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Posts Tagged ‘Descobrimentos’

Pindorama- Palavra cantada

Posted by Manuela DLRamos em Maio 3, 2016

Foi há 516 anos, em finais de abril, que Pedro Álvares de Cabral chegou às terras que apelidou de Vera Cruz. No dia 1º de maio, Pêro Vaz de Caminha, cavaleiro real e escrivão que seguia na armada com a missão de relatar a viagem (que pretendia ir para a Índia mas aportou primeiro às terras do Brasil), terminava a sua célebre carta ao rei D. Manuel I.

Por essas razões (e porque os alunos do 5º ano andam a estudar os “Descobrimentos”), aqui fica esta canção do grupo Palavra Cantada, com as vozes de duas crianças, uma a cantar em português do Brasil e outra em português de Portugal. Espero que gostem, tanto como nós.

[Pindorama: palavra derivada do Tupi-Guarani, significa Terra das Palmeiras (seria o nome que os nativos chamavam às terras brasileiras quando do descobrimento pelas naus portuquesas comandadas por Pedro Álvares Cabral)]

PINDORAMA (Terra à vista!)

«Pindorama, Pindorama
É o Brasil antes de Cabral
Pindorama, Pindorama
É tão longe de Portugal
Fica além, muito além
Do encontro do mar com o céu
Fica além, muito além
Dos domínios de Dom Manuel

Vera Cruz, Vera Cruz
Quem achou foi Portugal
Vera Cruz, Vera Cruz
Atrás do Monte Pascoal
Bem ali Cabral viu
Dia 22 de abril
Não só viu, descobriu
Toda a terra do Brasil

Pindorama, Pindorama
Mas os índios já estavam aqui
Pindorama, Pindorama
Já falavam tupi-tupi
Só depois, vêm vocês
Que falavam tupi-português
Só depois com vocês
Nossa vida mudou de uma vez

Pero Vaz, Pero Vaz
Disse em uma carta ao rei
Que num altar, sob a cruz
Rezou missa o nosso frei
Mas depois seu Cabral
Foi saindo devagar
Do país tropical
Para as Índias encontrar

Para as índias, para as índias
Mas as índias já estavam aqui
Avisamos: “olha as índias!”
Mas Cabral não entende tupi
Se mudou para o mar
Ver as índias em outro lugar
Deu chabu, deu azar
Muitas naus não puderam voltar

Mas, enfim, desconfio
Não foi nada ocasional
Que Cabral, num desvio
Viu a terra e disse: “Uau!”
Não foi não, foi um fim
Foi um plano imperial
Pra aportar seu navio
Num país monumental

Ao Álvares Cabral
Ao El Rei Dom Manuel
Ao índio do Brasil
E ainda quem me ouviu
Vou dizer, descobri
O Brasil tá inteirinho na voz
Quem quiser vai ouvir
Pindorama tá dentro de nós

Ao Álvares Cabral
Ao El Rei Dom Manuel
Ao índio do Brasil
E ainda quem me ouviu
Vou dizer, vem ouvir
É um país muito sutil
Quem quiser descobrir
Só depois do ano 2000»

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As Naus de Verde Pinho de Manuel Alegre

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 2, 2014

naus_de_verde_pinho

Viagem de Bartolomeu Dias contada à minha filha Joana

Sinopse: «Nunca a história da viagem de Bartolomeu Dias foi tão fácil de aprender. Num estilo muito próprio, Manuel Alegre conta aos mais novos, em verso, esta magnífica aventura empreendida por um extraordinário Capitão que levou no coração o país a navegar. Muitos perigos enfrentou e muitas batalhas travou e venceu para que o nome de Portugal nunca mais fosse esquecido.» (in Leyaonline)

«Nesta obra, a novidade está, assim e essencialmente, nos seus destinatários, em subtítulo particularizados na “minha filha Joana”, com ela abrangendo todas as crianças e jovens. Como síntese introdutória, pode dizer-se que Manuel Alegre oferece à família e ao mundo, um breve poema narrativo acerca da gesta dos Descobrimentos portugueses. Nele, assume como referências intertextuais quer a literatura de tradição oral, nomeadamente o romance popular Nau Catrineta, quer a literatura de tradição culta concretizada por Os Lusíadas e Mensagem.»  (profª Olinda Gil in “AS NAUS DE VERDE PINHO” de Manuel Alegre- Guião de leitura para professores )

Este livro de Manuel Alegre fez-nos viajar imenso! As referências históricas e literárias que se cruzam nos seus versos levaram- nos a descobertas fabulosas.  Aqui ficam alguns roteiros de que nos servimos na viagem, para entendermos melhor este poema narrativo de Manuel Alegre:

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