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Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Posts Tagged ‘português’

“História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas” de Manuel António Pina

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 12, 2014

Início da peça*

«Os atores entram em cena e cantam:

Nós somos os trampolineiros ,
os faz-tudo, os pantomineiros ,
saltimbancos , aventureiros,
falsos fingidores verdadeiros,
atores, imitadores, tocadores,
historiasdcomreisrainhasbobosbombeirosegalinhasdançadores, cantadores, contadores
de histórias de reis e de rainhas,
de bobos, de bombeiros, de galinhas,
histórias de trampolineiros,
de faz-tudo, de pantomineiros,
saltimbancos, aventureiros,
falsos fingidores verdadeiros,
atores, imitadores, tocadores,
dançadores, cantadores, contadores
de histórias de reis e de rainhas,
de bobos, de bombeiros, de galinhas, etc…

REI
Foi numa noite de Natal.
Estávamos em maio mas não fazia mal,
tinha havido uma avaria no calendário
e naquele ano saiu tudo ao contrário:
o Natal em maio, a primavera em novembro,
o 1.º de abril a 22 de setembro.
Eu que tenho mais de mil anos anos não me lembro
de ter feito tanto calor como em dezembro.
Houve semanas com 5 dias, outras inteiras,
(uma em julho teve 16 segundas-feiras!)
Até houve a semana dos 9 dias,
muitas promessas foram naquele ano cumpridas!
Foi um ano tão maluco, tão completamente bissexto,
que para muitos serviu de pretexto
para trocar as voltas ao Calendário
e festejar todos os dias o aniversário.
Naquele ano espantoso cada um podia
ter à vontade as suas manias
porque todos os dias eram todos os dias…
Eu que não sou menos que os demais,
naquele ano tive 20 natais!
Esta História de Natal
passou-se num desses natais.[…]»

* A primeira peça do livro História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas e A Guerra do Tabuleiro de Xadrez de Manuel António Pina

Capa edição Porto Editora , 2014

Recensão Casa da Leitura  por Sara Reis da Silva: «Neste volume, ressurgem duas peças breves, editadas, pela primeira vez, pela Pé de Vento, Companhia responsável pela sua encenação, nos anos 80. O primeiro título, arquitectado, a partir de segmentos de outros textos já levados à cena pela Companhia referida, é dominado pelo nonsense e pelo burlesco, um espaço povoado de bobos, tropelias, trampolineiros, pantomineiros, “dançadores, cantadores” e tantos outros. (…)»  (ver capa)

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Para Saber + (profs): «Se calhar nem mesmo teatro»: o texto dramático para a infância de Manuel António Pina por Sara Reis da Silva (pdf)

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Descrição Física e Psicológica (Centro Virtual Camões)

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 29, 2013

Publicado também no Scoop.it da BE em APOIO AO ESTUDO

Exercícios interativos para pores à prova os teus conhecimentos.
aqui outros recursos do Centro Virtual Camões (CVC)  que selecionamos para ti.

See on cvc.instituto-camoes.pt

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Crucigrama- Fada Oriana

Posted by Manuela DLRamos em Novembro 28, 2013

Publicado também no Scoop.it da BE em A BRINCAR TAMBÉM SE APRENDE

Agora que já leram a A Fada Oriana divirtam-se a tentar fazer este crucigrama. Ver mais aqui

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Exame de Português – 9º ano

Posted by Manuela DLRamos em Junho 21, 2013


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Aceder em baixo à prova e critérios de correção (pdf)
Português – 91 – Prova – Critérios 
Fonte GAVE

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Olimpíadas da Escrita- Projeto Escola da Minha Vida

Posted by Manuela DLRamos em Janeiro 25, 2013

2012-2013- ESCOLA

Com a participação de mais de meia centena de alunos dos 2º e 3ºciclos, distribuídos por dois turnos, realizou-se ontem a fase de escola das Olimpíadas de Escrita, no âmbito do Projeto Escola da Minha Vida, promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

Os autores dos cinco melhores textos de cada escalão (A – 2º ciclo  e B – 3º ciclo) e categoria (prosa e poesia)  representarão a escola na fase final desta festa da escrita que desde há dois anos se realiza na Biblioteca de Praia- Diana Bar.

(Re)vejam as sessões de 2012, com o escritor Ivo Machado e de 2011 com Walter Hugo Mãe e revisitem o Diana – Bar.

Atualização 2 de março: ver reportagem da fase final no Diana -Bar pela Rádio Onda Viva

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Prova de aferição do 2º ciclo – os textos

Posted by bibliobeiriz em Maio 5, 2010

Da prova de Língua Portuguesa do 6º ano, disponível no GAVE

TEXTO A

«Promontório de Sagres. […]
Ao fundo, sozinho, voltado para o mar, vestido de escuro […], o Infante [D. Henrique]. Está sentado numa pedra, ligeiramente curvado para a frente, com o queixo apoiado na mão direita e o cotovelo direito apoiado no joelho direito […].
No primeiro plano […] falam e movem-se as outras personagens. […] Entra uma mulher com uma criança (que é um rapazinho de sete anos).

