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Posts Tagged ‘homenagem’

Maria Keil- In memoriam

Posted by Manuela DLRamos em Junho 10, 2012

MK faleceu hoje

«(…) Maria fica sempre fora de todos os discursos.
Há algo de imponderável, de não tocável ou que possa ser descrito na pessoa física, na personalidade tão rara de Maria Keil.
E, contudo, como os seus pés frágeis estão bem assentes na terra, como o seu espírito crítico tão agudo, enriquecido pela lâmina fina do humor, olha o Mundo – Mundo mais belo e justo se fosse cumprido o seu sonho.
Maria (que tesouro tê-la como amiga há tantos anos!) nunca envelheceu. É aquela Menina sempre criança, que tem a sabedoria de muitos anos e a humildade digna de um ser humano que recusa ser importante, consciente do Bem e do Belo que lhe são intrínsecos.
Por vezes, penso na Maria e tenho, junto de mim, uma ave, leve, de asas luminosas que, naquele instante, está emigrada para muito longe. Só.
E na solidão procurada, chora.
Depois, volta e sorri. Ri. Dá aquelas gargalhadas fininhas, como só Maria sabe dar. (…)
Maria, obrigada de todo o coração.
Encontrar seu voo em livros meus foi, para mim, um raro presente da vida que a sua generosidade nunca me recusou. (…)»  Matilde Rosa Araújo, aqui

Fonte da imagem -ilustração de Maria Keil para O Cantar da Tila de Matilde Rosa Araújo (1967)

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Na nossa BE temos os seguintes livros com a marca de Maria Keil
(ordenação cronológica por data de edição, via BN):

  • Os presentes / Maria Keil. Lisboa : Livros Horizonte, 1979.  Ler livro no Cata Livros
  • Lote 12, 2o frente / Alice Vieira ; il. Maria Keil. 2a ed. Lisboa : Caminho, 1983.
  • O gato dourado / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. Lisboa : Horizonte, 1985.
  • O palhaço verde : novela infantil / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. 5a ed. Lisboa : Livros Horizonte, 1995.
  • O livro de Marianinha : lengalengas e toadilhas em prosa rimada / Aquilino Ribeiro ; il. Maria Keil. 2a ed. Venda Nova : Bertrand, 1993.
  • A abelha Zulmira / Teresa Balté ; il. Maria Keil. 3a ed. Porto : Asa, 1998
  • As cançõezinhas da Tila / textos Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil ; partituras Fernando Lopes Graça. 1a ed. Porto : Civilização, 1998.
  • Segredos e brinquedos / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. Lisboa : Caminho, 2000.

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Maria Keil diz que… from Cata Livros on Vimeo.

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“Alma a Sangrar”- Florbela Espanca

Posted by Manuela DLRamos em Março 8, 2012

Quem fez ao sapo o leito carmesim
De rosas desfolhadas à noitinha?
E quem vestiu de monja a andorinha,
E perfumou as sombras do jardim?

Quem cinzelou estrelas no jasmim?
Quem deu esses cabelos de rainha
Ao girassol? Quem fez o mar? E a minha
Alma a sangrar? Quem me criou a mim?

Quem fez os homens e deu vida aos lobos?
Santa Teresa em místicos arroubos?
Os monstros? E os profetas? E o luar?

Quem nos deu asas para andar de rastros?
Quem nos deu olhos para ver os astros
– Sem nos dar braços para os alcançar?!… (fonte)
Florbela Espanca, in Charneca em Flor
Ver obra digitalizada  (Biblioteca Digital do Alentejo)

