BiblioBeiriz

Serviços de Biblioteca – Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Escola E.B. 2/3 de Beiriz

Archive for Março, 2010

Árvore da Poesia em Paçô

Posted by Manuela DLRamos em Março 26, 2010

A árvore da poesia por todos (pequenos e crescidos) “plantada” na Escola EB1 de Paçô ficou muito bonita.

Nesta nossa arvorezinha, repleta de folhinhas de carvalho onde os meninos e meninas escreveram quadras populares, empoleiraram-se um melro, um pisco e um verdilhão. Para animar a festa, no dia em que terminámos a árvore,  as  andorinhas-das-chaminés apareceram numa lufa-lufa.

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A ler: “Como promover o gosto pela leitura e fomentar aprendizagens”

Posted by bibliobeiriz em Março 23, 2010

O que é o/um “Programa de Leitura Fundamentado na Literatura (PLFL)”? – Por Gisela Silva, transcrito daqui

«Esta foi a questão que me foi colocada na escola e à qual respondi com prazer. Por julgá-la pertinente achei que seria importante fazer uma síntese do que se pode entender por este programa de ensino/aprendizagem da língua. Não deixarei, contudo, de salientar que a consulta da bibliografia que fundamenta a base teórica deste programa de leitura para a promoção leitora é fundamental para os mais curiosos.
Sabemos que, enquanto espaço de formação e de desenvolvimento da própria cultura epistemológica, cumpre à Escola proporcionar estratégias de leitura conducentes ao desenvolvimento da capacidade leitora/escrita dos alunos. Ora, tratando-se do PLFL, numa primeira fase, é fundamental que se estimulem a curiosidade e participação dos alunos face ao texto a ler para, depois, e a partir da sua análise, se poder, já numa segunda fase, proceder ao necessário reforço das competências da língua, o que beneficiará os demais currículos.
Defendendo uma abordagem holística da língua, numa recusa de um ensino segmentado no que se refere ao ensino da escrita, da oralidade e da leitura, o PLFL está em prática em alguns estados dos Estados Unidos da América, no Brasil e no Canadá desde 1992, e alicerça alguns dos preceitos do Plano Nacional de Leitura (Sloan, 1991; Yopp & Yopp, 2001; Fountas & Pinnell, 2001; PNL, 2006). Concretizando que a “experiência da leitura não se aprende, mas atinge-se, pelo contágio e pela prática” (Cerrillo, 2006:33), esta outra forma de fazer leitura pretende desviar-se dos tradicionais questionários (que por vezes só maçam os alunos), e apoia-se em três momentos essenciais para o reforço da percepção estética dos alunos e do desenvolvimento das suas competências linguística, discursiva, comunicativa, pragmática, literária e imagética, permitindo lhes aceder cada vez mais cedo a textos mais complexos, ao mesmo tempo que encontram significância para o que leram (Mendonza Fillola, 1999:145; 2007:69-82; Cerrillo, 2007: 175-192).


Como se faz então esta desejada interacção com a literatura, objectivando-se no aluno/adolescente uma abertura intelectual a outras possibilidades e realidades que lhe permitam uma correcta compreensão do mundo? Este programa divide a sua prática metodológica em três momentos fundamentais: as actividades a desenvolver “antes da leitura”, as actividades de “durante a leitura”, e ainda as actividades a promover “após a leitura”, todas elas elaboradas com objectivos bem definidos e diferenciados (Cullinan, 1994;2003; Azevedo, 2006a, 2006b; Azevedo & Simões, 2007; Simões, 2008; Silva, Macedo, Simões [et. al.], 2009).

As actividades que se reportam ao “antes da leitura” visam sobretudo a promoção de respostas pessoais por parte do aluno, preconizando-se a sua curiosidade e a motivação através do estímulo da afectividade e emoção com a leitura a vir. Estas actividades pretendem ainda a activação e construção de intervenções a partir de conhecimentos do mundo, bem como a compreensão dos objectivos a cumprir aquando/após a leitura.

