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Posts Tagged ‘Educação literária 6º ano’

A Odisseia de Ulisses

Posted by Manuela DLRamos em Maio 4, 2017

Agora que vamos iniciar a leitura de Ulisses (no 6º ano) vale a pena apreciar este “video mash up”  sobre a Odisseia (com música dos Beatles e clips da fantástica série da TV de 1997).

 

Apoio à leitura de Ulisses

>>> Clica na imagem para aceder à estante de livros do Goodreads da BE sobre a Grécia Antiga

Ver também

Série Grandes Livros: HOMERO

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Os Piratas de Manuel António Pina

Posted by Manuela DLRamos em Maio 2, 2015

piratasPortoEditora imagemPiratasAfrontamento Livro aconselhado pelo PNL, destinado a leitura orientada na sala de aula para o 6º ano – Grau de Dificuldade III (lista de julho 2011), posteriormente indicado como leitura “obrigatória” nas novas metas curriculares, também para o 6º ano.

As imagens reproduzem as capas da última edição, da Porto Editora (2014) ilustrada por Carla Manso e a da edição de 1997, da  Afrontamento, atualmente esgotada.

Trata-se da adaptação para teatro (em nove cenas) da novela homónima de Manuel António Pina, adaptação que, de acordo com a sinopse da editora, «foi feita pelo próprio autor, que acompanhou a montagem da peça no Teatro Pé de Vento, e por isso está recheada de preciosas indicações de cena.» (fonte ).

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piratasManuelaBacelarpiratasEmidioOriginalmente publicada pela Areal Editores, em 1986, com ilustrações de Manuela Bacelar (ver) a novela é reeditada em 2003, pelas Edições Asa, desta vez ilustrada pelo pintor José Emídio, estando ambas as edições esgotadas.

Trata-se de uma das mais complexas (e sombrias) obras de Manuel António Pina, com personagens ambíguas e uma trama narrativa indefinida (ler artigo e recensão de Sara Reis da Silva no fim do post).

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Mais uma escolha que deixará alguns professores e pais perplexos. Porquê esta obra na sua adaptação teatral? Uma obra previamente considerada difícil pelo PNL, instituída agora em leitura obrigatória (nas Metas curriculares)? Não sendo sequer incluída no número daquelas para as quais é dada uma alternativa, como no caso, por exemplo, de Ulisses de Maria Alberta Menéres que alterna com Contos Gregos de António Sérgio.

Não faltam no entanto, verdade seja dita, guiões e itinerários de leitura. Aqui ficam apontadores para alguns, os très primeiros sobre a adaptação teatral, os outros dois sobre a novela original.

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Recensão de Sara Reis da Silva in Casa da Leitura: «Um dos títulos mais marcantes da original obra de M. A. P., esta novela, escrita na primeira pessoa, é emoldurada pelo mistério, pela hesitação entre o real e o onírico e pela memória. Esta é a história de Manuel, um rapaz de 8 anos, que vive numa ilha e que, de repente, se vê envolvido na tragédia de um naufrágio e, ainda, num episódio (verdadeiro ou sonhado?) de um ataque de piratas. Nesta narrativa, assiste-se à ficcionalização de elementos que se situam no universo da memória historico-literária portuguesa ou de tópicos como, por exemplo, a vocação atlântica ou as aventuras marítimas (os perigos, por exemplo, da pirataria, os naufrágios, a protagonização masculina, a solidão e a espera femininas, a incerteza, entre outros) e a literatura de viagens. Este é um texto que suscita um conjunto de leituras intertextuais e em que o histórico e o imaginário se cruzam significativamente, sendo diversas as alusões a lendas ou a mitos, bem como a reminiscências de natureza geográfica e histórica portuguesas, aspectos que acabam por se revestir de uma importante funcionalidade na própria construção ficcional.»

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Adenda : Por curiosidade, refira-se a ligação que esta obra tem com os trabalhos do realizador chileno Raul Ruiz (« um telefilme em três episódios, intitulado Manuel na Ilha das Maravilhas/ Manoel dans l’île des Merveilles (1984), e, mais tarde, o filme Les Destins de Manoel(1985).» (cf Sara Reis da Silva in “Vivo numa ilha, ou uma ilha vive em mim”: A novela Os Piratas, de Manuel António Pina”– forma breve, 2013 pp 59-76)

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“Estava a Bela Infanta”

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 11, 2015

Estava a bela infanta
No seu jardim assentada,
Com o pente de ouro fino
Seus cabelos penteava.
Deitou os olhos ao mar
Viu vir uma grande armada;
Capitão que nela vinha,
Muito bem a governava.

