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Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Posts Tagged ‘cancioneiro popular’

Mais quadras populares para o Dia de S. Valentim

Posted by Manuela DLRamos em Fevereiro 14, 2015

horizonte20«Ó meu amor, não embarques,
Nem vás para o navio;
Olha que as ondas do mar,
Não são as ondas do rio.

Ter coração sem amor,
É ter noite sem luar;
É ter barco no mar alto,
Sem remos p’ra navegar.»
fonte

in Linguagem e cancioneiro popular poveiro de Júlio António Borges.
Póvoa de Varzim : Câmara Municipal, 2008. ISBN 978-972-9146-58-9.
N.º 20 da coleção  “Na Linha do Horizonte – Biblioteca Poveira” (infelizmente esgotado)

Mais sobre este livro aqui

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“Estava a Bela Infanta”

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 11, 2015

Estava a bela infanta
No seu jardim assentada,
Com o pente de ouro fino
Seus cabelos penteava.
Deitou os olhos ao mar
Viu vir uma grande armada;
Capitão que nela vinha,
Muito bem a governava.

– “Dizei-me, vós capitão
Dessa tão formosa armada
Se vistes o meu marido
Na terra que Deus pisava.”

– “Anda tanto cavaleiro
Naquela terra sagrada …
Mas dizei-me vós, senhora
Os sinais que ele levava.”

– “Levava cavalo branco,
Selim de prata dourada;
Na ponta da sua lança
A cruz de Cristo levava.”

– “Pelos sinais que me destes
Tal cavaleiro não vi
Mas quanto dareis, senhora
A quem no trouxera aqui?”
– “Daria tanto dinheiro
Que não tem conta nem fim
E as telhas do meu telhado
Que são de oiro e marfim.”

– “Guardai o vosso dinheiro
Não o quero para mim
Que darias mais, senhora
A quem o trouxera aqui?

– “As três filhinhas que tenho
Todas tas daria a ti
A mais formosa de todas
Para contigo dormir.”

– “As vossas filhas, infanta,
Não são damas para mim:
Que daríeis mais senhora
A quem o trouxera aqui?”

– “Não tenho mais que te dar,
Nem tu mais que me pedir.”

– “Dá-me outra coisa, senhora
Se queres que o traga aqui.

– “Este anel de sete pedras
Que eu contigo reparti,
Que é dela a outra metade?
Pois a minha, vê-la aqui!”

– “Tantos anos que chorei,
Tantos sustos que tremi! ..
Deus te perdoe, marido,
Que me ias matando aqui.”

NOTAS:

  • Esta versão cantada  pelo Grupo Musical  Maio Moço  apresenta algumas diferenças relativamente à(s) publicada(s) por Almeida Garrett no seu Romanceiro. (Ver por exemplo aqui com proposta de análise textual e histórica por Monica Oliveira)
  • O primeiro volume do Romanceiro e Cancioneiro Geral de Almeida Garrett (1799- 1854) é publicado em 1844, no mesmo ano em que escreve Viagens na minha terra.  Em 1851 saem os 2º e 3º volumes desta antologia de literatura tradicional, «canções populares, xácaras, romances* ou rimances, solaus, ou como lhe queiram chamar.» (AG in Introdução, 2º vol., p.7; ver aqui pdf)
  • *«Primitivamente, romance ou romanço designava o cruzamento das línguas com o latim vulgar dos conquistadores romanos, até se formar, em lenta mas segura evolução, no caso que nos importa, o português individualizado.  Muito mais tarde, a partir do século XV, adquiriu a palavra outra acepção, passando a traduzir composições de natureza narrativa, em forma de quadras de redondilha maior, de inspiração bélica e amorosa, ou abreviadamente, épico-lírica, (…)»Fernando Pires de Lima, in Introdução ao Romanceiro de Almeida Garrett Gabinete de Etnografia , FNAT, 1963 (fonte)
  • Neste blogue  estão publicados muitos dos mais belos romances compilados por Almeida Garrett no no seu Romanceiro.

 

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“Ó mar, tu és um leão!” – bibliofilme

Posted by Manuela DLRamos em Abril 16, 2013

Este foi o último Bibliofilme que enviámos para a 5ª edição do concurso Bibliofilmes.

Este concurso tem três modalidades e nós participamos na modalidade BiblioFilmes: Livros, Bibliotecas, Ação! – videos com o limite de tempo de 3,14 m. (as outras duas modalidades são: Prémio Trailer de Livros da Língua Portuguesa e  Curta BiblioFilmes: curtas-metragens sobre/inspiradas em livros e bibliotecas, até 30 minutos.)

No total, este ano enviamos 7 pequenos vídeos:
Ó mar, tu és um leão!
O resgate de Íris
Mistério do fundo do mar
Aldeia Feliz
Como se te chamasse
Tarte de Maçã” (À mesa com Eça de Queirós)
Vamos descobrir as bibliotecas

Todas as participações podem ser visionadas aqui
O resultado da votação do júri e da votação popular -que começa hoje  e decorre até ao dia 21- será divulgado no dia 23 de abril, dia Mundial do Livro.

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O Mar no Cancioneiro Popular

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 22, 2013

marO Mar no Cancioneiro Popular é um sítio onde se  pode encontrar uma seleção de quadras soltas e cantigas populares tradicionais, assim como lengalengas e cantigas infantis, de alguma forma relacionadas com o MAR*.

Inclui a referência das fontes consultadas (cancioneiros antigos – alguns deles agora acessíveis em versão digital- e antologias mais atuais) e outra bibliografia sobre o tema.