As actividades decorrentes do “durante a leitura” inscrevem-se no momento em que o professor/mediador auxiliao leitor/aluno na compreensão do texto e nas relações que este estabelece com ele, propiciando momentos gratificantes para a sua aprendizagem.

Assim, e não menos importantes, as actividades do “após a leitura”, no intuito de facilitar a análise crítica e a interacção, pretendem suscitar reflexões e promover respostas pessoais e colectivas, debates, discussões de temáticas, valores ético-formativos e dimensões sócio-ideológicas encontrados no segundo momento da leitura, num sistemático reforço das aprendizagens da língua.

As investigadoras Hallie Kay Yopp e Ruth Helen Yopp (2001), Irene Fountas e Gay Sue Pinnell (2001) e outros desenharam um vasto conjunto de ‘ferramentas’ de auxílio que se diferenciam umas das outras consoante o momento em que são aplicadas relativamente ao texto literário. Assim, as actividades levadas a cabo “antes da leitura” devem‘encantar’ o aluno. Por isso elas são pensadas com o intuito de valorizar a sua participação, angariando as suas respostas pessoais e afectivas.

Por sua vez, as actividades pensadas para o momento “durante a leitura” devem fazer com que os alunos entendam o texto/capítulo na sua globalidade, percepcionando as relações que estabelecem com ele. Elas devem facilitar a compreensão do texto, focalizando a atenção dos alunos para o essencial, mas nunca simplificar os conteúdos do texto empobrecendo-o na sua mensagem. Estas actividades desempenham um papel algo singular, pois ao auxiliar à compreensão do texto, elas obrigam os alunos (a partir de determinados apontamentos) a questioná-lo, encorajando o surgimento de reacções, emoções, temáticas, ideias, etc.

As actividades a desenvolver após a leitura, e que têm por principal objectivo provocar a reflexão e o diálogo de forma a concretizar-se a análise e a síntese do trabalho realizado, devem estimular ainda mais a reflexão e a exposição de respostas pessoais de forma a que os alunos desenvolvam a suas competências (orais e escritas).

Por se tratar de um programa que proporciona momentos de interacção oral e momentos de escrita literária, é necessário que o professor/mediador conheça as várias ‘ferramentas’ de aplicação prática (nunca pensadas como meros exercícios) que ele comporta e que são, para ele, auxílios valiosos na captação da atenção dos alunos, e, para estes, excelentes formas de organização da informação na estruturação adequada do seu pensamento (Fountas & Pinnell, 2001:440).

Nota: embora muito extenso este post é uma brevíssima referência do que é o PLFN.
Consultar bibliografia aqui

Foto: alunos do 2º ano da EB1 de Paçô partilhando um momento de leitura na BE

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“De actividades em actividades fazem-se LEITURAS “

Posted by bibliobeiriz em Março 21, 2010

A ler aqui

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Árvores, Poesia, Primavera!

Posted by bibliobeiriz em Março 21, 2010

«A Primavera já está a acender as suas árvores. Põe qualquer coisa como uma flor em qualquer coisa como uma lapela e sai de assobio para a rua. Sê atrevido – e levanta, nem que seja só em imaginação, a tua própria árvore, nos sítios mais inesperados. ( Alexandre O’Neill, Já cá não está quem falou (Assírio & Alvim, 2008)

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A onda do nosso descontentamento

Posted by bibliobeiriz em Março 20, 2010

 Reprodução por Chris Jordan da célebre xilogravura “A grande Onda em Kanagawa” (ca 1830, do mestre japonês Hokusai),  feita com 2,4 milhões peças de plástico, o número de libras (medida de peso equivalente a cerca de meio quilo) de plástico que são deitadas nos oceanos em cada hora. ,

Hoje, uns largos milhares de portugueses vão participar na iniciativa Vamos Limpar Portugal . Pretende este projecto, à semelhança do que aconteceu na Estónia, «libertar o país de uma das maiores chagas da sua paisagem: os depósitos ilegais de entulhos, electrodomésticos, plásticos, pneus e outros testemunhos históricos da falta de civismo.» (ler notícia no Publico).