– “Dizei-me, vós capitão
Dessa tão formosa armada
Se vistes o meu marido
Na terra que Deus pisava.”

– “Anda tanto cavaleiro
Naquela terra sagrada …
Mas dizei-me vós, senhora
Os sinais que ele levava.”

– “Levava cavalo branco,
Selim de prata dourada;
Na ponta da sua lança
A cruz de Cristo levava.”

– “Pelos sinais que me destes
Tal cavaleiro não vi
Mas quanto dareis, senhora
A quem no trouxera aqui?”
– “Daria tanto dinheiro
Que não tem conta nem fim
E as telhas do meu telhado
Que são de oiro e marfim.”

– “Guardai o vosso dinheiro
Não o quero para mim
Que darias mais, senhora
A quem o trouxera aqui?

– “As três filhinhas que tenho
Todas tas daria a ti
A mais formosa de todas
Para contigo dormir.”

– “As vossas filhas, infanta,
Não são damas para mim:
Que daríeis mais senhora
A quem o trouxera aqui?”

– “Não tenho mais que te dar,
Nem tu mais que me pedir.”

– “Dá-me outra coisa, senhora
Se queres que o traga aqui.

– “Este anel de sete pedras
Que eu contigo reparti,
Que é dela a outra metade?
Pois a minha, vê-la aqui!”

– “Tantos anos que chorei,
Tantos sustos que tremi! ..
Deus te perdoe, marido,
Que me ias matando aqui.”

NOTAS:

  • Esta versão cantada  pelo Grupo Musical  Maio Moço  apresenta algumas diferenças relativamente à(s) publicada(s) por Almeida Garrett no seu Romanceiro. (Ver por exemplo aqui com proposta de análise textual e histórica por Monica Oliveira)
  • O primeiro volume do Romanceiro e Cancioneiro Geral de Almeida Garrett (1799- 1854) é publicado em 1844, no mesmo ano em que escreve Viagens na minha terra.  Em 1851 saem os 2º e 3º volumes desta antologia de literatura tradicional, «canções populares, xácaras, romances* ou rimances, solaus, ou como lhe queiram chamar.» (AG in Introdução, 2º vol., p.7; ver aqui pdf)
  • *«Primitivamente, romance ou romanço designava o cruzamento das línguas com o latim vulgar dos conquistadores romanos, até se formar, em lenta mas segura evolução, no caso que nos importa, o português individualizado.  Muito mais tarde, a partir do século XV, adquiriu a palavra outra acepção, passando a traduzir composições de natureza narrativa, em forma de quadras de redondilha maior, de inspiração bélica e amorosa, ou abreviadamente, épico-lírica, (…)»Fernando Pires de Lima, in Introdução ao Romanceiro de Almeida Garrett Gabinete de Etnografia , FNAT, 1963 (fonte)
  • Neste blogue  estão publicados muitos dos mais belos romances compilados por Almeida Garrett no no seu Romanceiro.

 

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Ulisses de Maria Alberta Menéres

Posted by Manuela DLRamos em Maio 26, 2014

—Um best seller da literatura portuguesa para jovens.

A primeira edição de Ulisses, com ilustrações de Diogo Vieira e Nuno Amorim,  é publicada em 1972 pelas edições Afrodite, sendo o nº10 da Colecção Cabra-Cega. A partir de 1998 a obra é reeditada pela ASA, com ilustrações de Isabel Lobinho, chegando em 2010 – ano em que Maria Alberta Menéres celebrou o seu octagésimo aniversário-  à 36ª edição/ reimpressão e aos 700 000 exemplares vendidos. (fonte )

Ulisses 1972  ulisses1998_ulisses12001

Numa entrevista ao DN (2010), Maria Alberta Menéres fala das circunstâncias  que a levaram a escrever o livro.
«O Ulisses é um dos seus best sellers. Conte então como aconteceu?
M.A.M. – Na Pedro Santarém, uma das últimas escolas onde estive como professora, a certa altura tinha de fazer aulas de substituição de cada vez que uma professora faltava. E então, como não eram meus alunos e não os conhecia, comecei a contar o Ulisses e isto durou o ano inteiro.
        Às tantas todos queriam ouvir a história e acabei numa sala polivalente enorme a contar o fim. Escrevi-o em cinco dias e foi escrito tal e qual como foi contado. Tem uma grande oralidade, mas resulta muito bem porque as crianças quando o lêem é como se estivessem a ouvir a história. Mas tudo começou de uma tentativa de captar a atenção dos miúdos e fazê-los interessarem-se pelo que estava a contar. » (fonte )

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UlissesET

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