  • No Dia Internacional da Mulher, que hoje se comemora, e em jeito de homenagem a Florbela Espanca (1894–1930), uma das mais singulares figuras femininas da Literatura Portuguesa.
  • Bem escolhida foi a data para a estreia do filme  sobre a sua vida, de cujo site se transcrevem as seguintes linhas:
    •  «Florbela Espanca é uma figura incontornável da literatura portuguesa do séc. XX. Alentejana de berço, em conflito com o seu tempo, a jovem poetisa escandalizou a sociedade da época, com sucessivos casamentos e divórcios, uma maneira audaz de vestir, e uma personalidade emancipada. Mulher forte e determinada, escreveu o que sentiu, o que amou, o que sofreu. Talvez tenha sido pela própria forma como veio ao mundo, nessa madrugada de 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, quando foi registada como filha ilegítima e de pai incógnito. O destino corrigiu a mão, e o pai acabou por educá-la, dando-lhe uma educação literária pouco comum às mulheres da sua condição social. João Espanca era fotógrafo e projeccionista amador, levando-a a crescer num meio artístico e contribuindo financeiramente para a primeira edição do seu livro de sonetos ‘O Livro das Mágoas’ em 1919.» (fonte site dedicado ao filme)
    • Notícia sobre o filme.
Para saber mais:

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Inventão, conta uma história…

Posted by Manuela DLRamos em Maio 13, 2011

 «Inventão, conta uma história,pina-manuel-antonio-inventao
Inventa uma aventura qualquer.

– A verdade é tão ilusória!
– Só em histórias se pode crer!
Conta a do Rei Ninguém, a da Rainha Nenhuma,
a do Capitão, a do Ladrão, qualquer uma!
.
Era uma vez um Rei…
(A do rei era bonita mas não a sei!)
Era uma vez uma Rainha…
(A da Rainha é tão pequenina!)
Era uma vez um Gigante…
(A do Gigante é tão grande!)
Era uma vez um Português & um Chinês…
(Não me façam contar a do Chinês outra vez!)
Era uma vez uma Cabra…
(A da Cabra nunca mais acaba!)
Era uma vez um Animal…
(A do Animal acaba tão mal!)
Que história contarei?
Tem que ser uma história que eu saiba,
Que não seja muito pequena mas que caiba,
Uma história simples (a da Fada é tão complicada!)
Que acabe bem
E se possível que comece bem também.
Tinha pensado na história do Cão…
Mas a história do Cão é tão! (…)» 

MAP, “Anão Anão & Assim Assim” in O Inventão (1987)

Aqui deixamos, em jeito de homenagem, um excerto de um dos textos de Manuel António Pina mais apreciados  na nossa BE, justamente o que dá nome ao livro que, nas palavras de Álvaro Magalhães, «… é talvez o melhor livro de sempre na literatura infantil» (citado por Rita Pimenta in Público de 13 de Maio de 2011).

Parabéns Manuel António Pina pelo Prémio Camões 2011!  >

  • «O Prémio Camões (…) instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988, é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.Este prémio é considerado o mais importante prémio literário destinado a galardoar um autor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra.» (fonte)

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Obrigada, Ilse Losa

Posted by Manuela DLRamos em Março 20, 2011

Pelo Manuel e o Faísca, pelo Estrelinhas e oTristão,  pela Beatriz e o seu Plátano,  pelo Duque, e por todos os outros amigos e amigas  (sem esquecer Anne Frank, cujo diário traduziste) que nos preencheram, desde o momento em que os conhecemos, os nossos corações.  Sem ti, e sem eles, sentir-nos-íamos  mais solitários e sem este enorme orgulho de os termos, e de te termos tido a escrever na nossa língua e a viver entre nós. Obrigada!

foto da escritora retirada daqui

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Citação – poesia

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 11, 2010

«”Nobody reads poetry”, we are told at every inopportune moment. I read poetry. I am somebody. I am the people, too.[…]    If I wanted to understand a culture, my own for instance, and if I thought such an understanding were the basis for a lifelong inquiry, I would turn to poetry first. For it is my confirmed bias that the poets remain the most ‘stunned by existence,’the most determined to redeem the world in words´. » —   in Carolyn D. Wright quotes

Post  dedicado a Liu Xiaobo, Prémio Nobel da Paz 2010

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Canção de embalar

Posted by bibliobeiriz em Julho 6, 2010

para MATILDE ROSA ARAÚJO  (1921- 2010)

Dorme em meus braços sonhando
O filho que nunca tive
Ele acorda perguntando
– Minha mãe onde é que vive?