Esperamos que desperte a vontade de embarcar, de moto- próprio, numa viagem de descoberta e apreço pela Literatura Tradicional.

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“Cantiga ao desafio”

Posted by Manuela DLRamos em Março 5, 2012

– Menina, que sabe ler,
também sabe soletrar!
Diga lá, minha menina:
quantos peixes há no mar?

– Quantos peixes há no mar?
eu já te vou responder
São metade e outros tantos
fora os que ainda estão por nascer.

Diz-me lá, ó cantador,
quantas penas tem um pato?
quantos picos um ouriço,
quantos cabelos um gato?

-Menina, perguntas bem,
agora respondo eu:
penas, picos e cabelos
só têm os que Deus lhe deu.

-Tenho duzentos lencinhos,
um coroa em cada ponta:
ó menina que é tão fina,
faça-me lá essa conta!

-São quatrocentos mil réis
nem é preciso escrever,
que és um belo cantador
já ficámos a saber.

– Menina que tanto sabe,
responda a esta pergunta:
que ciência tem o mar,
que tanta água em si junta?

– A ciência que o mar tem,
não é coisa de pasmar:
não há rio nem regato
que ao mar não vá parar. 

Alice Vieira, Eu bem vi nascer o sol, Caminho
(carregar no título ou na capa do livro para aceder a parte do seu conteúdo digitalizado)

Para saber mais:

  • Estas cantigas, também chamadas cantigas à desgarrada, são cantigas em que os cantadores e as cantadeiras improvisam e entram em despique. Algumas destas cantigas fazem parte do nosso património e  estão registadas nos cancioneiros  É o caso destas quadras que Alice Vieira compilou na sua antologia de literatura tradicional. (ver variantes e outras versões desta cantiga aqui).
  • PP&EE: recensão na casa da leitura

Nota: este artigo também foi publicado aqui

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Poema e quadras ao gosto popular – Fernando Pessoa

Posted by bibliobeiriz em Fevereiro 14, 2012

Não são lenços de namorados, mas foi neles que se inspiraram os alunos do 5º E para escreverem (sem erros ;-) poemas de amor de poetas consagrados. E que bem que ficaram. Estes são de Fernando Pessoa.
..

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p´ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P´ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

——–

Eu tenho um colar de pérolas
Enfiado para te dar:
As pérolas são os meus beijos,
O fio é o meu penar.

Dias são dias, e noites
São noites e não dormi…
Os dias a não te ver
As noites pensando em ti.

Fonte- Arquivo Pessoa: Obra Édita

(atividade orientada pela profª Maria João Pereira)

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Quadras populares para o dia de S. Valentim

Posted by Manuela DLRamos em Fevereiro 12, 2012

cropped-arborOliveira bate à porta
Alecrim vai ver quem é.
São os olhos da Maria
Que vêm namorar José.

Trago dentro do peito
Cidra, laranja, limão;
Para trazer toda a fruta
Falta-me o teu coração.

Mais quadras do cancioneiro popular aqui  e aqui

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“Cantiga de Reis” in Primeiro Livro de Poesia

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 6, 2012

Santos Reis, santos coroados,
Vinde ver quem vos coroou.
Foi a Virgem, mãe sagrada,
Quando por aqui passou.

O caminho era torto,
Uma estrela vos guiou.
Em cima de uma cabana
Essa estrela se pousou.

A cabana era pequena,
Não cabiam todos três;
Adoraram Deus-Menino
Cada um por sua vez.

in Primeiro Livro de Poesia – Poemas em língua portuguesa para a infância e a adolescência– selecção de Sophia de Mello Breyner Andresen. Ilustração de Júlio Resende. (Lisboa: Editorial Caminho)

Na Biblioteca temos 13 exemplares deste livro recomendado pelo PNL para leitura orientada na sala de aula e que integra a lista de obras de “leitura obrigatória” nas novas metas curriculares do Português (Educação Literária).

«Este livro não é uma antologia e muito menos uma antologia panorâmica. Constituído por obras de poetas de todos os países de língua oficial portuguesa, é um livro de iniciação, destinado à infância e à adolescência e onde procurei reunir poemas que, sendo verdadeira poesia, sejam também acessíveis. […] Não quis fazer um livro de ensino mas apenas mostrar o poema em si próprio. Pois creio que só a arte é didática.» Sophia de Mello Breyner Andresen (do Posfácio da primeira edição)

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Quadras populares para o dia de S. Valentim

Posted by Manuela DLRamos em Fevereiro 14, 2011

mais quadras populares  sobre o coracaoaqui e aqui

Apresentações elaboradas durante as sessões de introdução às TIC que se realizam regularmente na BE durante os tempos livres dos alunos.

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Árvore da Poesia em Paçô

Posted by Manuela DLRamos em Março 26, 2010

A árvore da poesia por todos (pequenos e crescidos) “plantada” na Escola EB1 de Paçô ficou muito bonita.

Nesta nossa arvorezinha, repleta de folhinhas de carvalho onde os meninos e meninas escreveram quadras populares, empoleiraram-se um melro, um pisco e um verdilhão. Para animar a festa, no dia em que terminámos a árvore,  as  andorinhas-das-chaminés apareceram numa lufa-lufa.

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Árvores, Poesia, Primavera!

Posted by bibliobeiriz em Março 21, 2010

«A Primavera já está a acender as suas árvores. Põe qualquer coisa como uma flor em qualquer coisa como uma lapela e sai de assobio para a rua. Sê atrevido – e levanta, nem que seja só em imaginação, a tua própria árvore, nos sítios mais inesperados. ( Alexandre O’Neill, Já cá não está quem falou (Assírio & Alvim, 2008)

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