aniversário-  à 36ª edição/ reimpressão e aos 700 000 exemplares vendidos. (fonte )

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Numa entrevista ao DN (2010), Maria Alberta Menéres fala das circunstâncias  que a levaram a escrever o livro.
«O Ulisses é um dos seus best sellers. Conte então como aconteceu?
M.A.M. – Na Pedro Santarém, uma das últimas escolas onde estive como professora, a certa altura tinha de fazer aulas de substituição de cada vez que uma professora faltava. E então, como não eram meus alunos e não os conhecia, comecei a contar o Ulisses e isto durou o ano inteiro.
        Às tantas todos queriam ouvir a história e acabei numa sala polivalente enorme a contar o fim. Escrevi-o em cinco dias e foi escrito tal e qual como foi contado. Tem uma grande oralidade, mas resulta muito bem porque as crianças quando o lêem é como se estivessem a ouvir a história. Mas tudo começou de uma tentativa de captar a atenção dos miúdos e fazê-los interessarem-se pelo que estava a contar. » (fonte )

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UlissesET

Apoio à leitura de Ulisses

Ver também

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