BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Posts Tagged ‘texto dramático’

Novidades no Scoop.it da BE

Posted by Manuela DLRamos em Maio 5, 2015

Tens consultado o Scoop.it da BE ? Aqui ficam estas sugestões publicadas nos tópicos APOIO AO ESTUDO  e A BRINCAR TAMBÉM SE APRENDE

Funções Sintáticas: ora vê lá se sabes distinguir as principais  (2º e 3º ciclos)
Clica na imagem ou no link para responderes ao questionário
funcoessintaticas

————–

Modificador do Grupo Verbal e Modificador da Frase (3º ciclo)
Clica na imagem ou no link para acederes a esta apresentação disponibilizada pela profª Teresa Pombo no blogue Aprender Português)
ModificadorTeresapombo

Anúncios

Posted in Bibliobeiriz, Scoop.it | Com as etiquetas : , , , | Leave a Comment »

A Ilha Encantada- Hélia Correia

Posted by Manuela DLRamos em Abril 7, 2015

a ilha encantada

  • Clica  nas referências bibliográficas, ou na imagem da capa para obteres mais informação sobre esta obra  e prepara-te para iniciares uma viagem apaixonante pelo mundo da literatura e não só (pintura, cinema, música…).  

Como escreve  Hélia Correia, na  introdução da sua adaptação da peça de William Shakespeare (1564-1616)«Compare-se esta peça com um sol. O poder dos seus raios tem gerado um sem-número de novas criações. Porém o centro permanece opaco e arde a temperatura inacessível. É o mais enigmático dos textos do mais enigmático dos autores. (…)

Sobre esta A Tempestade há que dizer que permanece estranha aos nossos olhos e aos nossos ouvidos. E, no entanto, as suas personagens vão, com outras, no jorro da popularidade, passando pelo tempo e pelas culturas, tratadas como gente da família, com ternura e com falta de respeito.

Muitos dos que conhecem Próspero e Caliban ignoram, na verdade, Próspero e Caliban. Há que voltar ao texto que, apesar de fortemente acompanhado pela História, resplandece na sua auto-suficiência, senhor de uma difícil beleza em estado bruto.»  (fonte). 

Guião de Leitura  (da editora Leya)

Posted in Hélia Correia, William Shakespeare | Com as etiquetas : , , , , , | Leave a Comment »

“A prima do Anacleto”

Posted by Manuela DLRamos em Março 20, 2015

Um texto de António Torrado e Maria Alberta Meneres do livro Hoje há palhaços (1ª ed. 1977)

primanacleto«Os dois palhaços Emilinho e Anacleto divertem-se em todas as estações, mas, quando os dias começam a ficar mais risonhos, eles são os primeiros a dar por isso. Talvez seja a borboleta do Anacleto, que é uma espécie de antena muito sensível a certas ondas que andam no ar, a certos perfumes… Talvez seja o chapéu alto do Emilinho, que é uma espécie de caixa de rufo, aonde todos os sons, espalhados pelo ar, chegam com mais força e batem com mais alegria… Talvez seja de tudo isto ou de nada disto…o melhor será saber o que dizem.

Do lado de fora de um jardim para toda a gente:
Anacleto – Tu não estás a ouvir as pessoas a chegar, Emilinho?
Emilinho – (de ouvidos à escuta) Sim, parece que sim… Pelos passos parece uma pessoa.
Anacleto – (também de ouvido à escuta) Talvez seja! Talvez seja! E trata-se de uma pessoa muito especial; passinho à frente do outro, mais outro passinho à frente, ainda outro…
Emilinho – Aproxima-se…
Anacleto – Pois é. Vem para este lado e, pela maneira de andar, tenho quase a certeza de que são os passinhos da minha prima.
Emilinho – Afinal já descobriste se vem só ou acompanhada?
Anacleto – Se é a minha prima, vem acompanhada. Um passinho que dá, e rompe uma ervinha!Um sopro que só ela sabe, e nasce um passarinho no ar.
Emilinho – Não conheço a tua prima.
Anacleto – Conheces, sim. Toda agente a conhece. Muitas vezes não reparamos. Na cidade, principalmente, quase não damos por ela. Mas é preciso ouvir-lhe os passinhos e ver por onde ela andou.
Emilinho – Gostava muito de conhecer a tua prima.
Anacleto – Não custa nada. Nas bermas da rua, entre duas pedrinhas, uma erva põe-se em bicos de pé e diz: “Cá estou! Sou eu, olhem para mim”. Numa árvore, de um tronco torcido, rompe uma hastezinha muito fininha, donde estala uma flor que se põe a gritar, toda, toda às cores: “Estou aqui! Olhem, não passem sem me ver… Nasci agora, agora mesmo.”
Emilinho – E a tua prima que tem a ver com isso?
Anacleto – Ela é que sabe! Ela é que sabe!
Emilinho – Como se chama a tua prima?
Anacleto – Vera! Chama-se Vera. Prima Vera, prima Vera. É a Primavera. Vem todos os anos, por esta altura. Se queres vê-la, anda daí. Vamos ter com ela ao jardim.» (fonte)