Quando alguém descarrega um frigorífico velho ou o entulho da sua obra na bouça ali da freguesia ao lado, está a praticar conscientemente um acto condenável e punível por lei.  É um lixo à nossa escala que podemos controlar, erradicar, impedir.

Mas… e o lixo que é produzido  por milhões de gestos quotidianos que fazemos sem pensar?  Os sacos de plástico que são usados, as garrafinhas de água que se tornaram moda, os copos descartáveis para todo o tipo de bebidas, etc., etc., etc? Qual a consequência desde lixo anónimo e aparentemente anódino?

Os números são assustadores, atingindo valores que não conseguimos entender.  Qual o significado de 15 milhões de folhas de papel de escritório (5 minutos de uso de papel); 106 mil latas de alumínio (30 segundos de consumo de enlatados)? (isto apenas nos Estados Unidos); ou 20,500 atuns,o número médio de peixes desta espécie pescados cada 15 minutos?

É neste contexto que  surge o trabalho artístico de Chris Jordan que, impressionado justamente com estas abstrações numéricas, «acredita que o efeito das imagens possa ser diferente e mais impactante do que a referência crua aos números, que surgem em artigos e livros.»   (aqui). 

Nota: a imagem  reproduzida em cima faz parte de “Runnning the Numbers II”, conjunto de obras que integraram uma exposição patente  em Portugal em 2008. Ler no Público- Pavihão do Conhecimento inaugura hoje exposição do fotógrafo Chris Jordan ; no Ciência Hoje- National Geographic Channel traz Chris Jordan e expõe «Running The Numbers» ; PHOTOS: Artist “Runs the Numbers” of Big Ocean Threats- no site do National Geography

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Pai,

Posted by Manuela DLRamos em Março 19, 2010

vens com os olhos cansados,
os dedos gretados,
os pés doridos,
os sonhos moídos.
Onde colheste o sorriso
que me dás
como uma flor?

Luísa Ducla Soares in Poemas da mentira e da verdade 

Hoje é Dia Aberto aos Pais, nos Jardins de Infância do Agrupamento.

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Dando as boas-vindas

Posted by Manuela DLRamos em Março 15, 2010

«Vinte meninas, não mais,
Eu via ali no beiral:
Tinham cabecinha preta
E branquinho o avental.

Vinte meninas, não mais,
Eu via naquele muro:
Tinham cabecinha preta,
Vestidinho azul-escuro.

Vinte meninas, não mais,
No alto da ramaria:
Tinham cabecinha preta,
Peúga de fantasia.

baladadasvintemeninasVinte meninas, não mais,
Na torre acima de tudo:
Tinham cabecinha preta
E capinha de veludo.

As minhas vinte meninas,
Capinhas dizendo adeus,
Chegaram na Primavera
E acenaram lá dos céus. (…)»

Ler poema completo aqui e aqui 

Balada das vinte meninas / Matilde Rosa Araújo. il. Cristina Malaquias – Lisboa : Platano, 1977. – (Caracol ; 9)

Matilde Rosa Araújo, “Balada das vinte meninas friorentas”  in O livro da Tila  ( Lisboa : Editorial Os Nossos Filhos, 1957.)
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Vitorino – “Balada das vinte meninas” do disco “Cantigas de ida e volta” (LP 1975)

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Foram apenas 10, as andorinhas que vi, faz hoje justamente uma semana, numa tarde particularmente fria. Pousadinhas nos fios eléctricos (foto), e em voo rasante sobre o lameiro alagado, pareciam acabadinhas de chegar. Imaginei-as friorentas, como no poema e desejei-lhes as boas-vindas, do fundo do coração. Não anunciam elas a Primavera?