Dorme em meus braços sonhando
Menino do meu bem-querer:
Não te sei dizer quando
Um dia eu vou responder.

 in Segredos e Brinquedos

Entradas anteriores sobre esta autora

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A beleza da mulher

Posted by Manuela DLRamos em Março 8, 2010

Os vídeos de Philip Scott Johnson:
500 Years of Female Portraits in Western Art

Música: “Bach’s Sarabande from Suite for Solo Cello No. 1 in G Major, BWV 1007 performed by Yo-Yo Ma”

Women in film

Música:”Bach’s Prelude from Suite for Solo Cello No. 1 in G Major, BWV 1007 performed by Yo-Yo Ma”

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Maria Keil homenageada

Posted by Manuela DLRamos em Julho 14, 2009

capalivro-overão éotempogrande-mariakeil Com esta imagem sugestiva -e muito apropriada para as férias (ilustração de Maria Keil para a capa do livro O Verão é o Tempo Grande de Maria Isabel César Anjo)-  associamo-nos à homenagem a uma das nossas ilustradoras preferidas, no dia em que lhe foi entregue o Grande Prémio Aquisição /2009 – “um galardão que distingue, anualmente, um artista com obra representativa na pintura, escultura e arquitectura” (fonte) – atribuído em Abril, pela Academia Nacional de Belas Artes .

Apontadores:
Notícia no Público e entrada no blogue Letra pequena sobre o evento.
-“Artista ou operária?” entrevista por Rita Pimenta (Pública, 15 de Julho de 2007)
-Artigo sobre esta multifacetada artista -“pintora, ilustradora, decoradora de interiores, designer de mobiliário, ceramista, cenógrafa e figurinista, autora de tapeçarias e de composições azulejares“- no tipografos.net
-Páginas dedicadas à obra infantil da ilustradora, na BN.
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Na nossa BE temos os seguintes livros com a marca de Maria Keil
(ordenação cronológica por data de edição, via BN):

  • Os presentes / Maria Keil. Lisboa : Livros Horizonte, 1979.
  • Lote 12, 2o frente / Alice Vieira ; il. Maria Keil. 2a ed. Lisboa : Caminho, 1983.
  • O gato dourado / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. Lisboa : Horizonte, 1985.
  • O palhaço verde : novela infantil / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. 5a ed. Lisboa : Livros Horizonte, 1995.
  • O livro de Marianinha : lengalengas e toadilhas em prosa rimada / Aquilino Ribeiro ; il. Maria Keil. 2a ed. Venda Nova : Bertrand, 1993.
  • A abelha Zulmira / Teresa Balté ; il. Maria Keil. 3a ed. Porto : Asa, 1998
  • As cançõezinhas da Tila / textos Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil ; partituras Fernando Lopes Graça. 1a ed. Porto : Civilização, 1998.
  • Segredos e brinquedos / Matilde Rosa Araújo ; il. Maria Keil. Lisboa : Caminho, 2000.

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“A única prisão real é o medo. E a única liberdade real é a liberdade de não ter medo.”

Posted by Manuela DLRamos em Setembro 28, 2007

Atualização em Novembro de 2015-  Partido de Suu Kyi conquista maioria no Parlamento nas primeiras eleições livres em 25 anos (ver por ex. aqui)

Aung San Suu Kyi – Aung San Suu Kyi

Unplayed Piano por Damien Rice e Lisa Hannigan  
capa do disco de Damien Rice

«Come and see me
Sing me to sleep
Come and free me
Hold me if i need to weep
Maybe it’s not the season
Maybe it’s not the year
Maybe there’s no good reason
Why i’m locked up inside
Just cause they wanna hide me
The moon goes bright
The darker they make my night

Unplayed pianos
Are often by a window
In a room where nobody loved goes
She sits alone with her silent song
Somebody bring her home

Unplayed piano
Still holds a tune
Lock on the lid
In a stale, stale room
Maybe it’s not that easy
Or maybe it’s not that hard
Maybe they could release me
Let the people decide
I’ve got nothing to hide
I’ve done nothing wrong
So why have i been here so long?

Unplayed pianos
Are often by a window
In a room where nobody loved goes
She sits alone with her silent song
Somebody bring her home

Unplayed pianos
Are often by a window
In a room where nobody loved goes
She sits alone with her silent song
Somebody bring her home

Unplayed piano
Still holds a tune
Years pass by
In the changing of the moon. »
(ver tradução em br.)

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