Posted in António Torrado, Maria Alberta Menéres | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

“História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas” de Manuel António Pina

Posted by Manuela DLRamos em Dezembro 12, 2014

Início da peça*

«Os atores entram em cena e cantam:

Nós somos os trampolineiros ,
os faz-tudo, os pantomineiros ,
saltimbancos , aventureiros,
falsos fingidores verdadeiros,
atores, imitadores, tocadores,
historiasdcomreisrainhasbobosbombeirosegalinhasdançadores, cantadores, contadores
de histórias de reis e de rainhas,
de bobos, de bombeiros, de galinhas,
histórias de trampolineiros,
de faz-tudo, de pantomineiros,
saltimbancos, aventureiros,
falsos fingidores verdadeiros,
atores, imitadores, tocadores,
dançadores, cantadores, contadores
de histórias de reis e de rainhas,
de bobos, de bombeiros, de galinhas, etc…

REI
Foi numa noite de Natal.
Estávamos em maio mas não fazia mal,
tinha havido uma avaria no calendário
e naquele ano saiu tudo ao contrário:
o Natal em maio, a primavera em novembro,
o 1.º de abril a 22 de setembro.
Eu que tenho mais de mil anos anos não me lembro
de ter feito tanto calor como em dezembro.
Houve semanas com 5 dias, outras inteiras,
(uma em julho teve 16 segundas-feiras!)
Até houve a semana dos 9 dias,
muitas promessas foram naquele ano cumpridas!
Foi um ano tão maluco, tão completamente bissexto,
que para muitos serviu de pretexto
para trocar as voltas ao Calendário
e festejar todos os dias o aniversário.
Naquele ano espantoso cada um podia
ter à vontade as suas manias
porque todos os dias eram todos os dias…
Eu que não sou menos que os demais,
naquele ano tive 20 natais!
Esta História de Natal
passou-se num desses natais.[…]»

* A primeira peça do livro História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas e A Guerra do Tabuleiro de Xadrez de Manuel António Pina

Capa edição Porto Editora , 2014

Recensão Casa da Leitura  por Sara Reis da Silva: «Neste volume, ressurgem duas peças breves, editadas, pela primeira vez, pela Pé de Vento, Companhia responsável pela sua encenação, nos anos 80. O primeiro título, arquitectado, a partir de segmentos de outros textos já levados à cena pela Companhia referida, é dominado pelo nonsense e pelo burlesco, um espaço povoado de bobos, tropelias, trampolineiros, pantomineiros, “dançadores, cantadores” e tantos outros. (…)»  (ver capa)

——————-

Para Saber + (profs): «Se calhar nem mesmo teatro»: o texto dramático para a infância de Manuel António Pina por Sara Reis da Silva (pdf)

Posted in Manuel António Pina, Natal, Pretextos 6 | Com as etiquetas : , , , , , | 1 Comment »

Inventão, conta uma história…

Posted by Manuela DLRamos em Maio 13, 2011

 «Inventão, conta uma história,pina-manuel-antonio-inventao
Inventa uma aventura qualquer.

– A verdade é tão ilusória!
– Só em histórias se pode crer!
Conta a do Rei Ninguém, a da Rainha Nenhuma,
a do Capitão, a do Ladrão, qualquer uma!
.
Era uma vez um Rei…
(A do rei era bonita mas não a sei!)
Era uma vez uma Rainha…
(A da Rainha é tão pequenina!)
Era uma vez um Gigante…
(A do Gigante é tão grande!)
Era uma vez um Português & um Chinês…
(Não me façam contar a do Chinês outra vez!)
Era uma vez uma Cabra…
(A da Cabra nunca mais acaba!)
Era uma vez um Animal…
(A do Animal acaba tão mal!)
Que história contarei?
Tem que ser uma história que eu saiba,
Que não seja muito pequena mas que caiba,
Uma história simples (a da Fada é tão complicada!)
Que acabe bem
E se possível que comece bem também.
Tinha pensado na história do Cão…
Mas a história do Cão é tão! (…)» 

MAP, “Anão Anão & Assim Assim” in O Inventão (1987)

Aqui deixamos, em jeito de homenagem, um excerto de um dos textos de Manuel António Pina mais apreciados  na nossa BE, justamente o que dá nome ao livro que, nas palavras de Álvaro Magalhães, «… é talvez o melhor livro de sempre na literatura infantil» (citado por Rita Pimenta in Público de 13 de Maio de 2011).

Parabéns Manuel António Pina pelo Prémio Camões 2011!  >

  • «O Prémio Camões (…) instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988, é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.Este prémio é considerado o mais importante prémio literário destinado a galardoar um autor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra.» (fonte)

Posted in Manuel António Pina | Com as etiquetas : , , , , , , | Leave a Comment »