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atualização. agosto 2013

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Concurso Nacional de Leitura- 2010

Posted by bibliobeiriz em Março 12, 2010

Parabéns Marta!

A aluna Marta Alves, do 9º F da Escola Beiriz, e um aluno da Escola EB 2/3 Leonardo Coimbra de Felgueiras, venceram a Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura e representarão o Distrito do Porto na Final Nacional, a realizar em Lisboa, no dia 30 de Maio.
(
A Marta fez parte do grupo de dez alunos do 3º ciclo, seleccionados de entre 194, após a prestação da prova escrita  da Final Distrital, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no passado dia 3 de Março.
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Para a Prova Final  os alunos terão de ler mais 3 obras, cujos títulos serão divulgados  só depois de apurados os finalistas da 2ª fase em todos os distritos.
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Relembramos que as provas do Concurso Nacional de Leitura, este ano na sua 4ª edição, se desdobram em 3 fases: a 1ª fase decorreu ao nível de escola com a selecção de três alunas  para representarem a Escola; a 2ª fase, concluída ontem, é da responsabilidade  de uma Biblioteca Pública escolhida pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas ; e a 3ª fase, a grande final realizar-se-á  em Lisboa, a 30 de Maio, como já se referiu.
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Publicado também aqui.

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Botânica das Lágrimas – bullying o romance da realidade

Posted by Manuela DLRamos em Março 11, 2010

Livro de Pedro Foyos, editado pela Hespéria – disponível na BE
Nota de imprensa: «Um menino-herói procura combater o “bullying” e as praxes cruéis por meio da imaginação e do sonho

O tema tão actual do “bullying” e das praxes cruéis é tratado neste livro de forma inédita, através de uma narrativa de ficção; porém todos os episódios estão fundados na realidade.

O jornalista Pedro Foyos, confirmando a mestria com que conquistou o público ao lançar O Criador de Letras, que é já uma referência obrigatória no domínio do romance histórico em Portugal, conduz-nos agora à redescoberta do universo alternativo da infância, à idade da pureza primordial, quando os actos pouco dependem da racionalidade. A par da comicidade inverosímil desses actos, uma verdade trágica: os gangues, as praxes e sobretudo o fenómeno “bullying” (tirania juvenil em ambiente escolar) de que são vítimas em Portugal milhares de jovens, a partir da infância.

Dados divulgados pela UNICEF demonstram que as crianças portuguesas são das que mais sofrem acções de violência física ou psicológica, pertencendo Portugal ao grupo de três países onde mais de 40 por cento dos inquiridos afirmam ter sido vítimas de “bullying”. (…) » Continuar a ler in TriploG

Ver também:

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Sugestões para o Dia da Mulher

Posted by bibliobeiriz em Março 8, 2010

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A beleza da mulher

Posted by Manuela DLRamos em Março 8, 2010

Os vídeos de Philip Scott Johnson:
500 Years of Female Portraits in Western Art

Música: “Bach’s Sarabande from Suite for Solo Cello No. 1 in G Major, BWV 1007 performed by Yo-Yo Ma”

Women in film

Música:”Bach’s Prelude from Suite for Solo Cello No. 1 in G Major, BWV 1007 performed by Yo-Yo Ma”

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Concurso Nacional de Leitura

Posted by bibliobeiriz em Março 3, 2010


Em cima:vista geral do auditório  da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, antes do início da prova escrita da fase distrital do Concurso Nacional de Leitura, para os alunos do 3º ciclo, hoje de manhã.
A nossa escola marcou de novo presença, contribuindo também para, segundo foi dito, uma participação recorde.
Em baixo: vista parcial de uma das zonas de leitura e da zona multimédia, sob a tutelar figura do patrono da Biblioteca.

Depois da prova, que correu bem, houve ainda tempo para requisitarmos uns livros e passearmos um pouco nos belos jardins do Palácio de Cristal antes de voltarmos para a escola. Foi uma manhã bem passada!

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Informações

Posted by bibliobeiriz em Março 2, 2010

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