CRIANÇA (apontando com o dedo o Infante) – Mãe, o Infante, o que é que ele está ali a fazer, sozinho, a olhar para o mar?
MULHER – Está a ver.
CRIANÇA – Mas não se vê nada. É só mar.
MULHER – Ele vê melhor do que nós.
CRIANÇA – Ah? Eu pensava que ele não via. No outro dia encontrei-o no caminho e disse: “Bom dia, meu Senhor”. Mas ele não me viu.
MULHER – Ele vê bem o que está longe.

(Enquanto acabam de falar entra um velho com barbas compridas e brancas.)

VELHO – Era melhor que visse o que está perto. […] Do mar não vem nem glória nem proveito.

(Entra um rapaz de vinte anos que ouve a última frase.)

RAPAZ – Tens a certeza, Velho?
VELHO – Todos os anos ele manda para o Sul as suas barcas. E diz aos capitães: “Ide mais longe.” Mas já ninguém pode ir mais longe.
RAPAZ – Tens a certeza, Velho?
VELHO – […] Nunca ninguém passou além do cabo Bojador.
CRIANÇA – Onde é o Bojador?
VELHO (sentando-se numa pedra e apontando vagamente para o mar) – Além, ao Sul, na costa de África, no mar.
CRIANÇA – E não se pode ir além do Bojador?
VELHO – Não.
CRIANÇA – Porquê?
VELHO – Porque é ali que acaba o Mundo. Do outro lado do Cabo, o calor é tanto que as águas fervem e se transformam em lama. É ali que começa o mar Tenebroso. O ar está cheio de nevoeiros negros. Não se vê a luz do Sol. E ondas de lodo estão cheias de grandes monstros marinhos.
RAPAZ – Isso são lendas inventadas pelo medo dos Mouros.
VELHO – Mas também nos livros antigos de Ptolomeu e nos livros dos Romanos está escrito que ninguém pode passar além do Bojador.
RAPAZ – Isso dizem os Antigos. Temos que ir nós próprios saber o que é verdade.
VELHO – Mas, que diz a experiência dos mareantes das Espanhas? Que dizem todos os navegadores? […] Dizem […] que barco que ali chegue logo será devorado pelos abismos do mar.
RAPAZ – Velho, e eu digo-te isto: Gil Eanes, com a sua barca, passará além do Bojador.
MULHER – Então por que recuaram eles, no ano passado?
VELHO – Porque havia a bordo homens de experiência e juízo que não quiseram avançar para a morte certa.
RAPAZ – Porque pararam primeiro nas Canárias e gente dessa ilha lhes contou velhas histórias fantásticas e mentirosas.
MULHER – Dizem que o Infante repreendeu muito Gil Eanes?
RAPAZ – O Infante repreendeu-o por ele ter recuado em frente de umas lendas boas para assustar crianças.
CRIANÇA – E que fez Gil Eanes?
RAPAZ – Este ano partiu outra vez.
MULHER – E dizem que à partida jurou que só voltaria a Portugal quando tivesse dobrado o Cabo.
VELHO – E por causa dessa promessa ele nunca voltará a Portugal. Há já muito tempo que partiram. Com certeza Gil Eanes já cumpriu a sua palavra. A esta hora já ele dobrou o Cabo. E já as ondas de lodo engoliram a sua barca e já as serpentes verdes do Tenebroso o comeram, a ele e aos seus homens. Fez-se a vontade do Infante. Mas Gil Eanes nunca voltará a Portugal.   (O velho levanta-se e dá um passo em frente.)
Nunca ninguém voltou do Bojador.

CRIANÇA (puxando a saia da mãe e apontando o mar, com o braço estendido) – Mãe, mãe, olha, além no mar, toda branca, uma barca. Vem uma barca no mar.
RAPAZ (dá uns passos em frente e olha o mar) – É Gil Eanes. Voltou.
(Cai o pano.)

Sophia de Mello Breyner Andresen, O Bojador, Lisboa:  Editorial Caminho, 2000
(texto com supressões)

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TEXTO B

«COM CORES LUSAS DARÁ A VOLTA AO MUNDO
Apoiada pela Marinha, a regata Portugal Ocean Race levará sete meses a cruzar oceanos. A sua «madrinha» é a fadista Mafalda Arnauth.

O objectivo é ambicioso, mas, ao mesmo tempo, concretizável. Trata-se de criar, em 2011, a regata mais popular de todas, a nível mundial, dispondo para tal de um orçamento reduzido. Promovido pelo velejador Ricardo Diniz – associado a Brian Hancock, que já participou em três regatas à volta do mundo –, este projecto é apoiado pela Marinha Portuguesa e recorrerá a veleiros de 12 metros (os Class 40), fabricados com tecnologias acessíveis (utilizando fibra de vidro). «Serão, por isso, fáceis de construir nos estaleiros2 portugueses», admite Ricardo Diniz.
A regata – cujo percurso será Portugal , África do Sul, Nova Zelândia, Brasil,
Portugal – contará com um mínimo de 20 veleiros. Esta prova será disputada em três categorias: velejador solitário, dois velejadores e tripulação de equipa.
A logística3, a segurança, as reparações e as comunicações serão apoiadas pela organização. O evento terá cobertura4 dos media. »

Expresso, 3 de Outubro de 2009 (texto adaptado)

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