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Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

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O dia em que o galo não acordou…

Posted by Manuela DLRamos em Maio 4, 2013

Nesse dia, os animais não se atrapalharam minimamente, e «quando a Tia Maria e o Tio Júlio abriram a porta de casa, a quinta mais parecia uma festa de Carnaval». (pag. 15)    Com efeito  todos os animais se divertiam ao som do … Carnaval dos Animais.
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Um livro digital de Rosário Alçada Araújo (texto) e Júlio Ramos (ilustração)  para  ler e reler com os mais pequeninos na Biblioteca de Livros Digitais, ou simplesmente ouvir.

A “ementa” fica completa com o vídeo do Carnaval dos Animais  (a marcha real do leão e o final) de Saint- Saens, na fantástica versão que em baixo sugerimos.

Foi o que fizemos na sexta-feira passada com o 1º ano da EB1 de Paçô.
Alguns dos meninos da turma lembravam-se perfeitamente da história e do reconto que tinham gravado com a professora Marisa. Aqui  a ligação para  voltarem a ouvir a historinha tão bem narrada pela Eva. É só clicar na imagem:contanosumahistoria



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Dia da Biblioteca Escolar

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 24, 2011

Hoje, 24 de Outubro, celebra-se o Dia da Biblioteca Escolar.

Na Escola, assinala-se esta data com a exposição “A nossa Biblioteca Imaginária”, resultante do trabalho articulado entre a BE, Língua Portuguesa, Estudo Acompanhado e EVT, no 5º ano.

Aqui no Blogue, publicamos na íntegra a entrevista à Drª Teresa Calçada, coordenadora da RBE, transcrita da Revista Visão de 20 de Outubro de 2011 >

Teresa Calçada – “Ninguém nasce leitor”
«Uma revolução silenciosa ocorre hoje nas escolas, graças às bibliotecas escolares e aos professores bibliotecários. Portugal conseguiu pela primeira vez, em 2010, atingir a média dos países da OCDE em literacia de leitura. No Mês Internacional da Biblioteca Escolar, Teresa Calçada, coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) desde 1996, comissária adjunta do Plano Nacional de Leitura (PNL), deita contas às actividades das 2277 escolas integradas na RBE, que servem 1,1 milhões de alunos.

O que é hoje uma Biblioteca Escolar?
É, como sempre foi, um lugar de procura de saber. Mas hoje o que se procura, o que se encontra, o modo como se opera para encontrar, as tecnologias que usamos, não são apenas a tecnologia do livro – temos recursos em suporte papel e em suporte digital. E as bibliotecas escolares são também os professores bibliotecários. São eles os orientadores, quem transmite aos miúdos uma consciência dos méritos e das vantagens acrescidas, mas não escondendo os seus perigos – no sentido da ilusão de que tudo o que está na internet é verdadeiro. A era da web não pode viver só da destreza, tem de viver de competências que não são inatas. Nenhum leitor nasce leitor. E isso é válido tanto para a tecnologia do livro como para o ambiente digital. Os leitores fazem-se com trabalho, com produção, com prática continuada.

Segundo o último estudo do PNL, o interesse dos jovens pela leitura aumentou e 52, 4 % consideram-na agora muito importante. As bibliotecas escolares tiveram um papel nessa mudança de atitude?
Quero crer que sim. O estudo demonstra que há um trabalho de retaguarda da Rede de Bibliotecas Escolares, que há mais miúdos a frequentá-las, uma melhor qualificação e que a oferta se vem adequando aos tempos. Costumo dizer que as bibliotecas escolares são uma espécie de tosco, são a infraestrutura, e o PNL, uma espécie de supraestrutura, que trouxe uma narrativa construída para divulgar a leitura como um bem, valorizá-la socialmente, torná-la uma imagem de marca. Os miúdos habituam-se a que “LeR+” não é uma coisa “cota”, os pais associam “LeR+” a uma marca de qualidade, e isso trouxe, objectivamente, como verifica este estudo, uma valorização da leitura.

O que é ler com competência?
Primeiro, é ganhar o código de leitura. Tal como andar de bicicleta ou nadar, o que exige tempo e persistência. Depois, é necessário ter mecanismos para perceber o que os miúdos, mesmo lendo com destreza, não entendem porque ler é interpretar. Muitos meninos acabam o 4º ano sem essa competência bem cimentada. Estão condenados a serem maus leitores, logo maus alunos, em muitos casos reproduzindo a exclusão que transportavam à entrada da escola. Os estudos do PISA demonstram que em Potugal a escola é inclusiva, e a biblioteca ajuda também nesse trabalho. Tendo em conta que quando entra na escola um menino de uma família mais letrada está logo condenado a ler melhor porque tem o triplo do vocabulário de outra criança de famílias menos letradas, percebe-se a importância do trabalho da escola e da biblioteca.

Em época de crise, o papel das bibliotecas é ainda mais importante?
Acho que sim. Falamos sempre das bibliotecas como locais de inclusão, quer pelos recursos que têm quer pelo facto de quem as governa desempenhar um trabalho que muitas vezes as famílias não fazem porque não sabem ou porque não podem. Quanto mais vivemos no mundo da informação (e hoje a atravessar momentos de menor abundância), mais as bibliotecas, como lugar de abundância, devem ser usadas em rede. Tenho consciência de que, no caso das bibliotecas escolares, o que verdadeiramente faz a diferença é ter lá pessoas que governam as bibliotecas. Se assim não for, são subaproveitadas.»

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