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Arquivos para a Categoria ‘Dia Internacional do Livro Infantil’

Dia Internacional do Livro Infantil

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2012

Tema  de 2012: Habia una vez un cuento que contaba el mundo interoOnce upon a time, there was a story that the whole world told.(ver os temas dos anos anteriores)

      •  O Dia Internacional do Livro Infantil, intencionalmente comemorado desde 1967 na data do nascimento de Hans Christian Andersen (1805-1875) a 2 de Abril, tem como objectivo fundamental “inspirar o amor à leitura e chamar a atenção para os livros infantis.” (in IBBY).

Todos os anos cabe a um país- com representação no International Board on Books for Young People (IBBY) – a criação uma mensagem ilustrada alusiva ao poder e importância das histórias e dos livros infantis. Este ano coube a vez ao México através da A Leer, secção mexicana do IBBY, com  ilustração de Juan Gedovius e texto de Francisco Hinojosa,  ambos da Cidade do México.

«Habia una vez un cuento que contaba el mundo intero. - Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro.  Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate.

Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.

Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.

E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.

Francisco Hinojosa (trad. Maria Carlos Loureiro)

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Hans Christian Andersen

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2012

O Dia Mundial do Livro Infantil - que hoje se comemora - é também um dia de homenagem a Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês nascido a 2 de Abril de 1805.

Sem posses e tendo como única herança do avô e do pai o bichinho de ouvir e contar histórias, HCA mostra toda a sua enorme determinação ao viajar sozinho para tentar a sua sorte no Teatro Real de Copenhague com 14 anos apenas. O relato da sua vida extrordinária já foi tema de biografias e obras cinematográficas >, e o próprio escritor intitulou uma das suas autobiografias, Mit Livs Eventyr (1855), traduzida por The Fairy Tale of My Life, O Conto de Fadas da Minha Vida.

Hans Christian Andersen inicia a publicação dos seus célebres contos de fadas em 1835, tendo escrito ao todo 156, até 1872.  (1 e 2)

Em Portugal, que visitou em 1866, os seus “contos de encantar” também são publicados e traduzidos por nomes conhecidos da Literatura Portuguesa como Guerra Junqueiro (logo em 1877), Maria Amélia Vaz de Carvalho e Gonçalves Crespo e mais tarde, Ana Castro Osório, Cabral do Nascimento, Herberto Helder, Ilse Losa, Ricardo Alberty entre outros. (3 e 4)

Os contos mais conhecidos de HCA podem ser lidos nas várias antologias que temos na Biblioteca e também  nos seguintes sítios:

> Contos de Hans Christian Andersen  (in Era uma Vez) do  Centro de Competência Nónio Séc. XXI da ESE de Santarém. Para ler e ouvir!

> Contos de Andersen

> Lista de contos acessíveis no sítio brasileiro “Virtual Books On line -Biblioteca de Livros electrónicos

> Páginas da Biblioteca Nacional dedicadas ao autor (a propósito do bicentenário do seu nascimento).

……


……

    • e ainda:  Exposição Hans Christian Andersen comissariada por Niels Fischer na Amadora, patente até 30 Junho 2012. (programa/pdf)

Referências bibliográficas:

  1. Centro Hans Christian Andersen
  2. Hans Christian Andersen- Wikipedia
  3. Literatura Infantil Portuguesa (googlebook)  mostra da obra de HCA a propósito da comemoração pela BN do Dia Int. do Livro Infantil em 1980, e dos 175 anos do nascimento de HCA
  4. Andersen em Portugal: das Traduções às Recriações (pdf) por Leonor Riscado

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Livros fechados – livros abertos

Publicado por Manuela DL Ramos em Janeiro 2, 2012

Escolhemos este texto de António Torrado para primeira entrada de 2012 por duas razões:

  1. Não podia expressar melhor os nossos votos: ver na biblioteca cada vez mais meninos e meninas (e  professores ;-) a abrir os livros, descobrindo neles a matéria de que somos feitos, aprendendo a sonhar.
  2. É da autoria de António Torrado, um dos mais conceituados escritores portugueses, responsável pela versão de A Nau Catrineta, publicada no livrinho com que vamos premiar os nossos “top-leitores” do 1º período.

«Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o  .livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
— Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
— Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
— É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
— Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
— Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
— Eu também — falou, perto deles, um livrinho estreito. — Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
— Isso não é trabalho para livro — estranhou o calhamaço.
— À falta de outro… — conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele… Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar, ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre uns joelhos.
— Tem bonecos esse livro? — perguntou a voz de uma menina, debruçada para o livro, ainda por abrir.
— Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te — disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
— Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
— Lê — pediu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta.
Às vezes vale a pena esperar. »

(Livro Fechado, António Torrado – Mensagem Nacional para o Dia Internacional do Livro Infantil - 2 de Abril de 1997). Fonte

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“O Livro Recorda” – mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2011

O LIVRO RECORDA por Aino Pervik

“Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.”

No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953)> > .
Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
O livro recorda o tempo em que foi escrito.
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.
Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.

O livro recorda

*Tradução: José António Gomes (João Pedro Messeder)

*A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People) , difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY. Todos os anos cabe a um país membro a criação da mensagem e do poster e nesta edição de 2011 foi a vez da Estónia. A mensagem é da escritora  Aino Pervik e  o poster  é da autoria de Mildebergius famoso pintor e ilustrador estoniano >.  (ver mensagem em inglês e original e biografias dos autores )

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“E se eu fosse um bicho?”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 2, 2010


2 DE ABRIL, DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

2010 ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE

Aliando estas duas celebrações, a Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas promove o passatempo “E se eu fosse um bicho?” cujo objectivo «(…)passa por motivar as crianças para uma pesquisa sobre a variedade dos animais que povoam a terra, incentivando também a criatividade, a imaginação e a escrita.»

Temos a certeza que vai haver muitos participantes! Para eles aqui fica o «Regulamento:
 Nota: Se tens entre 8 e 12 anos, podes concorrer.
1 – Procura encontrar, na Biblioteca Municipal do concelho onde resides ou na biblioteca da tua escola, livros que falem de animais ou que tenham um animal como personagem principal. Se quiseres, podes indicar‐nos os livros que leste, para os divulgarmos.
2 – Documenta‐te o melhor possível sobre um animal pelo qual sintas grande simpatia – o seu habitat, o seu comportamento, se está ou não em vias de extinção, etc.
3 ‐ Imagina que és um repórter ou um jornalista famoso e redige um pequeno texto (máximo 2 páginas A4) sobre o animal escolhido. Podes justificar a tua escolha apoiando‐te em razões concretas, mas também subjectivas.
4 – Se preferires, imagina‐te um dos animais (e se eu fosse um bicho???) e escreve um conto, uma banda desenhada ou um poema.
5 ‐ Os textos deverão ser enviados por e‐mail para dsl@dglb.pt ou pelo correio para Direcção‐Geral do Livro e das Bibliotecas, Campo Grande, 83 – 1º, 1700‐‐088 Lisboa, até 2 de Maio. Deve ainda constar o teu nome, morada, telefone, idade e escola.
6 – O Júri, constituído por elementos da DGLB e do Plano Nacional de Leitura, seleccionará os 10 melhores textos até final do mês de Maio. Os vencedores receberão prémios em Livros e um cartaz de Madalena Matoso* sobre o Dia Internacional do Livro Infantil. Os trabalhos seleccionados serão publicados no site  da DGLB. (…)»
(Transcrito do regulamento do passatempo)

*Vencedora da 13ª edição do Prémio Nacional de Ilustração

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“Um livro espera-te. Procura-o!”

Publicado por bibliobeiriz em Abril 2, 2010

Dia Internacional do Livro Infantil

A comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil -a 2 de Abril, dia em que nasceu Hans Christian Andersen (1805-1875) – tem como objectivo fundamental “inspirar o amor à leitura e chamar a atenção para os livros infantis” -de acordo com o IBBY- International Board on Books for Young People.  Este ano, a mensagem é de Eliacer Cansino Macías e a ilustração do poster da autoria de Noemí Villamuza, ambos espanhóis, em representação da secção espanhola do IBBY (Ver anos anteriores)

«Era uma vez
um barquinho pequenino,
que não sabia,
não podia
navegar.
Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas,
e aquele barquinho,
aquele barquinho
navegou.

Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: “Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar”.
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas…, tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que… não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.

ELIACER CANSINO
Tradução: José António Gomes
A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.» (pdf)

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Dia Internacional do Livro Infantil

Publicado por bibliobeiriz em Março 25, 2009

A comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil -a 2 de Abril, dia em que nasceu Hans Christian Andersen (1805-1875) – tem como objectivo fundamental “inspirar o amor à leitura e chamar a atenção para os livros infantis” -de acordo com o IBBY- International Board on Books for Young People.
Este ano, o país responsável pela edição dos materiais da comemoração é o Egipto > , sendo o autor do poster o ilustrador Hani D. El-Masri.
.
Este ano
 

 Mensagem de 2009

I am the world, and the world is meicbd2009_mensagem1

For through my book

I can be whatever I want to be.

Words and pictures, verse and prose

Take me to places both far and close.

 

In the land of Sultans and gold

A thousand stories unfold

Flying carpets, magic lamps

Genies, ghouls and Sindibades

Tell their secrets to Shehrezad.

 

With every word on every pageiamtheworld1

I travel throug time and space

And on the wings of fantasy

My spirits crosses land and sea.

 

The more I read the more I know

That with my book

I’ll allways be in the best of company.

«Eu sou o mundo, e o mundo sou eu,
porque através do meu livro
posso ser quem quiser.
Palavras e imagens, versos e prosa,
levam-me a lugares vizinhos e distantes.

Na terra dos Sultões e do ouro,
mil histórias se revelam,
tapetes voadores, lâmpadas mágicas,
Génios, Ghouls e Simbades,
contam os seus segredos a Sherazade.
.
 
 
 
A cada palavra em cada página,
viajo no tempo e no espaço.
E nas asas da fantasia
o meu espírito atravessa terra e mar.

Quanto mais leio, mais compreendo
que, com o meu livro,
estarei sempre
na melhor das companhias.» 
 (tradução de Paulo Izidoro   
      ler tradução “oficial” no site >  da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas -DGLB)

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Dia Internacional do Livro Infantil- 2008

Publicado por bibliobeiriz em Março 30, 2008

 

 

Ver tamanho maior

 Desde 1967, o Dia Internacional do Livro Infantil comemora-se a 2 de Abril, dia em que nasceu Hans Christian Andersen (1805-1875), consagrado escritor dinamarquês, autor dos mais conhecidos contos infantis. Esta comemoração tem como objectivos fundamentais “inspirar o amor à leitura e chamar a atenção para os livros infantis.” (in IBBY).

 A mensagem e a ilustração do Dia Internacional do Livro Infantil deste ano são da autoria do artista tailandês Chakrabhand Posayakrit*.

«Os livros iluminam, o conhecimento encanta.
A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.»
Chakrabhand Posayakrit

Tradução de José António Gomes (fonte: DGLB)

*«Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa.

No poster (ver imagem maior aqui) que acompanha a sua mensagem, Posayakrit regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.» (fonte: DGLB)

  • Mensagens e posters desde 1995 (em inglês) aqui
  • Mensagens e posters desde 2001 (em português) aqui
  • Neste blogue:DILI 2007

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Dia Internacional do Livro Infantil

Publicado por Manuela DL Ramos em Abril 2, 2007

O Dia Internacional do Livro Infantil  -que se comemora a 2 de Abril, data do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen > – é uma iniciativa do iBbY > (International Board on Books for Young People) realizada anualmente desde 1967. O patrocinador de 2007 é a Secção Nacional do IBBY da Nova Zelândia > .

