BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Posts Tagged ‘educação literária’

AtrapalhArte- Teatro na Escola

Posted by Manuela DLRamos em Fevereiro 28, 2017

A companhia AtrapalhArte  – “Provavelmente a Melhor Companhia de Teatro Infantil do País” – de novo no Agrupamento para fazer as delícias de miúdos… e graúdos.  Nas próximas  5ª e 6ª feira, dias 2 e 3 de março.

Chegou finalmente a vez do 2º e do 3º ciclo (em novembro, as atuações foram  para o pré-escolar e o 1º ciclo) que assistirão às peças O Príncipe Nabo (a partir do livro homónimo de Ilse Losa), Ali Babá e os 40 ladrões  e Os Bichos (baseado em dois contos de Miguel Torga), adaptações de três obras abordadas em contexto de sala de aula no âmbito da Educação Literária.
atrapalharte-2

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Os Maias (webfolio)

Posted by Manuela DLRamos em Maio 17, 2015

Webfolio de apoio ao estudo da obra
capas.osmaias
Alunos destinatários > 11º ano

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A Ilha Encantada- Hélia Correia

Posted by Manuela DLRamos em Abril 7, 2015

a ilha encantada

  • Clica  nas referências bibliográficas, ou na imagem da capa para obteres mais informação sobre esta obra  e prepara-te para iniciares uma viagem apaixonante pelo mundo da literatura e não só (pintura, cinema, música…).  

Como escreve  Hélia Correia, na  introdução da sua adaptação da peça de William Shakespeare (1564-1616)«Compare-se esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…)

Sobre esta A Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da família, com ternura e com falta de respeito.

Muitos dos que conhecem Próspero e Caliban ignoram, na verdade, Próspero e Caliban. Há que voltar ao texto que, apesar de fortemente acompanhado pela História, resplandece na sua auto-suficiência, senhor de uma difícil beleza em estado bruto.»  (fonte). 

Guião de Leitura  (da editora Leya)

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A Cavalo no Tempo- de Luísa Ducla Soares no Cata Livros

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 27, 2015

Na Biblioteca temos este livro de engraçados poemas de Luísa Ducla Soares ilustrado por Teresa Lima que anda a ser muito requisitado para as aulas de Português do 5º ano.

Mas sabiam que também o podem ler on line no Cata Livros?
Cliquem na imagem, e toca a cavalgar no tempo! (nota: o portal do Cata Livros parece não estar a funcionar ultimamente…vamos esperar para ver- maio2015)
cavalonotempo

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“Estava a Bela Infanta”

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 11, 2015

Estava a bela infanta
No seu jardim assentada,
Com o pente de ouro fino
Seus cabelos penteava.
Deitou os olhos ao mar
Viu vir uma grande armada;
Capitão que nela vinha,
Muito bem a governava.

– “Dizei-me, vós capitão
Dessa tão formosa armada
Se vistes o meu marido
Na terra que Deus pisava.”

– “Anda tanto cavaleiro
Naquela terra sagrada …
Mas dizei-me vós, senhora
Os sinais que ele levava.”

– “Levava cavalo branco,
Selim de prata dourada;
Na ponta da sua lança
A cruz de Cristo levava.”

– “Pelos sinais que me destes
Tal cavaleiro não vi
Mas quanto dareis, senhora
A quem no trouxera aqui?”
– “Daria tanto dinheiro
Que não tem conta nem fim
E as telhas do meu telhado
Que são de oiro e marfim.”

– “Guardai o vosso dinheiro
Não o quero para mim
Que darias mais, senhora
A quem o trouxera aqui?

– “As três filhinhas que tenho
Todas tas daria a ti
A mais formosa de todas
Para contigo dormir.”

– “As vossas filhas, infanta,
Não são damas para mim:
Que daríeis mais senhora
A quem o trouxera aqui?”

– “Não tenho mais que te dar,
Nem tu mais que me pedir.”

– “Dá-me outra coisa, senhora
Se queres que o traga aqui.

– “Este anel de sete pedras
Que eu contigo reparti,
Que é dela a outra metade?
Pois a minha, vê-la aqui!”

– “Tantos anos que chorei,
Tantos sustos que tremi! ..
Deus te perdoe, marido,
Que me ias matando aqui.”

NOTAS:

  • Esta versão cantada  pelo Grupo Musical  Maio Moço  apresenta algumas diferenças relativamente à(s) publicada(s) por Almeida Garrett no seu Romanceiro. (Ver por exemplo aqui com proposta de análise textual e histórica por Monica Oliveira)
  • O primeiro volume do Romanceiro e Cancioneiro Geral de Almeida Garrett (1799- 1854) é publicado em 1844, no mesmo ano em que escreve Viagens na minha terra.  Em 1851 saem os 2º e 3º volumes desta antologia de literatura tradicional, «canções populares, xácaras, romances* ou rimances, solaus, ou como lhe queiram chamar.» (AG in Introdução, 2º vol., p.7; ver aqui pdf)
  • *«Primitivamente, romance ou romanço designava o cruzamento das línguas com o latim vulgar dos conquistadores romanos, até se formar, em lenta mas segura evolução, no caso que nos importa, o português individualizado.  Muito mais tarde, a partir do século XV, adquiriu a palavra outra acepção, passando a traduzir composições de natureza narrativa, em forma de quadras de redondilha maior, de inspiração bélica e amorosa, ou abreviadamente, épico-lírica, (…)»Fernando Pires de Lima, in Introdução ao Romanceiro de Almeida Garrett Gabinete de Etnografia , FNAT, 1963 (fonte)
  • Neste blogue  estão publicados muitos dos mais belos romances compilados por Almeida Garrett no no seu Romanceiro.

