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Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Posts Tagged ‘exame’

Prova Final de Português 9º ano- 2014 (1ª chamada)

Posted by Manuela DLRamos em Junho 17, 2014

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Ouvir E. Ferreira, da Associção de Professores de Português na TSF : «(…) um terço da matéria dada durante o ano letivo ficou de fora do exame. »

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“O caçador de borboletas” de Álvaro Magalhães

Posted by Manuela DLRamos em Maio 28, 2014

Sorridente, ao nascer do dia,
ele sai de casa com a sua rede.cacadorborbolestas

Vai caçar borboletas, mas fica preso
à frescura do rio que lhe mata a sede
ou ao encanto das flores do prado.
Vê tanta beleza à sua volta
que esquece a rede em qualquer lado
e antes de caçar já foi caçado.

À noite, regressa a casa cansado
e estranhamente feliz
porque a sua caixa está vazia,
mas diz sempre, suspirando:
Que grande caçada e que belo dia!

Antes de entrar, limpa as botas
num tapete de compridos pêlos
e sacode, distraído,
as muitas borboletas de mil cores
que lhe pousaram nos ombros, nos cabelos.

Álvaro Magalhães
O reino perdido, 2000

Um dos textos literários do teste intermédio de Português  do 2º ano (Caderno 1 – Fonte: GAVE )

 

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Contos que o Vento Soprou – de Teresa Saavedra

Posted by Manuela DLRamos em Maio 20, 2014

contosqueoventosoprou

 

Publicado no  Scoop.it – LIVROS e LEITURAS

 

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Em destaque no Scoop.it

Posted by Manuela DLRamos em Maio 15, 2014

Aproximam-se os exames! Palavra de ordem: concentrar e não stressar.

APOIO ESTUDO:  MATEMÁTICA E PORTUGUÊS

ABRINCAR TAMBÉM SE APRENDE:  MATEMÁTICA e PORTUGUÊS 

As Provas finais e exames nacionais – Ensino básico e secundário realizadas em 2013 podem ser consultadas aqui

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Votos de cabeça no sítio, boa sorte …

Posted by Manuela DLRamos em Junho 26, 2013

e uma piadinha para relaxar.

Encontre_o_x

Atualização_ Provas do exame em pdf (fonte GAVE)

Matemática -6º ano: Caderno 1  – Caderno 2 – Critérios – Critérios adaptados 
Matemática – 9º ano: Prova  – Critérios – Critérios adaptados 

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Exame de Português – 9º ano

Posted by Manuela DLRamos em Junho 21, 2013


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Aceder em baixo à prova e critérios de correção (pdf)
Português – 91 – Prova – Critérios 
Fonte GAVE

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A Sereiazinha

Posted by Manuela DLRamos em Maio 7, 2013

(Texto literário da 1ª parte do exame do 4º ano- aceder ao exame completo aqui)

sereiazinha«Longe, lá longe no mar alto, a água é tão azul como as pétalas da mais bela centáurea e tão límpida como o vidro mais transparente; mas é profunda, muito profunda, tão profunda que nenhuma âncora jamais lá chegou. Nessas profundezas vivia o povo das águas.
Não se deve pensar, nem por um único momento, que lá em baixo não há nada senão areia branca. Não, a verdade é que crescem aí as mais maravilhosas árvores e plantas, com caules e folhas tão frágeis e sensíveis que ondulam com o mais leve movimento das águas, como criaturas animadas de vida. Toda a espécie de peixes, grandes e pequenos, desliza por entre os ramos, como aves voando pelo ar. No sítio mais profundo, fica o palácio do rei. As paredes são de coral e as compridas janelas pontiagudas são do âmbar mais transparente, enquanto o telhado é feito de conchas de ostras que abrem e fecham com as ondas.

O rei era viúvo há muitos anos, e a rainha mãe é que lhe governava a casa. Era uma senhora idosa e muito sensata, embora demasiado orgulhosa da sua posição real, pelo que usava sempre doze ostras na cauda, ao passo que às outras pessoas da realeza só era permitido usar seis. Mas ela merecia um tratamento especial, porque cuidava das princesinhas suas netas.
Eram seis, todas belas, mas a mais nova era a mais bela de todas. A sua pele era como uma pétala de rosa, lisa e sedosa, e os seus olhos eram tão azuis como o lago mais profundo. Mas, tal como as outras, não tinha pés: o seu corpo terminava numa cauda de peixe. Durante todo o dia, ela e as suas irmãs brincavam no palácio, saindo e entrando das enormes salas, onde cresciam flores marinhas nas paredes.

Fora do palácio havia um grande jardim com árvores vermelhas como o fogo e azuis como o mar. Cada uma das princesinhas tinha uma pequena parcela de jardim que ela própria cultivava como queria. Uma deu ao seu canteiro a forma de uma baleia; outra, a de uma sereia. Mas a mais nova desenhou o seu canteiro em círculo, como o Sol, e as únicas flores que lá plantou eram como pequenos sóis, com o mesmo brilho e a mesma cor.

Era uma criança estranha, calada e pensativa. Enquanto as outras irmãs decoravam os seus canteiros com várias coisas provenientes de navios afundados, o único ornamento que ela escolheu foi uma bela escultura de mármore representando um lindo rapazinho, feita de pedra branca e proveniente também de um naufrágio. Ao lado do rapazinho de mármore plantou uma roseira que parecia um salgueiro-chorão, a qual cresceu rapidamente, até que os seus ramos se curvaram sobre a figura de pedra, tocando na areia azul do fundo.

Nada dava maior prazer à princesinha do que ouvir falar do longínquo mundo dos seres humanos. Pedia à velha avó que lhe contasse tudo o que sabia sobre navios e cidades, pessoas e animais. Achava estranho e maravilhoso que as flores da terra tivessem cheiro, porque as do mar não cheiravam a nada.
– Assim que fizerem quinze anos – disse a avó às suas netas – podem ir até à superfície, sentar-se nas rochas ao luar e ver os grandes navios que passam lá em cima. Se tiverem coragem suficiente, até poderão ver bosques e cidades! (…)»

Hans Christian Andersen, A Sereiazinha (trad. Ribeiro da Fonseca), 2.ª edição, Porto, Edições Afrontamento, 2009
(texto com supressões)

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