O tema deste ano é “Stories Ring the World“.  O poster que o ilustra é da autoria de Zak Waipara > e acompanha-o uma mensagem da autoria de Margaret Mahy > *

MENSAGEM DO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL - 2007
ver algumas mensagens dos anos anteriores aqui 

poster«”Nunca me hei-de esquecer de como aprendi a ler. Quando era menina, as palavras escapuliam-se diante dos meus olhos como pequenos escaravelhos negros cheios de pressa. Mas eu era mais inteligente do que elas. Aprendi a reconhecê-las apesar de tentarem escapar-me velozmente. Até que, por fim, consegui abrir os livros e entender o que lá estava escrito. Sozinha, tornei-me capaz de ler contos, histórias engraçadas e poemas.
No entanto tive surpresas. A leitura deu-me poder sobre os contos e de alguma forma também deu aos contos um certo poder sobre mim. Nunca lhes pude escapar. Isso faz parte do mistério da leitura.
Uma pessoa abre um livro, acolhe e compreende as palavras e, se a história for boa, ela explode dentro de nós. Aqueles escaravelhos que correm em linha recta de um lado para o outro da página em branco convertem-se primeiro em palavras e, logo a seguir, em imagens e acontecimentos mágicos. Ainda que certas histórias pareçam nada ter que ver com a vida real, ainda que nos conduzam a surpresas de toda a espécie e se distendam em múltiplas possibilidades, para um lado e para o outro, como pastilhas elásticas, no final as histórias que são boas devolvem-nos a nós mesmos. São feitas de palavras, e todos os seres humanos sonham ter aventuras com as palavras.
Quase todos começamos como ouvintes. Ainda bebés, as nossas mães e os nossos pais brincam connosco, dizem-nos rimas, tocam-nos as mãos (“Pico pico maçarico quem te deu tamanho bico…”) ou põem-nos a bater palmas (“Palminhas, palminhas…”). Os jogos com palavras são ditos em voz alta e, quando somos crianças, escutamo-los e rimos com eles. Logo a seguir aprendemos a ler os caracteres impressos na página branca e, mesmo quando lemos em silêncio, há uma certa voz que está presente. A quem pertence esta voz? Pode ser a tua própria voz, a voz do leitor. Mas é mais do que isso. É a voz da história que vem do interior do próprio leitor.
É claro que há hoje muitas maneiras de contar uma história. Os filmes e a televisão têm histórias para contar, embora não usem a linguagem da maneira como o fazem os livros. Os escritores que trabalham em guiões de televisão ou de cinema são obrigados a utilizar poucas palavras. “Deixem as imagens contar a história”, dizem os especialistas. Muitas vezes vemos televisão na companhia de outras pessoas, mas quando lemos quase sempre estamos sós.
Vivemos numa época em que o mundo está cheio de livros. Mergulhar nos livros à procura de alguma coisa, lendo-os e relendo-os, faz parte da viagem de cada leitor. A aventura do leitor consiste em descobrir, nessa selva de caracteres impressos, uma história tão vibrante que o transforme como que por magia. Uma história tão apaixonante e misteriosa que mude a sua vida. Creio que cada leitor vive para esse momento em que de súbito o mundo de todos os dias se altera um pouco, abre espaço a uma nova piada, a uma ideia nova, àquela nova possibilidade que é dada a uma determinada verdade de se exprimir pelo poder das palavras. “Sim, isto é mesmo verdade!”, exclama aquela voz dentro de nós. “Estou a reconhecer-te!”

“A leitura é verdadeiramente apaixonante, não acham?”»

(Versão portuguesa de José António Gomes)

«* MARGARET MAHY nasceu em Whakatane, Nova Zelândia, em 1936. Bibliotecária, decidiu dedicar-se a tempo inteiro à escrita em 1980. Escreveu obras dirigidas a diferentes idades, cultivando géneros que vão do álbum para crianças pequenas ao romance juvenil, passando pela poesia e pelo texto dramático. (…).»

  • Fontes da mensagem: em html (CM de Arouca);  em pdf  (no IPLB)
  • Notícia nos media >
  • Entrada no site da Ed. Caminho >
  • Página da Secção espanhola do IbBY >
  • Ver as nossas comemorações em 2005- ano do centenário de  Hans C. Andersen.

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