 

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“A Nau Catrineta” versão animada de Artur Correia

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 5, 2014

Para saberes mais sobre a Nau Catrineta (e conheceres outras versões) clica aqui

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“A Nau Catrineta” cantada por Fausto

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 5, 2014

Neste videoclip o cantor interpreta a versão recolhida por Almeida Garrett  (1799- 1854) e publicada no seu Romanceiro (1843)

NAU CATRINETA

«Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide agora, senhores,
Uma história de pasmar.
Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar,
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar.
Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
Que a não puderam tragar.
Deitaram sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão general.
– “Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal!”
– “Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar.”
– “Acima, acima, gageiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal!”
– “Alvíssaras, capitão,
Meu capitão general!
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal!”
Mais enxergo três meninas,
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar.”
– “Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar.”
– “A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.”
– “Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar.”
– “Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.”
– “Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual.”
– “Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar.”
– “Dar-te-ei a Catrineta,
Para nela navegar.”
– “Não quero a Nau Catrineta,
Que a não sei governar.”
– “Que queres tu, meu gageiro,
Que alvíssaras te hei-de dar?”
– “Capitão, quero a tua alma,
Para comigo a levar!”
– “Renego de ti, demónio,
Que me estavas a tentar!
A minha alma é só de Deus;
O corpo dou eu ao mar.”
Tomou-o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar;
E à noite a Nau Catrineta
Estava em terra a varar.  » (ver aqui)

  • Para conheceres outras versões da Nau Catrineta clica aqui

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As Naus de Verde Pinho de Manuel Alegre

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 2, 2014

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Viagem de Bartolomeu Dias contada à minha filha Joana

Sinopse: «Nunca a história da viagem de Bartolomeu Dias foi tão fácil de aprender. Num estilo muito próprio, Manuel Alegre conta aos mais novos, em verso, esta magnífica aventura empreendida por um extraordinário Capitão que levou no coração o país a navegar. Muitos perigos enfrentou e muitas batalhas travou e venceu para que o nome de Portugal nunca mais fosse esquecido.» (in Leyaonline)

«Nesta obra, a novidade está, assim e essencialmente, nos seus destinatários, em subtítulo particularizados na “minha filha Joana”, com ela abrangendo todas as crianças e jovens. Como síntese introdutória, pode dizer-se que Manuel Alegre oferece à família e ao mundo, um breve poema narrativo acerca da gesta dos Descobrimentos portugueses. Nele, assume como referências intertextuais quer a literatura de tradição oral, nomeadamente o romance popular Nau Catrineta, quer a literatura de tradição culta concretizada por Os Lusíadas e Mensagem.»  (profª Olinda Gil in “AS NAUS DE VERDE PINHO” de Manuel Alegre- Guião de leitura para professores )

Este livro de Manuel Alegre fez-nos viajar imenso! As referências históricas e literárias que se cruzam nos seus versos levaram- nos a descobertas fabulosas.  Aqui ficam alguns roteiros de que nos servimos na viagem, para entendermos melhor este poema narrativo de Manuel Alegre:

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“Cantiga de Reis” in Primeiro Livro de Poesia

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 6, 2012

Santos Reis, santos coroados,
Vinde ver quem vos coroou.
Foi a Virgem, mãe sagrada,
Quando por aqui passou.

O caminho era torto,
Uma estrela vos guiou.
Em cima de uma cabana
Essa estrela se pousou.

A cabana era pequena,
Não cabiam todos três;
Adoraram Deus-Menino
Cada um por sua vez.

in Primeiro Livro de Poesia – Poemas em língua portuguesa para a infância e a adolescência– selecção de Sophia de Mello Breyner Andresen. Ilustração de Júlio Resende. (Lisboa: Editorial Caminho)

Na Biblioteca temos 13 exemplares deste livro recomendado pelo PNL para leitura orientada na sala de aula e que integra a lista de obras de “leitura obrigatória” nas novas metas curriculares do Português (Educação Literária).

«Este livro não é uma antologia e muito menos uma antologia panorâmica. Constituído por obras de poetas de todos os países de língua oficial portuguesa, é um livro de iniciação, destinado à infância e à adolescência e onde procurei reunir poemas que, sendo verdadeira poesia, sejam também acessíveis. […] Não quis fazer um livro de ensino mas apenas mostrar o poema em si próprio. Pois creio que só a arte é didática.» Sophia de Mello Breyner Andresen (do Posfácio da primeira edição)

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