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Posts Tagged ‘recensão’

“Avionar” – Teresa Guedes

Posted by Manuela DLRamos em Março 11, 2012

“Não esteja na Lua
desça à Terra.”
E o menino a replicar:
“Não me chega esta terra.”
“Seja realista, terra a terra.”
“Mas eu sou do tipo ar, ar.”
E os olhos do menino
já eram balões quando a professora
lhe ordenou que saísse.
Despediu-se da colega e disse:
“Conto estrelas em ti”. (*)
Ao sair, deixou na mesa da professora
o mais bonito avião de papel
que se possa imaginar.
Era uma prenda desesperada
de um menino triste
por não a poder contagiar.
Na sala, um silêncio ficou suspenso
por palavras que também quiseram
voar.

Teresa Guedes, in Real…mente, Caminho

  • Numa altura , em que todos (enfim, quase ;-) andamos a ler poemas, a desvendar as suas artes&manhas, a escrevinhar versos para a nossa árvore da poesia, aqui fica este “Avionar” colhido  no Entrelinhas da Escrita, um blogue cheio de ideias para despertar a criatividada na escrita, campo que Teresa Guedes (1057-2007) cultivou amorosa e sabiamente.

Para saber mais:

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Leónia devora os livros

Posted by Manuela DLRamos em Outubro 25, 2011

Para quem gosta de ler, os livros sobre livros têm um sabor  special. Este que hoje apresentamos é verdadeiramente… delicioso.

 Leónia devora os livros de Laurence Herbert e Frédéric du Bus > (ilustrador). Lisboa: Editorial Caminho >

Ver ficha da wook

Ao lado, as capas da 1ª e da 2ª edições portuguesas (1992 e 2008, respetivamente)*.

A obra original foi  publicada pela primeira vez em 1989 (e reeditada em 2003) sendo o único livro de F. Herbert para um público infantojuvenil.  (fonte)

«Leónia devora os livros constitui já uma obra “clássica” sobre a temática dos livros e da leitura e sobre a sua importância na vida e no crescimento das crianças. Levando à letra a expressão “devorar livros”, usada habitualmente para definir leitores muito assíduos, a narrativa, caracterizada pela presença de rimas, de ritmo e jogos de palavras, acompanha o apetite voraz e insaciável de Leónia por livros até à solução final, quando a protagonista tem que começar a escrever histórias para os seus filhos devorarem com igual vontade. As ilustrações recriam, com pormenor e humor, as situações descritas, destacando a expressividade das personagens e sugerindo movimentos vários.»- Ana Margarida Ramos in Casa da Leitura

* Ler o livro aqui  na versão com o texto em letra manuscrita (1ª edição) e/ou  aqui  com o texto em letra de imprensa (2ª edição)

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“Adivinha quanto gosto de ti”

Posted by bibliobeiriz em Fevereiro 21, 2010

«Esquecido numa qualquer prateleira encontrámos este belíssimo conto, de Sam McBratney e ilustrado por Anita Jeram (2004). Indicamo-lo como uma leitura a fazer num acto de partilha para que o efeito seja ainda maior.

Havia algures num lugar encantado um sentimento que era do tamanho do infinito, ia, sempre somando pontos, da Terra à Lua e depois, esticando-se, voltava a descer até estar “de volta até cá abaixo”.
A história é de um leveza poética tão singela que o sorriso desenha-se no rosto do leitor que se deixa levar. Assim é: “A Pequena Lebre Castanha, que se ia deitar, agarrou-se bem agarrada às orelhas muito compridas da Grande Lebre Castanha. Quis ter a certeza de que a Grande Lebre Castanha estava a ouvir. – Adivinha quanto gosto de ti – disse ela”.

A história prossegue e um abrir, bem aberto, de braços, exemplifica o quanto é esse muito. Mas, a Grande Lebre Castanha que tinha uns braços bem maiores responde: “– Mas eu gosto de TI assim”.

9789722116244_adivinha_quanto_eu_gosto_tiComeça a multiplicar-se o afecto, ditado de ternuras várias que fazem a Pequena e a Grande Lebre representarem o que sentem uma pela outra. Então entra em cena a altura, afinal, o gostar “assim” numa lógica geométrica ditada para o alto deve ser maior, não? Mas, mais uma vez a Grande Lebre Castanha parece gostar mais do que a Pequena Lebre Castanha. Esta, contudo, não se resigna: há que provar o que é isto dos afectos, não é fácil isso não! “Então a Pequena Lebre Castanha teve uma boa ideia. Fez o pino, encostada ao tronco muito esticadinha. – Gosto de ti até à ponta dos pés! – disse ela”. Os desafios continuam numa leitura que se faz do querer dar. Entretanto, o sono chega e a Pequena Lebre Castanha, esfregando uns olhitos cansados, diz: “– Gosto de ti até à Lua”, fechando os olhos num aconchego doce, feito da certeza do que está no seu pequeno coração. “– Ora, se isso é longe – disse a Grande Lebre Castanha. – É mesmo, mesmo longe”. O beijo de boa-noite faz-se sentir na bochecha felpuda da Pequena Lebre Castanha enquanto se ouve baixinho, não vá a pequenita acordar: “– E eu gosto de ti até à Lua… E DE VOLTA ATÉ CÁ ABAIXO”.

Caros leitores, pedimos só que tentem este desafio do quem gosta mais, se possível, com a obra por perto. Garantimos que o beijo e o abraço serão sentidos. Falar de afectos nunca é de mais!

Esta leitura é dedicada à Mafalda que já se iniciou nos passeios da leitura!

Gisela Silva e Teresa Lares»  Transcrito daqui

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